segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O Dano da Segunda Morte, semana 1, segunda, capítulo 1

O DANO DA SEGUNDA MORTE -
Reflexões sobre o milênio

Capítulo 1
DISCIPLINA E RECOMPENSA

SEMANA 1 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: 
1 Co 5:1-5


Ler e orar: "Quando fores com o teu adversário ao magistrado, esforça-te para te livrares desse adversário no caminho; para que não suceda que ele te arraste ao juiz, o juiz te entregue ao meirinho e o meirinho te recolha à prisão. Digo-te que não sairás dali enquanto não pagares o último centavo." (Lucas 12:58,59)


MOTIVO E O OBJETIVO DA DISCIPLINA (2)

Não devemos cometer o engano de pensar que por estarmos salvos eternamente, podemos viver relaxadamente nesta terra. Ninguém pode refutar o fato de que uma vez que uma pessoa é salva, ela é salva para sempre. Isso é um fato.

Se um cristão dá vazão às suas concupiscências, comete pecados, cai em perversão e não tem a santidade de Deus, Deus estenderá Sua mão e o disciplinará por meio de seu ambiente, sua família, sua saúde e seus planos futuros. 

Ele poderá encontrar dificuldades na sua família. Poderá experimentar muita doença e infortúnio em seu ambiente. O propósito de Deus, ao permitir que essas coisas lhe sobrevenham, não é puni-lo; elas não sobrevêm para causar-lhe dificuldades, mas para fazê-lo participar da santidade de Deus e torná-lo merecedor da graça do Seu chamamento.

Essa é a compreensão adequada da salvação. Ninguém deve dizer que, se um cristão não fizer o bem, Deus negará que ele seja filho Seu e o expulsará como a um cachorro. Se alguém disser isso, ou é cego quanto à obra da cruz de Cristo, ou pensa que a obra de Cristo é uma questão muito leviana. A Bíblia nos mostra que a salvação é eterna.

Ao mesmo tempo, a Bíblia também nos mostra que existem punições seríssimas entre os que creem. Se falharmos, haverá muita punição para nós. Deus quer que participemos da Sua santidade. Nesta terra, Ele quer que vivamos como filhos de Deus. Ele não quer intimidar-nos com o inferno para que busquemos a santidade.

Ser salvo é algo totalmente da graça, mas Deus tem Sua maneira de conduzir-nos para a Sua santidade. Ele faz com que nos deparemos com muitas coisas em nossas famílias, em nosso corpo, em nossa carreira e em nosso ambiente, a fim de que nos voltemos a Ele. Esse é o propósito da disciplina.

Ananias e Safira eram cristãos; eles eram salvos. Eles cometeram o pecado de mentir ao Espírito, e receberam uma disciplina muito severa (At 5:1-10). Em certa época, eu achava que talvez Ananias e Safira não fossem salvos. Lendo a Bíblia cuidadosamente, deve-se reconhecer que eles eram salvos porque estavam com os discípulos na época do Pentecoste.

Além disso, eles também fizeram uma oferta. Eles apenas buscaram alguma vanglória. Os pecados deles não foram tão graves como se possa pensar. Eles não se embebedaram nem cometeram fornicação. O fato de serem rapidamente tirados do mundo prova que eram cristãosSe fossem pessoas do mundo, provavelmente tivessem vivido muito mais. O fato de terem sido rapidamente removidos do mundo prova que eles eram nossos irmãos.

Os cristãos coríntios não respeitavam a reunião da mesa do Senhor. Eles não respeitavam o Corpo do Senhor, e tratavam a ceia do Senhor levianamente. Quais foram os resultados de tais coisas? Paulo diz em 1 Coríntios 11:29-30: "Pois quem come e bebe, sem discernir o corpo, come e bebe juízo para si. Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes, e não poucos que dormem".

A mão disciplinadora de Deus torna as pessoas doentes e fracas, e até mesmo as faz morrer. Deus as tratou dessa maneira porque elas trataram o Corpo do Senhor levianamente. Elas não viram a morte do Senhor nem a obra de Cristo, e não viram o Corpo de Cristo.

Elas não viram o respeito que deviam ter com o Senhor Jesus, e não viram seu posicionamento adequado no Corpo de Cristo. Isso resultou em fraqueza, doença e até morte. Após terem pecado, Deus as disciplinou. O versículo 32 diz: "Mas, quando julgados, somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos condenados com o mundo".

