sábado, 25 de abril de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 14, segunda, mensagem 27

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 27
A TERRA SANTA E A CIDADE SANTA

SEMANA 14 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: Ez 48:35b; Ap 21:21, 22:1-2

Ler e orar: Dezoito mil côvados em redor; e o nome da cidade desde aquele dia será: O Senhor Está Ali.(Ezequiel 48:35)


A CIDADE SANTA

Tanto Ezequiel quanto Apocalipse terminam com uma cidade, Jerusalém. Apenas uma cidade na Bíblia tem doze portas com os doze nomes das doze tribos de Israel, e essa é a cidade de Jerusalém.

Porque nós, finalmente nos tornaremos a Nova Jerusalém, devemos aplicar a nós mesmos as coisas mencionadas em Ezequiel. Isso significa que não devemos considerar as palavras de Ezequiel meramente como profecias.

Embora o livro de Ezequiel contenha profecias, devemos aplicar esse registro principalmente a nós mesmos, aplicando os pontos em Ezequiel, não apenas para o futuro, mas também para o presente.


Uma Mescla de Deus e o Homem

Com essa cidade há o número doze, que é composto não de seis vezes dois, mas de três vezes quatro. Ela é três vezes quatro porque existem três portas em quatro lados, perfazendo um total de doze portas. 

Precisamos lembrar que quatro é o número da criatura e que três é o número do Deus Triúno. Portanto, doze significa o mesclar do Deus Triúno com as criaturas.

Por fim, essa cidade não é apenas uma mescla, mas também um governo perfeito com uma administração completa. Na Bíblia, o número doze também indica um governo perfeito e administração na conclusão. Ele não é apenas um mesclar da divindade com a humanidade; ele é também um governo perfeito, que resulta desse mesclar.

Esse mesclar é para a eternidade. Essa cidade, que resulta do mesclar, exercerá plena autoridade para a administração completa de Deus. A igreja deveria ser assim hoje. Isso significa que a igreja deve ser o mesclar de Deus com o homem. Como resultado de tal mesclar, haverá o governo da igreja para a administração de Deus na terra.


Faz com Que Todos os Que Entram Sejam Um

O fato de a cidade ter quatro lados com três portas de cada lado também indica que não importa de que lado entramos na cidade, estaremos na mesma cidade. Não importa por qual porta entramos, seremos um. Nessa cidade não podemos estar divididos.

Apocalipse 21:21 nos mostra que na Nova Jerusalém há apenas uma rua. Não importa de que direção viemos e não importa por qual porta entramos, estaremos todos na mesma rua. Nessa rua há um fluir, um rio, com uma só bebida e uma única árvore da vida (22:1-2). Nessa cidade, todos nós somos um. Temos uma rua, um rio, um fluir, uma bebida, uma árvore da vida. Somos um de todas as maneiras.

O livro de Ezequiel conclui com as palavras: “E o nome da cidade desde aquele dia será: O Senhor está ali” (48:35b). Deus habita no templo, e Ele habita também na cidade. No templo, Deus tem comunhão com o Seu povo, e na cidade Deus reina entre o Seu povo. Isso indica que Deus desceu do céu para viver com o homem.

Esperamos que essa seja a situação em todas as igrejas locais. Na igreja como o Seu edifício hoje, Deus tem o Seu templo, Sua habitação, e Ele também tem a Sua cidade para a Sua administração. Dessa forma, a igreja torna-se o centro para a comunhão com Deus e para o reinado de Deus.

Se temos o desfrute adequado de Cristo como a boa terra, haverá um resultado ─ o templo e a cidade. Quando houver o templo e a cidade na boa terra, Deus terá Sua expressão, desfrutaremos de Deus e Deus desfrutará de nós, e nós e Deus teremos uma mútua satisfação.



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Hino: "És o Espírito em nosso espírito"

sexta-feira, 24 de abril de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 14, domingo, mensagem 27

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 27
A TERRA SANTA E A CIDADE SANTA

SEMANA 14 - DOMINGO
Leitura Bíblica: Ez 48:1-15, 21, 23-28; Ap 1:6, 20:6; 22:3b-5 

Ler e orar: e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai, a ele a glória e o domínio pelos séculos dos séculos. Amém!” (Apocalipse 1:6)


A Porção Central

Ezequiel nos diz que toda a terra de Canaã foi dividida em três porções. A parte norte foi para sete tribos (48:1-8), a porção sul foi para cinco tribos (vv. 23-28) E a porção central, a porção santa, era uma oferta a Deus.

Porque o Senhor deu ao povo de Israel toda a terra de Canaã como sua
possessão, Ele pediu-lhes para alçar a porção central de volta a Ele como oferta. Portanto, a parte central da terra era uma oferta alçada, alçada pelo povo para Deus (vv. 8-12).

Na porção central havia um quadrado de vinte e cinco mil canas de comprimento e vinte e cinco mil canas de largura. Uma cana é igual a seis côvados. As vinte e cinco mil canas indicam cinco, o número da responsabilidade, multiplicado por cinco mil. Que enorme quantidade de responsabilidade isso indica!

