terça-feira, 31 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 10, quinta, mensagem 21

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 21
O ALTAR

SEMANA 10 - QUINTA
Leitura Bíblica: Nm 2:3; Ez 43:13

Ler e orar: E eis que, do caminho do oriente, vinha a glória do Deus de Israel; a sua voz era como o ruído de muitas águas, e a terra resplandeceu por causa da sua glória.” (Ez 43:2)



A BASE

A base também tem duas bordas de um côvado cada uma, tornando-se um total de dezoito côvados de largura. O número dezoito é composto por seis vezes três ou três vezes seis, tipificando o homem, o Deus Triúno e a ressurreição.

Devido ao seu design único, o altar é muito sólido e estável. É mais largo na base do que no topo. A base é de dezoito côvados quadrados, a borda pequena é de dezesseis côvados quadrados, a borda maior é de catorze côvados quadrados, e o altar é de doze côvados quadrados. 

Esse tipo de construção faz com que o altar seja muito estável. Se o topo fosse mais largo do que a base, o altar não seria estável. Mas, pelo fato de a base ser muito mais ampla do que o topo, o altar pode ser sólido. Nada pode abalá-lo.

Em cada seguimento, em cada seção, há bordas, que se espalham como dois braços para segurar alguma coisa. As bordas também se levantam para segurar alguma coisa. Essa imagem clara nos mostra que o altar não é apenas sólido e estável, mas também é capaz de segurar as coisas. Isso indica que a morte de Cristo na cruz não é apenas estável e sólida, mas também capaz de segurar as coisas. Sua morte maravilhosa, extraordinária, todo-inclusiva é capaz de sustentar todos nós.


OS CHIFRES

Em cada um dos quatro cantos do coração de Deus, um chifre aponta para cima. Na Bíblia, os chifres tipificam força e poder. Os chifres no altar, os quais são para os quatro cantos da terra e que também estão para cima, tipificam o poder da cruz de Cristo. O poder da igreja e dos santos depende da cruz. Quanto mais experienciamos a cruz, mais poder espiritual teremos.


OS DEGRAUS

Os degraus até o altar estão voltados para o oriente. O oriente indica a glória do Senhor. Ele é a direção do nascer do sol, o que tipifica a glória do Senhor (Nm 2:3; Ez 43:2). Isso indica que a cruz sempre aponta para a glória de Deus e sempre conduz à glória de Deus.


O CÔVADO DE MEDIDA

O côvado usado por Ezequiel não é o côvado humano comum; ao contrário, é um côvado mais um palmo (43:13). Este é chamado de um grande côvado e não é uma medida humana, mas uma medida divina. Assim, o altar não é medido pelo côvado humano, mas pelo côvado divino.

Jamais devemos medir-nos pela nossa medida humana. Nossa medida pode ser valorosa para nós, mas para Deus não tem nenhum valor. Podemos sentir que, de acordo com a nossa medida humana e padrão,
estamos qualificados, mas de acordo com a medida divina, estamos aquém do esperado.


O ALTAR E O SANTUÁRIO

O último ponto concernente ao altar é a relação do altar com o templo. Somente depois de passar pelo altar podemos chegar ao templo. Isso significa que, sem a realização e a experiência adequada da cruz de Cristo, não podemos ter a realidade da vida da igreja.

O templo tipifica Cristo, e também tipifica a igreja. Podemos ter a vida da igreja genuína só depois de termos tido a experiência do altar. Se desejamos ter a vida da igreja adequada, precisamos de uma compreensão e experiência adequada do altar, da cruz de Cristo. É somente depois que percebemos que fomos completamente terminados na cruz que podemos ter a vida da igreja real.

Estar no átrio exterior tendo o desfrute de Cristo é maravilhoso, mas está longe de ser a experiência do templo. Estar no átrio interior, onde o ministério começa também é maravilhoso, mas mesmo isso está longe de ser a experiência do templo.

Estar no templo é estar em algo que está totalmente em ressurreição. Portanto, precisamos avançar até passarmos pelo altar, por meio da cruz de Cristo, e chegarmos ao templo. Lá teremos a realidade da vida da igreja.

Precisamos ficar impressionados com o fato de que apenas passando pelo altar poderemos chegar ao templo. Considerando que o altar tipifica a cruz, o templo tipifica tanto Cristo quanto a igreja, o Corpo de Cristo.

A cruz, Cristo e a igreja são o tema central não somente do Novo Testamento, mas também de toda a Bíblia. Primeiramente, chegamos ao altar, a cruz, e então chegamos ao templo. Isso indica que não podemos ter a igreja à parte da cruz. Através da experiência da cruz, somos levados à realidade da igreja. Somente quando passamos pela cruz que temos a verdadeira vida da igreja.

Por um lado, como pessoas salvas, nos reunimos para praticar a vida da igreja; por outro, podemos ter a realidade da igreja somente depois de termos passado pela cruz. Todos nós precisamos ser levados ao ponto onde conhecemos e aceitamos a cruz. Então, quando passamos através da cruz, a nossa carne, nossa velha criação, o nosso eu, e nosso homem natural com a vida natural serão todos tratados.

Tudo o que tem a sua fonte na nossa humanidade será terminado na cruz. Então, teremos a realidade da igreja, seremos um no Senhor, teremos uma verdadeira coordenação, e teremos harmonia, descanso e a presença de Cristo. Esse é o templo, o lugar onde Deus habita. Essa é a expressão de Cristo, a realidade da igreja.


🌿Desfrute mais:

Hino: Louvor ao Senhor - "Sua Todo-Inclusividade"

segunda-feira, 30 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 10, quarta, mensagem 21

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 21
O ALTAR

SEMANA 10 - QUARTA
Leitura Bíblica: Ez 43

Ler e orar: “Tinha grande e alta muralha, doze portas, e junto às portas doze anjos; e sobre elas nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.”


O DESENHO E AS MEDIDAS DO ALTAR

Como podemos provar a partir do registro no livro de Ezequiel que Deus, o homem e todas as criaturas morreram no altar, na cruz? Como podemos provar que a morte de Cristo foi tal morte todo-inclusiva? Como podemos provar que a cruz nos concede Deus?

Tudo isso é provado pelo desenho e medidas do altar. Os detalhes precisos do altar são uma característica especial da visão de Ezequiel. Os primeiros livros da Bíblia não falam especificamente sobre as medidas do altar de maneira tão particular, mas Ezequiel nos dá detalhes sobre o altar.

Se considerarmos a figura¹ 3 (o detalhe do altar), veremos que de acordo com a visão de Ezequiel o altar tem quatro seções: a base, a pequena borda, a borda maior sobre a pequena borda e o altar superior sobre a borda maior. O altar superior é chamado de o coração de Deus, o lugar onde algo queima para Deus e por Deus.

