terça-feira, 28 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 26, mensagem 70, semana 32, segunda

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E NOVE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (36)

SEMANA 32 – SEGUNDA
Leitura Bíblica: At 27:1-44

Ler e orar: “Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo” (At 27:24)


Nos capítulos vinte e sete e vinte e oito de Atos, Lucas nos dá uma longa narração da viagem de Paulo de Cesaréia a Roma. Podemos perguntar-nos por que ele inclui tal longo e detalhado registro. Em certas coisas ele é muito sucinto, mas o relato dessa viagem é bem detalhado e vívido. Depois de considerar sobre isso, creio que a razão desse registro detalhado é que ele quer apresentar um quadro que transmita alguns tópicos importantes.


O ATAQUE DE SATANÁS

O primeiro dos pontos transmitidos na longa narrativa que Lucas fez da viagem de Paulo é o ataque de Satanás ao apóstolo. Satanás o atacava constantemente dos bastidores. Essa é a razão de a viagem ter sido difícil, com muitos sofrimentos, e ter demorado tanto. O tempo, especialmente, estava muito ruim. 

Atos 27:4 diz: “Partindo dali, navegamos sob a proteção de Chipre, por serem contrários os ventos”. Mais tarde, embarcados num navio de Alexandria, navegaram vagarosamente muitos dias e chegaram com dificuldade defronte de Cnido (v. 7). Então, com dificuldade, chegaram a certo lugar chamado Bons Portos. Por fim, depois que se fizeram ao mar novamente, “desencadeou-se, do lado da ilha, um tufão de vento, chamado Euroaquilão” (v. 14). Satanás estava por trás dessas dificuldades, atacando o apóstolo.


O CUIDADO SOBERANO DO SENHOR

No quadro retratado em Atos 27-28 também vemos o soberano cuidado do Senhor. Ele está acima de todas as coisas, inclusive o vento e as tempestades. Ele era soberano sobre o centurião chamado Júlio, que levou Paulo a Roma, e sobre todos os soldados que estavam com ele. Em Sua soberania, o Senhor fez com que esse centurião tratasse Paulo com humanidade.

Quanto a isso, em 27:3 lemos: “No dia seguinte, chegamos a Sidom, e Júlio, tratando Paulo com humanidade, permitiu-lhe ir ver os amigos e obter assistência”. Provavelmente alguns soldados o acompanharam e é provável que ele ainda estivesse em cadeias. No entanto, o Senhor soberanamente cuidou dele.

Em Sua soberania, o Senhor também enviou um anjo a Paulo em meio à violenta tempestade, quando os que estavam no navio já haviam perdido todas as esperanças de se salvar (vs. 20, 23). Paulo testificou que um anjo lhe havia dito: “Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo” (v. 24). Como veremos, essas palavras indicam que ele tinha um pequeno reino no barco, composto de duzentos e setenta e seis cidadãos.

Lucas e Aristarco, um macedônio de Tessalônica, estavam com Paulo no navio. Lucas exercia a função de médico, cuidando da sua saúde e de relator, registrando os detalhes da viagem. Agradecemos ao Senhor por esse registro. Quanto mais o lemos, mais percebemos quão significativo é. No relato detalhado dessa viagem vemos que o Senhor controlava os ataques de Satanás. Tudo aconteceu na hora certa, para que a vida de Paulo fosse preservada.


O VIVER DE PAULO

O quadro nesses capítulos de Atos também nos mostra a vida, o comportamento e o caráter de Paulo. Vemos a ascendência que ele tinha nessa situação. Também vemos a sabedoria e dignidade da sua vida humana. Sem dúvida, a sua vida era viver Cristo e engrandecê-Lo.

Se lermos esse trecho cuidadosamente, veremos que Paulo vivia do modo que aspirava viver em Filipenses 3, onde diz que buscava Cristo a fim de ser achado Nele (vs. 9, 12). Quando leio Atos 27-28, eu o encontro em Cristo. Numa viagem dura e difícil, ele viveu em ascendência e dignidade, e cheio de sabedoria. Embora fosse prisioneiro, ele se portava como rei. Ademais, tinha percepção e sabedoria para lidar com as questões.

Sem dúvida, o Senhor estava com ele. Por um lado, ele era prisioneiro, um dentre duzentos e setenta e seis passageiros. Por outro, era o centro da situação, seja no navio, seja na ilha onde passaram o inverno depois que o navio foi destruído. Em todas as circunstâncias ele vivia em ascendência.

Desfrute mais: Hino 224

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