terça-feira, 26 de novembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 18, mensagem 48, semana 23, terça

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM QUARENTA E OITO

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (14)

SEMANA 23 – TERÇA
Leitura Bíblica: Nm 6:1-5, 18; At 21:24; 1 Co 11:6

Ler e orar: “Tornei-me judeu para os judeus. Para os que estão subjugados pela Lei, tornei-me como se estivesse igualmente sujeito à Lei, embora eu mesmo não esteja debaixo da Lei, com o objetivo de ganhar aqueles que estão dominados pela Lei." (1 Co 9:20)


PARA ÉFESO

Em Atos 18:18 lemos: “Mas Paulo, havendo permanecido ali ainda muitos dias, por fim, despedindo-se dos irmãos, navegou para a Síria, levando em sua companhia Priscila e Áqüila, depois de ter raspado a cabeça em Cencréia, porque tomara voto”. Esse era um voto particular de ação de graças realizado em qualquer parte pelos judeus, raspando a cabeça. É diferente do voto do nazireado, que tinha de ser feito em Jerusalém passando-se a navalha na cabeça (21:24; Nm 6:1-5, 18; cf. 1 Co 11:6, onde se vê que há diferença entre raspar o cabelo e passar a navalha sobre a cabeça). Paulo era judeu e guardou o voto, mas não o imporia aos gentios, como de fato não o fez.

Segundo o princípio do seu ensinamento sobre a economia neotestamentária de Deus, Paulo devia ter desistido de todas as práticas judaicas, que pertenciam à dispensação do Antigo Testamento. Entretanto, ainda fez esse voto, e parece que Deus o tolerou, provavelmente por ser um voto levado a cabo em particular, fora de Jerusalém, e que não teria muito efeito nos crentes.

Algumas exposições de Atos tentaram explicar por que ele fez o voto mencionado em 18:18. Enquanto durava o voto, o seu cabelo era deixado crescer. Quando findava o voto, o seu cabelo era raspado. Conforme 18:18, o voto de Paulo foi completado em Cencréia raspando-se o cabelo.

Alguns expositores dizem que ele o fez por estar grato ao Senhor por preservar-lhe a vida. Como ser humano, ele pode ter tido medo de perder a vida nas mãos dos judeus. Ele pregava e ministrava constantemente. Ao mesmo tempo, corria sempre o perigo de perder a vida. Por um lado, estava disposto a perder a vida pelo Senhor. Por outro, ainda era humano e tinha medo. Assim, segundo alguns expositores, ele fez um voto de ação de graças.

Essa interpretação do voto de Paulo em 18:18 deve estar correta. Quando um judeu tinha algo para agradecer a Deus, ele fazia um voto de ação de graças. De acordo com o contexto, Paulo devia estar agradecido ao Senhor por protegê-lo e preservar-lhe a vida. Por toda a Ásia Menor, Macedônia e Acaia os judeus se lhe opunham e até queriam tirar-lhe a vida. Mas o Senhor sempre o protegeu e preservou. Por isso ele devia estar agradecido.

Quando falou a Paulo à noite numa visão, o Senhor lhe disse: “Não temas”. Essas palavras indicam que havia temor em Paulo. Por isso, o Senhor veio a ele de forma extraordinária à noite. Alguns poderão dizer: “Paulo não tinha o Senhor em si? não tinha o Espírito essencial e, o econômico?” Naturalmente, ele tinha o Senhor em si, e também tinha o Espírito essencial e o econômico. Mas ainda havia a necessidade de ser fortalecido e ter certeza.

Para atender a essa necessidade o Senhor veio a ele em visão dizendo: “Não temas (...) estou contigo” (18:9-10). Paulo pode ter feito o voto por estar agradecido pela proteção e preservação do Senhor. Essa pode ter sido a razão de ter parado em Cencréia para completar o voto, ao ir da Acaia para a Síria. Depois que o Senhor lhe falou em visão, Paulo permaneceu em Corinto um ano e seis meses, ensinando a Palavra de Deus. Ele certamente cumpriu o seu comissionamento naquela cidade e, por fim, uma igreja grande foi levantada e estabelecida ali.

No caminho para a Síria, Paulo também parou em Éfeso. Como em muitos outros lugares, “entrando na sinagoga, pregava aos judeus” (v. 19). Eles pediram que ele permanecesse, porém ele não concordou. “Mas, despedindo-se, disse: Se Deus quiser, voltarei para vós outros” (v. 21).


VOLTA PARA ANTIOQUIA CONCLUINDO A SEGUNDA VIAGEM

Paulo, embarcando, partiu de Éfeso (v. 21b). “Chegando a Cesareia, desembarcou, subindo a Jerusalém; e, tendo saudado a igreja, desceu para Antioquia”. Esse versículo indica que ele foi a Jerusalém (cf. 21:15) e depois desceu para Antioquia. A sua volta para Antioquia foi o fim da segunda viagem ministerial, iniciada em 15:40.

Podemos perguntar-nos por que Paulo não voltou diretamente a Antioquia de Cesareia, em vez de ir primeiro a Jerusalém. Ele desceu a Cesareia e depois subiu a Jerusalém e saudou a igreja lá. Por que subiu a Jerusalém e saudou a igreja? Ele o fez devido ao problema resolvido no capítulo quinze. Depois de resolvido o problema, ele saiu para a segunda viagem ministerial. Agora no fim dela ele foi visitar a igreja em Jerusalém.

Lucas não nos dá os detalhes dessa visita de Paulo à igreja em Jerusalém. Mas se nos aprofundarmos na Palavra, perceberemos que ao fazer essa visita ele se esforçava por preservar a unidade do Corpo e também por manter um sentimento agradável entre ele e todos os irmãos em Jerusalém, especialmente Pedro e Tiago.

Paulo poderia ter ido direto para Antioquia. Aparentemente não havia razão para ir a Jerusalém. Contudo, de Cesareia ele foi para o sul, a fim de visitar a igreja em Jerusalém. Então, de Jerusalém ele realizou a longa viagem até Antioquia. Em 18:22, Lucas nem mesmo menciona Jerusalém pelo nome¹. Provavelmente pensasse que todos entenderiam o que indicava o verbo subindo, uma vez que ninguém subiria a outro lugar senão Jerusalém.

Precisamos ser impressionados com o fato de que Paulo subiu a Jerusalém em 18:22 porque se esforçava por manter a unidade do Corpo de forma alegre e agradável. Ele era um entusiasta, fazendo tudo o que estivesse ao alcance para manter a unidade do Corpo e também um sentimento agradável com os irmãos em Jerusalém. Ele sabia que era a causa de muitos crentes judeus se levantarem e falarem contra a sua prática. Era a causa de uma situação desagradável. Se não houvesse alguém como ele pregando o evangelho aos gentios, então, a vasta maioria de crentes seriam judeus e não haveria problema com respeito à circuncisão. Por ser o fator duma situação desagradável, ele fez o que pôde para manter a unidade com todos os santos. Em especial procurava ter um sentimento agradável com os de Jerusalém. Assim, a despeito da longa e difícil viagem, ele subiu para lá a fim de visitar a igreja. Somente então voltou a Antioquia, terminando assim a segunda viagem.

Isso traz muita luz e precisamos aprender com o empenho de Paulo a manter a unidade do Corpo e preservar um sentimento agradável entre os irmãos, com respeito à nossa prática de levar a cabo o ministério do Senhor.

___________________
¹Há traduções onde Jerusalém é mencionada (ex.: Almeida Atualizada).

Desfrute mais: Hino 356

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