CONHECENDO A BÍBLIA
Capítulo 4
O TEMA, O PENSAMENTO CENTRAL
E AS SUBDIVISÕES DA BÍBLIA
O TEMA, O PENSAMENTO CENTRAL
E AS SUBDIVISÕES DA BÍBLIA
SEMANA 3 - QUARTA
Leitura Bíblica: Zc 9:9; Mt 21:5
Ler e orar: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel.” (Is 7:14)
PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO DA BÍBLIA
Neste capítulo, precisamos ver alguns dos princípios de interpretação da Bíblia. Se quisermos estudar a Bíblia, temos de entendê-la. Para entendermos a Bíblia, precisamos interpretá-la. Sem interpretação nem explicação, naturalmente não teremos como entender a Bíblia.
Sabemos que todas as coisas têm seus princípios próprios. Quanto mais valorizado e importante for um assunto, mais rigorosos serão os seus princípios e leis governantes. Se determinado assunto não tem qualquer significado ou importância, e pode ser conduzido de qualquer maneira, não há que se falar em leis, princípios ou regras. Mas, se um assunto é respeitável e ocupa um lugar significativo e de destaque, se é algo grandioso e nobre, certamente existirão princípios e leis que governam esse assunto; não se pode encará-lo levianamente.
A Bíblia é um item extremamente grandioso no universo. Além do nosso Senhor e Deus da glória, creio que o maior item no universo é a Bíblia que temos diante dos nossos olhos e em nossas mãos. Uma vez que a Bíblia é tão importante, precisamos da interpretação adequada, para que possamos estudá-la e entendê-la. Essa interpretação tem de ser regida por regras, leis e princípios definidos. Não podemos interpretá-la ao nosso bel-prazer.
Agora que vimos como a Bíblia foi escrita, como ela foi traduzida para diversas línguas e posta em nossas mãos como um livro tão disponível, precisamos descobrir os princípios e leis governantes para a sua interpretação e estudo. Isso não apenas nos ajudará a entender a Bíblia, como também nos ajudará a evitar muitos erros.
Todas as regras são um tipo de proteção. Se um trem não tiver trilhos para correr, ele não apenas será incapaz de mover-se suavemente, como também não terá proteção. Quando há trilhos, o trem move-se sem trancos e tem uma proteção adequada. O mesmo ocorre com o estudo da Bíblia.
Se alguém estuda e expõe a Bíblia de maneira cega e descuidada, o resultado será inconcebível e até mesmo perigoso. Nossos pensamentos frequentemente não têm limites. É muito perigoso a pessoa julgar segundo o que ela pensa e interpretar conforme concebe por meio dos sentidos.
Se queremos estudar adequadamente a Bíblia e entendê-la com precisão, é necessária uma interpretação restritiva. Se quisermos uma exposição restritiva da Bíblia, precisamos encontrar os princípios e leis de interpretação da Bíblia. Mostraremos, aqui, dez desses princípios.
O MAIS LITERAL POSSÍVEL
O primeiro princípio de interpretar e entender a Bíblia é: o mais literal possível. Temos de apegar-nos firmemente ao fato de que quando Deus inspirou homens para escrever a Bíblia, Ele usou palavras que são totalmente compreensíveis ao homem. Quando tentamos entender a Bíblia hoje, temos de entender o pensamento de Deus, estrita e precisamente segundo a letra das palavras.
Não devemos pensar que, uma vez que a Bíblia foi inspirada por Deus, ela sempre transcende a linguagem humana, e, portanto, está aberta para interpretação espiritual. Essa é uma tese perigosa.
Devemos interpretar a Bíblia segundo o significado literal das palavras. Não importa quão difícil ou descabida uma interpretação literal possa nos parecer, temos de aderir estritamente ao significado literal.
Mencionemos alguns exemplos. Um exemplo óbvio é a profecia do Antigo Testamento, em Isaías, a respeito do Senhor Jesus nascer de uma virgem. Hoje, o Senhor Jesus já nasceu de uma virgem.
Portanto, para nós não é surpresa quando lemos ou ouvimos essa palavra. Mas, na época de Isaías, quando os homens liam o que ele escrevera sobre uma virgem dar à luz um filho e chamá-lo de Emanuel, não teriam eles tido dificuldades em sua mente?
Uma pessoa certamente teria dificuldade em entender como uma virgem poderia estar grávida. Alguns poderiam ter-se voltado para uma interpretação espiritual, sugerindo que a virgem pudesse significar algo mais que uma virgem de verdade. Mas quando essa profecia foi cumprida, ela foi cumprida literalmente. A virgem referia-se a uma virgem de verdade.
Também, o livro de Zacarias, no Antigo Testamento, profetizou que o Senhor Jesus haveria de entrar pela última vez em Jerusalém montado em um jumentinho. Quando alguém lia isso, naquela época, poderia achar difícil entender, porque, para eles, esse a quem os outros proclamariam "Hosana", o Rei digno de louvor, o mais estimado de Israel, nunca poderia entrar em Jerusalém montado em um jumentinho.
As pessoas achariam ilógico montar um jumentinho. Por essa razão, eles interpretariam espiritualmente essa profecia, de maneira que significasse algo diferente. Entretanto, quando a profecia foi cumprida, ela foi cumprida literalmente em todos os aspectos. A palavra era jumentinho, e de fato foi um jumentinho.
Quando lemos a Bíblia, por um lado, temos de receber inspirações espirituais, mas, por outro lado, não devemos alterar o significado literal a fim de combinar com uma interpretação espiritual.
Somente quando uma interpretação literal de uma profecia ou parábola leva a situações absurdas ou impróprias é que se pode interpretá-las espiritualmente. Mas são poucos esses casos na Bíblia.
Deve-se considerar cuidadosamente se uma passagem deve ser interpretada literal ou espiritualmente. Há uma grande diferença nisso. Ouvi falar que alguns interpretam os gafanhotos em Apocalipse como sendo os aviões de hoje, e a praga proveniente dos céus como sendo as bombas lançadas pelos aviões. Isso é ridículo. Devemos ser cuidadosos para não interpretar tão livremente a Bíblia.
Se alguém quiser encontrar exemplos de interpretações esquisitas e irracionais, leia "Os Sinais dos Tempos", publicado pelos adventistas do sétimo dia. Ali, pode-se encontrar as interpretações mais irrestritas e absurdas. Não devemos interpretar a Bíblia dessa maneira.
Devemos apegar-nos aos princípios e aderir, o máximo possível, ao significado literal. Somente quando a interpretação literal de algumas palavras, em algumas visões, profecias e parábolas torna-se muito absurda e tola é que se pode interpretá-las espiritualmente.
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