Consideraremos agora brevemente as medidas. A base do altar é de um côvado de altura. O número um tipifica o Deus único; assim, a base do altar ser de um côvado de altura indica que Deus é a base do altar. Isso significa que a cruz foi iniciada por Deus.

A borda inferior, que está na base do altar, é de dois côvados de altura. Aqui, o número dois tipifica não só um testemunho, mas também a segunda pessoa do Deus Triúno. Cristo é a segunda pessoa do Deus Triúno como testemunha.

A terceira seção, a borda grande, é de quatro côvados de altura, tipificando as criaturas. O altar superior na parte superior da borda superior é também de quatro côvados de altura.

O topo do altar é um quadrado, doze por doze côvados. O número doze é composto por seis vezes dois ou de três vezes quatro. Nesse caso, todos esses números estão envolvidos.

O número quatro tipificando a criatura, o homem tipificando o número seis e o número três tipificando o Deus Triúno estão todos aqui. De tudo isso, podemos ver que Deus está aqui, que Cristo está aqui, e que todas as criaturas, incluindo o homem, estão aqui.

Deus como a base inclui Cristo. Quando Cristo morreu na cruz, Deus, o homem e todas as criaturas ali morreram com Cristo. Portanto, esse altar representa a morte todo-inclusiva de Cristo.

Pelo fato de a morte de Cristo ser misteriosa, há muitas opiniões diferentes a respeito dela. Um judeu descrente poderia dizer simplesmente que um homem chamado Jesus, o Nazareno, morreu ali.

Muitos crentes hoje diriam que Aquele que morreu na cruz era o seu Redentor. Outros cristãos, que estão mais avançados no seu entendimento espiritual, podem dizer que Cristo, seu Redentor e eles próprios morreram na cruz.

No entanto, gostaria de declarar que não só Cristo, meu Redentor, e eu
morremos ali, mas também todas as criaturas e Deus morreram ali. Todo o universo junto com o Criador passou pela morte. Porque tudo o que passa pela morte, pode ser testado. O que quer que pudesse ser terminado pela morte, foi terminado.

Na verdade, apenas Deus foi capaz de passar através do teste da morte. Nós e toda a criação fomos terminados, mas Deus foi capaz de passar através do teste da morte.

A morte todo-inclusiva de Cristo elaborou uma mescla a qual introduziu o homem em Deus. Naquela morte, Deus morreu no homem para ser liberado, e o homem morreu em Deus para ser terminado.

Louvado seja o Senhor pela morte maravilhosa e todo-inclusiva de Cristo, Deus morreu no homem e o homem morreu em Deus! Aleluia pela morte de Cristo que libera e que termina! Em Sua morte fomos terminados e Deus foi liberado.


A LAREIRA

A parte superior do altar, o coração de Deus, é de doze côvados quadrados. Essa é a lareira de Deus, o lugar de Deus para queimar as coisas por Deus, para Deus e por meio de Deus. É significativo a lareira medir doze por doze côvados.

Essa é a primeira vez que o número doze é usado nas medidas do templo. O número doze é o número da Nova Jerusalém e é composto por três vezes quatro. O número três é o número do Deus Triúno, e o número quatro é o número do homem como uma criatura. O número doze, portanto, tipifica o Deus Triúno se mesclando com o homem. 

A Nova Jerusalém será o mesclar consumado do Deus Triúno com o homem. A vida da igreja hoje é também o mesclar do Deus Triúno com o homem.


A BORDA MAIOR

A borda maior, a seção que está diretamente sob o altar superior, tem uma borda em ambos os lados que mede um côvado. Por isso, a borda maior é de catorze côvados. O número quatorze é composto de duas maneiras: sete vezes dois e dez mais quatro.

Sete é o número da completação, dois é o número do testemunho, dez é o número da plenitude na perfeição, e quatro, naturalmente, é o número da criatura. Ao colocar todos esses números juntos, podemos perceber que isso significa que a criatura em plenitude sustenta um testemunho completo.


A BORDA INFERIOR

Sob a borda maior está a borda pequena. Essa borda também tem duas bordas de um côvado cada uma, tornando-se um total de dezesseis côvados. O número dezesseis é composto de oito vezes dois, tipificando uma testemunha (dois) em ressurreição (oito). Cristo é uma testemunha viva em ressurreição.

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¹ Infelizmente não dispomos das figuras desse material.


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Hino: A Manifestação Suprema - "A Nova Jerusalém"

sábado, 28 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 10, terça, mensagem 21

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 21
O ALTAR

SEMANA 10 - TERÇA
Leitura Bíblica: Ez 40

Ler e orar: Em verdade, em verdade te digo que, quando eras mais moço, tu te cingias a ti mesmo e andavas por onde querias; quando, porém, fores velho, estenderás as mãos, e outro te cingirá e te levará para onde não queres. (João 21:18)



A Morte É uma Terminação para o Homem

Como temos salientado, o homem também estava na cruz. Quando o Senhor Jesus morreu, o homem também morreu, e essa morte significou o término do homem. Todas as coisas negativas relacionadas ao homem foram encerradas na cruz. Louvado seja o Senhor que todos nós fomos encerrados na cruz!

Pela morte todo-inclusiva do Senhor Jesus na cruz, todas as riquezas de Deus foram liberadas. A morte de Cristo na cruz foi uma liberação maravilhosa para Deus e uma terminação maravilhosa para nós.

Todos nós precisamos dessa visão do altar. Precisamos ver que, não importa qual seja a nossa idade, todos nós fomos terminados na cruz ao mesmo tempo. As riquezas de Deus foram liberadas ali, e todas as coisas negativas foram encerradas também ali. Portanto, a morte todo-inclusiva de Cristo na cruz foi a nossa terminação e a liberação de Deus.

O mesclar de Deus com o homem começou quando o Senhor Jesus nasceu em Belém. Pela sua encarnação, Deus veio ao homem. Mas o mesclar do homem com Deus começou na cruz e foi totalmente realizado na ressurreição.

Através da morte e ressurreição do Senhor, fomos colocados em Deus e mesclados com Deus. Portanto, por meio da encarnação Deus veio ao homem e, pela morte e ressurreição o homem foi colocado em Deus. Tudo o que somos e temos foi terminado na cruz, no altar. Através da cruz, a vida divina foi liberada, e então essa vida foi dada a nós por meio da ressurreição de Cristo.

