sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

O ministério celestial de Cristo, semana 4, domingo, capítulo 10

O MINISTÉRIO
CELESTIAL DE CRISTO

Capítulo 10
A ADMINISTRAÇÃO UNIVERSAL DE CRISTO NOS CÉUS

SEMANA 3 - DOMINGO
Leitura Bíblica:  Ap 3:21; 8:3-5; 10:1-2; 18: 1; 20:4, 6; 22:1, 3

Ler e orar: Ao vencedor, dar-lhe-ei sentar-se comigo no meu trono, assim como também eu venci e me sentei com meu Pai no seu trono.(Ap 3:21)


Oferecer orações e derramar as respostas

No capítulo oito, Cristo é de novo retratado como outro Anjo, oferecendo as orações dos santos a Deus (vs. 3-5). Em Sua administração Ele precisa de nossas orações. Nossa oração é a resposta a Seu ministério celestial.

À medida que oramos, Ele administra. À medida que administra, nós oramos. Essas orações Ele oferece a Deus e a seguir derrama as respostas de Deus a elas sobre a terra. Esse é o significado do versículo 5: "E o anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o atirou à terra. E houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto".

O derramamento das respostas de Deus a nossas orações equivale à Sua administração universal. Esse Administrador está qualificado em todos os sentidos, entretanto precisa de nossas orações. Podemos dizer que Cristo administra o universo inteiro mediante nossas orações.


Tomar posse da terra

No capítulo dez, outro Anjo forte é visto "descendo do céu, envolto em nuvem, com O arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo... Pôs o pé direito sobre o mar e o esquerdo, sobre a terra" (vs. 1-2).

Aqui, Cristo como o outro Anjo deixou o trono nos céus e está a caminho de volta à terra. O fato de estar envolto em nuvem indica que nesse estágio Sua vinda é em segredo. Ele retoma secretamente à terra a fim de tomar posse dela por completo. Um de Seus pés no mar e outro na terra simboliza Sua posse. A terra pertence ao Senhor. Toda ela é Sua herança. Ele virá com poder para tomar posse dela.


Julgar a Babilônia

Em 18:1 nos é dito que: "Depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande autoridade, e a terra se iluminou com a sua glória". Ele não se encontra mais envolto em nuvem. Está no espaço aberto e muito próximo à terra. Ele vem para exercer Sua autoridade sobre a cristandade, a Grande Babilônia. Depois de julgar por completo essa religião perversa, Ele destruirá Satanás e estabelecerá o reino milenar na terra.


SOBERANO NO REINO E POR TODA A ETERNIDADE

Nesse reino Ele governará, com todos os vencedores como coreis (Ap 3:21; 20:4, 6). Ele será o Administrador chefe do reino. Depois desses mil anos haverá a Nova Jerusalém, tendo como centro o trono de Deus e do Cordeiro (22:1,3).

Nela o Cordeiro redentor será o Soberano por toda a eternidade, assim como será por toda a eternidade o Administrador. Essa administração universal é uma parte grandiosa do ministério celestial de Cristo.


CUMPRIMENTO POR MEIO DOS MINISTÉRIOS CORRESPONDENTES NA TERRA

Sem o ministério completivo de Paulo, Cristo não tem como desempenhar Seu ministério celestial. Os dois se correspondem mutuamente. Um está nos céus, o outro, entre os santos na terra. Hoje nos encontramos sob esses dois ministérios. Até mesmo neste instante Cristo ministra nos céus, e o ministério completivo de Paulo é desempenhado aqui entre nós.

O ministério completivo efetiva a economia divina na preparação de um Corpo para Cristo. A Cabeça necessita de um Corpo. Pense no que você poderia realizar caso tivesse apenas a cabeça sem corpo. Não poderia fazer nada! Sem a igreja, Seu Corpo, Cristo também não pode fazer nada. O ministério completivo, portanto, existe para produzir o Corpo para que a Cabeça desempenhe a administração divina na terra.

