quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Como ser útil para o Senhor, semana 1, capítulo 1, quarta

COMO SER ÚTIL PARA O SENHOR

CAPÍTULO UM

SEMANA 1 - QUARTA

Leitura Bíblica: Gn 8:1-5; 22:1-2Êx 19:20; 1 Rs 18:42; Is 6:8; Mt 5:1; 8:19-29; 16:24-97; Lc 9:59-62; Rm 9:15-18; Ef 2:4-5, 8; Fp 3:7-8; 2 Tm 4:6-8; Ap 1:9-10; 21:10

Ler e orar: Então, aproximando-se dele um escriba, disse-lhe: Mestre, seguir-te-ei para onde quer que fores. Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça." (Mt 8:19-20)


PAGAR UM PREÇO

A visitação do Senhor marca o início do uso do homem por Deus. Sem a visitação do Senhor, não temos como ser chamados. Desse modo, é da responsabilidade do Senhor visitar-nos. No entanto, a Bíblia revela-nos que, embora o Senhor tenha a responsabilidade de visitar-nos, também temos uma responsabilidade: pagar um preço (Mt 8:19-29; 16:24-97; Lc 9:59-62).

Moisés e Davi, no Antigo Testamento, e Paulo e Pedro, no Novo Testamento, pagaram um preço por meio da visitação do Senhor. Quando o Senhor foi ao encontro de Paulo na estrada para Damasco, Ele não lhe concedeu poder, revelação ou dons de imediato. Pelo contrário, o Senhor disse a ele que entrasse na cidade e deixasse que um pequeno discípulo chamado Ananias lhe dissesse, em poucas palavras, o que ele tinha de fazer (At 9:5b-6, 10-17).

Uma vez que estava disposto a pagar o preço, Paulo foi grandemente usado pelo Senhor (Fp 3:7-8). Por um lado, o Senhor sempre visita o homem, mas, por outro, o homem deve sempre pagar um preço. Portanto, nossa utilidade para o Senhor começa com Sua visitação, mas também depende de nossa disposição para pagar um preço.

O preço que se tem de pagar depois de responder ao chamado do Senhor não tem limites. Ninguém pode dizer que pagou todo o preço e não há mais nada a pagar. Nem mesmo o apóstolo Paulo pôde dizer isso. Pelo contrário, ele sempre se esquecia das coisas que para trás ficavam e avançava para as que diante dele estavam, prosseguindo para o alvo, até que, um dia, ele até mesmo desistiu da própria vida (vs. 12-14; 2 Tm 4:6-8).

Quando escreveu o capítulo quatro de 2 Timóteo, Paulo já havia pago quase todo o preço que poderia; contudo, ele continuou a prosseguir. Todos fomos visitados pelo Senhor, e as visitações que recebemos foram as mesmas. No entanto, em razão das diferenças do preço que cada um de nós pagou, nossa utilidade nas mãos do Senhor pode ser diferente da dos outros. Uma vez que Paulo pagou um preço maior que o dos outros, sua utilidade também foi maior do que a dos outros.

Alguns podem dizer que o Senhor tem misericórdia de quem Ele quer (Rm 9:18). Entretanto, essa palavra foi dita acerca dos gentios, como Faraó, que ainda não haviam sido visitados por Deus (vs. 15-17). Nós, que fomos salvos pela graça, já recebemos a visitação do Senhor (Ef 2:4-5, 8).

Portanto, agora a pergunta não é se recebemos a visitação do Senhor, mas se estamos dispostos a pagar um preço. Nossa utilidade nas mãos do Senhor depende totalmente do preço que pagamos. Se pagarmos um preço alto, nossa utilidade será grande; se pagarmos um preço baixo, nossa utilidade será limitada.

Através dos anos, a visitação do Senhor não foi rara, contudo, Ele está sempre gemendo porque o preço que estamos dispostos a pagar é muito baixo. Essa é a razão por que a obra do Senhor, hoje, só pode avançar lentamente e o Senhor ainda não pode voltar. A Bíblia revela-nos claramente que o Senhor espera que o homem pague um preço e seja usado por Ele respondendo ao Seu chamado.

Em Isaías 6:8, o Senhor disse: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós?”. Talvez não tenhamos uma compreensão suficientemente profunda dessa palavra. Essa palavra implica que, no universo, o Senhor tem um grandioso desejo no coração e espera que o homem responda ao Seu chamado. Ele pretende operar em qualquer época, contudo, faltam pessoas dispostas a pagar O preço e responder ao Seu chamado. 