Se enterrarmos um grão de trigo e uma pequena pedra, algo vivo crescerá do grão de trigo, mas a pedra permanecerá enterrada. Através da Sua morte na cruz, o Senhor Jesus como o grão de trigo foi liberado, mas nós, uma “pedra” morta, fomos terminados. Embora tenhamos sido terminados dessa forma, a vida divina foi transmitida para dentro de nós para nos tornar pessoas maravilhosas.

Originalmente, nós não éramos maravilhosos. Antes de sermos salvos, estávamos fora do muro do complexo do templo, e nos amávamos muito. Depois que fomos salvos e passamos pela porta para o átrio exterior, já não nos amávamos tanto, contudo, ainda tínhamos uma certa quantidade de autopiedade.

No entanto, depois de entrar no átrio interior, já não amamos a nós mesmos ou temos piedade de nós; em vez disso, odiamos o ego. À medida que avançamos ainda mais e chegamos ao altar, vemos que o ego é horrível, o qual amávamos quando estávamos fora do muro, desprezíveis no átrio exterior, e odiados no átrio interior, já tínhamos sido terminados. Uma vez que o ego foi terminado, não há necessidade de amá-lo, ser piedoso ou até mesmo odiá-lo. Em vez disso, deveríamos simplesmente esquecer o ego e deixá-lo no altar.

Temos salientado que, uma vez que a cruz, o altar, ocupa um lugar central em nossa relação com Deus, não podemos evitá-lo. Na verdade, assim que entramos pela porta, começamos a perceber algo a respeito da cruz. A cruz está implícita na porta que tipifica o Senhor Jesus, que cumpriu todas as exigências dos Dez Mandamentos e que depois morreu na cruz para satisfazer as justas exigências da lei de Deus.

A cruz também está implícita no comer dos sacrifícios, que passaram pela morte. Esse comer acontece no pavimento. Além disso, as cozinhas e as mesas onde os sacrifícios são imolados, ambos implicam a cruz. Isso indica que em todo o edifício santo de Deus, podemos ver a cruz ─ na porta principal, no pavimento, nas cozinhas dos cantos e nas mesas, no átrio interior.

A cruz, portanto,não é apenas o centro, mas também a circunferência. A cruz se espalha em todas as direções e em todos os cantos. Após termos sido salvos, nos encontraremos com a cruz por toda parte. Além da cruz, é impossível contatar Cristo, ou ter experiências espirituais cristãs.

Apesar de nos encontrarmos com a cruz em toda a nossa vida cristã, experienciamos a cruz de uma forma particular quando chegamos ao altar no centro do edifício de Deus. Ir ao altar no centro é perceber que tudo o que somos e temos foram terminados na cruz.

Aqui temos uma experiência definitiva da cruz e não apenas um conhecimento superficial sobre a cruz. Em nossa comunhão com o Senhor, somos levados a um ponto em que tocamos a cruz de uma forma definitiva e sentimos que Deus não mais nos permitirá viver no nosso homem natural.

Isso nos leva a ter um grande avanço e uma submissão absoluta à cruz. Como resultado, saberemos o que é a vida natural e o que significa a velha criação ser despojada. Essa é a experiência da cruz como o centro. Entristece-me saber que, embora muitos de nós já tenham ouvido mensagens sobre a cruz, poucos realmente vivem uma vida crucificada.

Por exemplo, não podemos viver uma vida crucificada em nossa vida conjugal. Se um irmão casado e sua esposa discutem um com o outro, isso indica que eles não estão vivendo uma vida crucificada. Se estivessem vivendo uma vida crucificada, não estariam se acusando mutuamente nem se defendendo.

Aqueles que vivem uma vida crucificada não se defendem quando são atacados ou criticados. Eles experienciam a terminação da sua vida adâmica e da velha criação por meio da morte de cruz e desfrutam as riquezas de Deus e Seu elemento divino, os quais foram liberados por meio da cruz.

Quando algumas pessoas, especialmente os jovens, ouvem essa palavra sobre o altar, ficam amedrontados acham que é melhor não amar o Senhor nem buscá-Lo. Pensam que é adequado simplesmente entrar pela porta, para o átrio exterior e desfrutar de Cristo no pavimento; pensam que não há necessidade de irem mais além da porta interior, que os leva ao átrio interior em direção ao altar. Temem que seja perigoso se achegarem ao altar e se tornarem um holocausto.

Precisamos perceber que, uma vez que o Senhor teve misericórdia de nós, não podemos escapar Dele. Não fomos salvos por vontade própria. Pelo contrário, enquanto estávamos vagando no mundo, sem nenhuma intenção de entrar pela porta, o Senhor nos trouxe até ela. À parte da nossa própria escolha, nós cremos em Cristo. Isso é completamente uma questão da seleção de Deus, da Sua misericórdia e da Sua busca cuidadosa.

O princípio é o mesmo em relação ao nosso amor e busca pelo Senhor. Se não cremos no Senhor, O amamos e O buscamos, sentimo-nos desconfortáveis e insatisfeitos. Contudo, quanto mais amamos o Senhor e O buscamos, mais somos satisfeitos. Isso também
é uma questão da misericórdia do Senhor.

Por causa da Sua misericórdia conosco e do Seu trabalhar em nosso interior, não temos escolha a não ser seguir em frente; não podemos retroceder. Se não avançarmos em direção ao altar, antes, tentarmos voltar para o átrio exterior, ficaremos desconfortáveis. Portanto, precisamos avançar cada vez mais até chegarmos ao altar.

Por fim, todos aqueles que são espirituais e que buscam o Senhor acabarão no altar onde serão terminados, até mesmo destruídos, pelo Senhor. Aparentemente sem razão, o Senhor os esfolam e os despojam de tudo.

Deus leva à morte tudo o que somos e tudo o que temos. Madame Guyon experienciou isso e pôde dizer que Deus lhe deu a cruz. Porque amamos o Senhor e O buscamos, cedo ou tarde, conheceremos a cruz, a qual nos esfolará e nos despojará e levará tudo à morte. Seremos forçados a passar pela morte, mesmo que não estejamos dispostos a fazê-lo.

Não experienciamos a cruz de maneira cabal, nós a experienciamos repetidamente. Aqueles que buscam o Senhor encontrarão a cruz em cada direção. Num determinado momento, encontrarão a cruz através de seus filhos. Noutra ocasião, encontrarão a cruz através do seu cônjuge ou por motivo de doença.

Em outros momentos, experienciarão a cruz através da igreja ou através dos cooperadores. A razão de a cruz estar em toda parte é que temos de seguir através da cruz, a fim de contatar Deus. Graças ao Senhor, Deus nos dá a cruz e a cruz nos dá Deus. Os que amam a Deus, são os que mais O experienciam, e são os que mais passam pela cruz.


