terça-feira, 19 de agosto de 2025

Conhecendo a Bíblia, semana 2, quinta, capítulo 2

CONHECENDO A BÍBLIA

Capítulo 2
A COMPLETAÇÃO DA BÍBLIA

SEMANA 2 - QUINTA
Leitura Bíblica: Mt 22:29; Lc 24:27; Jo 5:39

Ler e orar: "Quando te desviares para a direita e quando te desviares para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele." (Isaías 30:21)


B. O Novo Testamento

Desde o ano 397, após o reconhecimento dos livros do Novo Testamento no Concílio de Cartago, os livros e a sequência do Novo Testamento tornaram-se o que temos hoje.


VII. OS LIVROS APÓCRIFOS¹

A. Não Estavam na Bíblia Inicialmente 

Há catorze livros apócrifos que não foram incluídos na Bíblia. Alguns pensavam que esses catorze livros foram incluídos no Antigo Testamento antes da tradução do Antigo Testamento para o grego, chamada Septuaginta em 277 a. C. Mas podemos verificar em diversas informações históricas que tal afirmação é incorreta.


1. A Prova de Josefo

O historiador judeu, Josefo, urna autoridade no assunto (nascido no ano 37 da era cristã) disse: "Nós [os judeus] não somos como os gregos, que têm muitos livros que são contraditórios entre si. Temos apenas vinte e dois livros, incluindo os escritos do passado, devidamente reconhecidos como divinos. Depois de tão longo tempo, ninguém jamais ousou acrescentar, retirar ou alterar esses livros".

Isso prova que até mesmo na época de Josefo (século I da era cristã), o Antigo Testamento tinha apenas os vinte e dois livros, sem os catorze livros apócrifos adicionais. Portanto, afirmar que o Antigo Testamento continha os livros apócrifos antes do ano 277 a.C. não é correto.


2. A Prova de Cirilo

Houve, em Jerusalém, um estudioso chamado Cirilo, nascido no ano 315 d.C., que disse: "Por favor, leiam a Escritura Sagrada, os vinte e dois livros do Antigo Testamento, que foram traduzidos pelos setenta e dois". Isso mostra que até mesmo em 315 d.C., as autoridades eruditas entre os judeus ainda reconheciam que o Antigo Testamento deles tinha somente vinte e dois livros.

Suas palavras também provam claramente que na tradução da Septuaginta (Cirilo referiu-se aos setenta e dois, o número de estudiosos que traduziram a Septuaginta. Os historiadores não têm clareza se foram setenta ou setenta e dois.) não estavam os catorze livros apócrifos do Antigo Testamento.


3. As Provas do Senhor Jesus e dos Apóstolos 

O Senhor Jesus e os apóstolos citavam frequentemente o Antigo Testamento. Se os catorze livros apócrifos estivessem entre os livros do Antigo Testamento, o Senhor e os apóstolos os teriam citado.

Entretanto, não encontramos nem sequer uma citação dos livros apócrifos. Isso prova que, no tempo do Senhor Jesus e dos apóstolos, esses livros não estavam no Antigo Testamento. 


B. Foram Acrescentados ao Manuscrito do Vaticano 

Entre os manuscritos da Bíblia que são considerados os mais antigos do mundo, um está guardado no Vaticano, local onde mora o Papa católico romano. Esse manuscrito é chamado de Codex Vaticanus, ou Manuscrito do Vaticano.

Segundo os historiadores, esse manuscrito foi terminado no século quatro da era cristã e, na parte do Antigo Testamento, que era a versão Septuaginta, foram incluídos os catorze livros apócrifos. Eles devem ter sido acrescentados depois do ano 315.

Pode ter sido a discordância a esse acréscimo que levou a Igreja Ortodoxa Grega Oriental a convocar um concílio em Laodicéia, no ano 361, para denunciar oficialmente esses catorze livros apócrifos. Eles também proibiram o uso desses livros apócrifos na igreja. Isso prova que, até 361, havia uma grande questão se esses livros apócrifos deveriam ou não ser incluídos no Cânon da Escritura.


C. O Reconhecimento pela Igreja Católica Romana

Somente em 8 de abril de 1546 é que a Igreja Católica Romana convocou um concílio, na cidade de Trento, diretamente sob a liderança do Papa, para afirmar a autoridade desses catorze livros apócrifos. A partir de então, esses livros apócrifos têm estado na Bíblia Católica Romana. Isso prova que, até o século 16, nem mesmo a Igreja Católica Romana reconhecia oficialmente esses livros apócrifos como canônicos.

Embora essa questão tenha sido definida no Concílio de Trento pela Igreja Católica Romana, os luteranos negaram solenemente que esses livros apócrifos tenham sido divinamente inspirados. Em 1646, mais de cento e cinquenta protestantes estudiosos da Bíblia publicaram a "Confissão de Westminster", que também declarava que os livros apócrifos não tinham nenhuma autoridade divina e que eram iguais a qualquer outra composição humana.

Por ora, devemos ter clareza de que a Bíblia completa consiste de trinta e nove livros do Antigo Testamento e vinte e sete livros do Novo Testamento. Os catorze livros apócrifos foram acrescentados arbitrariamente pela Igreja Católica Romana e não são dignos de confiança. Além do mais, o conteúdo dos livros apócrifos inclui anedotas históricas ridículas. Não há como descobrir alguns dos autores ou a data e lugar onde foram escritos esses livros. Por essa razão, eles não têm qualquer valor canônico.

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¹ Apócrifo: Obra cuja autenticidade não é provada



Desfrute mais:

Hino - Estudo da Palavra - "Alimentar-se da Palavra"

https://hinario.org/detail.php?id=892

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