ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E DOIS
MENSAGEM SESSENTA E DOIS
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (28)
SEMANA 29 – DOMINGO
Leitura Bíblica: Mt 23:34; Jo 8:44; At 19:21; 23:12-15; 26:16
Ler e orar: "Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma” (At 23:11)
ENCORAJADO PELO SENHOR
Atos 23:11 diz: “Na noite seguinte, o Senhor, pondo-se ao lado dele, disse: Coragem! Pois do modo por que deste testemunho a meu respeito em Jerusalém, assim importa que também o faças em Roma”. O Senhor estava vivendo todo o tempo em Paulo essencialmente (Gl 2:20). Agora, para fortalecê-lo e encorajá-lo, Ele se pôs ao lado dele economicamente. Isso mostra a fidelidade e o bom cuidado do Senhor para com o Seu servo.
A palavra do Senhor em 23:11, sobre Paulo testificar solenemente a respeito Dele em Jerusalém, indica que o Senhor admitiu que o apóstolo tinha dado testemunho solene a Seu respeito em Jerusalém. Testemunho difere de mero ensinamento.
Dar testemunho exige experiências de ver, participar e desfrutar. O Cristo ascendido não queria usar um grupo de pregadores treinados pelo ensinamento do homem, fazendo uma obra de pregação para levar a cabo o Seu ministério celestial, com vistas à Sua propagação, a fim de que o reino de Deus fosse estabelecido para a edificação das igrejas, para a Sua plenitude. Ele queria usar um Corpo de testemunhas Suas, mártires, que levassem um testemunho vivo do Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido.
Testemunhas levam um testemunho vivo do Cristo ressurreto e ascendido em vida. Diferem dos pregadores que pregam meras doutrinas em letras. Em Sua encarnação, Cristo levou a cabo o Seu ministério na terra, como registram os Evangelhos. Ele o fez semeando-Se como semente do reino de Deus, apenas na terra judaica.
Em ascensão Ele leva a cabo o Seu ministério nos céus, como registra Atos, por meio de testemunhas em Sua vida de ressurreição e com o poder e autoridade da Sua ascensão para espalhar-Se como o desenvolvimento do reino de Deus, desde Jerusalém até aos confins da terra, como a consumação do Seu ministério no Novo Testamento. Todos os apóstolos e discípulos em Atos eram tais testemunhas de Cristo.
Como veremos, em 26:16 Paulo testificou que o Senhor o constituíra ministro e testemunha. Um ministro visa ao ministério; uma testemunha visa ao testemunho. O ministério se relaciona principalmente à obra, ao que o ministro faz; o testemunho se relaciona à pessoa, ao que a testemunha é.
Satanás podia instigar os religiosos judeus e utilizar os políticos gentios para amarrar os apóstolos e seus ministérios evangélicos, mas não conseguia amarrar as testemunhas vivas de Cristo e seus testemunhos vivos. Quanto mais os religiosos judeus e políticos gentios amarravam os apóstolos e seu ministério evangélico, mais fortes e mais brilhantes se tornavam esses mártires, essas testemunhas, de Cristo e seus testemunhos vivos.
O Senhor em 23:11, ao aparecer ao apóstolo, indicou que então não iria resgatá-lo das cadeias, mas o deixaria em cadeias e o levaria a Roma, a fim de que testificasse a Seu respeito assim como fizera em Jerusalém. O Senhor o encorajou a fazer isso.
Em 23:11 o Senhor disse a Paulo que ele testificaria Dele em Roma. Isso cumpriria o desejo de Paulo, expresso em 19:21, de ver Roma. Mais tarde, tanto a promessa do Senhor como o desejo de Paulo se cumpriram. Paulo foi fortalecido e encorajado pela palavra do Senhor no versículo 11. Essa palavra garantiu-lhe que o Senhor o levaria em segurança de Jerusalém para Roma. Assegurado por essa palavra clara da boca do Senhor, ele sabia que iria a Roma e ali daria testemunho do Senhor Jesus.
A CONSPIRATA DOS JUDEUS
Atos 23:12-15 descreve a conspirata dos judeus contra Paulo. Nos versículos 12 e 13 lemos: “Quando amanheceu, os judeus se reuniram e, sob anátema, juraram que não haviam de comer, nem beber, enquanto não matassem Paulo. Eram mais de quarenta os que entraram nesta conspirata”. A conspirata nos versículos 12 a 15 manifestou a falsidade e o ódio satânico (Jo 8:44; Mt 23:34) existentes nos religiosos hipócritas do judaísmo.
Nesses versículos vemos quão furiosos estavam os judeus contra Paulo e o ódio que tinham dele. Os quarenta judeus que entraram em conspirata talvez fossem jovens; eles foram aos principais sacerdotes e anciãos e disseram: “Juramos, sob pena de anátema, não comer coisa alguma, enquanto não matarmos Paulo. Agora, pois, notificai ao comandante, juntamente com o Sinédrio, que vo-lo apresente como se estivésseis para investigar mais acuradamente a sua causa; e nós, antes que ele chegue, estaremos prontos para assassiná-lo” (vs. 14-15).
Literalmente os termos gregos traduzidos “juramos, sob pena de anátema”, significam “nós nos amaldiçoamos com maldição”. É uma expressão muito enfática. Parece que os quarenta conspiradores queriam dizer que se não conseguissem matar Paulo, então eles mesmos não viveriam mais. É provável que tivessem a intenção de matá-lo em vinte e quatro horas. O plano deles era fazer-lhe uma emboscada quando ele fosse trazido aos principais sacerdotes e anciãos para mais investigação.
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