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Hino: Louvor ao Senhor - "Sua Morte"

sexta-feira, 27 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 10, segunda, mensagem 21

 ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 21
O ALTAR

SEMANA 10 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: Ez 40:47; 43:13─17

Ler e orar: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24)


Nesta mensagem, continuaremos a partir da porta interior e até mesmo do átrio interior, para considerarmos a questão central ─ o altar. Antes de fazer isso, gostaria de rever duas outras questões para que possamos ficar impressionados com elas.

Primeiramente, vimos que ao todo existem seis portas em três grupos de dois, no leste, no sul e no norte. Precisamos lembrar que seis é o número do homem, que foi criado no sexto dia, e que o número três tipifica o Deus Triúno em ressurreição. As seis portas significam que o Deus Triúno está mesclado com o homem. O três está mesclado com o seis.

O fato de as portas serem divididas em três grupos de dois, indica que o Deus Triúno se tornou um homem, o homem-Deus, e foi “partido”, ou “cortado”, em Sua crucificação, e está agora em ressurreição. Ele agora é a porta através da qual entramos em Deus e em todas as coisas de Deus.

Segundo, é preciso notar que, a partir da porta externa para a porta interna, há uma distância de exatamente cem côvados (40:47). O número cem é composto por dez vezes dez ou de vinte vezes cinco. Dez vezes dez significa plenitude em plenitude ou conclusão em conclusão. Vinte vezes cinco significa plenitude e responsabilidade completa como um testemunho.

Além disso, como o gráfico na página 215 indica, há três seções de cem côvados cada, perfazendo um total de trezentos côvados. Mais uma vez, o número três tipifica o Deus Triúno, que se tornou um homem, o homem-Deus. Quão esplêndido e maravilhoso é estarmos em tal homem-Deus! Ele foi crucificado, mas agora está em ressurreição, e estamos Nele.


O ALTAR É O CENTRO DO COMPLEXO

Se consultarmos o diagrama¹ na página 215, que mostra a planta térrea do templo, veremos que não importa em qual porta tomemos para entrar no complexo, por fim, chegaremos ao altar. Não há exceção; o altar é inevitável.

Todos nós entramos pelo maravilhoso homem-Deus, que foi crucificado e que agora está em ressurreição. Se quisermos encontrar Deus, devemos chegar ao altar. O altar está no centro do complexo. O altar é o centro não só do átrio interior, mas também de todo o local do templo.

Esse altar, que tipifica a cruz, é realmente o centro do universo. Quanto à relação entre o homem e Deus, a terra é o centro. O centro da terra habitada é a boa terra de Canaã, a Palestina, pois é o centro de ligação que conecta os continentes da Europa, Ásia e África. A cidade de Jerusalém é o centro da boa terra; o complexo do templo é o centro de Jerusalém; e o altar é o centro do complexo do templo.

Assim, definitivamente, o altar é o centro do universo. Uma vez que o altar tipifica a cruz, isso significa que a cruz é o centro do universo. É crucial conhecermos o pleno significado da cruz. De acordo com os ensinamentos cristãos superficiais, a cruz é o lugar onde o Senhor Jesus morreu por nós. Isso certamente é verdade, mas a cruz representa muito mais do que isso.

Como o centro do universo, a cruz tipifica a morte todo-inclusiva de Deus, do homem e de todas as criaturas. A morte do Senhor Jesus na cruz não foi a morte apenas de uma única pessoa; foi uma morte todo-inclusiva envolvendo Deus, o homem e todas as criaturas.


O PONTO DE ENCONTRO DE DEUS COM O HOMEM

Como temos salientado, ao olhar para a planta térrea do complexo do templo, podemos ver que não importa por meio de qual porta entramos, chegaremos ao altar. Quando Deus vem do templo ao encontro do homem, Ele, da mesma maneira, chega ao altar.

Portanto, o altar não é apenas o centro do universo, mas também o ponto de encontro de Deus com o homem e do homem com Deus. Se uma pessoa entra pela porta norte e outra entra pela porta sul, ambas acabarão por se encontrarem com Deus e umas com as outras no altar.

Deus saiu de Sua habitação e foi para a cruz e ali morreu. Primeiro, Ele deixou a Sua habitação e nasceu em Belém. Depois de viver na terra por trinta e três anos e meio, Ele foi para o altar, à cruz.

Quando estava morrendo ali, Ele não estava sozinho. Através da Sua encarnação, Ele carregou o homem sobre Si. Assim, enquanto Ele estava morrendo na cruz, o homem também estava morrendo lá. Isso indica que Deus e os homens se reuniram na cruz no caminho da morte.


A Morte É uma Liberação para Deus

Deus, no entanto, não pode ser afetado pela morte. Não importa por quanta morte Ele passe, Ele permanece o mesmo. A morte, na verdade, ajuda-O a ser liberado. Deus saiu de Sua habitação e foi para a cruz e ali morreu, a fim de liberar o que estava Nele.

Podemos usar um grão de trigo como ilustração. Quando um grão de trigo é semeado na terra, ele morre. Essa é uma morte terrível ou maravilhosa? Devemos dizer que a morte de um grão de trigo é maravilhosa, pois sem essa morte, todas as coisas belas e ricas do grão não poderiam ser liberadas. Por essa razão, a morte de um grão de trigo não é terrível, mas maravilhosa.

No mesmo princípio, a morte é maravilhosa para Deus. O Senhor Jesus disse: “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24). Ele estava falando de Si mesmo como o grão que cairia na terra e morreria, a fim de ser multiplicado em muitos grãos.

Através da Sua morte, as riquezas da vida divina dentro Dele foram liberadas. Porque Deus é vida, até mesmo ressurreição, Ele não pode ser terminado pela morte. Tudo o que é do homem pode ser terminado, mas o que é de Deus é liberado através da morte. Agora podemos ver que, quando Deus foi para o altar, a cruz, e ali morreu, Sua vida foi liberada.

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¹ Infelizmente não dispomos das imagens nesse material.



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Hino: Louvor ao Senhor - "Em Memória Dele"


quinta-feira, 26 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 10, domingo, mensagem 20

 ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 20
OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR

SEMANA 10 - DOMINGO
Leitura Bíblica: Ez 40:38-46

Ler e orar: Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus,” (Hebreus 10:12)


Um Lugar para Lavar os Holocaustos

No átrio exterior há algum desfrute através do cozer e comer, mas não há nenhum serviço, nenhum ministério para o Senhor. Contudo, quando passamos pela porta para o átrio interior, o ministério começa imediatamente.