O ministério completivo de Paulo, como veremos nas próximas mensagens, concentra-se em Cristo como o centro da economia divina e a circunferência do propósito de Deus. Esse Cristo precisa viver em nós, e nós precisamos viver Nele. Ele é o Cristo todo-inclusivo. Então temos a maravilhosa vida da igreja!

Deus passou por um processo a fim de se tornar o Espírito vivificante e entrar em nosso espírito. Esses dois espíritos se tornam um quando somos regenerados. A partir daí, esse Espírito todo-inclusivo se espalha de nosso espírito para nossa alma, para que ela fique saturada do Deus Triúno. 

Esse espalhar de Deus em nosso interior é chamado de transformação e crescimento em vida. Por meio desse crescimento, somos consolidados para nos tornar um Corpo. Esse Corpo não é edificado por meio de ensino, organização ou formalidades, porém pela transformação de nossa alma. Assim crescemos juntos, não somente como um Corpo, mas também como o novo homem universal.

Cristo tem Seu Corpo, e Deus tem um novo homem. Por isso Cristo pode agir, e Deus desempenhar Seu propósito eterno. É dessa maneira que o ministério completivo de Paulo efetiva o ministério celestial de Cristo. Após a série sobre o ministério completivo de Paulo, prosseguiremos com o ministério remendador de João. Com esses três ministérios a Bíblia é consumada, e os novos céus e a nova terra, com a Nova Jerusalém, entram em cena.

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Hino: Suplementos - "Guerra Espiritual"

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quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O ministério celestial de Cristo, semana 3, sábado, capítulo 10

O MINISTÉRIO
CELESTIAL DE CRISTO

Capítulo 10
A ADMINISTRAÇÃO UNIVERSAL DE CRISTO NOS CÉUS

SEMANA 3 - SÁBADO
Leitura Bíblica:  Ap 1:11-13, 16-18, 20; 2:1; 3:1, 7, 21; 4:1; 5:1-10; 8:3-5; 10:1-2; 18: 1; 20:4, 6; 22:1, 3

Ler e orar: “Vi outro anjo forte descendo do céu, envolto em nuvem, com o arco-íris por cima de sua cabeça; o rosto era como o sol, e as pernas, como colunas de fogo; (Ap 10:1)



Em nossas mensagens anteriores, vimos que Cristo atualmente exerce Sua soberania para a expansão do evangelho, para introduzir os Seus em Si próprio; exerce Seu encabeçamento para nos fazer crescer e funcionar, para que Seu Corpo seja edificado; exerce Seu sacerdócio para interceder por nós; executa o novo testamento em nosso favor e ministra o suprimento de vida para nós.

Todos estamos sob Seus cuidados. No que diz respeito a nós, nada nos falta. Mas, e quanto ao universo? E quanto ao propósito total de Deus? Para responder a isso, precisamos considerar mais um aspecto do ministério do Senhor nos céus.

Esse aspecto final da administração universal de Cristo nos céus é-nos revelado no livro de Apocalipse. O universo inteiro, tanto os céus como a terra, está sob Sua autoridade. Ele é o Administrador universal.


O SUMO SACERDOTE A CUIDAR DAS IGREJAS

Em Apocalipse, em primeiro lugar vemos que Cristo, o Ungido de Deus, agora cuida de Sua igreja. Ele cuida dela de forma administrativa. As igrejas são os candelabros de Deus a reluzir Seu testemunho e necessitam da administração de Cristo.

Algumas vezes surgem problemas e dificuldades que requerem Sua atenção administrativa. Nos tempos antigos o sumo sacerdote cuidava do candelabro, assegurando-se de que todas as lâmpadas estivessem em boa ordem para continuar a brilhar.

Nosso Sumo Sacerdote atualmente faz exatamente o mesmo, à medida que anda entre os candelabros (Ap 1:11-13). Ele também cuida das igrejas, tendo nas mãos os seus responsáveis. Os líderes nas igrejas são comparados a estrelas a brilhar nos céus na escuridão da noite (vs. 16, 20). Nós, que servimos às igrejas, precisamos estar conscientes de que não estamos em nossas mãos, e sim nas Dele. Ele administra os candelabros e sustém as estrelas.

