terça-feira, 13 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 12, terça

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DOZE:
A PALAVRA SERVE PARA SUPRIR
E A ADMINISTRAÇÃO SERVE PARA EDIFICAR 

SEMANA 9 - TERÇA
Leitura Bíblica: Ef 4

Ler e orar: "Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo" (Efésios 4:13)


A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
É PRINCIPALMENTE PARA A EDIFICAÇÃO

Na administração da igreja, há um assunto que tem sido negligenciado por todas as igrejas. Em nosso entendimento, a administração da igreja está relacionada com assuntos administrativos e financeiros. Alguns podem até entender que administração implica administrar ou gerenciar pessoas. Embora isso não esteja totalmente errado, não é o verdadeiro significado da administração da igreja. A administração da igreja tem por finalidade principal a edificação dos crentes coletiva e não individualmente. A administração da igreja é principalmente para edificar muitos indivíduos juntos como um só. Onde não há administração, não há edificação, mas se existe administração, existe também a necessidade de se edificar as pessoas juntas, unidas como um só Corpo.


Como realizar a administração para que haja a edificação?

Os doze presbíteros da igreja em Taipé podem organizar-se para ter vinte e oito irmãos responsáveis pelas reuniões de grupos. Em certa medida, tal organização está centrada na edificação, em especial se houver irmãos que amam o Senhor e buscam espiritualidade, porém não agem de forma coordenada entre si. Para haver coordenação de forma prática, é preciso haver a administração da igreja.

No entanto os presbíteros não devem parar na designação de irmãos responsáveis que se responsabilizem pelas reuniões nas casas. Essa administração possui, de forma muito clara, a natureza da edificação, mas eles devem seguir em frente.

Os presbíteros podem observar que um irmão escolhido para ser responsável por um grupo tem problemas que precisam ser resolvidos, ou não terá condições de assumir responsabilidades junto aos outros no futuro. Os presbíteros devem passar algum tempo considerando esse irmão, orando por ele e compartilhando com ele. Devem continuar em oração e compartilhando até que sejam capazes de falar com ele com respeito aos problemas. Se ele acolher o compartilhar, os problemas serão removidos, e não haverá nenhum problema quando se coordenar com outros para a reunião de grupo. Isso é edificação. 

Isso se compara a construir com pedras. Para que uma pedra fique sobre a outra, a de baixo precisa ter superfície plana. Qualquer aresta da pedra precisará ser continuamente trabalhada, até que outra pedra possa ser colocada sobre ela em segurança. Isso demonstra que edificar envolve mais do que colocar uma pedra sobre outra. Envolve também a remoção de arestas de determinada pedra para ela ser edificada sobre outra. Esse é o sentido da administração. Quando os que administram a igreja percebem que um irmão que poderia assumir responsabilidades tem alguma falta, devem preenchê-la por ele.
 
Isso também se compara a procurar pedras para a edificação de uma casa. Uma pedra adequada pode ter uma saliência que necessita ser trabalhada, assim poderá ser edificada sobre outras com segurança. Também pode acontecer de um irmão responsável não saber falar muito bem e não estar apto para ministrar a palavra, no entanto sua administração na reunião ainda ter o gosto da edificação. Ele observa os irmãos e sabe quando estão prontos para assumir responsabilidades ou necessitam de treinamento. Por fim os santos em sua reunião serão capazes de assumir responsabilidades. Isso é edificação e também administração.

Portanto os presbíteros devem passar um quarto do tempo de reunião resolvendo questões administrativas e financeiras e três quartos tratando da condição dos irmãos. Não devem fazer fofocas sobre pontos fortes e fracos dos santos. Antes, devem estudar os santos a fim de saber se cumprem suas tarefas ou têm problemas. Um irmão pode parecer muito útil, no entanto está com problema. De igual modo, outro irmão pode ser capaz de ministrar a palavra, porém não está maduro o suficiente para ser diácono. Por conseguinte os presbíteros devem considerar qual é a melhor maneira de ajudá-los.

