domingo, 11 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 9, capítulo 12, domingo

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DOZE:
A PALAVRA SERVE PARA SUPRIR
E A ADMINISTRAÇÃO SERVE PARA EDIFICAR 

SEMANA 9 - DOMINGO
Leitura Bíblica: Rm 12:3-8; 1 Co 3:1-2; 9:20-23; 1 Ts 2:11-12

Ler e orar: "Dali partiram para Beer; este é o poço do qual
disse o Senhor a Moisés: Ajunta o povo, e lhe darei água. 
Então, cantou Israel este cântico: Brota, ó poço! Entoai-lhe cânticos!" (Números  21:16,17)


O MINISTÉRIO DA PALAVRA TEM UM
PONTO PRINCIPAL E SUPRE OS SANTOS

Como responsáveis pelo ministério da palavra nas igrejas, precisamos aprender a ter um ponto principal e ao mesmo tempo ser capazes de suprir a palavra em todos os aspectos. Ninguém pode dizer que a única coisa que sabe fazer é pregar o evangelho. Devemos descobrir como conduzir os responsáveis pelas reuniões nas casas e grupos pequenos. Precisamos buscar ter uma palavra para eles e uma palavra para suprir todas as necessidades dos santos.

Estamos centrados no ministério da palavra. Podemos falar sobre Cristo, o Filho de Deus, a cruz, como lidar com a carne e outros temas que suprem os santos. Porém necessitamos também de palavras que cuidem dos que servem. Ainda que a palavra numa igreja possa ter Cristo, o Filho de Deus, a cruz e como lidar com a carne como centro de atenção, existe a necessidade também de se falar sobre outros aspectos.

Por exemplo, se comermos filé de manhã e à noite, cedo ou tarde teremos problemas. Assim como os seres humanos necessitam ser nutridos de diferentes elementos, todos necessitamos de toda sorte de alimento. E não somente isso, como também os chineses do norte apreciam alho, e os ocidentais gostam de café. Alguns gostam de molho de soja e outros preferem vinagre nas refeições. Precisamos aprender a suprir as diversas necessidades dos santos; caso contrário, conhecerão apenas uma verdade e perderão o equilíbrio. Assim a igreja sofrerá grande perda.

Quando os irmãos são fortes num aspecto, mas fracos em outros, é difícil a igreja se desenvolver. Podemos falar do mesmo ponto se ministramos a mais de uma igreja. Se eu ficar em Tainan por dois meses, posso concentrar-me em servir aos santos o assunto de como lidar com a carne. Se então vou para Taichung pelos dois meses seguintes, posso servir aos santos a mesma coisa. Isso é aceitável, porque toda igreja necessita aprender a lidar com a carne. No entanto não será aceitável ficar numa única cidade e falar todos os anos a respeito de lidar com a carne. Isso fará com que a igreja se torne desequilibrada.

Portanto os que ministram a palavra precisam aprender a ser versáteis. Isso se compara a um militar capaz de cuidar de questões financeiras e um financista capaz de cuidar também de assuntos educacionais. Um economista que só se especializa em sua área e não conhece nada a respeito de assuntos militares não pode liderar um exército. O general Tseng Kuo-fan era escritor, mas foi capaz de derrubar o comando rebelde conhecido como "Reino Celestial da Paz". Ele combinou táticas militares com sua experiência política e desse modo obteve sucesso e alcançou a vitória. Por isso ninguém deve dizer que só pode falar sobre a cruz e se especializar em lidar com a carne.

Os que enfatizam a questão de lidar com a carne devem aprender a pregar o evangelho e ensinar os irmãos a proceder nas reuniões. Precisamos ser multifacetados; caso contrário, a igreja ficará desequilibrada. Uma boa dona de casa sabe preparar vários pratos. Apesar de cenoura fazer muito bem, ela não serve apenas cenoura todos os dias. De semelhante modo, nós também não devemos falar sobre como lidar com a carne em todas as reuniões. Devemos falar sobre oração na reunião de oração, sobre adoração no partir do pão, sobre servir na reunião de comunhão e sobre responsabilidade num grupo pequeno de santos que têm muitos encargos no serviço. Em todas essas várias reuniões o ministério da palavra é suplementar. O centro de atenção pode ser como lidar com a carne e conhecer a Cristo, porém ainda é necessário suprir a palavra em outros aspectos.

