quinta-feira, 5 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 19, mensagem 52, semana 24, quinta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E DOIS

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (18)

SEMANA 24 – QUINTA
Leitura Bíblica: At 19:23-20:12

Ler e orar: Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia." (Jo 15:19)


Nesta mensagem consideraremos 19:23-20:12. Em 19:23-41 temos um registro do grande alvoroço em Éfeso. Em 20:1-12 temos uma descrição da viagem de Paulo através da Macedônia e da Grécia até Trôade.


UM GRANDE ALVOROÇO EM ÉFESO

Em Atos 19:23 lemos: “Por esse tempo, houve grande alvoroço acerca do Caminho”. Como já dissemos, em Atos, “o Caminho” se refere à plena salvação do Senhor na economia neotestamentária de Deus.


A Luta de Satanás contra a Expansão do Reino de Deus

Nos versículos 24 a 26 lemos: “Pois um ourives, chamado Demétrio, que fazia, de prata, nichos de Diana e que dava muito lucro aos artífices, convocando-os juntamente com outros da mesma profissão, disse-lhes: Senhores, sabeis que deste ofício vem a nossa prosperidade e estais vendo e ouvindo que não só em Éfeso, mas em quase toda a Ásia, este Paulo tem persuadido e desencaminhado muita gente, afirmando não serem deuses os que' são feitos por mãos humanas”.

O Demétrio do versículo 24 não é o mesmo mencionado em 3 João 12. Esse era ourives e fazia nichos de prata de Ártemis, a deusa dos efésios. Em latim, essa era "Diana", a deusa romana. Esse era um comércio sujo e demoníaco. Os que praticavam tal comércio cooperavam com os demônios para possuir e usurpar as pessoas para o reino maligno de Satanás (Mt 12:26). Por detrás da adoração aos ídolos havia os demônios, que instigaram o tumulto contra o apóstolo para perturbar e tentar impedir a pregação do evangelho. Era Satanás lutando com a difusão do reino de Deus na terra.

A pregação de Paulo em Éfeso foi prevalecente e fez com que as pessoas falassem sobre os ídolos na cidade. Os artífices estavam preocupados pois o seu ofício poderia cair em descrédito (v. 27). Como resultado, houve grande alvoroço. Os que Demétrio havia reunido encheram-se de furor e “clamavam: Grande é a Diana dos efésios! Foi a cidade tomada de confusão, e todos, à uma, arremeteram para o teatro, arrebatando os macedônios Gaio e Aristarco, companheiros de Paulo” (vs. 28-29). O Gaio mencionado no versículo 29 não é o Gaio de Derbe, em 20:4, nem o de Corinto, em 1 Coríntios 1:14 e Romanos 16:23, nem o Gaio a quem João se dirigiu em 3 João 1. Esse nome era muito comum naquele tempo.


Um Ministério Prevalecente Causa Problemas

Em Atos 19:23-41 vemos um princípio importante: se permanecermos em um lugar por mais tempo, devemos ter um ministério prevalecente, um ministério capaz de perturbar os outros. Em certo sentido, quando esteve em Éfeso, Paulo causava problemas. Antes de ele chegar, a cidade estava “em paz” adorando o ídolo de Ártemis. Mas a presença de Paulo ali causou grande alvoroço. Ele não atacou Ártemis nominalmente, e, sim, desenvolveu um ministério prevalecente, que alvoroçou toda a cidade, afetando a sociedade. Isso indica que se permanecermos numa cidade, o nosso ministério deve ser tão prevalecente que alvoroce a situação ali, da maneira correta.

Em 19:23-41 temos outro modelo: de causar problemas por meio de um ministério prevalecente. Se seguirmos esse modelo, causaremos problemas por meio da pregação prevalecente do evangelho. Antes de chegarmos a certo lugar, as pessoas podem estar vivendo pacificamente e adorando ídolos. Mas, após ficarmos ali certo tempo, a cidade poderá estar em tumulto, devido ao nosso ministério prevalecente.