Há uma câmara, provavelmente dentro do portão norte do átrio interior, para os sacerdotes lavarem os holocaustos (v. 38). Na preparação de um holocausto a ser oferecido, uma série de passos devem ser seguidos.

Primeiramente, o animal era sacrificado, e, em seguida, era esfolado e cortado em pedaços. Depois disso, a oferta era lavada. Depois de ter sido lavada, a oferta estava pronta para ser queimada. Lavar, portanto, era o último passo na preparação do holocausto.

A câmara aqui não é para matar, esfolar ou cortar o holocausto em pedaços. Em vez disso, a câmara é apenas para lavar o holocausto. Isso indica que nesse momento da nossa experiência, estamos prontos para ser um holocausto para Deus. Somente quando estamos em ressurreição e num nível mais elevado, estamos prontos para sermos absolutos para Deus.

Aqui, no átrio interior, começa a vida que é para Deus. Não vemos isso no átrio exterior. No átrio exterior, temos o desfrute de Cristo. Mas, no átrio interior, temos um avanço e progresso, pois aqui estamos em algo que é mais interior e também mais elevado. Aqui, os sacerdotes estão prontos para oferecer o holocausto, o que significa que eles estão prontos para serem absolutos para o Senhor.


As Mesas

Dentro da porta norte, há oito mesas. Quatro estão de um lado e quatro do outro, num total de oito. Essas mesas são para imolar as ofertas (vv. 39─41). Isso é o serviço real, o ministério real. Os únicos que participam nesse serviço são os sacerdotes. Hoje, na era neotestamentária, todos somos sacerdotes.

No entanto, de acordo com a nossa experiência real, se permanecermos no átrio exterior, ainda somos apenas pessoas comuns; que ainda não são sacerdotes. Em nossa experiência, não podemos ser sacerdotes até que estejamos numa situação que é tanto elevada quanto interior. 

Só depois de sermos mais elevados e termos mais interioridade, teremos maturidade em vida. Então, estaremos prontos para ser um holocausto. Nesse ponto, podemos realmente servir ao Senhor e ministrar a Ele. Agora já não somos simplesmente pessoas comuns; somos sacerdotes prontos para servir ao Senhor com um ministério particular.

Com as mesas, uma vez mais temos o número oito, o que significa ressurreição. As oito mesas são divididas em dois grupos de quatro e igualmente em quatro grupos de dois. Esses números mostram que a criatura está em ressurreição como um testemunho.

Podemos dizer que oito é composto de duas vezes quatro, com quatro sendo o número da criatura. Podemos também dizer que oito é composto por quatro vezes dois. Quatro representa a criatura, oito tipifica ressurreição, e dois tipifica testemunho. Portanto, temos aqui a criatura em ressurreição como um testemunho.

As mesas são de um côvado e meio quadrado e um côvado de altura. O número um tipifica o Deus único. Ao adicionar um côvado e meio de comprimento a um côvado e meio de largura, temos três côvados. Uma vez mais, o número três tipifica o Deus Triúno em ressurreição.

O Deus Triúno foi “partido”, como indicado pelos dois lados do portão, com cada um medindo um côvado e meio. Na questão das oito mesas, vemos que o Deus Triúno, o Deus único que se tornou uma criatura, foi “partido” na cruz, mas Ele ressuscitou. Agora, em ressurreição, Ele é um testemunho. Hoje o nosso serviço, nosso ministério, deve ser no Triúno Deus, o Deus único, que foi “partido” como uma criatura agora está em ressurreição como um testemunho vivo.

Nesta conjuntura, gostaria de resumir o que cobrimos até agora acerca do holocausto e as mesas. As câmaras são para lavar o holocausto, que é algo absoluto para o Senhor. Estar prontos para oferecer o holocausto significa que estamos prontos para sermos absolutos para o Senhor.

As oito mesas, que estão em quatro grupos de duas mesas cada, são para imolar as ofertas. Oito tipifica ressurreição, quatro tipifica a criatura, e dois tipifica um testemunho. Em seguida, temos a medida das mesas que são de um cúbito de altura.

O número um tipifica o Deus único. O número três (três côvados formados pela adição de um côvado e meio de comprimento e largura) tipifica o Deus Triúno em ressurreição. Esse três, dividido em duas partes, indica que o Deus Triúno, que se tornou uma criatura, foi “partido” através da morte e agora Ele está em ressurreição. Nosso serviço hoje é no Deus Triúno, o Deus único, que foi “partido”, e que agora está em ressurreição para ser um testemunho.


Mais Duas Câmaras

Da porta, prosseguimos para o átrio, onde existem mais duas câmaras, uma no lado norte e a outra no lado sul. Essas duas câmaras são para dois grupos de sacerdotes: aqueles que cuidam do templo e aqueles que guardam o altar.

A câmara no lado sul é para os sacerdotes que cuidam do templo (v. 45), e a câmara no lado norte é para os sacerdotes que guardam o altar (v. 46). Essas câmaras indicam que nesse ponto, o seu serviço, seu ministério, está resolvido, estabelecido, é inabalável e constante. Elas são totalmente qualificadas e inabaláveis no seu ministério.

Originalmente, estávamos vagando fora do muro. Louvado seja o Senhor, pois entramos em Cristo e passamos através de Cristo para o átrio exterior. Por fim, pela misericórdia do Senhor, chegamos às câmaras e ali começamos a saborear Cristo e desfrutá-Lo.

Uma vez que O provamos, não queremos deixar essas câmaras. No entanto, após termos considerável desfrute do Senhor, percebemos que precisamos subir novamente e experienciar o significado do número oito para estar absolutamente em ressurreição.

Para isso, precisamos passar através de Cristo novamente e entrar no átrio interior. Uma vez que estamos no átrio interior, precisamos estar prontos para sermos absolutos pelo Senhor. Aqui começamos o ministério, o serviço, com o Deus Triúno, que se tornou uma criatura, que foi “partido”, e que agora está em ressurreição como um testemunho. Agora nos tornamos sacerdotes totalmente qualificados e estabelecidos inabalavelmente nas câmaras e cuidando do templo e do altar.


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terça-feira, 24 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 20
OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR

SEMANA 9 - SÁBADO
Leitura Bíblica: Ez 40-42

Ler e orar: Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. (João 6:53)



O Número Trinta

O número trinta, utilizado em relação às câmaras, é composto de cinco vezes seis ou três vezes dez. Se trinta é composto por cinco vezes seis, temos então o homem (seis) multiplicado pela responsabilidade (cinco).

Se trinta é composto por três vezes dez, então temos o Deus Triúno em ressurreição (três) que preenche todos os requisitos (dez). O Cristo que desfrutamos é o número trinta. Ele não é apenas cinco ou seis ou três. Como o número trinta, Ele inclui seis, cinco, três e dez. 