A igreja não deve receber mensagens suplementares sem que receba mensagens centrais. Precisamos cuidar de ambas. Esse princípio se aplica à Bíblia. Nenhum de seus livros abrange um único assunto. Por exemplo, embora Romanos se concentre na justificação pela fé, também traz uma saudação no início, uma bênção no fim e muitos outros aspectos da verdade, como apresentar o corpo e acolher os santos. Esses aspectos nada têm a ver com a justificação pela fé, a mensagem central, mas estão ligados a ela. Efésios é profundo, porém inclui tópicos relacionados com honrar os pais, submissão ao marido, amor à esposa, a não deixar o sol se pôr sobre a ira e não roubar mais (6:1; 5:22, 25, 33; 4:26, 28). Esse livro se concentra na igreja como o Corpo de Cristo, a plenitude Daquele que a tudo enche em todas as coisas (1:23), no entanto há muitos outros temas suplementares.

Na igreja edificamos o Corpo de Cristo; por isso nos concentramos em ajudar as pessoas a conhecer o Cristo todo-inclusivo, a cruz e como lidar com a carne. Porém nossa fala deve suprir também as várias outras necessidades dos santos. Às vezes existe a necessidade prática de uma palavra de consolo ou sobre sofrimento, apesar de não ser tão importante quanto a mensagem central.

Por exemplo, depois de orar na reunião de oração por uma família que passava por provações e alguns irmãos desempregados ou doentes, usei os dez minutos restantes para falar a respeito de sofrimentos e provações. Isso trouxe consolo e encorajamento para os ouvintes. Depois compartilharam essas palavras com a família de forma que a família inteira foi encorajada e fortalecida.

Isso mostra que o ministério da palavra deve ser vivo e multifacetado. Não devemos pensar jamais que após pregar uma mensagem no domingo nosso encargo terminou e assim podemos relaxar até quinta à noite quando, então, vamos "para a cruz" mais uma vez ao falar. Isso é inadmissível. Precisamos aprender a ser versáteis para atender a todas as necessidades. Pode ser que não tenhamos considerado falar sobre aflições, mas, ao ouvir as orações dos irmãos na reunião de oração e ver as lágrimas derramadas pelo sofrimento e tristeza da família, acabamos percebendo que existe uma necessidade.

Como resultado, depois da reunião de oração devemos levantar-nos e compartilhar algo segundo nossa inspiração. Essa inspiração resulta do exercício diário. O Espírito de Deus não se move em pedras; portanto versículos ou mensagens relativos a sofrimento precisam fazer parte de nossa constituição. Então, quando sentirmos no espírito que os irmãos necessitam dessa palavra, seremos capazes de oferecer-lhes consolo, força e instrução em meio aos sofrimentos. Isso requer muita preparação.

Ninguém se torna ator, cantor ou músico famoso da noite para o dia. É preciso que se dedique de todo o seu ser para se tornar famoso ou ter sucesso. Um ator deve estudar como falar e rir. Precisa aprender a rir para sensibilizar os outros. Então, quando ele rir no palco, a plateia será tocada pelo mesmo sentimento e rirá junto. Quando chorar no palco, a plateia também se comoverá a ponto de chorar. No entanto essa habilidade não se adquire num mês. Ele precisa gastar tempo todos os dias estudando, praticando e aprendendo com os melhores atores do passado e do presente. Ele precisa aprender com eles e acrescentar as próprias ideias a fim de produzir algo novo. Desse modo poderá criar um estilo próprio exclusivo.

Não estou encorajando ninguém a se tornar um grande mestre; antes, meu desejo é que nos empenhemos em fazer nossa obra de maneira respeitável. Jamais devemos pensar que, visto que nossas verdades são tão valiosas, já temos conteúdo suficiente para as próximas cento e quatro semanas. Se pensarmos desse modo, acabaremos sendo desleixados e mecânicos. Em vez disso devemos investir tempo todos os dias a considerar e estudar a condição dos irmãos e a situação da igreja. Não devemos meramente copiar as mensagens que nos foram transmitidas por terceiros sem estudá-las.

Se nos empenharmos no estudo, vamos exercitar o espírito, receber encargo e ministrar às pessoas segundo suas necessidades. Quando exercitarmos o espírito numa reunião de casamento, conheceremos a necessidade do casal e diremos uma palavra que a preencha. Numa reunião em memória de alguém, saberemos se a família necessita de consolo ou encorajamento e, assim, a supriremos de acordo. Esse exercício requer muito preparo.

Nosso ministério da palavra precisa ter um foco central e nós precisamos ser versáteis. Precisamos aprender a ministrar a palavra para atender a diferentes necessidades. Não devemos considerar isso algo fácil de fazer. Sempre que ministramos precisamos ter um foco e também estar atentos às várias necessidades, procurando supri-las. De outro modo nosso ministério será desequilibrado e a igreja enfrentará grandes perdas. Como a maioria dos colaboradores permanece num único lugar, cuidando de uma só cidade, o ministério da palavra precisa abranger muitos aspectos, senão a igreja sofrerá perdas.


Desfrute mais: Hino 134

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