terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 26, mensagem 69, semana 32, domingo

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (35)

SEMANA 32 – DOMINGO
Leitura Bíblica:   Jo 8:12; 9:5; At 26:19-32; 2 Co 4:4, 6; 1 Jo 1:5

Ler e orar: Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial," (At 26:19)


NÃO SER DESOBEDIENTE À VISÃO CELESTIAL

Em 26:19-20 Paulo testificou: “Pelo que, ó rei Agripa, não fui desobediente à visão celestial, mas anunciei primeiramente aos de Damasco e em Jerusalém, por toda a região da Judéia, e aos gentios, que se arrependessem e se convertessem a Deus, praticando obras dignas de arrependimento”.

O uso que Paulo faz da palavra visão no versículo 19 indica que ele era obediente não à doutrina, teoria, credo religioso ou teologia, mas à visão celestial, na qual viu as coisas divinas a respeito do Deus Triúno a ser dispensado ao Seu povo escolhido, redimido e transformado. Todas as suas pregações em Atos e os seus escritos nas catorze Epístolas de Romanos a Hebreus são uma descrição detalhada dessa visão celestial que ele teve.


ALIADO A DEUS

Em 26:21-22 Paulo continua: “Por causa disto, alguns judeus me prenderam, estando eu no templo, e tentaram matar-me. Mas, alcançando socorro de Deus, permaneço até ao dia de hoje, dando testemunho, tanto a pequenos como a grandes, nada dizendo, senão o que os profetas e Moisés disseram haver de acontecer”.

O termo grego traduzido por "socorro" no versículo 22 também significa "assistência". A raiz desse termo grego significa "aliança". Isso implica que o apóstolo estava aliado a Deus e a assistência divina nessa aliança era real para ele.


TESTIFICAR QUE O CRISTO DEVERIA
SOFRER, E ANUNCIAR A LUZ

Em 26:22 Paulo não disse: “Vivo até ao dia de hoje”. Antes, ele disse: “Permaneço até ao dia de hoje”. Paulo tinha permanecido, ficado em pé, firme, diante do comandante romano e diante de Félix e Festo. Agora ele permanecia firme diante de Agripa.

Ao fazê-lo, ele era ousado, dizendo que testificava tanto a pequenos como a grandes. Os grandes a quem ele testificava incluíam Félix, Festo e Agripa.

Paulo disse a Agripa que não testificou nada senão as coisas que tanto os profetas como Moisés disseram que iriam acontecer: “Isto é, que o Cristo devia padecer e, sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria a luz ao povo e aos gentios” (v. 23). 

Literalmente os termos gregos traduzidos devia "padecer" significam "seria sujeito a sofrimento". Ademais, a expressão grega traduzida por “sendo o primeiro da ressurreição dos mortos, anunciaria”, podem ser traduzidos: “pela ressurreição dos mortos seria o primeiro a anunciar”, ou “sendo o primeiro a ressuscitar dos mortos, anunciaria”.

Em 26:23 Paulo diz que o Cristo anunciou luz ao povo e aos gentios. O termo luz aqui indica a iluminação de Deus, que é luz (1 Jo 1:5), brilhando em Cristo, que é a luz do mundo (Jo 8:12; 9:5), por meio da pregação do evangelho da glória de Cristo (2 Co 4:4, 6). Aqui Paulo falou de luz em vez de vida, porque tanto os religiosos como os políticos romanos estavam nas trevas. Como estavam numa “cela” escura, Paulo disse que Cristo primeiro, desde a ressurreição dos mortos, anunciou luz ao povo e aos gentios.


A REAÇÃO DE FESTO E A RESPOSTA DE PAULO

Atos 26:24 prossegue: “Dizendo ele estas coisas em sua defesa, Festo o interrompeu em alta voz: Estás louco, Paulo! As muitas letras te fazem delirar!” O termo grego para “louco” nos versículos 24 e 25 também significa "demente", "fora de si". Festo, que era anfitrião e não hóspede como Agripa, disse em alta voz que as muitas letras de Paulo, o seu estudo, o estavam deixando louco. Como anfitrião, Festo não devia ter dito nada.

Nos versículos 25 e 26 Paulo replicou: “Não estou louco, ó excelentíssimo Festo! Pelo contrário, digo palavras de verdade e de bom senso. Porque tudo isto é do conhecimento do rei, a quem me dirijo com franqueza, pois estou persuadido de que nenhuma destas coisas lhe é oculta; porquanto nada se passou em algum lugar escondido”.

Nesses versículos Paulo primeiro disse a Festo que em vez de estar louco, ele estava muito sóbrio e também levava outros à sobriedade, falando palavras de verdade e de bom senso. Então disse que Agripa tinha conhecimento dessas coisas.

Agripa, sendo de religião judaica, conhecia as coisas do Antigo Testamento e da ressurreição. Paulo parecia dizer: “Agripa já sabe sobre essas coisas, pois é judeu”. No versículo 27 Paulo dirigiu-se a Agripa dizendo: “Acreditas, ó rei Agripa, nos profetas? Bem sei que acreditas”. Como membro da religião judaica, Agripa certamente cria nos profetas.

No versículo 28 Agripa respondeu a Paulo dizendo: “Por pouco me persuades a me fazer cristão”. E Paulo disse: “Assim Deus permitisse que, por pouco ou por muito, não apenas tu, ó rei, porém todos os que hoje me ouvem se tornassem tais qual eu sou, exceto estas cadeias” (v. 29). A palavra de Paulo nesse versículo é muito eloquente.


O JULGAMENTO DE AGRIPA

Atos 26:30-32 diz: “A essa altura, levantou-se o rei, e também o governador, e Berenice, bem como os que estavam assentados com eles; e, havendo-se retirado, falavam uns com os outros, dizendo: Este homem nada tem feito passível de morte ou de prisão.

Então, Agripa se dirigiu a Festo e disse: Este homem bem podia ser solto, se não tivesse apelado para César”. Aqui vemos que, na opinião de Agripa, Paulo poderia ter sido solto se não tivesse apelado a César. 

No entanto, sem esse apelo, o apóstolo poderia ter sido morto pelos judeus devido à maneira injusta pela qual Festo lidava com ele (25:9), e assim a sua vida poderia não ter sido preservada até aquele dia.

Se Paulo não tivesse apelado para César, poderia não ter tido a oportunidade de escrever as cruciais Epístolas de Efésios, Colossenses, Filipenses e Hebreus.

Na seção de Atos 21:27-26:32, uma longa narração da perseguição final e máxima dos judeus ao apóstolo, as verdadeiras características de todas as partes envolvidas foram manifestadas.

Primeiro, vemos as trevas, cegueira, ódio e hipocrisia da religião judaica. Segundo, vemos a injustiça e corrupção dos políticos romanos. Terceiro, vemos a transparência, brilho, fidelidade e coragem do apóstolo. Por fim, há o cuidado encorajador do Senhor por Sua testemunha e a Sua soberania sobre toda a situação para levar a cabo o Seu propósito divino.

Desfrute mais: Hino S-89

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