quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 20, mensagem 53, semana 25, quinta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E QUATRO

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (19)

SEMANA 25 – QUINTA
Leitura Bíblica: At 20:28; Hb 9:12; 1 Jo 1:7
 
Ler e orar: "Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória." (1 Tm 3:16)


O SANGUE DE JESUS, O FILHO DE DEUS

O sangue que redimiu os seres humanos caídos foi o sangue de Jesus, o Filho de Deus. Como seres humanos, necessitamos de autêntico sangue humano para a nossa redenção. Por ser um homem, o Senhor Jesus podia preencher esse requisito. Como homem, Ele derramou sangue humano para redimir os seres humanos caídos. Ele também é o Filho de Deus, até mesmo o próprio Deus. Assim, no Seu sangue há o elemento da eternidade, que garante a sua eterna eficácia. Portanto, como homem, Ele tinha autêntico sangue humano e como Deus, tem o elemento que dá ao Seu sangue eficácia eterna.

Primeira João 1:7 diz que “o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado”. O nome Jesus denota a humanidade do Senhor, necessária para o derramamento do sangue redentor, e o título “seu Filho” denota a Sua Divindade, necessária para a eficácia eterna do sangue redentor. Assim, “o sangue de Jesus seu Filho” indica que esse é o sangue adequado, de um homem autêntico, para redimir as criaturas caídas de Deus com a garantia divina de eficácia eterna, totalmente prevalecente no espaço, e eterna no tempo.

O sangue que o Senhor derramou na cruz foi o sangue de Jesus, o Filho de Deus. Não era apenas o sangue de Jesus, mas era também do Filho de Deus. Por isso, a redenção realizada pelo Homem-Deus, que era mesclado com Deus, é eterna. Se a redenção realizada na cruz tivesse sido realizada meramente por um homem, não teria eficácia eterna. Embora pudesse ser eficaz para a redenção de uma pessoa, não seria eficaz para a redenção de milhões de crentes. Como o homem é limitado, um só homem não pode morrer por milhões de pessoas. Mas, embora o homem seja limitado, Deus não é. Do mesmo modo, embora o homem seja temporal, Deus é eterno. Assim, na redenção de Cristo há o elemento eterno e ilimitado de Deus. Por isso em Hebreus 9:12 essa redenção é chamada de eterna redenção.

Precisamos ver que o sangue derramado pelo Senhor Jesus na cruz é sangue eterno. Não é meramente o sangue de um homem, e, sim, de um homem mesclado com o elemento divino. Portanto, esse sangue, o sangue de Jesus, o Filho de Deus, é eterno. Em Atos 20:28 Paulo teve a ousadia de falar desse sangue como sendo o próprio sangue de Deus.


O DEUS REVELADO NO NOVO TESTAMENTO

Alguns cristãos hoje têm um conceito a respeito de Deus que se assemelha muito ao conceito judaico, que diz que Deus é Deus e Nele não há nenhum elemento humano. Mas, de acordo com a Bíblia, o próprio Deus do Antigo Testamento tornou-se o Deus revelado no Novo Testamento. No Antigo Testamento Ele era meramente Deus, sem nenhum elemento humano. Mas no Novo Testamento vemos o Homem-Deus. Por meio da encarnação, o Deus do Antigo Testamento vestiu a natureza humana e se tomou o Homem-Deus. Como tal, Ele se tomou o Deus manifestado na carne (1 Tm 3:16).

Deus tornou-se o Homem-Deus por meio da concepção no ventre de uma virgem humana e do nascimento humano. Dessa forma o elemento humano foi adicionado ao elemento divino, contudo, isso não significa que, como Homem-Deus, Ele seja duas pessoas. Não, o Senhor Jesus, o Salvador, é uma pessoa com duas naturezas: a divina e a humana. Embora isso seja muito difícil de entender, esse é um fato revelado na Bíblia.

Agora podemos ver que nosso Deus é o Deus revelado no Novo Testamento e não meramente o Deus revelado no Antigo Testamento. Os judeus, no entanto, têm apenas o Deus visto no Antigo Testamento. Qual é a diferença entre o Deus judaico e o nosso? A diferença é que o Deus judaico é apenas Deus, sem o elemento humano, enquanto o nosso Deus, de acordo com o Novo Testamento, já não é meramente Deus; é o Homem-Deus. Nosso Deus tem duas naturezas: a divina e a humana. Isso quer dizer que, como Homem-Deus, Ele é tanto o Deus completo como o homem perfeito, mas não são duas pessoas, e sim, uma pessoa só.

Embora sempre tenhamos crido e ensinado que o Homem-Deus, Jesus Cristo, é uma pessoa com a natureza divina e humana, e é tanto o Deus completo como o homem perfeito, alguns opositores nos têm acusado falsamente de ensinar que Cristo não era nem plenamente Deus nem plenamente homem. Também nos acusam de dizer que as duas naturezas, a divina e a humana, estão mescladas em Cristo gerando uma terceira. 

Essa acusação é totalmente falsa e sem base, e nós a repudiamos. Esses que nos acusaram falsamente, o fazem distorcendo as nossas palavras no livrete "The Four Major Steps of Christ" (Os Quatro Principais Passos de Cristo). Nesse livrete dizemos clara e enfaticamente que o nosso Salvador é tanto o verdadeiro Deus como um homem de verdade. Pela encarnação nem a natureza divina nem a humana são perdidas. Pelo contrário, embora estejam mescladas para formar o Homem-Deus, tanto a natureza divina como a humana permanecem e, de maneira nenhuma, forma-se uma terceira natureza.

Embora essa verdade tenha sido claramente definida e apresentada, ela foi distorcida de forma maligna, numa tentativa de acusar-nos de heresia com respeito à Pessoa de Cristo. De acordo com a Bíblia, cremos definitivamente que nosso Salvador, que derramou Seu sangue pela nossa redenção, morreu na cruz como o Homem-Deus.

Desfrute mais: Hino 96

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