A visão apresentada em Apocalipse 1 nos mostra como as igrejas podem prosseguir nestes tempos. A situação entre os cristãos sem dúvida nos deixa desapontados e desanimados. Precisamos voltar-nos da visão terrena para Cristo! Ele é o primeiro e o último! Ele vive, e vive para sempre! Ele é capaz! É Aquele que agora segura "na mão direita as sete estrelas" e anda "no meio dos sete candeeiros de
ouro" (2:1). Ele "abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá" (3:7).

Olhando apenas para Ele seremos encorajados. As igrejas locais nunca falharão por causa desse Administrador que anda entre nós e sustenta nossos líderes! Essa é a administração de Cristo nas igrejas.


O CORDEIRO REDENTOR EXECUTA O TESTAMENTO

Apocalipse também nos diz que Cristo é o Administrador que cuida de todos os povos. Existem os judeus, que são os escolhidos de Deus; os pagãos, que são as nações; e os que participam da cristandade. Precisamos saber que até mesmo a cristandade e a forma como irá progredir estão sob a administração de Cristo.

Depois que todas essas categorias de povos forem tratadas segundo o governo de Cristo, virá o milênio, o reino de Deus na terra. Depois disso, haverá nova era, a eternidade, com a Nova Jerusalém e os novos céus e a nova terra. De todos esses povos e tempos, Cristo é o Administrador.

É isso que nos é revelado, começando por Apocalipse 4. A cena muda de Cristo tomando conta dos candelabros (capítulos um a três) para “uma porta aberta nos céu”, e nos é mostrado “o que deve acontecer depois destas coisas" (4:1).

Cristo é apresentado como o Cordeiro redentor que venceu, qualificado para tomar o novo testamento, abri-lo e executá-lo. Esse é o significado do pergaminho selado na mão direita Daquele que está no trono (5:1).

Quando um anjo forte proclama: "Quem é digno de abrir o livro e de lhe desatar os selos?" (v. 2), somente esse digno Cordeiro-Leão é capaz de vir e tomar o livro (5:5-7). Ele está qualificado a tomar o novo testamento, abri-lo e executá-lo.

O novo testamento nas Epístolas de Paulo é principalmente para nosso desfrute das riquezas de Cristo que nos foram legadas. Existe, entretanto, outro aspecto do novo testamento. Deus trata com o universo segundo Seu testamento. Ele agirá com os judeus, com as nações e com a cristandade de acordo com Seu testamento.

Nele há uma herança para que nós, os crentes, a desfrutemos. Nesse mesmo testamento há também as questões sobre como Deus lida com os vários povos e até mesmo com os céus e a terra. É esse novo testamento que o Redentor de todo o universo está qualificado a tomar, abrir e executar.

No fim, tudo que existe no universo será encabeçado em Cristo. Os judeus, as nações pagãs e a cristandade serão todos tratados, e o reino de Deus introduzido sobre a terra. Quando tudo que existe tiver sido encabeçado em Cristo, terá chegado a plenitude dos tempos. Os céus serão novos, assim como a terra e tudo que há nela.

O universo por inteiro estará em ordem. Não haverá mais divisões, confusões, trevas, morte, noite nem lágrimas. Quando nos perguntam como estamos, em geral respondemos "bem". Na realidade, nem tudo está bem. As coisas estão enroladas, confusas, nebulosas e caminhando para a morte. Há motivo para se derramar lágrimas.

Até mesmo os homens deveriam chorar pelo estado lamentável das coisas. Afirmar que estamos bem ou que as coisas vão bem não é dizer a verdade. Ninguém está bem. Nenhuma família está bem. Nenhuma sociedade está bem. Virá o dia, porém, em que haverá novos céus e nova terra. Todas as coisas serão encabeçadas em Cristo. Tudo ficará em ordem. Então tudo estará bem.