Esse quadrado é chamado de a oferta alçada sagrada e é dividido em três faixas. A faixa central é de vinte e cinco mil canas de comprimento de leste a oeste e dez mil canas de largura de norte a sul. Essa era a parte para o templo; era também a parte dada aos sacerdotes, especialmente para os filhos de Zadoque, por causa de sua fidelidade (v. 11).

Essa parte central se tornou a sua herança, na qual estava o terreno para o templo. Isso indica que os sacerdotes, os filhos de Zadoque, eram os que estavam mais próximos ao Senhor. O próprio Senhor vivia na herança deles, seu lote. A sua herança era a habitação do Senhor.

A segunda faixa, no sul, também era de vinte e cinco mil canas de comprimento e dez mil canas de largura. Essa faixa pertencia aos levitas que ministravam à casa e às pessoas e ajudavam em todas as atividades do serviço com as ofertas.

Os levitas estavam perto do Senhor, mas não tão perto como os sacerdotes estavam (v. 13). A terceira faixa, no lado norte, media vinte e cinco mil canas por cinco mil canas. Essa parte era para a cidade (v. 15). A cidade estava na faixa central dessa porção norte.

O restante dessa faixa pertencia aos operários, aos trabalhadores, na cidade. De tudo isso, vemos que a terra para a oferta alçada sagrada foi dividida em três partes: uma parte para os sacerdotes, uma parte para os levitas, e uma parte para a cidade com todos os seus trabalhadores.

O mapa que mostra a distribuição da terra santa indica que, além da terra para a oferta alçada sagrada, ainda havia algum remanescente da terra no oeste e no leste. Essas duas porções de terra que restaram foram atribuídas e distribuídas ao rei, à família real (v. 21).


A Proximidade das Tribos à Cristo Não É a Mesma

A distribuição da terra e a alocação das tribos sobre sua porção específica da terra são bastante significativas. Essa imagem mostra-nos que, de Dã, no norte à Gade, no sul, todos os israelitas desfrutavam Cristo, mas sua proximidade à Cristo não era a mesma.

Os mais próximos à Cristo eram os sacerdotes, os filhos fiéis de Zadoque. Junto a eles estavam os levitas e os que trabalhavam na cidade. Próximos a esses estavam a família real. Portanto, cada tribo desfrutava Cristo, mas sua distância de Cristo variava.

A proximidade das tribos à Cristo determinava a sua importância. As pessoas mais importantes eram os sacerdotes, que eram os mais próximos de Cristo e que mantinham a comunhão entre o povo e o Senhor. Os levitas eram os próximos na proximidade com o Senhor, e eles mantinham um serviço ao Senhor. O serviço ao Senhor é bom, mas não é tão bom quanto a comunhão. Seu serviço, o qual era necessário, não era tão estimado e precioso como era a comunhão.

Em seguida, os trabalhadores da cidade eram o terceiro grupo mais próximo do Senhor. A cidade é o símbolo do governo divino, por isso havia um trabalho para manter o governo de Deus. Aqui podemos ver a comunhão, o serviço, e o trabalho para manter o governo divino. Além disso, havia a família real com o rei e a realeza. 

O registro de Ezequiel indica que o templo não estava dentro da cidade, antes, estava separadoConsiderando que a cidade significa o governo de Deus, o templo significa a comunhão de Deus. templo é a casa de Deus, a habitação de Deus, para Seu descanso, e a cidade é o reino de Deus para Sua autoridade.

É crucial percebermos que todas essas coisas, a comunhão dos sacerdotes, o serviço dos levitas, o trabalho para manter o governo de Deus e a realeza, todos resultam das riquezas da terra. Isso significa que toda a comunhão, serviço, trabalho, governo, direitos, soberania e realeza resultam do desfrute das riquezas de Cristo.

Quanto mais desfrutamos Cristo, mais perto estamos Dele, e quanto mais perto estamos Dele, mais importante seremos no Seu propósito. Podemos ser como Dã ou Gade, longe da Sua presença, mas continuamos a desfrutar das Suas riquezas. No entanto, não somos tão importantes para a Sua economia por causa da distância entre nós e Ele.

Os sacerdotes, ao contrário, são extremamente cruciais. Seu quinhão, sua porção, é a habitação do Senhor. Devemos todos aspirar estar na posição dos sacerdotes. Não há necessidade de nos preocupar com quem vai estar no lugar de Dã. O Senhor cuidará disso.

Devemos desejar e exercitar não só sermos sacerdotes, mas também reis. Apocalipse 1:6 diz que o Senhor nos fez reino, sacerdotes para Deus e Seu Pai. Como reis e sacerdotes, fomos predestinados a estarmos muito próximos do Senhor. Por isso, não devemos nos contentar em ser como Dã, muito longe, no extremo norte do país. 

Devemos ser sacerdotes, os filhos de Zadoque, e os reis que estão muito próximos do Senhor. Na eternidade, todos nós seremos reis e sacerdotes (20:6; 22:3b-5). Desfrutaremos leite e mel ─ todas as riquezas de Cristo.

