A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO DOIS
SEMANA 2 - DOMINGO
SEMANA 2 - DOMINGO
Leitura Bíblica: Gl 4:12-20
Ler e orar: "Meus filhos, por quem, de novo, sofro as dores de parto, até ser Cristo formado em vós; pudera eu estar presente, agora, convosco e falar-vos em outro tom de voz; porque me vejo perplexo a vosso respeito." (Gl 4:19, 20)
Discernir entre o serviço de responsabilidade
e o serviço de encargo
e o serviço de encargo
Os presbíteros em todas as igrejas precisam ir à presença do Senhor a fim de receber encargo e ver se todas as reuniões de casa em sua cidade caminham de modo satisfatório. Precisamos dar atenção à condição das reuniões. São elas fortes ou fracas, vivas ou mortas, ricas ou pobres? Não podemos permanecer inalterados.
Talvez os responsáveis pelas reuniões de casa estejam em paz; os presbíteros, porém, não devem estar em paz. Os presbíteros devem agir de forma coordenada, juntos, e não individualmente. Devem ter encargo coletivo para causar total transformação na condição das reuniões de casa. Precisam orar pelos santos até com lágrimas e buscar o Senhor para saber as palavras adequadas que deverão dizer.
Em seguida devem falar nas reuniões de acordo com seu encargo até que os santos se inquietem por dentro e não fiquem mais satisfeitos com a atual situação.
Quando os presbíteros falam dessa forma, não falam de acordo com sua organização, porém segundo seu encargo. Eles devem ter encargo e não apenas ter responsabilidade.
Como presbíteros, não devemos apenas compartilhar e conversar sobre as condições das diferentes reuniões de casa, visitá-las e apresentar relatórios de avaliação na próxima reunião de presbíteros. Não há encargo algum nessa prática; isso será ineficaz e não trará nenhum benefício.
Se temos uma empresa com muitos empregados, seu ganho anual não será influenciado por conversas, relatórios e avaliações. Isso não cumpre o encargo. Se temos encargo verdadeiro, iremos estabelecer uma meta de ganho anual, trabalhar na direção de alcançá-la e ser determinados em atingi-la.
Tanto na administração da igreja como no ministério da palavra, os irmãos são louváveis quanto ao grau de responsabilidade. Entretanto falta-lhes encargo. Sem encargo, toda a nossa atividade será morta e ineficaz; já com encargo, seremos vivos e prósperos. Esse resultado não está relacionado com nosso método, mas com nossa pessoa.
Servir com encargo permitindo que o ego seja negado
As crianças jamais serão bem-sucedidas nos estudos caso estudem somente para as provas. Se tiverem encargo, seus estudos sofrerão mudança. Um irmão pode dar uma mensagem apenas por obrigação, porque é sua vez de compartilhar. Contudo dar mensagens não é questão de obrigação, porém de encargo.
Podemos falar por seis meses seguidos, no entanto os que nos ouvem podem não receber nada e nossa fala terá sido em vão. Se temos encargo, percebemos que nossas mensagens são ineficazes. Elas devem "incomodar" as pessoas de modo que não tenham paz e sintam-se estimuladas a amar e servir o Senhor.
Nessa situação nosso ser será tocado por Deus. Não existe necessidade de nosso ego ser negado se damos mensagens por obrigação. Entretanto, se damos mensagens a partir de um encargo, nosso ego precisa ser crucificado.
Trabalhar das nove às seis como empregado é questão de obrigação e não requer qualquer tipo de ajuste. No entanto trabalharíamos de modo diferente caso tivéssemos nosso próprio negócio. Nossa preguiça seria eliminada porque teríamos que acordar cedo para o trabalho.
A atitude de um garçom ou de um balconista para com os fregueses talvez não precise de correção. Porém uma pessoa que dirige o próprio negócio se adapta para jamais ofender os clientes. Em vez de ser transformados, alguns irmãos parecem ter mais problemas ao servir por obrigação e não por encargo.
Se existe encargo, nosso "eu" diminui e é eliminado. Ele não crescerá porque existem coisas que nosso encargo não nos permite fazer, e existem áreas que demandarão disciplina antes de compartilhar nosso encargo. Por esse motivo ter encargo é o que mais nos traz transformação.
Um jovem que não tem o encargo de cuidar da família pode não se importar com o modo como vive. Todavia, depois de se casar e ter filhos, saberá o que significa ser diligente e disciplinado. Um filho pode gastar o dinheiro dos pais livremente, sem nenhum domínio próprio. Porém, quando crescer e viver por conta própria, seus gastos serão planejados. Será mais cuidadoso ao fazer compras.
Gastar o dinheiro dos pais é uma coisa; gastar o próprio dinheiro é um encargo. Parece que os irmãos nas igrejas servem por obrigação, como empregados. Não parecem ter muito encargo. Um serviço desse tipo é perigoso e nos levará a perder a presença do Senhor.
Desfrute mais: Hino 427
"A unidade da igreja
Isso assim preservará;
"A unidade da igreja
Isso assim preservará;
Nos provando os motivos,
Nossa meta ajustará."
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