terça-feira, 16 de dezembro de 2025

O ministério celestial de Cristo, semana 2, quarta, capítulo 5

O MINISTÉRIO
CELESTIAL DE CRISTO

Capítulo 5
NOSSA RECIPROCIDADE AO MINISTÉRIO
CELESTIAL DE CRISTO SOB SEU ENCABEÇAR

SEMANA 2 - QUARTA
Leitura Bíblica: At 8:26-39; 9:10-11; 10:1·3,9-22; Cl 2:18-19; Ef 4:14-16

Ler e orar: Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo,(Efésios 4:15)


Desde Sua ascensão, o Senhor ministra nos céus. Para esse ministério se concretizar na terra, porém, requer-se uma reciprocidade de nossa parte. Quase vinte séculos se passaram, mas muito pouco foi realizado na terra. Portanto, como nossa era caminha para um fim, há a necessidade urgente de nossa reciprocidade para com o ministério do Senhor.


RECIPROCIDADE DUPLA

Os versículos supracitados ilustram essa reciprocidade de nossa parte. As referências de Atos relacionam-se com um mover em vida para a expansão do evangelho. Na época de Atos, os discípulos avançavam juntamente com o Senhor em vida.

Esse foi o caso de Filipe e o eunuco etíope, de Ananias e Saulo, e de Pedro e Cornélio. Todos os três se referem a avanços em vida que correspondem ao ministério do Senhor nos céus.

As referências das Epístolas, ao contrário, ilustram o crescimento e a função em vida, em vez de um mover em vida. O que se revela em Efésios e Colossenses não é um mover pela causa do evangelho, mas o crescimento e o funcionamento do Corpo.

Um é para trazer as pessoas ao Senhor, a outra para edificar o Corpo. Para que as pessoas sejam trazidas ao Senhor, faz-se necessário um mover em vida; para que o Corpo seja edificado, a necessidade é de crescimento e função em vida.

O mover em vida para atrair pessoas ao Senhor é algo exterior, porém o crescimento em vida para a edificação do Corpo é interior. Tanto para o aspecto exterior como para o interior, precisa haver reciprocidade da nossa parte ao ministério do Senhor nos céus.


RECIPROCIDADE AO MOVER EM VIDA

Em Atos 8 a 10 o Senhor moveu os discípulos exteriormente para a pregação do evangelho. Ele ministrava nos céus para mover alguns discípulos.

Vamos supor que Filipe, àquele tempo, estivesse fora amando o mundo, Ananias tivesse caído em pecado e Pedro tivesse retomado à Galileia a fim de pescar.

Cristo estaria, então, ministrando nos céus, entretanto sem qualquer reação na terra. Louvado seja o Senhor, pois aqueles três já estavam prontos a reagir!


Filipe

Em resposta ao ministério celestial do Senhor, Filipe partiu de Jerusalém para Gaza (At 8:26). Sua caminhada a sós no deserto foi uma reação ao Cristo celestial. O Senhor tinha um discípulo lá no deserto a quem poderia mover. Quando disse a Filipe: "Aproxima-te desse carro e acompanha-o" (v. 29), Filipe correu para lá e ouviu o eunuco lendo lsaías.

Você percebe a reciprocidade de Filipe para com o ministério celestial? Foi assim que o eunuco etíope foi levado ao Senhor. Essa foi a reciprocidade de Filipe ao mover em vida para a pregação do evangelho.


Ananias

A situação em Atos 9 foi similar. Ananias devia estar orando quando recebeu uma visão dos céus. O Senhor falou com ele via televisão celestial e o guiou até Saulo! Saulo também estava orando quando a transmissão celestial o alcançou e, então, ele viu Ananias chegando! 

Houve uma triangulação maravilhosa de Cristo ministrando nos céus, juntamente com Ananias e Saulo correspondendo na terra, tudo visando atrair Saulo ao Senhor.


Pedro

Em Atos 10, um centurião romano de nome Cornélio encontrava-se orando quando um anjo foi até ele e lhe disse que mandasse buscar Pedro. Vamos supor que Pedro estivesse indisponível quando os mensageiros chegaram a ele da parte de Cornélio.

Caso Pedro tivesse ido pescar, os mensageiros retomariam de mãos abanando e decepcionados. De qualquer forma, Pedro, logo antes da chegada desses homens, também orava quando então a televisão celestial chegou até ele.

Um objeto parecido com um lençol descia do céu, repleto de animais impuros. Pedro ouviu uma voz: "Levanta-te, Pedro! Mata e come". Sua resposta foi: "De modo nenhum, Senhor!". Aquele programa maravilhoso de televisão se repetiu três vezes!

