Leitura Bíblica: Jo 12:23-24; 13:31-32; 14:20-24; 17; 20:22;
At 1:3, 14; Ef 4:11-13.
O PROCESSO DA UNIDADE
João 17 é a oração do Senhor na qual Ele pede ao Pai que cumpra tudo o que foi falado nos capítulos catorze a dezesseis. No capítulo catorze, o Senhor falou acerca do Consolador que estava por vir; no quinze falou da videira, mostrando que nosso relacionamento com Ele se assemelha à união da videira com os ramos; e no dezesseis disse que o fator singular e inigualável dessa união é o Espírito Santo. O Espírito Santo vem não só para nos convencer do pecado a fim de nos unir ao Senhor em amor, mas também para nos transmitir tudo o que o Pai e o Filho têm.
João 17:1 começa com "Essas coisas falou Jesus", onde "essas coisas" se refere ao conteúdo dos capítulos catorze a dezesseis. Depois de dizer o que disse nesses capítulos, o Senhor orou ao Pai: "Pai, é chegada a hora. Glorifica a Teu Filho, para que o Filho Te glorifique a Ti" (v. 1). O Senhor profetizara que seria glorificado e que o Pai seria glorificado Nele (12:23; 13:31-32).
Em 12:24 Ele disse que morreria como grão de trigo para que a casca da Sua humanidade se partisse e a vida divina em Seu interior fosse dispensada a muitas pessoas para ser expressa por meio delas. Como essa vida divina é o elemento divino de Deus Pai, o Pai é glorificado no Filho mediante a glorificação do Filho.
A frase "vou para Ti" em 17:11, confirma as palavras do Senhor no capítulo catorze, que Ele iria para o Pai e Sua ida era a Sua vinda. Consequentemente a oração do Senhor no capítulo dezessete revela o significado do que foi dito nos capítulos catorze a dezesseis. O Senhor desejava que todos os crentes fossem um assim como os três do Deus Triúno - o Pai, o Filho e o Espírito Santo - são um.
João 14:20-24 diz: "Naquele dia, vós conhecereis que Eu estou em Meu Pai, e vós em Mim, e Eu em vós. Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama; e aquele que Me ama será amado por Meu Pai, e Eu o amarei e Me manifestarei a ele. Disse-Lhe Judas, não o Iscariotes: Que houve, Senhor, que Te hás de manifestar a nós, e não ao mundo? Respondeu-lhe Jesus: Se alguém Me ama, guardará a Minha palavra; e Meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos com ele morada. Quem não Me ama não guarda as Minhas palavras; e a palavra que estais ouvindo não é Minha, mas do Pai que Me enviou".
Esses versículos mostram como a unidade passa a existir. Por Sua morte e ressurreição, Sua ida, o Senhor entrou em Deus e Nele introduziu também o homem, fazendo de Deus a habitação do homem e do homem a morada de Deus. É assim que a unidade passou a existir.
Essa unidade é consequência da edificação, o resultado de o Senhor ter ido preparar lugar. A preparação de um lugar é a edificação; e essa obra de preparação é a obra da edificação, que tem por resultado a unidade.
A UNIDADE É MEDIANTE A EDIFICAÇÃO
Numa casa física todos os materiais estão unidos como um só porque foram edificados. Isso também se aplica ao edifício espiritual. Se um irmão não vive a edificação, será difícil ser um com os irmãos da igreja. Uma pedra ou uma tábua precisa passar pelo processo de edificação para se tornar parte da casa.
Efésios 4:11-13 nos mostra que Deus deu apóstolos, profetas, evangelistas e pastores e mestres como dons para o aperfeiçoamento dos santos para a edificação do Corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e ao pleno conhecimento do Filho de Deus. A unidade é o resultado da edificação, e não é mera questão de ter os mesmos pontos de vista e opiniões. A unidade é questão de ser edificado.
Antes de o Espírito Santo descer no dia de Pentecostes, as cento e vinte pessoas no cenáculo eram unânimes. Todos perseveravam unânimes em oração (At 1:14). Sua unidade não surgiu de modo instantâneo. Antes de orar em unanimidade, os discípulos haviam recebido o Espírito Santo (Jo 20:22).
Isso se tornou o fator de sua unidade, capacitando-os a orar com uma só alma. Eles também estiveram sob a liderança do Senhor Jesus por três anos e meio e por Ele foram ensinados durante quarenta dias após Sua ressurreição (At 1:3).
A dimensão da edificação determina a dimensão de nossa unidade. Por exemplo, mesmo que os irmãos da igreja em Taipé não tenham opiniões a impor nem discutam, não podemos afirmar que isso seja unidade. A genuína unidade advém de ser edificado. Talvez não haja unidade nem entre os que servem.
A ausência de contendas não significa necessariamente que somos um. Uma coisa é não discutir; outra bem diferente é ser um. Para ter unidade, precisamos ser edificados por Deus. Por esse motivo, não podemos afastar-nos da igreja, não podemos afastar-nos dos irmãos com quem devemos ser edificados.
Uma peça de madeira pode ser bom material de construção, porém, se não for edificada como parte da casa, será inútil. Não basta ser bom material. Somente quando os materiais são edificados como parte da casa pode existir a genuína unidade.
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