REUNIÕES EM CASA
Capítulo 4
A MANEIRA DE PRATICAR AS
REUNIÕES EM CASA
SEMANA 3 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: 1 Co 12:1-11; 14:26-33
Ler e orar: “Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua, e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para edificação.” (1 Co 14:26)
A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO
Agora do versículo 3 passamos para o versículo 7 de 1 Co 12: “a manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso”. Qual é a maneira que é dada a manifestação do Espírito? “Porque a um é dada, mediante o Espírito a palavra da sabedoria...” (v. 8).
A manifestação principal do Espírito está na palavra sabedoria e não nos milagres, nem nas curas, nem no falar em línguas. A primeira manifestação é a palavra de sabedoria, depois “e a outro, ..., a palavra do conhecimento”.
A primeira manifestação é a palavra de sabedoria e a segunda é a palavra de conhecimento. Isto deveria impressionar-nos, que em nossas reuniões em casa devemos estar cheios das palavras de sabedoria e a de conhecimento.
Nas reuniões a palavra de sabedoria está no cume e a palavra de conhecimento não está tão elevada. A sabedoria esta relacionada principalmente com nosso espírito e o conhecimento se relaciona com a nossa mente. A sabedoria procede do nosso espírito, onde mora o Espírito Santo. O conhecimento procede da mente, onde está o nosso pensamento. Porém não menosprezem a palavra de conhecimento. Estas são as duas manifestações mais importantes do Espírito nas reuniões cristãs.
O versículo 9 diz: “a outro, no mesmo Espírito, a fé; e a outro, no mesmo Espírito, dons de curar”. A fé aqui é o tipo de fé que pode remover montanhas. O versículo dez continua: “a outro, operações de milagres”. Estas são as obras de poder. Três coisas se mencionam: a fé para remover montanhas, a cura das enfermidades, e as operações de milagres.
Depois diz: “a outro, profecia”. Profetizar é também falar. A palavra de sabedoria é para o falar, a palavra de conhecimento é para o falar, e a profecia é para o falar. Depois, diz: “a outro, discernimento de Espíritos”. Isto é, para discernir qual Espírito é de Deus e qual não é de Deus. Depois, diz: “a um, variedade de línguas”. Sabemos que todas as línguas são para o falar.
E continua: “e a outro, capacidade para interpretá-las”. A interpretação de línguas também é para falar. Estes são nove pontos da manifestação do Espírito. Cinco são para falar: a palavra de sabedoria, a palavra de conhecimento, a profecia, as línguas e a interpretação das línguas. Todas estas cinco são para falar. Depois há fé para vencer alguns obstáculos, a cura das enfermidades, as operações de milagres, e o discernimento de Espíritos.
Em 1 Coríntios 14:26 diz: “Que fazer, pois irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação...”. Um salmo não é somente para cantar. Efésios 5 nos diz que falemos uns aos outros com salmos e hinos. Os salmos não são somente para cantar, senão também para falar.
Os ensinos, sem dúvida, são para falar e a revelação é um tipo de falar. O versículo 26 continua: “...outra língua, e ainda outro, interpretação”. Todos estes são para falar. Um salmo é para falar e cantar. Um ensino é para falar. Uma revelação é para falar. Uma língua é para falar. Uma interpretação de uma língua é para falar.
Todos estes cinco pontos que estão relacionados com as reuniões cristãs são para falar. Temos que estudar com muito cuidado a palavra na revelação divina do Senhor.
No capítulo doze, quando Paulo fala da manifestação do Espírito, fala de nove pontos. Dos nove, quatro são coisas milagrosas: a fé, a cura, os milagres e o discernimento dos Espíritos. Cinco são para falar: a palavra de sabedoria, a palavra de conhecimento, a profecia, as línguas e a interpretação das línguas.
Depois quando se fala das reuniões no capítulo catorze, não se refere a curas ou milagres. Numa mudança, tudo o que diz refere ao falar. Vocês tem que salmodiar. Isto significa que tem que falar ou tem que
cantar. Necessitam vocalizar.
Depois, precisam ensinar falando. Necessitam dar uma revelação falando. Necessitam falar uma língua e interpretá-la falando. Tudo é por meio do falar.
Então, o que temos que falar? A respeito de todos estes tipos de falar. Paulo disse em 1 Coríntios 14:1: “Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais, mas principalmente que profetizeis”.
A palavra profetizar tanto em hebreu como em grego, tanto no Antigo como no Novo Testamento, significa três coisas. Primeiro, profetizar é falar por Deus, é dizer as pessoas algo de Deus. Em segundo lugar, é falar de Deus, falar algo tocante a Deus. Em terceiro, é predizer, dizer de antemão algo que acontecerá.