Quem é digno de administrar esses novos céus e nova terra com a Nova Jerusalém? Apenas Cristo. Foi Ele quem morreu para a redenção de todo o universo. Foi Ele quem derrotou Satanás por meio de Sua morte. Foi Ele que consumou a aliança com Seu sangue redentor. Foi Ele quem nos legou como herança o novo testamento. Ele está totalmente qualificado!

Ele é digno de tomar o livro do novo testamento, abri-lo e executar tudo o que lá está escrito, provendo-nos de tudo o que nos foi legado, desempenhando cada item ali contido e colocando tudo em ordem no universo. Esse é o supremo ministério celestial de Cristo: a efetivação de tudo o que Deus projetou.


"OUTRO ANJO"

Em Apocalipse Cristo é primeiramente apresentado como o Sumo Sacerdote para as igrejas. Ele anda em seu meio, toma conta de seu brilho e segura em Sua mão todos os seus líderes, para que ela prossiga até mesmo na noite escura de uma situação degradante. 

A seguir Cristo é retratado como o Cordeiro vencedor, o Cordeiro-Leão qualificado para executar o novo testamento. Depois, nos capítulos sete, oito, dez e dezoito, Ele é referido como o "outro anjo". Que o título "outro anjo" se refere a Cristo está claro pelo contexto. Deus enviou muitos anjos, no entanto Cristo, como o enviado de Deus, é extraordinário. Nesse papel Ele é chamado de outro Anjo.


Controlar o universo

No capítulo sete, Cristo como o Anjo de Deus controla o universo inteiro, dirigindo os demais anjos a fim de executar o julgamento de Deus sobre a terra (vs. 2-3).

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Hino: A Igreja - "O Candelabro de Cristo"

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O ministério celestial de Cristo, semana 3, sexta, capítulo 9

O MINISTÉRIO
CELESTIAL DE CRISTO

Capítulo 9
O MINISTÉRIO MAIS EXCELENTE
DE CRISTO NO VERDADEIRO TABERNÁCULO

SEMANA 3 - SEXTA
Leitura Bíblica:  Gn 28:12; Jo 1:51; 14:27; Rm 8:26, 34; 2 Co 3:17; Fp 4:7; Hb 8:1, 2, 6; 9:11, 15

Ler e orar: E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem.(Jo 1:51)


O MINISTRO QUE NOS SUPRE

Depois de interceder e de executar o testamento, esse mesmo Intercessor e Executor é o Ministro, trazendo-nos tudo de que necessitamos e nos servindo de acordo com nossas necessidades. Aqui na terra posso estar enfrentando problema atrás de problema. Minha situação me deixa preocupado e ansioso. Não consigo ver nenhuma saída. Esse pode ser o caso na terra. Contudo, aleluia, uma situação diferente predomina nos céus!

Lá o Sumo Sacerdote está intercedendo por mim. O Executor está tomando as providências do testamento. Além do mais, o Ministro apanha a paz de que necessito e me supre com ela. Essa paz me foi prometida em João 14:27: "Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou". Também foi prometida em Filipenses 4:7 "E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa
mente em Cristo Jesus".

Quando surge um problema, entretanto, esqueço-me dessas promessas que se tornaram minha herança e só me lembro de minhas preocupações. Eu posso me esquecer de tudo que me foi legado, no entanto Ele não se esquece. E vem como o Espírito vivificante que habita meu espírito.

Ele vem como o Melquisedeque celestial, desta vez não trazendo pão e vinho, mas paz. É Ele que vem me visitar. Dentro de mim, sem nenhuma aparente razão, eu fico de repente repleto de paz. A preocupação desaparece. A ansiedade some. Como ocorreu esta mudança? Eu experimentei o ministério celestial de Cristo como o Sumo Sacerdote, o Executor e o Ministro.

Com toda a certeza você também já experimentou algo semelhante. No passado, no entanto, você não compreendia o que era. Agora luz e conhecimento chegaram até você. Nenhuma provação deve deixá-lo derrotado. Você tem um Sumo Sacerdote a interceder por você. Você tem Aquele que executa as provisões de Seu testamento a seu favor. 