Hoje, precisamos aprender a desfrutar Cristo. Em vez de nos preocupar tanto com ensinamentos e dons, devemos nos importar com as riquezas de Cristo. Não fomos predestinados para ensinamentos e dons; fomos predestinados para desfrutar Cristo. Portanto, precisamos aprender a desfrutar as riquezas de Cristo como a boa terra. Diariamente devemos desfrutar Cristo por comer, beber e respirá-Lo. Essa é a maneira de seguirmos em frente.


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Hino: "Todos tipos do passado Te retratam, ó Senhor"

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 13, sábado, mensagem 27

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 27
A TERRA SANTA E A CIDADE SANTA

SEMANA 13 - SÁBADO
Leitura Bíblica: Dt 32:13; Jz 18; Ez 20:6, 34:13-15, 37:22, 40-42, 47:18-20; Jo 1:29, 12:24

Ler e orar: No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29)


Uma Terra Que Mana Leite e Mel

A terra, com todas as suas riquezas, é chamada de “a terra que mana leite e mel” (20:6). Leite e mel são o produto de duas vidas trabalhando juntas, a vida vegetal e a vida animal. Toma-se tanto a vida vegetal quanto a vida animal para produzir leite e mel. Para produzir leite precisamos do gado, a vida animal, e também do pasto, a vida vegetal. O leite é, portanto, o produto dessas duas vidas trabalhando em conjunto.

O princípio é o mesmo com o mel. O mel é produzido pelas abelhas, contudo, as abelhas precisam das flores de muitos tipos diferentes de plantas. Portanto, tanto o leite quanto o mel são produtos desses dois tipos de vida.

Como a nossa boa terra, Cristo tem dois tipos de vida; Ele tem a vida vegetal e a vida animal. O Evangelho de João indica isso. Por um lado, o Senhor Jesus disse que Ele era o grão de trigo (12:24); essa é a vida vegetal. Por outro, esse Evangelho diz que Cristo é o Cordeiro de Deus (1:29); essa é a vida animal.

A vida animal é para ser morta para que o sangue possa ser derramado para a redenção, enquanto a vida vegetal é para produzir e gerar vida. Um grão de trigo, caindo na terra, morre, cresce e se multiplica em muitos grãos.

Assim, com Cristo temos a vida animal para a redenção e a vida vegetal para germinação. Dessas duas vidas se mesclando juntas, temos as riquezas de Cristo, o leite e o mel ─ para o nosso desfrute.


O Fronteiras da Terra

Ezequiel apresenta as fronteiras da boa terra de uma forma particular, contudo, maravilhosa. Ele diz que a fronteira do lado ocidental está o Grande Mar (47:20). Isso indica que a costa do Mar Mediterrâneo é a fronteira ocidental.

Ezequiel nos diz que há também um mar, no lado oriental (v. 18). O mar, à leste não é o Grande Mar; é o Mar Morto. No topo do Mar Morto está o rio Jordão, que prossegue para o norte, para outro mar, o mar da Galileia, ou o Mar de Tiberíades. Noutro rio, o rio do Egito, está a fronteira da boa terra, ao sul (v. 19).

A posição da boa terra entre as águas do Grande Mar, à oeste e as águas do Mar Morto, à leste é significativo. Para a boa terra estar cercada por água indica que ela está cercada por morte. No Mar Morto não há nada, a não ser morte, e no Grande Mar há água salgada, o que significa morte.

Além disso, em tipologia, o rio Jordão significa morte. Dessa maneira, a boa terra está rodeada de morte, mas não é inundada pela morte. Isso lembra-nos a terra que emergiu das águas de morte no terceiro dia, significando assim, o Cristo ressuscitado.

Certas porções da Palavra indicam que a boa terra de Canaã é uma terra elevada (Dt 32:13; Ez 20:40-42; 34:13-15; 37:22). A boa terra é uma terra elevada, tipificando o Cristo ressurreto, elevado, de entre os mortos. Assim, a boa terra não é uma terra baixa, mas uma terra elevada. 

Considerando que o Mar Morto está centenas de metros abaixo do nível do mar, o monte Sião está centenas de metros acima do nível do mar. Isso significa que a boa terra, como um tipo do Cristo ressurreto, é uma terra elevada.

No lado norte da boa terra, não há rio como fronteira; em vez disso, há o Monte Hermon. De acordo com o Salmo 133, o orvalho desce do Monte Hermon e desce sobre os montes de Sião. Isso significa que a graça desce dos céus e desce sobre todas as igrejas locais.

Essa terra elevada com o Monte Hermon tipifica o Cristo ressurreto, que ascendeu aos céus. Agora há não somente a ressurreição, mas também ascensão, pois Cristo não é apenas o Cristo ressurreto, mas também o Cristo ascendido. Ele está acima das águas de morte, e Ele ascendeu ao alto da montanha, o Monte Hermon.


As Subdivisões da Boa Terra

Em relação às subdivisões da terra, sete das tribos de Israel estavam no norte e cinco estavam no sul. De todas as doze tribos, Judá e Benjamin eram as mais amadas pelo Senhor.

Quando as doze tribos foram divididas, apenas Judá e Benjamin se mantiveram com o Senhor e não participaram da divisão. Por essa razão, eles estavam localizados perto da habitação do Senhor. Por causa da condição miserável de Gade, a porção da sua tribo foi colocada no extremo sul da terra.