Nele temos o homem, o Deus Triúno, a ressurreição, a responsabilidade e o cumprimento de todos os requisitos. O número dez também representa conclusão e perfeição. Isso indica que em Cristo temos completude e perfeição. Louvado seja o Senhor, pois temos um Cristo tão rico para o nosso desfrute!

O número trinta aqui corresponde aos trinta lados dos pilares. Isso indica que o nosso desfrute de Cristo depende de Ele ser as colunas de sustentação ou pilares. A medida em que Ele carrega, suporta e sustenta, é a medida em que podemos desfrutar Dele

Além disso, as trinta câmaras correspondem às trinta janelas. Se o Espírito todo-inclusivo não fosse o número trinta, não poderíamos ter o rico desfrute de Cristo como o número trinta.


A Largura do Pavimento

Se consultarmos o diagrama da planta, veremos que a largura do pavimento é igual ao comprimento da porta. Isso significa que o Cristo que desfrutamos é o Cristo, a quem experienciamos. quanto podemos desfrutar de Cristo depende do quanto O experienciamos.

Se a nossa experiência de Cristo mede cinquenta côvados, então o nosso desfrute de Cristo também medirá cinquenta côvados. Quanto somos capazes de desfrutar de Cristo? Isso depende do quanto experienciamos Cristo.

Quanto mais passamos por Cristo, mais experienciamos Cristo, e quanto mais experienciamos Cristo, mais desfrutamos Cristo. Não podemos desfrutar Cristo se tivermos Cristo apenas doutrinariamente. 

Isso significa que não podemos desfrutar de um Cristo que não temos experienciado. Só podemos desfrutar o Cristo a quem temos experienciado. A largura do nosso desfrute de Cristo sempre é igual ao comprimento da nossa experiência de Cristo.


Conectado à Porta

O pavimento está conectado à porta, pois ele está dos dois lados da porta. Isso indica que o desfrute de Cristo está conectado à experiência de Cristo. Se não temos a experiência de Cristo, não podemos ter o desfrute de Cristo. Novamente vemos que o desfrute de Cristo depende da experiência de Cristo.


Os Lugares para Cozer

No átrio exterior, nos quatro cantos, estão os lugares para cozer. Isso indica que, pela graça de Deus, a preparação de Cristo para o desfrute dos outros está se espalhando por todos os cantos, tornando-se disponível em toda parte.

Em cada “esquina” há uma “cozinha” onde Cristo está sendo “cozido” para o nosso desfrute. Onde quer que estejamos, há uma cozinha para nós. Agradecemos ao Senhor que as igrejas locais estão se espalhando por todos os cantos deste país. Todos os cantos do país precisam de uma “cozinha” para preparar Cristo para o desfrute das pessoas.

A medida das câmaras de canto são trinta por quarenta. Até agora vimos quatro trintas: trinta lados dos pilares, trinta janelas, trinta câmaras e trinta côvados. Todos esses trinta estão relacionados e correspondem à nossa experiência. Precisamos passar por Cristo e, em seguida, temos de desfrutar de um Cristo que foi “cozido”.

Aqui temos um novo número ─ quarenta. Quarenta é o número de testes e provações. O povo de Israel esteve no deserto por quarenta anos, e o Senhor Jesus esteve no deserto quarenta dias, a fim de ser testado e aprovado.

Isso indica que, sem sofrimento, teste e julgamento, Cristo não poderia ter sido “cozinhado”, preparado, para ser o nosso desfrute. Para o nosso desfrute, Cristo foi “cozido”. Seu sofrimento sob o processo de “cozimento” foi para o nosso desfrute Dele por comê-Lo.

Sem os sofrimentos e provações do Senhor, Ele não poderia ter sido preparado para nós desfrutarmos. De certa forma, quando as irmãs preparam os alimentos na cozinha, a comida “sofre”.

Enquanto o Senhor Jesus esteve na terra e, especialmente, enquanto estava morrendo na cruz, Ele estava sob o sofrimento, o “cozimento” por causa do nosso desfrute Dele ao comê-Lo.


O Átrio Interior

Do átrio exterior precisamos passar para o átrio interior.


Outro Conjunto de Escadas

À medida que entramos no átrio interior, nós também subimos mais alto. Na entrada para o átrio interior, há um outro conjunto de escadas, que consiste não de sete degraus, mas de oito.

Fora, na rua, há sete degraus que levam até a porta do átrio exterior, e agora vemos que há oito degraus levando-nos à porta interior do átrio interior. Disso vemos que, entrar no átrio interior significa que, quanto mais peregrinamos para dentro, mais elevados nos tornamos. 

Quando avançamos para dentro, também subimos mais alto. Quando passamos pela porta para o átrio interior, somos quinze degraus mais altos do que as pessoas que estão fora do muro.

O número sete significa conclusão, e o número oito significa ressurreição. Isso indica que, se quisermos entrar no átrio interior, precisamos estar em ressurreição. Toda a vida natural e o homem natural deve ser repudiado e crucificado. Como indicado pelos oito degraus, precisamos estar absolutamente em ressurreição.

No átrio interior repetimos nossa experiência de Cristo. Experienciamos Cristo novamente, passando por outra porta. Experienciamos o mesmo Cristo, mas experienciamos mais Dele. Isso
introduz-nos no átrio interior.


Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sexta, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 20
OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR

SEMANA 9 - SEXTA
Leitura Bíblica: Ez 40:17-47; 46:21-22

Ler e orar: Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.(João 6:35)



Na mensagem anterior, abrangemos muitos dos detalhes relacionados com as portas. Eles são divididos em quatro seções: o átrio exterior, a passagem, o átrio exterior e pórtico. Cada porta tem seis côvados de altura e dez côvados de largura. Seis é o número da humanidade do Senhor, pelo qual Ele cumpriu todas as exigências dos Dez Mandamentos. Isso indica que o número seis cumpre o número dez; isto é, o homem Jesus cumpre os Dez Mandamentos. 

Como temos salientado, as dimensões dos quartos da guarda coincide com as dimensões da seção transversal do muro de seis côvados por seis. Isso indica que, para nós, os quartos da guarda são o próprio Cristo como Deus se mesclando com o homem. 

A passagem, tendo o número oito, indica um novo começo em ressurreição. O pórtico, a seção final da porta, tem os números dois, seis e oito, indicando que o Senhor como um homem, está em plena ressurreição.