Tem um Servo a supri-lo da coisa certa no tempo certo. Em toda situação que surgir, esse Ministro celestial age em seu favor. Depois de muitas experiências com Seu cuidado, gradualmente você se conscientizará de que não há razão para se preocupar. Cristo está lá, a ministrar nos céus por você! 

Cristo é chamado de Sumo Sacerdote, Ministro e Mediador de modo intercambiável em Hebreus (8:1, 2, 6; 9:11, 15). O Sumo Sacerdote é o Ministro, e o Ministro é o Mediador.

O termo Executor não é utilizado de forma explicita, mas está implícito no capítulo nove: "Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados. Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador; pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador" (9:15-17).

Cristo em Sua morte firmou a nova aliança e a legou a nós como o novo testamento. Após a morte Ele ressuscitou e se tornou Aquele que realiza o novo testamento. Os quatro títulos - Sumo Sacerdote, Ministro, Mediador e Executor - referem-se ao Cristo ressurreto.


NOS CÉUS E EM NOSSO INTERIOR

Esse mesmo Cristo é agora o Senhor nos céus e ao mesmo tempo o Espírito em nós. "Ora, o Senhor é o Espírito" (2 Co 3:17). Como Senhor, Ele se encontra nos céus. Como Espírito, está em nós. Como Aquele que se encontra nos céus, Ele exerce Sua soberania, Seu encabeçamento e Seu sacerdócio.

Ele exerce Sua soberania em prol da expansão do evangelho, para que os escolhidos de Deus sejam introduzidos Nele. Ele exerce Seu encabeçamento para que todos os Seus membros cresçam e funcionem, para que Seu Corpo seja edificado. Ele exerce Seu sacerdócio a fim de nos resgatar de todas as nossas complicadas confusões pela intercessão, pela execução das provisões do novo testamento e pelo serviço do que tivermos necessidade; e assim Ele nos mantém firmes para evitar que caiamos. Todas essas são Suas atividades enquanto Senhor nos céus.

Tudo que desempenha como Senhor, Ele aplica a nós como o Espírito. Como podemos perceber todas as Suas funções celestiais? Tudo o que Ele intercede, executa ou ministra é transmitido a nosso espírito. Como Senhor nos céus, Ele é a eletricidade na usina elétrica. Como Espírito em nosso espírito, Ele é a eletricidade do prédio onde estamos agora.

O Senhor nos céus e o Espírito em nosso espírito são um só. Há uma transmissão contínua entre os céus e nosso espírito, de modo que tudo que se manifesta lá é imediatamente aplicado aqui. Repare que esse trânsito é entre os céus e nosso espírito. Nossa mente não conta. É nossa mente que nos deixa preocupados.

Quando surge a transmissão celestial, essa realidade maravilhosa fortalece nosso espírito, que então se levanta para exclamar: "Glória a Deus!". A transmissão chegou a nosso espírito, não à nossa mente. O Espírito em nosso espírito é o próprio Senhor nos céus.

Romanos 8 confirma que Aquele que é o Espírito é o mesmo que é o Senhor. O versículo 26 nos diz que "o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis". A seguir o versículo 34 diz que Cristo Jesus "está à direita de Deus e também intercede por nós".

Quem intercede por nós? É o Senhor Espírito! Nos céus é o Senhor, e em nós é o Espírito. O mesmo é verdade com relação a Melquisedeque. Há um só Melquisedeque. Nos céus Ele é o Senhor, e em nosso espírito Ele é o Espírito. Do ponto de vista doutrinário, não temos uma explicação satisfatória para essa dupla realidade; já em nossa experiência, entretanto, temos de fato a confirmação.

Talvez você volte do trabalho exausto e se pergunte como estará a situação em casa. Inesperadamente, enquanto se questiona, você tem a sensação de ser suprido e fortalecido. Qual é a fonte desse suprimento? Ele veio do próprio Cristo, que é tanto o Senhor nos céus como o Espírito em nosso interior. Ele intercede por você, cuida de você e executa o novo testamento em seu favor.