Devemos confiar no julgamento e na estimativa do Senhor a nosso respeito. Outros podem ser equivocados a nosso respeito, mas o Senhor não pode ser confundido. Ele é justo, e sabe se nos coloca no norte ou no sul. Ele jamais erra.

No que diz respeito à vida da igreja, não sabemos onde devemos estar, mas o Senhor sabe onde nos colocar. Por exemplo, não importa quanta atenção podemos dar para onde devemos ir na migração para a propagação da vida da igreja, por fim, estaremos no melhor  lugar sob a soberania do Senhor.

Ele sabe se somos Dã ou Benjamin, Judá ou Gade. Não devemos culpar os outros, mas reconhecer e submeter-nos à soberania do Senhor. Dã, no entanto, nunca ficou satisfeito com o lugar onde ele foi colocado. Em Apocalipse 7, o nome de Dã não é mencionado na lista das tribos de Israel por causa da idolatria e degradação de Dã (Jz 18). O Senhor removeu temporariamente o seu nome da lista das tribos.


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Hino: Experiência de Cristo - "Como a Boa Terra"

quinta-feira, 23 de abril de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 13, sexta, mensagem 27

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 27
A TERRA SANTA E A CIDADE SANTA

SEMANA 13 - SEXTA
Leitura Bíblica: Gn 1:9, 7:19, 11:1-9, 12:1-8; Êx 12-14; 2 Cr 5:14; Ez 34:14

Ler e orar: Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar, e apareça a porção seca. E assim se fez. (Gn 1:9)


Nesta mensagem, chegamos ao final de Ezequiel, e consideraremos dois assuntos: a terra santa e a cidade santa.


A TERRA SANTA

O Templo é o Resultado da Terra

Precisamos ver algo mais referente à terra santa. À parte da terra, não pode haver o templo. Podemos apreciar muito o templo, mas devemos perceber que o templo está na terra e que, sem a terra não pode haver um templo. O templo, que tipifica a igreja, é o resultado da terra, que tipifica Cristo. 

Assim, o templo depende da terra. Se não temos a experiência de Cristo, é impossível termos a igreja. A igreja é o resultado do desfrute das riquezas de Cristo.


A História da Terra

A terra é mencionada pela primeira vez em Gênesis 1:9. No terceiro dia da restauração do Senhor da Sua criação, a terra foi restaurada, porque nesse dia a terra emergiu das águas de morte. Antes dessa época, a terra estava sob as águas de morte. Mas, no terceiro dia, o Senhor fez com que a terra surgisse das águas de morte.

A terra aqui em Gênesis 1 tipifica Cristo, que ressuscitou dos mortos no terceiro dia como a terra todo-inclusiva. Cada tipo de vida ─ a vida vegetal, a vida animal e a vida humana ─ saiu dessa terra. Todos os tipos de seres viventes resultaram da terra.

Uma vez que a terra tipifica Cristo, isso significa que todos esses seres viventes resultaram de Cristo. Cristo é a boa terra que Deus preparou para o homem. No entanto, o homem caiu e se degradou e isso fez com que Deus julgasse a terra novamente.

Durante a época de Noé, a terra foi inundada e novamente foi coberta pelas águas de morte (7:19). Como resultado, a raça humana perdeu a terra. Mas o Senhor trouxe novamente a terra das águas de morte, e à família de Noé foi dado o direito de usufruir da terra.

A história humana é um registro da queda do homem. No decorrer dessa história, os descendentes de Noé caíram e, por fim, se reuniram em Babel para construir uma torre de rebelião contra Deus (11:1-9). Então, “o Senhor os dispersou dali pela superfície da terra” (v. 8a). 

Mais tarde, Deus chamou Abraão para fora da terra de Babel e fez entrar em Canaã, a boa terra (12:1-8). Por fim, no entanto, os descendentes de Abraão desceram da boa terra para o Egito. Toda a casa de Israel desceu ao Egito, e, portanto, eles perderam a boa terra.

Quatrocentos anos depois, pela libertação de Deus, o povo de Israel experienciou a páscoa, deixou o Egito, e passaram pelo Mar Vermelho (Êx 12-14). Depois de quarenta anos de peregrinação no deserto, eles cruzaram o Jordão para a boa terra. Lutando contra os habitantes da terra, eles recuperaram a terra perdida.

Sobre a terra recuperada eles construíram o templo, e a glória de Deus o encheu (2 Cr 5:14). Mais tarde, devido ao seu afastamento do Senhor e a sua degradação, eles foram levados da terra e a perderam mais uma vez.

No meio do cativeiro, Ezequiel foi levado de volta para a terra pelo Espírito e viu a terra. Em nossa leitura de Ezequiel, precisamos prestar atenção ao fato de que muitas vezes o Senhor prometeu trazer o Seu povo de volta à terra (caps. 11, 33, 34, 36, 37).

Ele até prometeu trazê-los de volta ao topo dos altos montes de Israel (34:14). Isso indica uma restauração da terra. É fundamental percebermos que antes de podermos ter a restauração do edifício, precisamos ter a restauração da terra.