Todos os números usados em Ezequiel, no que diz respeito ao edifício de Deus, são muito significativos. Os números três, cinco e múltiplos de cinco, são usados com frequência. Por exemplo, o uso extenso é do número trinta, o qual tipifica o Deus Triúno em ressurreição tendo a responsabilidade total.

Quando Ezequiel viu as visões no capítulo um, ele tinha trinta anos de idade. Há trinta pilares de sustentação, trinta câmaras no átrio exterior, e trinta câmaras laterais ao redor do templo. Em Ezequiel, o número trinta indica tanto maturidade a qual é capaz de suportar algo e também o desfrute e a expressão de Cristo.

As palmeiras nas colunas representam vitória e poder eterno. Porque as colunas devem suportar o peso do teto e apoiar todo o edifício, elas precisam estar em vitória e ser eternas. Cristo é a coluna que sustenta e carrega o edifício de Deus com uma vida vitoriosa, eterna.

Vimos também que a porta tem trinta janelas para deixar entrar luz e ar. Essas janelas são cobertas com uma treliça ou tela, para manter as coisas negativas fora. Tudo isso precisamente é obra do Espírito que dá vida: Ele traz a luz e o ar, mas continuamente impede as coisas negativas.

Nesta mensagem, continuaremos a ver que no templo em Ezequiel existem dois átrios: o átrio exterior e o átrio interior. Vamos primeiro considerar o que é o átrio exterior e, em seguida, o átrio interior.


O ÁTRIO EXTERIOR

Se quisermos entrar no templo, o qual Ezequiel viu em sua visão, é preciso primeiro subir os sete degraus e, em seguida, passar pela porta espaçosa. Isso nos levaria para ao átrio exterior do templo.


O Pavimento

A primeira coisa que precisamos prestar atenção no átrio exterior é o pavimento. Há pavimento em torno do muro sobre os três lados do átrio exterior, no leste, sul e norte.


As Câmaras

Há seis seções diferentes, ou áreas, de pavimento, e em cada seção há cinco câmaras. Isso significa que há trinta câmaras. Aqui, o número trinta é composto por cinco vezes seis.

Além das trinta câmaras no pavimento, existem quatro pequenos átrios, um em cada canto do átrio exterior. Esses quatro átrios nos quatro cantos são lugares para cozer os sacrifícios.

Em termos modernos, esses são cozinhas, locais para cozer alimentos. Essas cozinhas são usadas não pelos sacerdotes, mas pelo povo. Considerando que os sacerdotes comem no átrio interior, as pessoas comem no átrio exterior.

Fora dessas cozinhas, esses lugares de cozer, há algumas câmaras. Essas câmaras são para comer, assim como em nossas casas, o espaço ligado à cozinha é a sala de jantar, um lugar para comer a refeição preparada na cozinha.

Em Ezequiel, as câmaras ligadas às cozinhas são salas de jantar para as pessoas desfrutarem os sacrifícios. Isso indica que essas câmaras são lugares para desfrutar de Cristo. A partir disso, podemos ver que a principal coisa no átrio exterior é o desfrute de Cristo como as ofertas e sacrifícios.

Depois que passar pela porta, chegamos ao átrio exterior e entramos nas câmaras para comer, para desfrutar, Cristo, que é a realidade de todas as ofertas.

Ezequiel diz-nos que essas câmaras para comer são construídas sobre o pavimento (40:17). Nos tempos antigos, o pavimento de um átrio era feito com pedras. Isso indica que sempre que estivermos prestes a desfrutar Cristo, precisamos estar num pavimento feito de pedras. O pavimento de pedra nos separa do pó da terra. Caso contrário, nossos pés estariam na terra. Como crentes em Cristo, temos o pavimento das pedras que nos separa da sujeira.

Apesar de estarmos ainda na terra e no mundo, somos separados de qualquer tipo de sujeira. Originalmente, como a velha criação, éramos barro, sendo iguais a terra em natureza. Saímos da terra, e fomos um com a terra.

Mas, quando fomos salvos, convertidos e regenerados, nos tornamos pedras, que são para o pavimento. Agora, se pretendemos desfrutar Cristo, precisamos estar sobre as pedras da nossa regeneração.

No entanto, em sua situação diária, muitos cristãos genuínos não ficam sobre essas pedras. Depois do trabalho, eles participam de certas diversões e atividades mundanas. Eles são cristãos genuínos, mas estão com os pés na sujeira; eles não têm um pavimento de pedra sob seus pés.

Conosco na vida da igreja, na restauração do Senhor, a nossa situação deve ser muito diferente. Quando chegamos em casa depois de um dia de trabalho ou da escola, podemos descansar ou jantar. Em seguida, exercitar nosso espírito para invocar o Senhor, nos reunirmos para desfrutar o Senhor.

Isso indica que estamos em pé sobre um pavimento de pedra. Além disso, em nossa experiência, o pavimento em que estamos de pé, se torna um lugar, uma “câmara”, para desfrutarmos de Cristo.

Muitos de nós podem testificar que dia a dia estamos nas câmaras desfrutando Cristo. Isso é especialmente verdadeiro no Dia do Senhor. Ao contatar o Senhor no início da manhã, colocamos nossos pés nas pedras e nos prepararmos para entrar nas câmaras. Então, nas reuniões da igreja podemos desfrutar de Cristo ao comê-Lo.


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segunda-feira, 23 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, quinta, mensagem 19

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 19
A VISÃO DO EDIFÍCIO SANTO DE DEUS

SEMANA 9 - QUINTA
Leitura Bíblica: Ez  40:10-14, 16

Ler e orar: a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus(Ef 3:18-19)


A Passagem

Do átrio, vamos para a passagem, a qual tem muitos detalhes.


Os Quartos da Guarda

Ezequiel 40:10 diz que, nessa passagem, há seis pequenas câmaras. Algumas das melhores traduções usam a palavra quarto da guarda. Esses são os quartos onde os guardas ficam para proteger o templo. 

Cada um desses quartos tem seis côvados quadrado e é, portanto, igual em tamanho a uma seção transversal do muro. Isso indica que o Senhor Jesus na Sua pessoa e obra, é a verdadeira guarda da glória e santidade de Deus.

Se não houvesse muro, os pecadores seriam capazes de entrar no templo, e isso seria um insulto à glória e à santidade de Deus. Considerando que o muro separa os pecadores de Deus, a porta leva as pessoas para dentro de Deus e para dentro da Sua edificação.

A fim de ser a porta, o Senhor Jesus teve que cumprir todas as exigências dos Dez Mandamentos. Ele era um homem reto e adequado, capaz de cumprir os Dez Mandamentos, e agora Ele é o guarda da glória e santidade de Deus.