Enquanto Pedro estava confuso a respeito do que poderia significar, os mensageiros apareceram junto ao portão perguntando por ele. Ele os seguiu, e Cornélio, sua família e provavelmente os soldados também foram todos conduzidos ao Senhor.

Essa é a forma apropriada de se pregar o evangelho. É um mover em vida sob o ministério celestial de Cristo. Não é um movimento organizado por uma missão.

Cristo como Cabeça exercia Seu encabeçamento a fim de mover os discípulos para aqui e ali. Eles estavam alerta, respondendo a Seu ministério nos céus.

Minha esperança é que a pregação do evangelho na restauração seja assim: um eficiente mover em vida que corresponda ao ministério celestial de Cristo e esteja sob Seu encabeçamento.


Um testemunho

Permita-me lhes apresentar uma ilustração de minha experiência com relação a esse assunto. Em julho de 1932, eu acabara de voltar para casa do trabalho no escritório quando um irmão chegou.

Na verdade, ele procurava outro irmão, que, no entanto, estava fora. Como ainda ia anoitecer, sugeri que fôssemos até a praia. Enquanto estávamos a caminho, ele fez algumas perguntas sobre questões espirituais.

Eu lhe disse que seria bom sentar na praia e conversar sobre aqueles assuntos. Assim fizemos, conversando das sete até às onze horas. Falamos sobre batismo por imersão (nossa denominação praticava por aspersão).

Assim que encerramos a conversa, ele me disse: "Você é a pessoa certa para me batizar, e eu sou a pessoa certa para ser batizada. Você precisa batizar-me esta noite!".

Eu era apenas um jovem perto dos vinte e sete anos. Não era pastor, ancião ou mesmo diácono. Recuei assustado: "Não, não, não!", eu lhe disse, "não posso. Sou novo demais. Não sou pastor nem ancião nem diácono. Não!".

Ele me repreendeu: "Você só prega, mas não pratica. Você acaba de me dizer quem é a pessoa certa para ser batizada, qual é o lugar certo e quando é a hora certa. Eu entendo que aqui é o lugar certo (o mar à nossa frente, cheio de água), esta é a hora certa (uma noite deverão), eu sou a pessoa certa para ser batizada, e você é a pessoa certa para me batizar. Como pode recusar-se?"

Eu fui persuadido. Mesmo não tendo levado nenhuma muda de roupa, entramos na água, e eu o batizei. Depois disso, estávamos ambos no terceiro céu!

Dois dias depois, numa quinta-feira, eu me encontrava no escritório e precisava lembrar seu nome. Não conseguia me lembrar como se soletrava. Como um de meus colegas o conhecia muito bem, perguntei-lhe como se soletrava seu nome. Ele ficou curioso sobre porque eu queria saber como se soletrava e me perguntou a respeito do que ocorrera.

"Você quer saber o que aconteceu?", respondi, "Anteontem à noite eu o batizei no mar". Ele ficou espantado, no entanto eu também fiquei quando ele me disse: "Você o batizou! Bem, eu gostaria que você me batizasse esta noite!".

Visto que tínhamos outro colega que também fora levado ao Senhor, eu lhe disse: "Deixe-me falar com o Fulano de Tal primeiro". Quando falei com ele, ficou feliz em se juntar a nós. Depois do expediente no escritório, fomos os três até a praia, juntamente com o irmão que eu batizara antes. Pedi a ele que fizesse os batismos, mas ele se recusou. 

Aquilo me incomodou. Por que eu estava batizando as pessoas como se fosse pastor? Não obstante, batizei os outros dois. Depois de terminado, sentimos intensa alegria! Andávamos sem rumo pelas ruas, falando da graça do Senhor. Fizemos tanto barulho que um homem atrás de nós nos seguiu e depois perguntou: "Você é o Witness Lee?". "Sou eu", respondi, "Por quê?".

Ele então contou que acabara de sair de uma reunião de oração numa igreja missionária, onde reclamavam que eu batizara um de seus candidatos. Disseram que eu não era ancião nem diácono, como podia batizar as pessoas? Em seguida acrescentou: "Quando os ouvi falando, decide que gostaria de entrar em contato com você. Nunca imaginei que o encontraria desse modo. Quando vocês farão a próxima reunião?".

Quando chegou o domingo, havia onze em nosso grupo. Uma semana depois, começamos a ter a mesa do Senhor. O Senhor estava exercendo Seu encabeçamento para atrair as pessoas. Embora fôssemos poucos, tínhamos reciprocidade para com o Cristo celestial. 

Desde aqueles dias, muito já foi realizado não por uma organização, mas por Seu ministério nos céus e alguns de Seus discípulos correspondendo na terra.


🌿 Desfrute mais:

Hino: Anelos - "Por Andar mais Perto de Cristo"

https://hinario.org/detail.php?id=457

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