A restauração da terra significa a restauração do desfrute de Cristo. O próprio Cristo não pode ser perdido, mas em nossa experiência, Cristo pode ser perdido. Quando fomos salvos, recebemos Cristo. No entanto, não muito tempo depois caímos e perdemos Cristo em nossa experiência.

A restauração da terra é a restauração das experiências das riquezas de Cristo. Uma vez que a terra tinha sido recuperada, a casa pôde ser construída sobre a terra.


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Hino: Experiência de Deus - "Como Vida"

terça-feira, 21 de abril de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 13, quinta, mensagem 26

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 26
O RIO QUE FLUI DA CASA

SEMANA 13 - QUINTA
Leitura Bíblica: Gn 1:11-12; Ez 47:8, 9, 10, 11, 12; Ap 3:15-16, 22:1  

Ler e orar: Toda criatura vivente que vive em enxames viverá por onde quer que passe este rio, e haverá muitíssimo peixe, e, aonde chegarem estas águas, tornarão saudáveis as do mar, e tudo viverá por onde quer que passe este rio.” (Ez 47:9)


TUDO VIVERÁ POR ONDE PASSAR O RIO

Tudo viverá por onde quer que passe este rio (Ez 47:9). Esse rio é o rio da vida, e somente a vida pode fazer com que as coisas vivam. Meros ensinamentos e dons não são importantes aqui, porque eles não podem conceder vida.

Ezequiel não diz que todos nós devemos ter conhecimento ou que todos nós devemos exercitar os dons; ele diz que tudo viverá por onde quer que passe esse rio.

Nesse fluir, as árvores viverão e darão frutos, frutos deliciosos a cada mês (v. 12). Além disso, a água traz abundância de peixes (v. 9). O gado está implicado pelos nomes de duas cidades: En-Gedi e En-Eglaim (v. 10). En-Gedi significa “fonte do cordeiro”, e En-Eglaim significa “fonte de dois bezerros.” Essas fontes são para os novilhos, os cordeiros e os bezerros.

De tudo isso, vemos que o fluir do rio produz árvores, peixes e gado. Na vida da igreja adequada há muitas árvores que produzem frutos, e, portanto, não há escassez de frutos. Se a igreja em sua localidade é viva, haverá árvores frutíferas. Árvores que produzem frutos são uma indicação de que há um fluir em sua igreja. As árvores crescem pela água viva. Se houver um fluir em sua igreja local, certamente haverá árvores que dão abundância de frutos.

Com o fluir do rio, também há pesca (v. 10). Pescar significa aumento em números. Se o número de pessoas na sua igreja local não aumenta ano após ano, isso significa que não há pesca, e se não há pesca, significa que não há fluir. Se quisermos ter pesca, temos que ter o fluir. 

Precisamos de um lugar para lançar e armar a nossa rede. Precisamos pescar, a fim de ter um aumento em números. Na vida da igreja precisamos também de algumas fontes de cordeiros e fontes de novilhos para alimentação. Assim, precisamos de alimento, precisamos do aumento em números, e precisamos de alimentação. Isso trará o remendar, a edificação.

Oh, como precisamos das árvores, da pesca e das fontes! Todas essas questões dependem de uma coisa: o fluir do rio. Uma vez mais vemos o quanto precisamos do fluir do rio de Deus.


O RIO FLUI PARA O MAR MORTO

Ezequiel 47:8 diz que o rio flui em direção ao Mar oriental. De acordo com o mapa, o Mar Oriental é o Mar Salgado ou o Mar Morto. Pelo fluir do rio da casa, a água salgada do Mar Morto será saudável. Isso significa que a morte será tragada pela vida.

Quando há um fluir de vida rico e profundo numa igreja local, muita morte será tragada pela vida. No entanto, se não houver nenhum fluir, essa igreja, em particular, se tornará um “mar morto” cheia de sal. Mas, se há o fluir do rio, a morte será tragada pela vida, e, então, o “mar morto” será vivificado.


O RIO É INCAPAZ DE VIVIFICAR OS PÂNTANOS

Embora o Mar Morto e os lugares secos possam ser vivificados e a morte ser tragada pela vida, os pântanos não podem ser vivificados (v. 11). Um pântano é um lugar que não é nem seco nem de água corrente. Ele consiste, em parte, lama e, em parte, água, um pântano não é nem seco nem molhado. Um pântano representa uma situação cheia de compromissos. Isso significa que onde quer que haja uma situação comprometedora, há um pântano.

Nunca devemos nos envolver com qualquer situação “pantanosa”. O Senhor Jesus repreendeu a igreja em Laodicéia por ser morna e não ser quente nem fria. Ele disse aos de Laodicéia que eles deveriam ser quentes ou frios, mas não mornos. Ele também disse que se eles continuassem mornos, Ele os vomitaria da Sua boca (Ap 3:15-16). Ser morno é estar numa situação comprometedora, estar num pântano.

A nossa posição com respeito a igreja deve ser absoluta. Se permanecer numa denominação, você deve permanecer ali de maneira absoluta. Se está com um grupo independente, você deve estar ali de maneira absoluta. Se estiver na base da igreja, você deve estar de maneira absoluta. Você deve ser frio ou quente, mas jamais ser morno. Ser morno é estar num pântano. Se você desistir das denominações e dos grupos independentes e, contudo, não for absoluto pela base adequada da igreja, você estará num pântano.

