sexta-feira, 13 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 20, mensagem 54, semana 25, sexta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E QUATRO

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (20)

SEMANA 25 – SEXTA
Leitura Bíblica: Lc 3:22; At 20:28; 2 Co 5:21; Hb 9:14; 1 Pe 3:18
 
Ler e orar: "Carregando Ele mesmo em Seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas, fostes sarados. (1 Pe 2:24)


ABANDONADO ECONOMICAMENTE POR DEUS

Uma vez que mostramos que o Senhor Jesus morreu na cruz como o Homem-Deus, alguns podem perguntar sobre Marcos 15:34: “À hora nona clamou Jesus em alta voz: Eloí, Eloí, lamá sabactâni?" que traduzido significa: "Deus Meu, Deus Meu, porque Me desamparaste?” Esse foi o clamor do Senhor enquanto carregava os nossos pecados (1 Pe 2:24), tendo sido feito pecado por nós (2 Co 5:21), e tomava o lugar dos pecadores (1 Pe 3:18). 

Isso significa que Deus O julgou como nosso substituto por causa dos nossos pecados. Aos olhos de Deus, Cristo se tornou um grande pecador. Por ser o nosso substituto e por ter sido feito pecado aos olhos de Deus, Deus O julgou e até mesmo O abandonou.

De acordo com Mateus 1 e Lucas 1, o Senhor Jesus foi concebido do Espírito Santo. Mais tarde, para o Seu ministério, Ele foi ungido com o Espírito Santo, que desceu sobre Ele (Lc 3:22). Precisamos perceber que antes de o Espírito que unge descer sobre o Senhor economicamente, Ele já tinha em Seu interior, essencialmente, o Espírito Santo que O concebeu como a essência divina, como uma das duas essências do Seu ser. Agora precisamos ver que o Espírito que O concebeu, como a essência divina, nunca O deixou essencialmente. Mesmo quando estava na cruz clamando “Deus Meu, Deus Meu, porque Me desamparaste?”, Ele ainda tinha o Espírito que O concebeu, como a essência divina.

Então, quem O deixou? Foi o Espírito que o ungiu, por meio do qual Ele se apresentou a Deus (Hb 9:14), que O deixou economicamente. Depois que Deus O aceitou como oferta todo-inclusiva, o Espírito que unge O deixou. Mas, embora o Espírito que o ungiu O tenha deixado economicamente, Ele ainda tinha o Espírito que O gerou, essencialmente.

Quando o Senhor Jesus, o homem-Deus, morreu na cruz sob o juízo de Deus, Ele tinha Deus em Si essencialmente como o Seu ser divino. Contudo, foi desamparado economicamente pelo Deus justo e julgador. Ele foi gerado e nasceu do Espírito Santo essencialmente, e assim, o Espírito Santo era uma das essências do Seu ser. Enquanto crescia e vivia na terra, o Senhor tinha o Espírito Santo em Si essencialmente.

Mais tarde, ao ser batizado, Ele ainda tinha o Espírito Santo como parte essencial do Seu ser. Contudo, por ocasião do Seu batismo, o Espírito Santo desceu sobre Ele economicamente. Isso quer dizer que o Senhor Jesus tinha o Espírito Santo como uma das essências do Seu ser essencialmente e também que o Espírito Santo desceu sobre Ele economicamente. Isso não significa, naturalmente, que haja dois Espíritos Santos, e, sim, que o único Espírito Santo tem dois aspectos: o essencial e o econômico. O aspecto essencial visava ao ser, à existência do Senhor Jesus, e o aspecto econômico visava a Sua obra, o Seu ministério.

Precisamos ser impressionados com o fato de que quando o Senhor Jesus estava morrendo na cruz pelos nossos pecados, Deus estava Nele essencialmente. Assim, quem morreu pelos nossos pecados era o Homem-Deus. Mas a certa altura o Deus justo, ao julgar esse Homem-Deus, deixou-O, economicamente. O fato de Deus tê-Lo deixado foi uma questão econômica, relacionada à execução do juízo de Deus.

Por ter sido concebido do Espírito Santo e ter nascido de Deus e com Deus, Ele tinha o Espírito Santo como a essência intrínseca do Seu divino ser. Por isso não era possível Deus deixá-Lo, desampará-Lo, essencialmente. No entanto, Ele foi desamparado por Deus economicamente, quando o Espírito, que descera sobre Ele como poder econômico para a execução do Seu ministério, O deixou. Mas a essência de Deus permaneceu em Seu ser. 

Assim, Ele morreu na cruz como o Homem-Deus, e o sangue derramado ali pela nossa redenção não era apenas o sangue do homem Jesus, mas também do Homem-Deus. Portanto, esse sangue, por meio do qual Deus comprou a igreja, é o próprio sangue de Deus.


A PRECIOSIDADE DA IGREJA

Vamos ler Atos 20:28 novamente: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue”. Ao exortar os presbíteros da igreja em Éfeso, Paulo fala do Espírito Santo e do sangue de Deus, a fim de mostrar o seu sentimento com respeito à preciosidade da igreja.

De acordo com o entendimento dele, a igreja é totalmente preciosa. Ela está sob os cuidados do Espírito Santo, e foi comprada por Deus com o próprio sangue. Assim, ela é um tesouro aos olhos de Deus. Paulo a valorizava tanto quanto Deus.

Em 20:28 Paulo exortou os presbíteros a valorizar a igreja, tanto quanto Deus a valoriza e ele a valorizava. O fato de Deus ter comprado a igreja com o próprio sangue mostra a preciosidade dela aos Seus olhos. Tendo pago tão alto preço pela igreja, ela certamente Lhe é querida. Ademais, ela está sob os cuidados do Espírito Santo. Segundo a palavra de Paulo no versículo 28, os presbíteros devem considerá-la muito preciosa, como um tesouro aos olhos de Deus. Ao pastoreá-la, os presbíteros devem ter para com ela o mesmo sentimento que Deus tem.

Desfrute mais: Hino 392

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