O terceiro significado é um assunto de previsão. Muitos cristãos entendem que a palavra profetizar significa somente predizer ou prognosticar. Porém se lermos 1 Coríntios 14, poderemos entender que a palavra profetizar, neste capítulo, não se refere principalmente ao prognosticar, mas o falar de Cristo e o falar por Cristo.
Profetizar neste capítulo é simplesmente falar de as coisas tocantes a Deus e falar por Deus, ou se pode dizer, falar de as coisas tocantes a Cristo e falar por Cristo. Depois o versículo 3 segue dizendo: “Mas o que profetiza fala aos homens, edificando, exortando e consolando”.
Isto, sem dúvida, não é previsão, mas um tipo de falar na palavra de sabedoria ou na palavra de conhecimento para edificar, animar, confortar e consolar os outros.
O versículo 4 diz: “...mas o que profetiza edifica a igreja”. Falar de Cristo e falar por Cristo edifica a igreja. Os versículos 23 a 26 dizem: “Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos? Porém, se todos profetizarem, e entrar algum incrédulo ou indouto, é ele por todos convencido e por todos julgado; tornam-se-lhe manifestos os segredos do coração, e, assim prostando-se com a face em terra, adorará a Deus, testemunhando que Deus está, de fato, no meio de vós. Que fazer, pois, irmãos? Quando vos reunis, um tem salmo, outro, doutrina, este traz revelação, aquele, outra língua e ainda outro, interpretação. Seja tudo feito para a edificação”.
Cada um tem algo. Você tem salmo. Eu tenho ensino. Ele tem revelação. Outro tem língua. E o quinto tem interpretação. Esta é a mutualidade. Um equipe de basquete tem cinco jogadores. Se um jogador retém a bola só para si e nunca a solta, isso não é mutualidade, mas individualidade. O princípio é igual para as reuniões.
Devemos praticar a mutualidade. Se durante uma reunião só uma pessoa fala todo o tempo, todos sairão com a impressão de serem pobres. Porém se todos falarem mutuamente a reunião será muito enriquecida.
A palavra língua no versículo 26 significa uma língua real que se pode interpretar. A língua é um dialeto que tem certo significado que se pode traduzir. Em Atos 2:6 podemos ver que o falar em línguas era o falar de um dialeto. Todos os ouvintes se assustam ao ouvirem um outro idioma; “Como ouvimos falar em nossas próprias línguas as grandezas de Deus?” (At 2:11).
Os capítulos doze e catorze em 1 Coríntios também são porções no Novo Testamento que mencionam o falar em línguas. Nesta porção Paulo diz que se alguém fala em línguas na reunião também deve haver interpretação: “No caso de alguém falar em outra língua, que não sejam mais do que dois ou quando muito, três, e isto sucessivamente, e haja quem interprete. Mas, não havendo intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus”.
Estes versículos mostram que qualquer língua que se fale numa reunião deve ser um dialeto distinto. Uma vez eu fui convidado para falar para um grupo pentecostal. Permaneci com eles por muitos dias.
Enquanto estive lá, observei um ato de falar em línguas e sua interpretação; no entanto, as interpretações eram mais longas que o falar em línguas. Até o pastor reconheceu que não era genuíno.
Depois, observei uma pessoa repetindo o mesmo falar em línguas por três ocasiões, no entanto, cada interpretação foi diferente. Este tipo de falar em línguas é completamente falso.
Quando falamos de línguas, nos referimos as línguas genuínas; não somente a qualquer som produzido pela língua, mas às sílabas que são significativas e que podem constituir o idioma. Esta é uma língua genuína. Isto é o que revela a Bíblia.
Em 1 Coríntios 12, se mencionam nove coisas distintas do Espírito. A primeira é a palavra de sabedoria e a segunda é a palavra de conhecimento, porém as últimas duas são o falar em línguas e a interpretação de línguas.
Em 1 Coríntios 14:26, há cinco coisas relacionadas as reuniões, primeiro um salmo para falar e cantar, depois um ensino para falar, depois uma revelação para falar.
Estas são as primeiras três. Depois as duas últimas são língua e interpretação. Nos escritos de Paulo, as línguas e suas interpretações estão no final de todas as listas, porém a prática atual faz com que o final seja a cabeça.
No movimento pentecostal, eles fazem com que as línguas sejam não só a cabeça, senão o quase tudo. O mais importante na reunião cristã não é o falar em línguas; é o falar da palavra de sabedoria, o falar da palavra de conhecimento, o falar do ensino, e o falar de uma revelação que pode revelar algo, que pode instruir as pessoas e, que pode edificar os santos e a igreja.
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