ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E SETE
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (13)
SEMANA 22 – SEXTA
Leitura Bíblica: Mt 25:31-36; At 10:42; 17:30-34; 24:25; 1 Co 15:19, 32; 2 Tm 4:1; 1 Pe 4:5; Ap 20:11-15
Ler e orar: “e nos mandou pregar ao povo e testificar que ele é quem foi constituído por Deus Juiz de vivos e de mortos." (At 10:42)
ARREPENDIMENTO E JULGAMENTO
Em 17:30-31 Paulo prossegue: “Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens que todos, em toda parte, se arrependam; porquanto estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça, por meio de um varão que destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o dentre os mortos”. O dia que Deus estabeleceu para julgar o mundo será o dia em que Cristo julgará os vivos no trono de Sua glória antes do milênio (Mt 25:31-36), provavelmente não incluindo o dia em que julgará os mortos no grande trono branco depois do milênio (Ap 20:11-15).
De acordo com Atos 10:42, Cristo foi designado por Deus “Juiz de vivos e de mortos”. Ele será o Juiz dos mortos depois do milênio no grande trono branco. Segunda Timóteo 4:1 e 1 Pedro 4:5 também dizem que Cristo julgará tanto vivos como mortos. O dia em Atos 17:31 se refere especificamente ao dia em que Cristo julgará os vivos, porque nesse dia Ele julgará “o mundo”, que deve se referir apenas aos homens que estiverem vivos. Esse dia do juízo de Cristo sobre o mundo será por ocasião da Sua volta. Ele foi designado por Deus para executar esse julgamento, e o fato de Deus tê-Lo ressuscitado dentre os mortos é prova categórica disso. Em sua pregação aos gentios, tanto Pedro em 10:42 como Paulo aqui e em 24:25 enfatizaram o julgamento vindouro de Deus.
O vocábulo grego traduzido por "acreditou" no versículo 31 também pode ser traduzido por "deu fé, certeza ou garantia". A ressurreição de Cristo é a certeza e garantia de que Ele voltará para julgar todos os habitantes da terra. Isso está garantido para que creiamos, e pode levar-nos ao arrependimento (v. 30).
A palavra de Paulo com respeito a Cristo como o varão designado por Deus e a Sua ressurreição indica que ele tinha o Senhor e Sua ressurreição plenamente constituídos nele. Ele foi conduzido, guiado e dirigido absolutamente pelo Espírito de Jesus. Como tinha o Espírito de Jesus constituído em si, o seu alvo, a despeito do assunto de que falava, era pregar Cristo e Sua ressurreição.
A REAÇÃO À PALAVRA DE PAULO COM
RESPEITO A RESSURREIÇÃO
Atos 17:32-34 diz: “Quando ouviram falar de ressurreição de mortos, uns escarneceram, e outros disseram: A respeito disso te ouviremos noutra ocasião. A essa altura, Paulo se retirou do meio deles. Houve, porém, alguns homens que se agregaram a ele e creram; entre eles estava Dionísio, o areopagita, uma mulher chamada Dâmaris e, com eles, outros mais”. Desses versículos podemos ver que ele ganhou, não apenas líderes dentre os judeus, mas também pessoas importantes entre os gregos. a Novo Testamento não menciona uma igreja em Atenas, mas Paulo realizou uma obra prevalecente ali.
A PREGAÇÃO DE PAULO EM OPOSIÇÃO AOS EPICUREUS
A pregação de Paulo em Atos 17 certamente foi adequada à situação dos gregos em Atenas. Muito do que ele disse foi dirigido aos epicureus e também aos estóicos. Vimos que os epicureus não reconheciam o Criador e a Sua providência sobre o mundo, mas buscavam prazeres sensuais, especialmente relacionados a comer e beber. Os estoicos eram panteístas que criam que tudo era governado pelo destino e todos os acontecimentos resultavam da vontade divina.
Ao pregar no Areópago, Paulo primeiro se referiu a Deus como o Criador de forma objetiva, como alguém fora de nós e com o qual não temos um relacionamento direto. Daí, do Criador, Paulo passou a mostrar que todos os seres humanos são a geração de Deus e vivem e existem Nele. Depois disso, ele ainda falou do dia em que Cristo julgará os vivos. Todos esses aspectos eram dirigidos aos epicureus.
Os epicureus dizem que não existe nem o Criador nem o Provedor. Também afirmam que devemos buscar os prazeres sensuais sem preocupação com o futuro. É provável que Paulo tivesse os epicureus em mente quando disse: “Se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos, que amanhã morreremos” (1 Co 15:32). Isso parece ter sido a citação de uma frase da época, uma máxima dos epicureus. Se não há ressurreição, nós; os crentes, não temos esperança no futuro, e nos tomamos os mais miseráveis dos homens (1 Co 15:19). Se fosse assim, seria melhor gozar a vida hoje, esquecendo-nos do futuro, como os epicureus.
Em sua pregação em Atos 17 Paulo parecia dizer aos epicureus: “Há um Criador, e Ele, o Provedor, dá a todos vida, fôlego e todas as coisas. Vocês são a geração de Deus, pois foram produzidos Dele e a sua vida humana vem Dele. Como vocês têm a vida humana, vocês vivem, movem-se e existem Nele. Vocês também precisam saber que haverá um juízo no futuro, que se relaciona à ressurreição do Homem Jesus. Deus O designou para ser o Juiz de todos, e forneceu prova disso ressuscitando-O dentre os mortos. No passado, Deus lhes permitiu andar no seu próprio caminho, mas me enviou aqui para dizer-lhes que vocês agora precisam arrepender-se”. Essas palavras também devem ter sido reveladoras aos panteístas estoicos. Quão maravilhosa foi a pregação de Paulo aos atenienses!
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