ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E CINCO
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (21)
SEMANA 26 – DOMINGO
Leitura Bíblica: At 20:32; Rm 8:23; 1 Co 6:9; Gl 3:18-29; Ef 1:14; 5:5; Cl 1:12; 2:9; Hb 9:15
Ler e orar: "Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados." (Hb 9:15)
Edificar os Santos
Em 20:32 vemos a função da palavra da graça de Deus. Primeiro, ela é capaz de edificar os santos. Edificar os santos requer crescimento na vida divina, e para crescer nessa vida é preciso ser suprido com o elemento divino e aperfeiçoado e equipado com o conhecimento divino. Tudo isso só pode ser conseguido pela palavra da abundante graça de Deus, que é o próprio Deus Triúno, que passou pelos processos de encarnação, viver humano, crucificação, ressurreição e ascensão e foi dado aos santos para o desfrute deles.
Dar-nos Herança
Segundo, a palavra da graça de Deus dá-nos “herança entre todos os que são santificados”. A herança divina é o próprio Deus Triúno com tudo o que Ele tem, fez e fará por Seus redimidos. Esse Deus Triúno está corporificado no Cristo todo-inclusivo (Cl 2:9), que é a parte que cabe aos santos como sua herança (Cl 1:12). O Espírito Santo dado aos santos é o antegozo, o penhor e a garantia dessa herança divina (Rm 8:23; Ef 1:14), que hoje compartilhamos e desfrutamos no jubileu neotestamentário de Deus como antegozo, e iremos compartilhar e desfrutar em plenitude na era vindoura e pela eternidade (1 Pe 1:4).
A nossa herança eterna se relaciona à vida divina, que recebemos por meio da regeneração e experimentamos e desfrutamos por toda a vida cristã. “Essa herança é a posse plena do que foi prometido a Abraão e a todos os crentes (Gn 12:3; ver Gl 3:6 e segs.), uma herança, tanto mais elevada do que a que foi designada para os filhos de Israel na posse de Canaã, assim como a filiação dos regenerados, que já receberam a promessa do Espírito pela fé como penhor da herança deles é mais elevada do que a filiação de Israel (cf. Gl 3:18-29; 1 Co 6:9; Ef 5:5; Hb 9:15)” (Wiesinger, citado por Alford).
Uma herança é uma posse adequada e legal. Não é a1cançada pela nossa energia, habilidade ou obras. Pelo contrário, é-nos concedida por alguém de forma legítima. Nós não trabalhamos por ela; nós a recebemos.
No dia em que fomos regenerados, recebemos o direito de partilhar uma herança, que inclui todas as bênçãos relacionadas à vida eterna. Diariamente precisamos tomar posse dela e desfrutá-la. Ela é legal, devida e legítima, pois Cristo morreu para adquiri-la para nós, pagando o preço do Seu precioso sangue. Dia a dia podemos participar dela e desfrutá-la. É nossa hoje e o será pela eternidade.
Segundo o que diz Paulo em 20:32, a herança de Deus está entre os que foram santificados. Participar dela exige que sejamos santificados, e isso requer a palavra da graça de Deus. Em João 7:17 o Senhor Jesus orou: “Santifica-os na verdade; a Tua palavra é a verdade”. Ser santificado (Ef 5:26; 1 Ts 5:23) é ser separado do mundo e sua ocupação, para Deus e Seu propósito, não apenas em posição (Mt 23:17, 19), mas também em disposição (Rm 6:19, 22).
A palavra viva de Deus opera nos crentes a fim de separá-los de tudo o que é mundano. Isso é ser santificado na palavra de Deus como a verdade, a realidade.
TRABALHOU PARA SE SUSTENTAR E AJUDAR OS SEUS COOPERADORES
Em 20:33-34 Paulo continua: “De ninguém cobicei prata, nem ouro, nem vestes; vós mesmos sabeis que estas mãos serviram para o que me era necessário a mim e aos que estavam comigo”. Ele trabalhava com as mãos fazendo tendas (18:3) para sustentar tanto a si mesmo como também aos que estavam com ele. Ele trabalhava a fim de ajudar os seus jovens cooperadores. Isso nos mostra que a maneira dele não era a do clero de hoje, que faz da pregação uma profissão.
Assim como Paulo, devemos levar a economia neotestamentária aonde quer que estejamos. Se a situação permitir, podemos despender todo o tempo na obra do ministério. Doutra forma, devemos fazer algo para nos sustentar e também para ajudar os outros.
Em 20:35 ele disse: “Tenho-vos mostrado em tudo que, trabalhando assim, é mister socorrer os necessitados e recordar as palavras do próprio Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar que receber”. Os termos gregos traduzidos por “os necessitados”, também podem ser traduzidos por “os fracos”, referindo-se aos fracos fisicamente (1 Co 11:30); portanto, os pobres.
No versículo 35 Paulo pediu aos presbíteros que se lembrassem da palavra do Senhor Jesus: “Mais bem-aventurado é dar que receber”. Isso não está registrado nos Evangelhos; deve ter sido recebida por comunicação oral.
Se lermos cuidadosamente a palavra de Paulo aos presbíteros da igreja em Éfeso, veremos que ele não considerou o pregar como uma profissão. Antes, tinha um encargo autêntico de levar a cabo a economia neotestamentária de Deus.
Desfrute mais: Hino 162
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