sexta-feira, 30 de maio de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 10, capítulo 14, sexta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO QUATORZE:
A RESTAURAÇÃO DA BASE DA IGREJA

SEMANA 10 - SEXTA
Leitura Bíblica: At 4:29; Rm 8:31-39

Ler e orar: "Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, ou ansiedade, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?" (Rm 8:35)


No norte da China fui aprisionado e torturado pelos japoneses porque não estava disposto a fazer concessões. Caso tivesse me comprometido com as denominações,  não teria sido feito prisioneiro nem teria tido tantos problemas. Fui colocado na prisão porque não estava disposto a cooperar com as denominações.

Nossos amigos nas denominações queriam puxar-me para seu lado, fazendo de mim o mesmo que eles, mas eu me mantive firme. Por isso falaram de modo desfavorável sobre mim para a polícia militar japonesa, que acabou me prendendo.

Depois de três semanas de interrogatórios, a polícia militar japonesa não conseguiu encontrar nenhuma prova contra mim. Então disseram: “Sr. Lee, nós o interrogamos por três semanas e meia, porém não conseguimos encontrar nada de errado com você. [...] Por que será que os que são do cristianismo não falam bem de você!”. Sua pergunta me fez perceber que os que faziam parte das denominações falaram toda sorte de coisas más a meu respeito aos japoneses.

O presidente da Associação Cristã Unida [United Christian Association], que foi colega de classe e vizinho de um irmão entre nós, ouviu falar de minha prisão pelos japoneses. Antes de ser preso, a esposa de um pastor falou a uma multidão em frente à sua casa, expressando sua alegria pelo fato de que os japoneses iriam disciplinar-me.

Como nunca cooperei com as denominações, eles queriam que os japoneses me disciplinassem. Realmente fiquei sob ameaça de morte enquanto estive na prisão, porque para a polícia militar japonesa era tão fácil matar um chinês quanto matar uma galinha. O Senhor guardou minha vida naquele tempo.

Depois que fui libertado da prisão, nossos amigos nas denominações pediram-me mais uma vez que cooperasse com eles. Não me constrangeram; antes, fui informado de que doze congregações participariam de uma conferência e um palestrante de cada congregação apresentaria um sermão. Também me disseram em que dia eu deveria pregar meu sermão. Disse aos irmãos que mesmo que viesse a morrer, eu não pregaria aquele sermão.

A seguir um irmão mais velho me acompanhou em uma visita ao presidente da Associação Cristã Unida, porque eu entendia que por cortesia devia avisá-lo que não poderia aceitar o compromisso. O presidente da Associação Cristã Unida achava que eu deveria considerar e orar sobre o assunto. Quando eu disse que não havia necessidade de orar, ele disse: “Sr. Lee, o que você faz é muito perigoso”. Eu repliquei solenemente: “Já que você disse isso, eu gostaria que soubesse que o pior que você pode fazer é levarme a ser preso e colocado na cadeia mais uma vez”.

Foi difícil acreditar que eles usaram a palavra "perigoso" quando pediram minha colaboração. Creio que esse foi o esquema do inimigo a fim de nos forçar a ser iguais ao cristianismo institucionalizado. Naquele tempo, os que faziam parte desse cristianismo detestavam o fato de sermos diferentes deles. Se nos reconciliássemos com eles passando a ser iguais a eles, o inimigo aplaudiria em alta voz, porque seu esquema teria obtido sucesso.

O que Deus nos mostrou não é mera questão de salvação ou espiritualidade. Ele nos mostrou onde um cristão deve e onde não deve estar. Esse é o testemunho que temos dado por mais de trinta anos. Satanás, porém, nos tem empurrado para longe desse testemunho, querendo que nos reconciliemos com o cristianismo institucionalizado. Quando isso ocorrer, Satanás terá obtido sucesso. Portanto precisamos ter clareza e perceber nossas necessidades a fim manter essa diferença.


A PRÁTICA DA BASE TRAZ A BÊNÇÃO

O irmão Austin-Sparks não sabia sobre isso quando veio a Taiwan. Ele saiu de Taiwan em março e chegou a Londres em abril. Em maio escreveu um artigo para sua revista na qual nos elogiava, dizendo: “Por muitos dias dias, de dia falei para mais de quinhentos obreiros cristãos selecionados, e à noite para cerca de dois mil crentes. Além disso, visitamos igrejas por vários dias e todas as que visitamos eram fervorosas. O rosto dos irmãos brilhava, aguardando para ter comunhão conosco. Eles devoravam cada palavra que falávamos”.

O irmão Austin-Sparks nos tratou com grande honra. Eu, porém, gostaria de perguntar ao irmão Austin-Sparks se conhece a principal razão para que nossa obra seja bem-sucedida.

Talvez muitos pensem que a principal razão é a obra do Espírito Santo. Concordamos. Mas por que o Espírito Santo não abençoaria a obra realizada sobre outras bases? Creio que o irmão Austin-Sparks encontrou muitos missionários do ocidente e pessoas de outros grupos quando esteve em Taiwan.

Todos faziam a obra com zelo. Possuem mais recursos do que nós e são mais talentosos do que nós. Alguns dentre eles são até melhor instruídos do que nós e têm melhor reputação. Por que o irmão Austin-Sparks não elogiou a obra deles! Por que o Espírito Santo não realiza uma obra entre eles! Temos clareza de que, se obtivemos qualquer resultado digno de louvor, é porque não nos reconciliamos com as denominações.

Se a partir de 1949 tivéssemos trabalhado reconciliados com as denominações, não teríamos alcançado os mesmos resultados. A principal razão para que nossa obra seja elogiada é que temos a base. Infelizmente o irmão Austin-Sparks viu o resultado, porém não percebeu a razão para tal resultado.


Desfrute mais: Hino S-99

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