sábado, 6 de setembro de 2025

O Dano da Segunda Morte, semana 2, segunda, capítulo 2

O DANO DA SEGUNDA MORTE -
Reflexões sobre o milênio

Capítulo 2
QUALIFICAÇÕES PARA ENTRAR NO REINO

SEMANA 2 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: 2 Co 5:7-10

Ler e orar: "Porque importa que todos nós compareçamos perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o bem ou o mal que tiver feito por meio do corpo." (2 Co 5:10)


FAZER A VONTADE DO PAI (2)

O Senhor Jesus disse que eles não deveriam chamá-Lo de Senhor apenas com a boca. Se eles O chamavam de Senhor, deveriam fazer a vontade do Pai. Mesmo que tivessem as obras exteriores de profetizar, expulsar demônios e fazer milagres, essas obras não deveriam substituir a vontade do Pai.

Fazer a vontade do Pai é uma coisa, enquanto profetizar, expulsar demônios e fazer milagres são coisas totalmente diferentes. Algumas vezes, pode-se profetizar, expulsar demônios e fazer milagres sem fazer a vontade do Pai. Devemos lembrar-nos não somente de chamá-Lo de Senhor com nossa boca, mas também de fazer a vontade do Pai em nosso andar.

Se o Senhor estivesse falando acerca de pessoas não-salvas, essa palavra perderia totalmente o significado, pois se essas pessoas não fossem salvas, não importaria muito para os discípulos ouvirem ou não a Sua palavra. Os discípulos poderiam dizer que Sua palavra era para não salvos, mas eles eram salvos; portanto, se fizessem ou não a vontade do Pai, o Senhor não poderia negar que os conhecia.

Se fosse esse o caso, então todos os não-salvos seriam os que não fazem a vontade de Deus, e todos os salvos seriam os que fazem a vontade de Deus. Isso anularia o significado maior dessas palavras.

O Senhor Jesus, aqui, deve estar advertindo os salvos, falando sobre os salvos. Ele não pode estar advertindo os salvos, falando sobre os não salvos. Suponha que uma pessoa tenha uma empregada e duas filhas, e dissesse para a filha mais jovem: "Você está vendo essa empregada? Ela não nasceu de mim, e estou batendo nela. Você deve ser obediente, caso contrário, castigarei você assim como estou fazendo com ela".

Essas palavras são coerentes? A criada não nasceu na família e, se for desobediente, pode apanhar. Mas a filha da família não é uma empregada. Não se pode aplicar a uma filha a maneira de tratar uma empregada. A mãe deveria dizer: "Na noite anterior castiguei sua irmã, pois ela foi desobediente. Agora, se cuide, pois se você não for obediente, vou castigá-la da mesma forma". A mãe deve tomar a irmã como exemplo.

Uma empregada não pode ser usada para comparação. Não existe motivo para o Senhor usar os não-salvos como exemplo para mostrar aos discípulos que eles precisam fazer a vontade de Deus. Se Ele fizesse isso, os discípulos poderiam levantar-se e dizer: "Eles não são salvos, mas nós somos salvos". Se dissessem isso, ninguém poderia dizer mais nada. 

O que o Senhor Jesus está dizendo é isto: "Muitas pessoas são filhos de Deus. Elas são salvas e são como você. Elas chamam-Me de 'Senhor' e têm realizado muitas obras. Mas, apesar disso, elas serão excluídas do reino. Por essa razão vocês devem ser cuidadosos e fazer a vontade de Deus".

Somente dessa maneira os discípulos saberiam que, mesmo que realizassem muitas obras, se não fizessem a vontade de Deus, receberiam a mesma punição. Se Ele estivesse falando a não-salvos, não haveria mais o elemento penetrante de Sua palavra. O Senhor os estava advertindo de que somente os que fazem a vontade de Deus podem entrar no reino. Se alguém confiar em sua própria obra para se achegar diante de Deus, o Senhor Jesus lhe dirá: "Não conheço você".

