segunda-feira, 30 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 10, quarta, mensagem 21

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 21
O ALTAR

SEMANA 10 - QUARTA
Leitura Bíblica: Ez 43

Ler e orar: “Tinha grande e alta muralha, doze portas, e junto às portas doze anjos; e sobre elas nomes inscritos, que são os nomes das doze tribos dos filhos de Israel.”


O DESENHO E AS MEDIDAS DO ALTAR

Como podemos provar a partir do registro no livro de Ezequiel que Deus, o homem e todas as criaturas morreram no altar, na cruz? Como podemos provar que a morte de Cristo foi tal morte todo-inclusiva? Como podemos provar que a cruz nos concede Deus?

Tudo isso é provado pelo desenho e medidas do altar. Os detalhes precisos do altar são uma característica especial da visão de Ezequiel. Os primeiros livros da Bíblia não falam especificamente sobre as medidas do altar de maneira tão particular, mas Ezequiel nos dá detalhes sobre o altar.

Se considerarmos a figura¹ 3 (o detalhe do altar), veremos que de acordo com a visão de Ezequiel o altar tem quatro seções: a base, a pequena borda, a borda maior sobre a pequena borda e o altar superior sobre a borda maior. O altar superior é chamado de o coração de Deus, o lugar onde algo queima para Deus e por Deus.

Consideraremos agora brevemente as medidas. A base do altar é de um côvado de altura. O número um tipifica o Deus único; assim, a base do altar ser de um côvado de altura indica que Deus é a base do altar. Isso significa que a cruz foi iniciada por Deus.

A borda inferior, que está na base do altar, é de dois côvados de altura. Aqui, o número dois tipifica não só um testemunho, mas também a segunda pessoa do Deus Triúno. Cristo é a segunda pessoa do Deus Triúno como testemunha.

A terceira seção, a borda grande, é de quatro côvados de altura, tipificando as criaturas. O altar superior na parte superior da borda superior é também de quatro côvados de altura.

O topo do altar é um quadrado, doze por doze côvados. O número doze é composto por seis vezes dois ou de três vezes quatro. Nesse caso, todos esses números estão envolvidos.

O número quatro tipificando a criatura, o homem tipificando o número seis e o número três tipificando o Deus Triúno estão todos aqui. De tudo isso, podemos ver que Deus está aqui, que Cristo está aqui, e que todas as criaturas, incluindo o homem, estão aqui.

Deus como a base inclui Cristo. Quando Cristo morreu na cruz, Deus, o homem e todas as criaturas ali morreram com Cristo. Portanto, esse altar representa a morte todo-inclusiva de Cristo.

Pelo fato de a morte de Cristo ser misteriosa, há muitas opiniões diferentes a respeito dela. Um judeu descrente poderia dizer simplesmente que um homem chamado Jesus, o Nazareno, morreu ali.

Muitos crentes hoje diriam que Aquele que morreu na cruz era o seu Redentor. Outros cristãos, que estão mais avançados no seu entendimento espiritual, podem dizer que Cristo, seu Redentor e eles próprios morreram na cruz.

No entanto, gostaria de declarar que não só Cristo, meu Redentor, e eu
morremos ali, mas também todas as criaturas e Deus morreram ali. Todo o universo junto com o Criador passou pela morte. Porque tudo o que passa pela morte, pode ser testado. O que quer que pudesse ser terminado pela morte, foi terminado.

Na verdade, apenas Deus foi capaz de passar através do teste da morte. Nós e toda a criação fomos terminados, mas Deus foi capaz de passar através do teste da morte.

A morte todo-inclusiva de Cristo elaborou uma mescla a qual introduziu o homem em Deus. Naquela morte, Deus morreu no homem para ser liberado, e o homem morreu em Deus para ser terminado.

Louvado seja o Senhor pela morte maravilhosa e todo-inclusiva de Cristo, Deus morreu no homem e o homem morreu em Deus! Aleluia pela morte de Cristo que libera e que termina! Em Sua morte fomos terminados e Deus foi liberado.


A LAREIRA

A parte superior do altar, o coração de Deus, é de doze côvados quadrados. Essa é a lareira de Deus, o lugar de Deus para queimar as coisas por Deus, para Deus e por meio de Deus. É significativo a lareira medir doze por doze côvados.

Essa é a primeira vez que o número doze é usado nas medidas do templo. O número doze é o número da Nova Jerusalém e é composto por três vezes quatro. O número três é o número do Deus Triúno, e o número quatro é o número do homem como uma criatura. O número doze, portanto, tipifica o Deus Triúno se mesclando com o homem. 

A Nova Jerusalém será o mesclar consumado do Deus Triúno com o homem. A vida da igreja hoje é também o mesclar do Deus Triúno com o homem.


A BORDA MAIOR

A borda maior, a seção que está diretamente sob o altar superior, tem uma borda em ambos os lados que mede um côvado. Por isso, a borda maior é de catorze côvados. O número quatorze é composto de duas maneiras: sete vezes dois e dez mais quatro.

Sete é o número da completação, dois é o número do testemunho, dez é o número da plenitude na perfeição, e quatro, naturalmente, é o número da criatura. Ao colocar todos esses números juntos, podemos perceber que isso significa que a criatura em plenitude sustenta um testemunho completo.


A BORDA INFERIOR

Sob a borda maior está a borda pequena. Essa borda também tem duas bordas de um côvado cada uma, tornando-se um total de dezesseis côvados. O número dezesseis é composto de oito vezes dois, tipificando uma testemunha (dois) em ressurreição (oito). Cristo é uma testemunha viva em ressurreição.

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¹ Infelizmente não dispomos das figuras desse material.


🌿Desfrute mais:

Hino: A Manifestação Suprema - "A Nova Jerusalém"

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