quinta-feira, 30 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 28, mensagem 71, semana 32, quinta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SETENTA E UM

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (36)

SEMANA 32 – QUINTA
Leitura Bíblica: At  28:1-31

Ler e orar: Tomai, pois, conhecimento de que esta salvação de Deus foi enviada aos gentios. E eles a ouvirão."  (At 28:28)

Nesta mensagem abordaremos o capítulo vinte e oito, o último capítulo de Atos. Em 28:1-10 Paulo chega à ilha de Malta e ali faz muitos milagres. Então, em 28:11-31 chega a Roma, encerrando a quarta viagem. Primeiro passa por Siracusa, Régio, Putéoli, a Praça de Ápio e Três Vendas (vs. 11-16). Contata os líderes judeus (vs. 17-22) e ministra em Roma (vs. 23-31).


PARA A ILHA DE MALTA, FAZ MILAGRES

Atos 28:1-2 diz: “Uma vez em terra, verificamos que a ilha se chamava Malta. Os bárbaros trataram-nos com singular humanidade, porque, acendendo uma fogueira, acolheram-nos a todos por causa da chuva que caía e por causa do frio”. O vocábulo grego traduzido "bárbaros" se refere aos que não falavam grego ou latim, mas não necessariamente incivilizados.

Nos versículos 3 a 5 temos a continuação: “Tendo Paulo ajuntado e atirado à fogueira um feixe de gravetos, uma víbora, fugindo do calor, prendeu-se-lhe à mão. Quando os bárbaros viram a víbora pendente da mão dele, disseram uns aos outros: Certamente, este homem é assassino, porque, salvo do mar, a Justiça não o deixa viver. Porém ele, sacudindo o réptil no fogo, não sofreu mal nenhum”.

Literalmente, o termo grego para "víbora" nos versículos 4 e 5 é "besta". Mas os escritores médicos usavam esse termo para denotar serpentes venenosas. Primeiro os bárbaros pensaram que Paulo era um assassino, por ter sido mordido por uma víbora. Mas, como o versículo 6 indica, por fim mudaram de opinião a respeito dele: “Mas eles esperavam que ele viesse a inchar ou a cair morto de repente. Mas, depois de muito esperar, vendo que nenhum mal lhe sucedia, mudando de parecer, diziam ser ele um deus”.

O apóstolo não era um deus como pensavam os bárbaros supersticiosos, mas expressava, em seu viver e ministério, o verdadeiro Deus, que em Jesus Cristo passou pelos processos de encarnação, viver humano, crucificação e ressurreição, e agora vivia nele e por meio dele, como Espírito todo-inclusivo.

No seu ensinamento, registrado nas Epístolas, Paulo enfatizava a questão de andar no Espírito. Em toda a viagem, e agora na ilha de Malta, ele certamente andava no Espírito. Certamente teve um viver que era o Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido. O seu viver, na realidade, era a expressão do Espírito que dá vida. Em cada situação do seu viver diário, ele era a expressão do próprio Cristo que pregava. 

Ele pregava o Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e ascendido como Espírito que dá vida, e na ilha de Malta ele viveu tal Cristo como Espírito todo-inclusivo. Isso está indicado pelo que ele escreveu mais tarde, em Filipenses 1:20-21a: “Segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, também agora, será Cristo engrandecido no meu corpo, quer pela vida, quer pela morte. Porquanto, para mim, o viver é Cristo”.

Ele só se importava em viver Cristo e engrandecê-Lo. Na ilha de Malta ele viveu Cristo e O engrandeceu como Espírito que dá vida. Ao ler o relato de Lucas, vemos que o viver de Paulo era o Espírito todo-inclusivo como a consumação do Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e exaltado por Deus.

Nos versículos 7 e 8 lemos: “Perto daquele lugar, havia um sítio pertencente ao homem principal da ilha, chamado Públio, o qual nos recebeu e hospedou benignamente por três dias. Aconteceu achar-se enfermo de disenteria, ardendo em febre, o pai de Públio. Paulo foi visitá-lo, e, orando, impôs-lhe as mãos, e o curou”. Disenteria era uma doença comum, mas de cura difícil. No entanto, Paulo, que vivia como rei governando o seu reino, tornou-se agora um médico para curar o pai de Públio.

O versículo 9 diz: “À vista deste acontecimento, os demais enfermos da ilha vieram e foram curados”. Aqui vemos que Paulo se tornou um médico e até mesmo um salvador para toda a ilha. Todos os doentes que lhe trouxeram foram curados.

No mar, durante a tempestade, o Senhor já tinha feito do apóstolo não apenas o dono dos colegas de viagem (27:24) como também a garantia de vida e o confortador deles (27:22-25). Agora, em terra, numa situação de paz, o Senhor o fez ainda mais, não apenas uma atração mágica aos olhos dos supersticiosos (vs. 3-6) como também aquele que cura e a alegria para os bárbaros (vs. 8-9).

Em toda a extensa e desafortunada viagem de Paulo como prisioneiro, o Senhor guardou o apóstolo em Sua soberania e capacitou-o a ter uma vida muito acima da esfera de ansiedade, e, plenamente dignificada com o mais alto padrão de virtudes humanas, expressando os mais excelentes atributos divinos, uma vida que se assemelhava à que Ele mesmo tivera na terra anos antes. Era Jesus vivendo novamente na terra, em Sua humanidade divinamente enriquecida!

Esse é o maravilhoso, excelente e misterioso Homem-Deus, que viveu nos Evangelhos, continuando a viver em Atos por meio de um de Seus muitos membros, membro esse que era uma testemunha viva do Cristo encarnado, crucificado, ressurreto e exaltado por Deus.

Paulo em sua viagem viveu e engrandeceu a Cristo. Não é de admirar que as pessoas distinguiram a ele e aos seus companheiros com muitas honrarias (v. 10), isto é, com o máximo respeito e a mais alta consideração!

Atos 28:10 diz: “Os quais nos distinguiram com muitas honrarias; e, tendo nós de prosseguir viagem, nos puseram a bordo tudo o que era necessário”. Esse versículo indica que os nativos da ilha de Malta trataram Paulo e seus companheiros como se fossem membros de uma família real. Paulo era o rei e Lucas era parte da família.

De acordo com o versículo 10, os nativos puseram a bordo tudo o que era necessário para a viagem. O Senhor soberanamente proveu comida para duzentas e setenta e seis pessoas. Todo rei precisa prover comida para o seu povo. Como rei, Paulo recebeu os suprimentos dos nativos, mas não lhes devia nada por isso, pois tinha curado muitos doentes entre eles. Em certo sentido, as pessoas lhe pagaram colocando a bordo o suprimento de alimentos necessário para a viagem.

Desfrute mais: Hino S-35

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