É possível para alguém estar na vida da igreja, sem ser absoluto. Tal pessoa é um pântano. Nem mesmo o Senhor pode vivificar um pântano. Um pântano é um lugar neutro, um lugar no meio do caminho, um lugar de compromisso.

Alguns santos não estão nem na Babilônia, nem em Jerusalém, mas num lugar no meio do caminho entre a Babilônia e Jerusalém. Isso significa que eles estão num pântano, e até mesmo são um pântano. Precisamos tanto ser absolutos no fluir ou permanecer em terra seca. Se permanecermos numa situação “barrenta” ou pantanosa, o Senhor não pode fazer nada conosco.

É muito fácil entrar num pântano, mas é muito difícil sair de um. A igreja deve estar num lugar absoluto. Portanto, para a vida da igreja, precisamos ser absolutos. 

A igreja também deve ser um lugar segundo a sua espécie. Gênesis 1:11-12 diz que a relva, as árvores e as ervas frutificassem segundo a sua própria espécie. Uma macieira não pode produzir uma maçã-pêssego. Produzir uma maçã-pêssego, ou seja, algo que não é segundo a sua espécie, é estar num pântano. Um homem deve ser um homem e uma mulher deve ser uma mulher; ninguém pode ser um homem-mulher.

Se você estiver numa denominação, esteja ali segundo a sua espécie. Se você estiver num grupo independente, esteja ali segundo a sua espécie. Da mesma forma, se um grupo de santos numa determinada localidade são a igreja ali, eles devem ser a igreja segundo a sua espécie.

Se você estiver na restauração do Senhor, esteja de maneira absoluta, não só pela metade. Volte todo o caminho de Babilônia para Jerusalém. Se parar no meio do caminho, você se tornará um pântano, e não terá qualquer fluir, nem mesmo um fio de água. Em vez disso, você terá água apenas para se tornar “lamacento”. Você será um pântano, e um pântano não pode ser vivificado.

Ao longo de todos os meus anos na restauração do Senhor, nunca vi um pântano que foi vivificado. Em Apocalipse 22:11 o Senhor Jesus diz: “Continue o injusto a praticar a injustiça; continue o imundo a ser imundo; continue o justo a praticar a justiça; e continue o santo a ser santo.”

Aqui vemos que o Senhor Jesus deseja e exige que sejamos absolutos. Temos que aprender a sermos absolutos. Por sermos absolutos, estaremos no fluir, e o fluir não será um fio de água, mas um rio no qual se possa nadar. Então, tudo viverá por onde passar esse rio.


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Hino: Plenitude do Espírito - "Como o Espírito da Vida"

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 13, quarta, mensagem 26

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 26
O RIO QUE FLUI DA CASA

SEMANA 13 - QUARTA
Leitura Bíblica: Ez 47 

Ler e orar: Perguntou-lhes Jesus: Filhos, tendes aí alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. Então, lhes disse: Lançai a rede à direita do barco e achareis. Assim fizeram e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade de peixes.” (Jo 21:5-6)


A PROFUNDIDADE DO FLUIR
DEPENDE DO QUANTO 
TEMOS SIDO
MEDIDOS E TOMADOS PELO SENHOR

Você pode estar se perguntando como podemos determinar o quanto temos sido medidos e possuídos pelo Senhor. Determinamos isso pela profundidade do rio. Se o rio está apenas em nossos tornozelos, isso prova que não fomos medidos totalmente pelo Senhor. 

A profundidade do rio depende do quanto temos sido medidos pelo Senhor. Não há nenhuma necessidade de argumentar e justificar a nós mesmos. Em vez disso, devemos simplesmente considerar a profundidade do nosso fluir.

Quão profundo é o seu fluir? Ele está até os tornozelos? Até os joelhos? Até os lombos? O fluir tem se tornado um rio que não se pode atravessar? O fluir se tornou águas para nadar? Precisamos considerar nossa situação pessoal dessa forma.

O mesmo princípio se aplica às igrejas locais. Não há necessidade de discutir a respeito da igreja em sua localidade. Você pode dizer que a igreja na qual se reúne é a melhor. Sua igreja pode ser a melhor de acordo com o seu conceito, mas pode não ser a melhor de acordo com o fluir. 

Você pode reivindicar ter um fluir, mas quão profundo é esse fluir? Considere a profundidade do fluir na igreja onde você se reúne. O fluir pode estar apenas até os tornozelos ou joelhos ou os lombos. Talvez, o
fluir seja um rio que não se pode atravessar, e, portanto, pode ser águas para nadar.

A profundidade do fluir em cada igreja local depende do grau de medida e posse do Senhor. Quanto a isso, podemos enganar aos outros, mas não podemos enganar ao Senhor. Ele conhece a profundidade do fluir onde estamos.

Todos nós precisamos ser medidos e possuídos pelo Senhor. Para a Sua medição, o Senhor precisa da nossa cooperação. É difícil para o Senhor nos medir, nos julgar, nos possuir e tomar-nos sem uma cooperação adequada de nossa parte. Que possamos clamar ao Senhor pela Sua misericórdia que, através da Sua medição em todas as igrejas locais, haja um rio no qual ninguém possa atravessar.