Toda vez que houver alguém na terra disposto a pagar o preço e responder ao chamado do Senhor, o Senhor certamente irá usá-lo. A amplitude da resposta humana determina a amplitude do uso que o Senhor fará do homem.

O SIGNIFICADO BÍBLICO DO
“SUBIR À MONTANHA”

A primeira pessoa na Bíblia a “subir à montanha” foi Noé. Ele chegou ao monte Ararate enquanto estava na arca, passando pelo dilúvio (Gn 8:1-5). A ênfase do juízo por meio do dilúvio não estava em julgar o pecado, mas o mundo que ofendia a Deus. O fato de Noé subir à montanha simboliza que ele estava sendo libertado do juízo e escapando de todas as situações de rebelião contra Deus.

Quando ele chegou ao monte, todas as situações de rebelião em relação a Deus cessaram. Portanto, o subir à montanha na Bíblia para estar na presença de Deus indica, primeiro, estar livre da rebelião. Embora o mundo todo tenha mergulhado em um estado de rebelião contra Deus, os que foram à montanha com Noé escaparam da rebelião.

Segundo, indica ascensão aos céus por meio da morte e ressurreição. Uma vez que ficou livre da rebelião e passou pelo dilúvio, um tipo de experiência de morte e ressurreição, Noé entrou em uma nova era para representar a autoridade de Deus na terra. O significado de Noé subir à montanha é o mesmo que o de todos os que subiram à montanha depois dele.

Toda vez que leva uma pessoa a subir uma montanha, Deus tenciona que ela seja libertada da rebelião e passe pela morte e ressurreição, a fim de chegar a uma condição de representar a autoridade de Deus na terra. É nisso que se resume o significado da experiência do homem de subir à montanha.

Obter Revelação

Na Bíblia, há outro aspecto do significado do subir à montanha: obter revelação. Em muitos exemplos, desde a subida de Abraão ao monte Moriá (Gn 22:1-2) à permanência de João na ilha de Patmos (Ap 1:9; 21:10), a ênfase dada a essas experiências nas Escrituras é o receber a revelação. A subida de Abraão ao monte Moriá era, a princípio, para a consagração, mas, no final, foi para a revelação. Ao subir o monte, Abraão veio a conhecer a Deus como “Jeová-Jiré” (O Senhor Proverá) e a conhecer a obra de Deus na terra, pois a promessa de Deus a Abraão tinha a ver com a obra que Ele realizaria na terra. 

Depois de Abraão, Moisés e Elias também receberam a revelação ao subir a um monte (Êx 19:20; 1 Rs 18:42). No Novo Testamento, o fato de o Senhor levar Seus discípulos a um monte também foi para fazer uma revelação (Mt 5:1). Por fim, o objetivo de João ser levado a um monte quando estava na ilha de Patmos foi, sobretudo, receber revelação. Na experiência de João ao subir à montanha, vemos o significado extremo desta questão: ser libertado da rebelião, passar pela morte e ressurreição, representar a autoridade de Deus na terra e receber uma revelação extremamente misteriosa.

O fato de que é preciso subir à montanha para receber revelação indica que, para recebê-la, é preciso pagar um preço. Em outras palavras, subir à montanha é pagar um preço. O ensino do Senhor no monte em Mateus 5 a 7 veio depois que Ele ensinou nas sinagogas (4:23) e também era independente de Seu ensino nelas. O ensino nas sinagogas era comum, geral e foi ouvido por grande número de pessoas.

No entanto, após ensinar nas sinagogas, o Senhor levou Seus discípulos ao monte. O ensino no monte tinha a ver com o reino dos céus; esse ensino era importante, específico e foi ouvido só por alguns que foram ao Senhor, seguindo-O até o monte. Subir à montanha é pagar um preço e ir ao Senhor, aproximando-se Dele. Através de todas as gerações, poucos foram capazes de compreender o ensinamento de Mateus 5 a 7, porque poucos estavam dispostos a pagar um preço.

Se quisermos receber revelação, precisamos, sinceramente, tomar a decisão de pagar um preço e aproximar-nos do Senhor. Há os requisitos básicos para que tenhamos a experiência de subir à montanha e recebamos a revelação. Foi ao cumprir esses requisitos, pagando o preço e aproximando-se do Senhor, que Abraão, Moisés e os discípulos do Senhor puderam receber revelação. Aconteceu, sobretudo, o mesmo com João na ilha de Patmos; ele recebeu a revelação enquanto pagava o preço e se aproximava do Senhor no dia do Senhor (Ap 1:10). Todos devemos aprender essa lição.

Desfrute mais: Hino 65

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