Somente aqueles que são qualificados e que correspondem à glória e a santidade de Deus, podem entrar no templo. Se quisermos ser qualificados dessa maneira, precisamos passar pela porta. Ao passar através de Cristo como a porta, estamos qualificados para entrar no edifício de Deus, que é cheio da glória e santidade de Deus.

Os seis quartos da guarda são divididos em dois grupos de três. Novamente temos o número três tipificando o Deus Triúno, que se tornou um homem e foi “partido” em dois. Isso indica que os quartos da guarda é uma pessoa, o próprio Cristo.


As Fronteiras

Entre os três quartos da guarda estão dois espaços de cinco côvados cada. Novamente temos dez côvados composto por dois grupos de cinco côvados. Isso nos mostra mais uma vez que Cristo tem a responsabilidade de cumprir todas as exigências dos Dez Mandamentos.

Além disso, mais uma vez temos o número dois, significando testemunho. De um lado, há dois espaços de cinco côvados cada, e do outro há também dois espaços de cinco côvados. Isso indica que Cristo tem plena responsabilidade pelos Dez Mandamentos e que isso torna-se um testemunho. O Senhor Jesus como o Deus Triúno, se tornou um homem e morreu na cruz para cumprir todas as responsabilidades dos Dez Mandamentos.

Dos quartos da guarda vamos para as fronteiras. Ao invés de fronteiras, a versão King James usa a palavra "espaço"; outras versões utilizam a palavra "plataforma". Do lado de fora de cada um dos quartos da guarda há uma fronteira, um espaço, o qual é de um côvado de largura. Esses estão em dois grupos de três, tipificando o Deus Triúno em ressurreição.

Precisamos nos lembrar que a passagem é de dez côvados. No entanto, há um sentido no qual podemos dizer que a passagem tem oito côvados de largura. Se deduzirmos um côvado da fronteira ao redor do quarto da guarda de cada lado, isso deixa a passagem com apenas oito côvados de largura.

Oito é o número da ressurreição. O primeiro dia da semana, o dia em que o Senhor Jesus ressuscitou, é também o oitavo dia. Assim, o oitavo dia é o dia da ressurreição e significa um novo começo. Quando passamos por Cristo, passamos através da ressurreição e temos um novo começo.


Os Pilares

Em seguida, precisamos considerar os pilares, os quais são difíceis de localizar. Ezequiel 40:14 diz que a distância até os pilares é de sessenta côvados e que cada pilar (coluna) tem dois lados. Cada pilar, cada coluna, tem dois lados, e cada lado é de dois côvados. Nos lados da passagem são quinze lados de dois côvados cada. Portanto, há trinta côvados de largura em ambos os lados da passagem, totalizando sessenta côvados.

Quinze é composto por três vezes cinco, tipificando o Deus Triúno em ressurreição sustentando toda a responsabilidade. O número dois, indicando um testemunho, também está presente. O número trinta corresponde às câmaras de todos os pavimentos para o desfrute de Cristo.

As colunas, as quais sustentam o teto da estrutura, indicam que precisamos ser acolhidos pela força sustentadora de Cristo, a fim de entrarmos no desfrute de Cristo. A força sustentadora vem do número trinta, e o desfrute de Cristo também. Isso indica que podemos desfrutar apenas o quanto Cristo pode suportar.

Conforme veremos numa mensagem mais tarde, a expressão de Cristo, como visto nas câmaras laterais do templo, também é representada pelo número trinta. Portanto, a expressão de Cristo, o desfrute de Cristo e o suporte de Cristo são todos tipificados pelo número trinta. Podemos expressar somente o que podemos desfrutar, e podemos desfrutar somente o que Cristo pode sustentar.


As Palmeiras

Nos dois lados de cada coluna há uma palmeira (v. 16). Na Bíblia, palmeiras tipificam vitória, até mesmo vitória que é eterna. Cristo, o guarda da santidade e glória de Deus, é o Eterno, o Vitorioso, que sustenta, carrega, apoia e é prevalecente.


O Pórtico

Dos pilares vamos para o pórtico, onde o número oito é usado. Na porção anterior, principalmente os números cinco, seis e dez são utilizados, mas com o pórtico, o número oito é usado. Isso indica que agora estamos em ressurreição, num novo começo.


AS JANELAS

As janelas são para deixar entrar luz e ar. Essas não são janelas estreitas, mas janelas treliçadas, com tiras de material sobre elas para proteger o edifício de coisas negativas. No entanto, as janelas são mantidas abertas para o ar e a luz.

Essas janelas treliçadas tipificam o Espírito que dá vida. Existem no total trinta janelas, quinze de um lado e quinze do outro. A porta está cheia de janelas. Isso indica que Cristo é cheio do Espírito que dá vida. 

O Espírito que dá vida traz ar e luz e impede a entrada de todas as coisas negativas. A palavra hebraica para treliça implica a ideia de ser chanfrada. Isso significa que o lado exterior da janela é estreito, mas o lado interior é mais largo (40:16). O Espírito que dá vida atua sempre em direção ao interior. Exteriormente, Ele não é grande, mas interiormente Ele é muito amplo.


ESPANDE-SE DE MANEIRA AMPLA

Embora Ezequiel mencione a altura do muro, ele não menciona a altura da porta. A omissão dessa dimensão é bastante significativa. Todo o complexo do templo não dá a impressão de altura, mas de expansão de uma forma ampla. Mesmo a altura do muro é de apenas seis côvados. De acordo com o projeto, o complexo do templo é de quinhentos côvados quadrados. Assim, a altura não é grande, todavia a expansão é muito grande.

O conceito humano é que se deve subir cada vez mais alto até alcançar os céus. Esse foi o conceito na construção da torre de Babel. No entanto, a intenção de Deus é estar com o homem na terra. O desejo de Deus é vir à terra e expandir o Seu testemunho. Assim, Deus veio à terra como um homem para expandir Seu testemunho sobre toda a terra.

Nesta mensagem, vimos que as portas tipificam Cristo como o Deus Triúno. Cristo tornou-se um homem que era reto, perfeito e completo. Cristo suportou a responsabilidade e cumpriu com todas as exigências dos Dez Mandamentos, a fim de abrir o caminho para entrarmos em Deus e em Seus interesses. Além disso, Cristo é o testemunho de Deus, e como o Ressurreto, o Espírito que dá vida vivificante, Ele é uma testemunha viva da vitória eterna.


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Hino: Anelos - "Por Santificação"

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 14, segunda, mensagem 27

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL Mensagem 27 A TERRA SANTA E A CIDADE SANTA SEMANA 14 - SEGUNDA Leitura Bíblica:  Ez 48:35b; Ap 21:21, 22:1-2 Ler e o...