GRAÇA VERSUS ESFORÇO PRÓPRIO

É fácil andar na terra seca, mas o fluir do rio faz com que seja difícil andar. Quando a água está até os tornozelos, ainda podemos andar, mas não é muito conveniente. Quando a água está até os joelhos, é mais difícil andar. Quando a água está até os lombos, é muito difícil de andar.

Isso indica que, antes de desfrutarmos a graça do Senhor como o fluir, éramos capazes de fazer tudo o que gostávamos. Quando experienciamos o fluir do Senhor apenas de maneira superficial, ainda podemos andar pelo nosso próprio esforço.

Mas, quando o fluir se torna mais profundo, chegando até os joelhos, caminhar se torna muito mais difícil. Temos a graça, mas a quantidade de graça que temos não é suficiente, por isso, continuamos a exercitar o nosso esforço próprio.

Quando o fluir aumenta, ele incomoda, restringe e nos frustra. Quando o fluir da graça sobe mais alto, para os lombos, esse é o momento mais difícil de ser um cristão. Nossa situação torna-se bastante estranha. Por exemplo, por um lado, podemos ter graça suficiente e ser difícil perdermos o bom humor; por outro, podemos não ter graça suficiente para vencermos o nosso temperamento.

Temos a graça, mas ainda precisamos exercitar o nosso esforço próprio. Isso é um dilema. O rio da graça está conosco, mas não é profundo o suficiente. Mas, uma vez que o fluir de graça se torna tão profundo que não podemos atravessar, louvaremos ao Senhor e começaremos a nadar no rio. Quando nadamos, deixamos de tentar ficar em pé. Em vez disso, abandonamos o nosso esforço próprio e começamos a nadar no rio.

Quanto menos graça recebemos do Senhor, mais precisamos usar nossa própria força. Mas quando recebemos uma abundância de graça, já não precisamos usar nossa própria força. Em vez disso, deixamos de lado nosso esforço próprio e permitimos que o fluir do rio nos leve adiante. À medida que somos levados adiante dessa maneira, podemos facilmente seguir o Senhor e deixar que Ele nos leve para onde quer que queira levar.

Fico preocupado de que muitos entre nós ainda não tem abandonado seu esforço próprio, mas ainda estão tentando se manter de pé por conta própria. Eles continuam a lutar por seus esforços para se manterem de pé. Isso significa que estão exercitando seu esforço próprio para ser um vencedor.

Aqueles que estão em tal situação precisam perceber que precisam de mais graça. Eles precisam de um fluir mais profundo para que desistam de tentar permanecer de pé e em vez disso, nadar no rio. A melhor maneira para nadarmos no rio é colocar nossa confiança no fluir do rio, esquecer os nossos próprios esforços, e deixar o fluir levar-nos junto. 

Quando recebemos uma abundância da graça, essa é a nossa experiência. Embora a graça seja suficiente, ainda precisamos seguir junto com o fluir da graça do Senhor. Quando estamos sendo levados pelo rio, não devemos tentar obter a nossa própria direção. Devemos abandonar a direção e nos mover na direção do fluir. No entanto, o fluir pode ser numa direção, mas a nossa intenção é se mover na direção oposta. Por essa razão, o Senhor muitas vezes tem problemas conosco.



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domingo, 19 de abril de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 13, terça, mensagem 26

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 26
O RIO QUE FLUI DA CASA

SEMANA 13 - TERÇA
Leitura Bíblica: Nm 2:3; Ez 40:3, 43:2, 47:1, 3-5

Ler e orar: Saiu aquele homem para o oriente, tendo na mão um cordel de medir; mediu mil côvados e me fez passar pelas águas, águas que me davam pelos tornozelos.” (Ezequiel 47:3)


ÁGUA SAINDO DE DEBAIXO
DO LIMIAR DO TEMPLO

Ezequiel 47:1a diz: “Depois disto, o homem me fez voltar à entrada do templo, e eis que saíam águas de debaixo do limiar do templo, para o oriente.” Para que a água flua, deve haver um limiar, uma abertura, através da qual possa fluir. Isso indica que, se, por meio de Cristo, tivermos mais comunhão com Deus e aproximarmo-nos Dele, haverá uma abertura que permitirá que a água viva de Deus flua da igreja.


O RIO FLUI PARA O ORIENTE

O rio resulta da casa e flui para o oriente (v. 1b). O oriente é a direção da glória do Senhor (Nm 2:3; Ez 43:2). O fluir para o oriente indica que o rio de Deus vai sempre fluir na direção da glória de Deus. O rio se preocupa com a glória de Deus.

Tudo na vida da igreja deve ser para a glória de Deus. Por exemplo, em nossa pregação do evangelho, devemos buscar a glória de Deus. Se a nossa pregação do evangelho é para a glória de Deus, haverá uma saída da água viva. 

No entanto, se não nos importamos com a glória de Deus, o fluir será limitado. Todos na igreja devem buscar e se preocuparem com a glória de Deus. Então, a água viva fluirá da igreja.


