CONHECENDO A BÍBLIA
Capítulo 2
A COMPLETAÇÃO DA BÍBLIA
SEMANA 2 - TERÇA
Leitura Bíblica: Gl 1:19; 2:9
Leitura Bíblica: Gl 1:19; 2:9
Ler e orar: "Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça," (2 Timóteo 3:16)
Os catorze livros, de Romanos a Hebreus, foram escritos por Paulo. Ele, em sua origem, era zeloso pelo judaísmo e também era uma pessoa muito culta. Ele tinha capacidade, habilidade e competência, e podia realizar coisas. Ele foi especialmente chamado pelo Senhor, ainda jovem, para tornar-se um apóstolo para os gentios. Seus livros foram todos escritos em terras gentias e alguns foram escritos em uma prisão romana.
A Epístola de Tiago foi escrita por Tiago. Ele era irmão de sangue do Senhor Jesus (Gl 1:19) e era um cristão devoto que tornou-se uma coluna na igreja (2:9), mas que era cheio de judaísmo, proveniente de seu passado. Seu livro foi provavelmente escrito em Jerusalém.
A primeira e segunda Epístolas de Pedro foram escritas por Pedro. Pedro também era um pescador inculto, mas ele foi chamado pelo Senhor para se tornar o primeiro dos doze apóstolos. Seus livros foram, provavelmente, escritos em um país gentio.
As três Epístolas de João foram escritas pelo apóstolo João. Todas devem ter sido escritas em terras gentias.
O livro de Judas foi escrito por Judas. Ele também era um irmão consanguíneo do Senhor. Ele pode ter escrito esse livro na Judéia.
O livro de Apocalipse também foi escrito pelo apóstolo João. Foi escrito em terras gentias, provavelmente na ilha de Patmos.
Portanto, há oito autores do Novo Testamento. Entre eles, Paulo era um judeu erudito e Lucas um médico gentio. Eles foram os únicos a terem recebido educação elevada. Os demais eram todos pessoas comuns, sem muita cultura.
O número de autores de toda a Bíblia é maior que quarenta, e a maioria deles era de judeus. Lucas era um gentio. Isso mostra que entre os autores havia judeus e gentios, reis e pessoas comuns, escribas e soldados, pessoas cultas e incultas. Alguns tinham posições elevadas e outros, bem humildes; uns eram ricos e outros eram pobres. Há todo tipo de pessoas.
Quanto aos lugares onde foram escritos os livros, uns foram escritos no deserto, outros em um palácio, outros em uma ilha e outros na prisão.
IV. QUANDO A BÍBLIA FOI ESCRITA
Os primeiros livros do Antigo Testamento, o Pentateuco de Moisés, foram escritos por volta do ano 1500 a.C. O último livro, Malaquias, foi escrito próximo ao ano 400 a. C.
Portanto, os trinta e nove livros do Antigo Testamento foram completados em um período de mil e cem anos.
Mateus, o primeiro livro do Novo Testamento, foi escrito entre os anos 37 e 40 d. e. Apocalipse, o último livro, foi escrito entre 94 e 96 d.e. Portanto, todo o Novo Testamento foi concluído em um prazo de aproximadamente cinquenta anos. Portanto, toda a Bíblia foi completada em um período de mil e quinhentos a mil e seiscentos anos, do princípio ao fim, de Gênesis a Apocalipse.
V. O RECONHECIMENTO
DA AUTORIDADE DA BÍBLIA
DA AUTORIDADE DA BÍBLIA
O Antigo Testamento
1. O Pentateuco de Moisés
Entre os escritos do Antigo Testamento, o Pentateuco foi sempre reconhecido pelos judeus, como sendo proveniente de Deus e tendo autoridade absoluta e divina. Isso porque ele foi a revelação escrita de Deus a Moisés, e foi transmitida por seus antepassados.
Embora os judeus reconheçam que todo o Antigo Testamento é de Deus, eles conferem ao Pentateuco de Moisés uma posição especial. Atualmente, em todas as sinagogas judaicas, por todo o mundo, há, pelo menos, duas ou três cópias do Pentateuco de Moisés. Pode ser que eles não tenham outros livros do Antigo Testamento, mas sempre têm o Pentateuco.
Consequentemente, os samaritanos reconheceram somente o Pentateuco de Moisés. É claro que a religião dos samaritanos é distorcida, mas isso prova a autoridade do Pentateuco de Moisés entre os antigos adoradores de Deus.
2. Os Outros Livros
Os outros livros do Antigo Testamento foram gradualmente reconhecidos pelo povo de Deus como provenientes de Deus, devido ao seu próprio valor e autoridade. Um autor colocou essa questão muito bem ao fazer a seguinte afirmação:
"Não é necessário chamar uma árvore por seu nome. Ela apenas necessita crescer gradualmente, florescer e dar frutos. Então, espontaneamente, os homens reconhecerão que tipo de árvore ela é. Da mesma maneira, se os demais livros do Antigo Testamento vieram ou não de Deus, a melhor resposta vem do tempo; não é necessária nenhuma declaração explícita. Os valores e a autoridade dos livros espontaneamente se manifestam".
Isso é verdade. Todos os escritores inspirados entre o povo de Deus, depois do Pentateuco, tiveram seus escritos reconhecidos como provenientes de Deus por um longo período de testes e pela identificação de autoridade neles.
Por volta do ano 457 a.C., o escriba Esdras compilou o Pentateuco de Moisés e os demais escritos autorizados, comumente reconhecidos entre o povo de Deus, que viriam a se tornar o Antigo Testamento (os livros de Neemias e Malaquias não foram incluídos porque ainda não tinham sido escritos). O historiador judeu Josefo e outros historiadores gentios confirmam esse fato.
Depois de Esdras, houve um grupo de escribas entre os judeus chamados de "A Grande Sinagoga" que continuou esse trabalho de compilação e averiguação. Em 400 a.C., eles completaram a compilação de todos os livros que temos hoje no Antigo Testamento. Entretanto, em seu trabalho não havia trinta e nove livros, mas vinte e quatro. Mais tarde falaremos a respeito.
Portanto, por volta do ano 400 a.C. as escrituras do Antigo Testamento estavam não apenas completas, como também reconhecidas e confirmadas.
De qualquer modo, cerca de 277 a.C., no mais tardar, quando a tradução do Antigo Testamento para o grego, chamada de Septuaginta, foi realizada, todos os livros do Antigo Testamento já deviam estar reconhecidos.
Desfrute mais:
Hino - Estudo da Palavra - "A Função da Palavra"
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