sábado, 7 de fevereiro de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 3, segunda, mensagem 6

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 6
ASAS DE ÁGUIA, MÃOS DE HOMEM E CASCOS DE BEZERRO

SEMANA 3 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: Lv 11:4-6; Sl 29:6; Ez 1:7; Ml 4:2; Ap 1:15 

Ler e orar: os pés, semelhantes ao bronze polido, como que refinado numa fornalha; a voz, como voz de muitas águas. (Ap 1:15)



Ser Fendido

Além de ser reto, os cascos de bezerro também são fendidos, ou divididos. De acordo com Lv 11:4-6 qualquer animal que não tenha cascos fendidos não é limpo. Todos os animais limpos têm os cascos fendidos, divididos. Animais limpos, como a vaca e as ovelhas têm duas características: ruminam e tem o casco fendido.

O casco fendido significa que, em nosso andar com o Senhor, precisamos de um discernimento adequado para dividir as coisas certas das erradas e as coisas limpas das impuras. Ter um casco que não é fendido, como o de um camelo, é ter um andar sem discernimento.

Como crentes em Cristo, precisamos ter um pé de tal forma que possamos discernir o que é certo e o que é errado aos olhos de Deus. Precisamos desse tipo de discernimento em nosso andar cristão diário. Precisamos desse discernimento também sobre a prática da vida da igreja.

Neste país, o termo igreja local tornou-se um tanto popular. Muitos grupos pegam esse termo e de uma maneira leviana chamam a si mesmos de igreja local. Portanto, precisamos ser capazes de discernir se um determinado grupo de crentes é, de fato, uma verdadeira igreja local normal, adequada. Precisamos dos cascos fendidos. Não devemos ser descuidados, pensando que simplesmente porque um grupo diz que são uma igreja local, eles devem realmente ser uma igreja local. 

Alguns grupos são genuínos e outros não são. Alguns estão corretos e alguns estão errados. Alguns são reais e alguns não são. Precisamos de discernimento. Tanto no nosso andar cristão diário e na vida da igreja, precisamos dos cascos fendidos de bezerro.


Brilhar como Bronze Reluzente

Ezequiel 1:7 nos diz que os cascos de bezerro “luziam como o brilho de bronze reluzente”. O brilho do bronze vem do calor do forno. Quanto mais o bronze é queimado e testado, mais brilhante ele se torna.

Isso indica que precisamos de um andar que foi testado e queimado pelo Senhor. Se o nosso andar for testado dessa maneira, será brilhante como o bronze reluzente, e ilumina os outros e torna-se uma espécie de brilho para eles. Se formos testados e analisados pelo Senhor, nosso andar brilhará como bronze reluzente, dando luz aos outros, testando-os e levando-os a perceber se o seu andar é correto ou errado.

Da mesma forma, se tivermos o discernimento adequado sobre o que a vida da igreja verdadeira é e se formos testados e analisados pelo Senhor na vida da igreja, então o nosso andar na vida da igreja será como o brilho do bronze e iluminará os outros e os testará. 

Mas, se formos descuidados e desleixados, sem discernimento acerca da vida da igreja, para nós tudo será o mesmo. Preto, branco e cinza parecerá ser igual. Isso significa que somos incapazes de exercer qualquer discernimento. Se esse é o nosso caso, então o nosso andar será como uma pedra escura, sem luz.

Se o nosso andar é um andar de discernimento, discerniremos todas as coisas em nosso andar cristão, e, por fim, os nossos cascos serão como o bronze reluzente. Onde quer formos e qualquer que seja o caminho que tomarmos, o nosso andar brilhará sobre os outros, dando-lhes luz e testando-os.


Frescor e Vitalidade

Na Bíblia, o bezerro representa frescor e vitalidade. Um crente em Cristo, que goza da graça e vive na presença de Deus é sempre novo e fresco, e com ele não há velhice. Às vezes você pode encontrar um irmão que é muito jovem humanamente, mas espiritualmente é muito velho, falta frescor e vitalidade.

Em outros momentos, você pode ter comunhão com um irmão mais velho que é muito experiente no Senhor. Sempre que ele ora, você sente algo novo e fresco. Em todas as nossas atividades como crentes, devemos ser novos e frescos. Se nos tornarmos velhos, já não somos seres viventes.

A Bíblia diz que um bezerro salta e pula (Sl 29:6; Ml 4:2). Isso significa que um bezerro é vivo. O nosso andar cristão não deve ser um andar morto, mas um “andar saltitante”, um andar que é cheio de vida. Um bezerro é jovem e vigoroso, cheio de energia. Todos nós devemos ser cheios de vida, como um bezerro, chegando às reuniões como bezerros saltitantes. Que o Senhor leve a todos nós a saltarmos como bezerros!

Todos esses pontos sobre os cascos de bezerro estão relacionados com o nosso andar cristão. O andar cristão é reto e franco. Ele também é um andar com discernimento, um andar que brilha e dá luz a outros e testa-os, um andar que é vigoroso, cheio de vida, de energia, fresco e cheio de vitalidade.

Quando falamos de pés como bronze reluzente, devemos lembrar de Apocalipse 1:15, onde nos é dito que os pés do Senhor Jesus “eram como bronze reluzente, como se tivesse sido refinado em uma fornalha”. Todos nós devemos ter um andar como o andar do Senhor.

Numa mensagem posterior, veremos que os quatro seres viventes são coordenados juntos. Eles podem ser coordenados apenas por esse tipo de vida e andar. Essa vida é uma vida com asas de águia e mãos humanas, e esse andar é um andar de cascos de bezerro.

A vida cristã deve ser esse tipo de vida, e o andar cristão deve ser esse tipo de andar. É por ter esse tipo de vida e andar que nós, os seres viventes, podemos ser coordenados e tornarmo-nos uma entidade. 

A coordenação é o ponto central no primeiro capítulo de Ezequiel. Essa coordenação, no entanto, depende de todos os itens anteriores: o vento, a nuvem, o fogo e o electro, e os quatro seres viventes com os quatro rostos e com as asas de águia, mãos humanas e um andar com os cascos de bezerro.

Se quisermos ter uma coordenação adequada, precisamos de tal viver e andar cristão. Precisamos de uma vida que tenha as asas de águia e as mãos de homem, e precisamos de um andar que tenha os cascos retos de um bezerro. Que o Senhor nos impressione com todas essas questões para que possamos ter a coordenação adequada na vida da igreja.


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