A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO DOZE:
A PALAVRA SERVE PARA SUPRIR
E A ADMINISTRAÇÃO SERVE PARA EDIFICAR
SEMANA 8 - SÁBADO
Leitura Bíblica: 1 Co 2:1-5
Ler e orar: "A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder," (1 Co 2:4)
AO PREGAR MENSAGENS
DEVEMOS CUIDAR DE NECESSIDADES
PRÁTICAS, E NÃO DE PROFUNDIDADE
No capítulo anterior consideramos a necessidade de estudar o uso do ministério da palavra para elevar as reuniões da igreja. É preciso acrescentar que o ministério da palavra deve ser vivo e prático; não depende de assuntos elevados nem de conteúdo profundo.
Não devemos pensar que temas como a regeneração e como lidar com o pecado são muito superficiais apenas porque alguém já falou sobre eles. Esse é um conceito muito equivocado.
O ministério da palavra depende da necessidade. Se alguém necessita ouvir uma mensagem sobre a regeneração, devemos transmitir uma mensagem viva a esse respeito. Creio que até o apóstolo Paulo às vezes gostava de ouvir outros pregando o evangelho. É provável que fosse suprido quando pregavam o evangelho, porque suas pregações eram vivas.
Alguns consideram difícil pregar uma mensagem na igreja em Taipé, porque os santos já ouviram boas e elevadas mensagens nas conferências. Pensam que se a palavra for sobre um assunto comum, os santos já a ouviram. Mas, se a palavra for sobre um assunto elevado, os santos não conseguem atingir o padrão.
Ao ministrar a palavra, o conteúdo não deve ser elevado demais. É errado ir às "alturas" para encontrar um caminho. Não é normal andar em cima dos telhados. Os que tentam andar em cima de telhados procuram encrenca. Antes, devemos sempre procurar um caminho claro e desobstruído ao andar, e como não há obstruções esse caminho pode ser tomado repetidas vezes.
Por isso não devemos recear temas antigos, e sim velhas formas de expressão e velhas maneiras de falar o assunto. O tema pode ser o mesmo, entretanto precisa de várias maneiras de apresentação para que se torne vivo.
Não há benefício algum no esforço por pregar mensagens elevadas. Devemos crer que entre os ministros levantados por Deus na igreja, alguns funcionarão para suprir a igreja de coisas novas e originais, e outros não. Os irmãos não necessitam de palavras profundas para ser supridos; só precisam de palavras simples.
Pessoas são salvas todos os dias e devem aprender a se consagrar. Os que já se consagraram, porém, precisam renovar a consagração. Portanto não devemos necessariamente dar mensagens elevadas. Precisamos esforçar-nos para receber um encargo do Senhor. Devemos apegar-nos a esse princípio.
Precisamos conhecer a necessidade dos irmãos. Em vez de nos preocupar se uma mensagem é superficial ou profunda, devemos ocupar-nos da genuína necessidade da igreja. A mensagem proferida em reuniões regulares é sempre diferente da palavra proferida nas conferências.
As conferências apresentam mensagens em momentos específicos para semear a necessidade da igreja no íntimo dos santos. Eles precisam digerir essas mensagens. A palavra no domingo, contudo, é para atender às necessidades gerais dos irmãos. Por isso, não há necessidade de pensar se uma mensagem é superficial ou profunda nem de se preocupar se já foi pregada por outras pessoas. Nossa única preocupação deve ser se ela supre as necessidades dos irmãos.
Para que isso ocorra, nossas palavras precisam ser vivas. Jamais devemos recear que um tema comum seja muito superficial para os santos. Na realidade, não existe isso. Até mesmo uma mensagem "superficial" pode ministrar coisas profundas às pessoas.
Em 1942 um irmão que congregava em certa denominação vinha com frequência a nossas reuniões com o intuito de ouvir as mensagens de evangelho. Apesar de a pregação do evangelho ser muito simples, pela qual os incrédulos são salvos, esse irmão acabou se voltando para a base da igreja em razão delas.
Os que são responsáveis pelo ministério da palavra precisam sofrer mudança conceitual. Não devemos considerar se um tema é profundo ou simples, ou se outros já falaram a respeito dele. Em vez de nos preocupar com essas questões, devemos receber um encargo para saber exatamente o que os santos necessitam.
Uma vez recebido esse encargo, precisamos estudar para encontrar um modo vivo de apresentá-lo. Isso não significa que nossas palavras precisam ser cheias de vivacidade, eloquência ou persuasivas, e sim que devemos falar palavras de vida, que toquem, movam e elevem o espírito dos santos e os convençam em seu espírito, libertando-os assim. É aí que devemos investir nossa energia e esforços.
Por isso precisamos orar com fervor: "Senhor, hoje vou falar sobre regeneração. Dá-me uma palavra nova e cheia de vida". Nosso falar deve ser tal que até o apóstolo Paulo diria que foi tocado. Ela deve dar até mesmo aos crentes experientes um suprimento novo e fresco, tão refrescante quanto o orvalho da manhã. Embora a regeneração seja um tema "velho" já falado tantas vezes, ainda devemos dar ao espírito das pessoas um novo suprimento desse tema. Isso é a palavra viva.
Desfrute mais: Hino S-58
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