A ÁGUA FLUI DO LADO DIREITO DA CASA

Ezequiel 47:1c também nos diz que a água fluía do lado direito da casa. De acordo com a Bíblia, o lado direito significa a posição mais elevada. O fluir da água do lado direito indica que o fluir do Senhor deve ter a preeminência. Precisamos dar ao Senhor a posição mais elevada, e nós também precisamos dar ao fluir do Senhor a posição mais elevada. Então, o fluir será predominante e tornar-se-á o fator controlador em nosso viver e obra.


FLUI DO LADO DO ALTAR

O fluir é pelo lado do altar (v. 1d). Isso indica que o fluir é sempre pela cruz. Se não temos o tratamento da cruz, o fluir será frustrado. Se quisermos ter o fluir, temos de ter o tratamento da cruz. Precisamos estar dispostos a passar pela cruz, para que o fluir possa vir.


O HOMEM COM UM CORDEL DE MEDIR

O ponto principal aqui é o homem com um cordel de medir em sua mão (v. 3). Esse homem, que é o próprio Senhor Jesus, tem a aparência de bronze (40:3). Como temos salientado, o bronze em tipologia, ou cobre, significa julgamento e provas.

O Senhor Jesus foi provado e julgado como um homem, e por ter sido provado e julgado, Ele está agora provando e julgando. Por ter sido provado, Ele está qualificado para provar, e por ter sido julgado, Ele está qualificado para julgar.

Ele é o único com o cordel de medir na mão, totalmente qualificado para nos medir. Dissemos anteriormente que medir significa provar, julgar e possuir. Quando uma irmã está prestes a comprar uma peça de tecido, ela primeiro examina o tecido e, em seguida, mede-o. Seja qual
for a metragem que ela medir, será a que ela também possuirá. Isso indica que medir é examinar, testar, julgar, e, por fim, assumir e possuir.


O FLUIR DO RIO É MEDIDO

O homem veio com um cordel de medir na mão para medir o fluir do rio (47:3-5).


MEDIU MIL CÔVADOS

Quando esse homem mediu o rio pela primeira vez, havia apenas um fio de água que saia da casa. Em seguida, mediu mil côvados, e o fluir tornou-se mais profundo, até os tornozelos (v. 3). De novo mediu mil côvados, e o fluir tornou-se mais profundo, até os joelhos (v. 4). Depois disso, o homem mediu ainda mais mil côvados, e o fluir tornou-se ainda mais profundo, até os lombos (v. 4). Quando Ele mediu mil côvados pela quarta vez, o fluir tornou-se um rio que não se podia atra-
vessar, e o rio se tornou águas para nadar. 

Na Bíblia, o número mil representa uma unidade completa. Por exemplo, no Salmo 84:10, o salmista diz que um dia nos átrios do Senhor é melhor do que mil fora. Desde que mil representa uma unidade completa, medir mil significa medir uma unidade completa; é uma medida completa.

Se quisermos desfrutar o fluir da casa, precisamos ser medidos completamente. Se quisermos desfrutar de um fluir que é mais profundo, precisamos ser medidos, ou seja, provados, examinados, julgados e tomados pelo Senhor. Nossos motivos, nossas intenções, nossos objetivos, nossas metas, nossos desejos, todos devem ser julgados. Tudo o que possuímos e tudo em que estamos envolvidos devem ser julgados. Isso aprofundará o fluir dentro de nós.

Quando somos julgados pelo Senhor, precisamos fazer uma confissão cabal. Precisamos permitir que o Senhor seja o nosso Juiz e deixá-Lo levar-nos à Sua luz e nos expor. Então, devemos dizer-Lhe: “Senhor, tudo o que Tu julgou agora é seu. Peço-Te, Senhor, toma posse de mim plenamente.

Os julgamentos e provações do Senhor sobre nós não são de uma vez por todas. Em Ezequiel 47, o homem não mediu uma, duas ou até mesmo três vezes; ele mediu quatro vezes. Na Bíblia, quatro é o número da criatura. As quatro medidas aqui indicam que, como criatura, precisamos ser totalmente julgados e provados pelo Senhor e, em seguida, sermos totalmente tomados por Ele.

Ser tomado completamente pelo Senhor não é uma experiência fácil. Podemos pensar que fomos totalmente tomados pelo Senhor, mas depois de um período de tempo, perceberemos que ainda temos alguma reserva. Então, seremos provados e julgados novamente, e após isso teremos mais uma consagração ao Senhor, dizendo: “Senhor, tome isso e possua-o.”

Podemos pensar que o Senhor assumiu tudo, mas o Senhor sabe que Ele nos ganhou apenas até um certo ponto. Portanto, algum tempo depois podemos novamente perceber que temos reservado e preservado muito para nós mesmos. Mais uma vez, faremos nossa confissão ao Senhor e experienciaremos a Sua provação e julgamento.

Mesmo depois de inúmeros anos, podemos ainda não ser totalmente tomados pelo Senhor e, portanto, novamente precisaremos ser medidos, provados, julgados e possuídos por Ele.


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Estudo-Vida de Ezequiel, semana 14, segunda, mensagem 27

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