Permitam que eu lhes dê outro exemplo. Suponham que o filho de um juiz dirija de modo imprudente e bata em outro carro. Ele é levado pela polícia até o tribunal para uma audiência. O juiz pergunta: "Jovem, qual é o seu nome? Quantos anos tem? Onde você mora?" Abatido, no tribunal, o filho pode pensar: "Você deve saber todas essas coisas melhor do que eu". Ele pode responder às poucas perguntas iniciais. Mas depois de algum tempo pode gritar ao pai: "Pai, você não me conhece?" Então, que deveria o juiz fazer? Ele poderia bater seu martelo e dizer: "Eu não o conheço. Em minha casa, eu o conheço. Mas, no tribunal, nunca o conheci".

Se alguém vir a questão do reino, perceberá que no reino a questão não é se uma pessoa é salva ou não nem se é um filho de Deus ou não; o que realmente conta é a sua obra depois de tornar-se cristão.

Suponha que após ser salvo, você seja muito zeloso. Apesar de não ter feito a vontade de Deus, você profetizou, expulsou demônios e realizou milagres em nome do Senhor. Se você vier diante do Senhor, pedindo para ser admitido no reino por causa dessas obras inescrupulosas, o Senhor dirá que nunca o conheceu.

Por que o Senhor disse: "Nunca vos conheci"? A próxima sentença explica: "Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade". Por favor, lembrem-se de que o Senhor não lhes disse para apartarem-se da vida eterna. No original grego o significado de "os que praticais a iniquidade" é de pessoas que não seguem regras, não guardam a lei ou não aceitam regulamentos. Aos olhos de Deus, fazer o mal não significa apenas fazer coisas más.

Não importa quanto uma pessoa tenha feito; uma vez que ela não tenha atentado à exigência de Deus, ao Seu julgamento, e ao Seu arranjo soberano, isso é maligno aos olhos de Deus. Se essa palavra "iniquidade" for traduzida para "mal", como fazem algumas versões, muitos teriam base para argumentar.

O problema aqui não é fazer o mal, mas não ter princípios. Que são os princípios? Os princípios são a palavra de Deus. Mas que é a palavra de Deus? A palavra de Deus é a vontade de Deus. Se você não estiver fazendo a vontade de Deus, não importa o que faça, o Senhor Jesus dirá que você é iníquo.

Os que fazem as coisas segundo seu próprio ego não terão parte no reino dos céus. Meu propósito ao dizer essas coisas é mostrar-lhes a importância das obras de um cristão. A Bíblia mostra-nos claramente que uma pessoa, após crer no Senhor, embora nunca perca a vida eterna, ela pode perder seu lugar e glória no reino.

Se não fizermos a vontade de Deus, mas, em vez disso, fizermos obras de acordo com nossa própria vontade, seremos excluídos do reino. Podemos pensar que profetizar, expelir demônios e realizar milagres seja o mais importante, pois achamos que, se pudermos fazer essas coisas, seremos uma pessoa maravilhosa. Entretanto, essas coisas nunca podem substituir a vontade de Deus.

Os que nunca aprenderam a não trabalhar para Deus, não são dignos de trabalhar para Ele. Aqueles que não sabem como parar a sua própria obra, certamente nada sabem sobre a vontade de Deus. Somente os que conhecem a vontade de Deus conseguem parar de trabalhar. Deus quer que primeiro obedeçamos à Sua vontade e, depois, trabalhemos. Deus não nos quer como voluntários para trabalhar por Ele.

Quanto mais alguém conhece a vontade do Senhor, mais aprenderá a não trabalhar relaxadamente. Portanto, existe uma grande diferença entre trabalhar e fazer a vontade de Deus. Hoje, podemos apreciar as obras e estar interessados em profetizar, expulsar demônios e realizar obras de poder. Mas um dia, muitos serão despertados.


Desfrute mais:

Hino - Plenitude do Espírito - "O Batismo"

https://hinario.org/detail.php?id=339

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL Mensagem 20 OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR SEMANA 9 - SÁBADO Leitura Bíblica:  Ez 40-42 Ler e orar:  “ Respondeu-lhes...