segunda-feira, 24 de março de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 2, capítulo 2, segunda

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DOIS
SEMANA 2 - SEGUNDA

Leitura Bíblica: Mt 5:38-42

Ler e orar: "Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas." (Mt 5:41)


Cada um recebe um encargo
e serve o Senhor de acordo com o encargo

Todos os que servem o Senhor precisam receber encargo e ter encargo. Isso se aplica também às irmãs, embora não estejam envolvidas na administração da igreja ou na pregação de mensagens. Se elas compartilham juntas e visitam as pessoas apenas porque é hora de fazer isso, fazem tudo por obrigação.

Elas devem buscar saber o que seu compartilhar e visitas produziram. Devem conhecer a condição das irmãs sob seus cuidados. Não devem dizer: "Desde que o Senhor opere nelas, estarão bem. Mas se o Senhor não operar nelas, não há nada que possamos fazer". Precisamos receber um encargo genuíno.

Apesar de muitas irmãs terem o desejo de servir o Senhor, poucas se levantaram para servi-Lo nos últimos tempos. Os irmãos, porém, continuam servindo como sempre. Devemos notar que a situação das irmãs não está boa e receber o encargo de encorajá-las.

Também precisamos analisar os resultados de nossa pregação do evangelho. Precisamos ponderar por que tantos ainda não estão salvos, apesar de haver tantos pecadores. Alguns devem levantar-se para receber o encargo de pregar o evangelho até que alguém seja salvo. Precisamos ter encargo.

O problema é que gradualmente nos inclinamos para a responsabilidade no serviço, e nos falta encargo. Como a maioria de nossas orações é sem encargo, as reuniões de oração não produzem efeitos.

Se alguém é salvo quando pregamos o evangelho, agradecemos e louvamos ao Senhor. Mas se ninguém é salvo, ficamos em paz. Quando pregamos mensagens, ficamos em paz mesmo quando não produzem nenhum efeito. O mesmo se aplica à administração da igreja e às visitas aos irmãos; ficamos em paz mesmo que não haja resultado.

Visto que essa é nossa condição, nossa oração é por obrigação, e não que brota do encargo. Se orarmos com encargo, nossa reunião de oração será diferente. Alguns prantearão com intensidade e pesar, sentindo que não poderão prosseguir da mesma maneira. Perceberão que a pregação do evangelho, a administração da igreja e a condição das reuniões são insatisfatórias. Esse tipo de oração brota de encargo.

Alguns dizem que é fácil perder o encargo depois de certo tempo. Todavia os que tiveram misericórdia recebem encargos de forma contínua. É um problema muito sério se nosso encargo desaparece depois que trabalhamos por algum tempo. No entanto um cristão pode continuar a trabalhar por obrigação, mesmo que não tenha encargo, porque sua consciência o incomoda caso ele pare.

Sempre que nosso serviço se torna questão de cumprir obrigação, nosso serviço já se degradou. O serviço genuíno nunca é questão de obrigação, mas de encargo; o encargo sempre vai além da obrigação.

Desfrute mais: Hino 422

"...As provas da vida aqui,
Com os Seus Ele vem partilhar;
Seu povo O tem junto a si,
E vai Seu encargo levar."

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