Algumas questões relativas ao alvoroço em Éfeso são quase humorísticas. É-nos dito que “Uns, pois, gritavam de uma forma; outros, de outra; porque a assembleia caíra em confusão. E, na sua maior parte, nem sabiam por que motivo estavam reunidos” (v. 32). Ademais, “tiraram Alexandre dentre a multidão, impelindo-o os judeus para a frente. Este, acenando com a mão, queria falar ao povo. Quando, porém, reconheceram que ele era judeu, todos, a uma voz, gritaram por espaço de quase duas horas: Grande é a Diana dos efésios!” (vs. 33-34). 

Provavelmente Alexandre não se convertera com a pregação de Paulo. Esse Alexandre não é o mesmo de 1 Timóteo 1:20 e 2 Timóteo 4:14. Com respeito ao alvoroço, o escrivão da cidade disse: “Porque também corremos perigo de que, por hoje, sejamos acusados de sedição, não havendo motivo algum que possamos alegar para justificar este ajuntamento” (v. 40). Com isso vemos como foi grande o tumulto causado pelo ministério prevalecente de Paulo.

Quando alguns leem o relato do alvoroço em Éfeso, talvez digam: “Quando vou para um lugar trabalhar para o Senhor, não quero ver esse tipo de alvoroço”. Contudo, se a sua obra for realmente prevalecente, por fim irá tocar o centro do poder das trevas. Em Éfeso o centro do poder das trevas era o templo da deusa Ártemis. Quanto mais os efésios criam no Senhor, menos influência esse templo tinha. Aparentemente, o alvoroço foi causado por alguns artífices; na verdade, foi instigado pelos demônios que estavam por detrás da cena.

Nosso ministério é propagar o Cristo ressurreto como o reino de Deus. Mas, hoje, cada cidade é o reino do diabo. Portanto, o ministério prevalecente para a propagação de Cristo é uma luta, uma batalha, pelo reino de Deus. A terra toda é o reino das trevas. Se formos bastante amáveis e gentis ao executar a obra, procurando agradar a todos, não será levantada nenhuma oposição, a despeito de quanto tempo fiquemos em certo lugar. Se o nosso ministério for de fato prevalecente, certamente haverá oposição.

Mas não devemos fazer nada em nós mesmos para causar problemas, pensando que isso seja prova de que o nosso ministério é poderoso e prevalecente. Agir desse modo é terrível, pois será usado pelo poder das trevas, e, assim, em vez de ser parte da propagação de Cristo, seremos, na prática, parte do reino das trevas. Todos precisamos ver que hoje há uma batalha entre Deus e Satanás. Assim, precisamos estar seguros de que o que estamos fazendo está absolutamente do lado do reino de Deus, e nada disso está envolvido com o reino das trevas.

Por causa dessa batalha entre Deus e Satanás, devemos estar preparados para o ataque do inimigo. Se desenvolvermos um ministério prevalecente, por fim, seremos atacados. Os “dardos” demoníacos terão a nós como alvo. Mas, em vez de ficar desanimados com isso, nós, assim como Paulo, devemos ficar encorajados.

Paulo era forte em enfrentar os ataques. Ele não fugiu do alvoroço demoníaco em Éfeso. Na verdade, ele queria ir até a multidão, mas os discípulos não deixaram (v. 30). “Também asiarcas, que eram amigos de Paulo, mandaram rogar-lhe que não se arriscasse indo ao teatro” (v. 31). Esses asiarcas eram pessoas importantes da província da Ásia. Aqui vemos que até mesmo os amigos de Paulo do círculo político estavam preocupados com a sua segurança. Se ele tivesse ido ao teatro, os judeus que se lhe opunham, provavelmente, teriam aproveitado a oportunidade para matá-lo.

Atos 19:35-41 descreve como a multidão foi acalmada. Depois que falou à multidão, o escrivão da cidade dissolveu a assembleia (v. 41). Isso foi a soberania do Senhor, preservando o Seu apóstolo do tumulto demoníaco.

Desfrute mais: Hino 207

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