Há um objetivo na disciplina de Deus. Ela visa salvar-nos da condenação no futuro. Deus nos disciplina para que não caiamos na condenação que o mundo receberá. Em outras palavras, a disciplina prova que somos salvos. A disciplina preserva nossa salvação.

A maneira como Deus faz as coisas e a nossa maneira são totalmente diferentes. Nós achamos que se dissermos às pessoas que elas estão salvas, elas se tornarão levianas e sem restrição. Deus não é assim. Ele proclama claramente, absolutamente e sem limitação para todos os que creem Nele que todo aquele que crê tem a vida eterna e não perecerá.

Contudo, Ele tem a Sua maneira de guardar-nos de pecar e de guardar-nos de ser cristãos libertinos e frouxos. Sua disciplina é um substitutivo de sermos condenados. O homem pode achar que a condenação é o melhor método de guardar-nos de pecar, mas Deus não utiliza a maneira da condenação. Em vez disso, Ele usa a maneira da disciplina.

É muito evidente que Deus separa os cristãos das pessoas do mundo pela disciplina. As questões da disciplina e salvação devem ser claramente diferenciadas. A disciplina é exercida somente para o presente e nada tem que ver com nossa salvação eterna.

Há um bom exemplo em 1 Coríntios que mostra que a disciplina para um cristão é prova de que ele é salvo. Mesmo que um cristão tenha cometido um pecado muito grave, ele ainda é salvo. A Primeira Epístola aos Coríntios, capítulo cinco, fala acerca de um cristão que cometeu adultério. Tal ato de adultério com a madrasta não era encontrado nem mesmo entre os incrédulos.

Os que têm clareza sobre a lei de Moisés diriam que esta pessoa certamente perecerá e irá para o inferno. Mas surpreendentemente, 1 Coríntios mostra-nos claramente que aqui está alguém que cometeu grave e desprezível pecado; é um pecado que não é cometido por pessoas comuns.

Paulo diz que com o poder do Senhor Jesus, ele entregou tal pessoa a Satanás para a destruição da carne, para permitir que Satanás mostrasse seu poder sobre o corpo dele, podendo levá-lo a ficar fraco, doente e até mesmo morrer. O propósito de Paulo ao fazer isso era que essa pessoa pudesse ser salva no dia do Senhor. Disciplina é algo para esta vida. Ela absolutamente não está relacionada com a salvação na eternidade.

Se dependesse de nós, diríamos: "Está acabado. Embora essa pessoa tenha sido salva, certamente ela perecerá novamente por ter cometido um pecado tão grosseiro". Entretanto, Paulo diz que essa pessoa não perecerá mesmo que tenha cometido tal pecado. Uma pessoa salva pode, temporariamente, receber disciplina, mas não pode ser punida com a perdição eterna.

Esse é o ensinamento de Paulo. Um cristão pode ter disciplina temporária nesta era, mas não pode perecer eternamente. Podemos precisar de disciplina, mas ainda estaremos salvos na eternidade. Paulo fez, muitas vezes, uma distinção clara entre estas duas coisas no Novo Testamento.

A destruição mencionada aqui e o dormir mencionado anteriormente referem-se somente ao corpo; não se referem ao espírito. As questões do espírito e da salvação eterna já foram decididas quando cremos no Senhor. Algumas pessoas têm dificuldade com 1 João 5:16, onde diz que não devemos rogar por alguém que comete pecado para morte. 

Tais pessoas têm dificuldade porque não entendem a Palavra de Deus. Elas acham que pecar para morte como fala aqui significa perdição. Na verdade, não existe semelhante coisa. A Primeira Epístola de João 5:16 fala-nos de algumas pessoas que pecaram a tal ponto que Deus teria de fazê-las morrer e a carne delas teria de ser removida do mundo. A morte mencionada em 1 Coríntios 11, a destruição em 1 Coríntios 5, e as mortes de Ananias e Safira são todas mortes da carne e nada têm a ver com a morte do espírito.

A disciplina está totalmente relacionada com o corpo. Portanto, na Bíblia, muitos lugares que parecem dizer que os cristãos podem perecer, na verdade, estão falando sobre disciplina


Desfrute mais:

Hino Conforto nas Provações - "Pelo Plano do Senhor"

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