Um dos presbíteros pode ser incumbido de passar seis meses com eles para que sejam aperfeiçoados e continuem trabalhando no ministério da palavra. Esse tipo de administração da igreja tem valor e é importante. A administração não cuida apenas de questões administrativas e contábeis, mas serve para edificar os crentes.

Infelizmente nossa administração da igreja ainda está em falta. Quando um dos santos tem problema, os presbíteros devem estudar sua situação e cuidar dela de acordo com a edificação. Se o problema não for cuidado de maneira apropriada, outros santos também terão problemas e a edificação será frustrada.

Quando eu era responsável numa igreja no norte da China, fizemos muito quanto ao aspecto de administrar a igreja. Ofertas materiais também estavam a cargo da administração da igreja. Não dávamos ofertas de maneira indiscriminada. A oferta era feita sob a direção da administração da igreja, garantindo assim que o objeto da oferta seria de fato beneficiado por ela. A forma de conceder ajuda a um irmão necessitado é parte da administração. É isso que presbíteros devem fazer.

Presbíteros são pastores, mestres e administradores. Essas três funções estão inter-relacionadas e não devem ser separadas. Alguns são bons em lidar com questões administrativas e finanças, e outros em aperfeiçoar os santos. Entretanto os presbíteros não devem trabalhar separados; devem agir de forma coordenada, juntos, como uma só pessoa, para observar todos os lados de cada situação.

Quando a maior parte do tempo e da energia na reunião dos presbíteros, que é para a administração da igreja, é passado em questões administrativas, a igreja sofre perda, porque as necessidades espirituais dos santos não são tocadas. Quando a administração da igreja não toca no espírito dos santos, a igreja perde.

Três quartos do tempo e da energia da reunião dos presbíteros devem ser gastos no cuidado da situação espiritual dos santos. Não podemos passar sem o aspecto gerencial da administração da igreja, contudo precisamos de mais prática sobre quanto tempo dedicar a isso. Administrar as necessidades espirituais dos santos requer muito maior esforço e tempo do que o mero gerenciamento de questões administrativas e contábeis. Requer nossa paciência, sabedoria, disposição e energia para fazer tudo em amor e não segundo as afeições naturais.

Isso pode ser comparado à relação entre médico e paciente. O médico prescreve o que o paciente necessita em amor. Quando o paciente necessita de remédio, ele prescreve remédio, se necessita ser operado, ele opera. Portanto na administração da igreja os presbíteros devem aprender a ser suaves, duros, rápidos e devagar. Devem agir com equilíbrio em todas as situações. Não devem lidar com toda situação da mesma maneira. Uma situação pode requerer severidade e outra brandura. Todas essas situações requerem aprendizado.

Levar as pessoas à salvação não requer muito aprendizado. De igual modo, instruí-las também não requer muito aprendizado. Todavia, se desejamos administrar a igreja e ministrar a palavra para edificar os filhos de Deus, para a manifestação da habitação de Deus e o funcionamento do Corpo de Cristo, precisamos aprender muitas lições. Sem aprender as lições, podemos salvar pecadores e aperfeiçoar os santos, mas ser incapazes de edificá-los para que sejam o Corpo de Cristo, a habitação de Deus.

É possível até mesmo que nós próprios não sejamos edificados. Se é esse o caso, podemos servir como presbíteros ou no ministério da palavra, mas nossa administração da igreja e ministério da palavra só levarão os santos a amar o Senhor com fervor e ser espirituais de forma individual. Não poderá edificá-los juntos para ser cheios da presença de Deus no íntimo e de Sua autoridade externamente, de modo que se tornem Sua habitação, o Corpo de Cristo, o desejo divino. Se nos empenharmos em executar a administração da igreja de forma apropriada, o poder e eficácia de nosso evangelho aumentarão e a eficácia de nossa instrução aos santos também.


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