A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO DEZ: A ESCOLHA DO MATERIAL
PARA O MINISTÉRIO DA PALAVRA
SEMANA 8 - DOMINGO
Leitura Bíblica: Ef 2:11-22
Ler e orar: "Pois quem é que te faz sobressair? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te vanglorias, como se o não tiveras recebido?" (1 Co 4:7)
A IGREJA NECESSITA COM URGÊNCIA
REALIZAR A OBRA DE EDIFICAÇÃO
MEDIANTE O MINISTÉRIO DA PALAVRA
Atingimos o ponto crítico da necessidade urgente de edificação. Se apenas salvarmos pecadores e os instruirmos, repetiremos a obra do cristianismo nos últimos cem anos. Essa obra não resultou na edificação ou na habitação de Deus.
Quando uma pessoa é edificada em Kaohsiung, ao deixar essa cidade e ir para Hualien ou Tainan, ainda estará edificada. Mesmo que saia de Kaohsiung, não saiu do edifício; ainda é parte da casa espiritual. Essa casa não é limitada por tempo ou espaço. Aonde quer que vá, estará edificada no Corpo de Cristo. Na edificação única de Deus no universo, ela é uma pessoa edificada.
É diferente de outra pessoa que esteja apenas salva. É diferente de uma pessoa espiritual. Ela é edificada. Somente uma pessoa assim pode fazer parte da habitação de Deus e funcionar como membro do Corpo de Cristo aonde quer que vá.
Deus necessita de um grupo de pessoas assim na terra hoje. Ele necessita com urgência de uma obra de edificação. Se queremos participar dessa obra, precisamos da administração da igreja e, mais ainda, do ministério da palavra. O ministério da palavra vem primeiro, e depois a administração da igreja.
Atualmente nossa maior falta é no ministério da palavra. Esse é um problema muito sério. Todas as nossas reuniões são pobres, fracas, deficientes, frias, mortas e superficiais, porque nos falta o ministério da palavra. A administração da igreja é a segunda em ordem de importância. Portanto os irmãos que sempre falam do púlpito precisam considerar com seriedade esse assunto e se empenhar por aprender a lição concernente ao ministério da palavra.
Jamais devemos depender da idade. Ou seja, não devemos pensar que, porque já falamos há muitos anos, podemos simplesmente ajeitar uma mensagem extraída de nossas antigas notas e dos livros de consultas. Uma mensagem dessas não terá valor algum nem causará impacto. Não tocará os outros e não atingirá o alvo.
Precisamos aprender a sempre incomodar os irmãos quando ouvirem uma mensagem. Eles devem ser tocados mesmo que venham a esquecer-se do assunto ou perder o conteúdo. Devem sentir como se tivessem sido picados por um inseto. Como resultado disso, serão incapazes de descansar após a reunião, porque algo foi injetado em seu interior.
As irmãs também devem ter essa habilidade ao visitar as outras. Perguntar às pessoas se têm lido as Escrituras ou orado deixa-as embaraçadas. Não devemos ser mortos; precisamos aprender a ser vivos e também desenvolver algumas habilidades. Talvez não mencionemos nada de espiritual, porém inconscientemente uma injeção espiritual é aplicada. Pode ser que falemos com as pessoas sobre o mundo que elas amam, porém ao fim de nossa fala elas são "picadas". Não conseguem descansar e se sentem incomodadas. Precisamos aprender a fazer isso.
MINISTÉRIO DA PALAVRA E O SERVIÇO
NA IGREJA NECESSITAM TER UMA
COORDENAÇÃO VIVA
Precisamos compartilhar, mediante oração e consideração, com aqueles com quem servimos, a respeito do conteúdo de nossa palavra. Quando eu servia no norte da China, entre 1940 e 1943, havia um irmão cuja situação estava sempre em minhas considerações. Algumas vezes eu sentia um peso enquanto falava do púlpito e então dizia que esse irmão necessitava de uma visita. Os irmãos que me ouviam recebiam um encargo e então o visitavam.
Hoje em dia, porém, como todos se esforçam para se destacar quando falam a fim de se tornar famosos, eles não estão preocupados em receber encargo. Isso não pode ser considerado serviço.
É lamentável que os irmãos do norte da China não tenham saído do continente. As mensagens que davam preenchiam as necessidades práticas e não eram compiladas com pressa. Quando os santos retornavam de suas visitas aos irmãos, apresentavam um relatório. Nas segundas-feiras de manhã compartilhávamos com respeito às condições dos santos das oito horas da manhã às três da tarde. Às vezes até mesmo jejuávamos e orávamos por eles.
Como consequência disso, aprendemos muitas lições. Estudávamos como ajudar os que passavam por problemas e como enfrentá-los. Com frequência, depois de visitada, uma pessoa era vivificada. Nossa fala e visitas atuavam em harmonia. No entanto essa harmonia não resultava de discussões, mas era espontânea. Isso é a verdadeira e prática ação coordenada.
A fala do púlpito era viva e os que vinham às reuniões também eram vivos. Muitos dentre os santos ficavam atônitos com a maneira como as mensagens satisfaziam sua necessidade especifica. Sempre que vinham a uma reunião, seus problemas eram solucionados. A palavra tocava seus problemas e seu íntimo; dessa forma, seus problemas encontravam solução e suas necessidades eram satisfeitas. O que era falado era a palavra viva.
Essa foi a situação por quase dois anos, porque os que serviam buscavam uma palavra viva, e não apenas uma fala rotineira. Não eram desorganizados nem folgados, nem falavam o que bem entendiam. Por isso, onde quer que fossem, sua liderança na igreja era vivificante.
O melhor período de nossa coordenação no ministério da palavra foi entre 1940 e 1943. A situação atual não se compara à que tínhamos então. Naquele período, a coordenação entre os que serviam e os que
ministravam a palavra era viva. Imprimir algo não era tão fácil quanto é hoje e não havia tanta organização, porém tudo era vivo.
CONCLUSÃO
Em resumo, não podemos ser individualistas. Precisamos aprender a depender dos outros, confiando neles quanto a nossa vida. Precisamos aprender a agir coordenadamente com os outros com relação a nosso serviço. Não devemos usar ordenanças mortas ou falar mensagens mortas. Antes, devemos estudar um meio vivificante e aprender as lições. Além disso devemos receber um encargo e compreender as necessidades das pessoas. Devemos conhecer os vários problemas dos santos, das crianças, dos jovens e dos idosos.
Com base nesse conhecimento, poderemos tocar os idosos, os jovens e os pais quando falamos. Todos que ouvirem a mensagem serão tocados. A igreja necessita dessa palavra viva que traga uma situação viva.
Hoje em dia encontramos morte em todas as nossas reuniões. A reunião das crianças, a reunião dos jovens e a reunião do domingo são todas conduzidas de acordo com ordenanças mortas. Essas reuniões são de nossa responsabilidade. Não podemos continuar assim. A obra do Senhor e a igreja sofrem grande perda e a maior responsabilidade é dos que ministram a palavra. O suprimento no ministério da palavra é importante para as crianças, os jovens, os pais, os idosos e os santos que trabalham.
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