Baseado nesse testamento, Ele toma o suprimento de vida e lhe fornece o sustento exatamente com o que você mais necessita. Você então O experimenta como Senhor, Espírito, Sumo Sacerdote, Executor e Ministro. Ele é também o Mediador, que transmite o que você necessita do Pai, que é a fonte para seu espírito a fim de supri-lo e sustentá-lo.


O SACERDOTE SUSTENTADOR

Com certeza todos já experimentamos esse ministério celestial de Cristo. Por que nos mantivemos firmes sem cair todos esses anos? Posso testemunhar que foi isso que me preservou nesses cinquenta e cinco anos.

Em Seu ministério terreno, Ele morreu por mim na cruz. Agora Ele me serve em ressurreição, e esse é Seu ministério celestial. Seu principal elemento é o sacerdócio para com os membros de Seu Corpo. É claro, Ele exerceu Sua soberania para se certificar de que eu fosse salvo e, portanto, conduzido a Deus.

Também exerceu Seu encabeçamento sobre mim para fazer com que eu crescesse e funcionasse e desse modo fosse edificado no Corpo. No entanto é Seu sacerdócio que Ele mais exerce para me preservar. Aleluia por nosso Sumo Sacerdote celestial! Fomos sustentados, preservados e supridos por Sua intercessão, execução do testamento e ministração a nós segundo nossas necessidades.

Nada me faltou. Minha porção é um valioso suprimento de vida. Nossa preservação e nosso sustento por meio Dele estão totalmente garantidos por Seu sacerdócio, que é baseado no testamento. O testamento está em nossas mãos, e o Sumo Sacerdote está tanto nos céus como em nós.

Nos céus Ele é o Senhor, em nós Ele é o Espírito. O Senhor Espírito nos ministra o suprimento de vida de forma continua. O suprimento que recebemos é celestial, porque o céu é sua fonte. Nosso Sumo Sacerdote ministra a nós no verdadeiro tabernáculo, o Santo dos Santos celestial, que é unido a nosso espírito por Ele como escada celestial (Gn 28:12; Jo 1:51). Ao nos ministrar o suprimento celestial, Ele faz de nós um povo celestial. Somos um povo na terra que vive uma vida celestial.


🌿 Desfrute mais:

Hino: Louvor ao Senhor "Sua Todo-Inclusividade"


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terça-feira, 23 de dezembro de 2025

O ministério celestial de Cristo, semana 3, quinta, capítulo 9

O MINISTÉRIO
CELESTIAL DE CRISTO

Capítulo 9
O MINISTÉRIO MAIS EXCELENTE
DE CRISTO NO VERDADEIRO TABERNÁCULO

SEMANA 3 - QUINTA
Leitura Bíblica:  Gn 14:18-20; Hb 6:19-20, 7:11-17, 8:2, 10:12

Ler e orar: Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; era sacerdote do Deus Altíssimo (Gn 14:18)


O TESTAMENTO E SEU EXECUTOR

Temos um testamento maravilhoso e um magnífico Executor! O testamento é na verdade a Bíblia toda: começou com Deus falando, tornou-se Sua promessa, mais tarde veio a ser Sua aliança e agora, que tudo já se cumpriu por meio da morte de Cristo, é um testamento ou última vontade, com todos os itens de seu conteúdo legados a nós por herança.

Tudo nesse testamento é nosso. Temos um Executor maravilhoso que assegura o cumprimento do testamento! Ele é Deus, entretanto se fez homem. Viveu nesta terra e provou todos os sofrimentos da vida humana.

Ao fim de Sua experiência como ser humano, Ele morreu na cruz. Por esse meio, resolveu o problema de nossos pecados, derrotou Satanás, encerrou toda a velha criação e deu solução a todos os problemas. Ele satisfez Deus e cumpriu todas as Suas exigências.

Depois de três dias sepultado, Ele superou a morte e entrou na vida ressurreta. Na ressurreição elevou a humanidade e Ele próprio se tornou o Espírito vivificante. Esse é o Espírito composto, todo-inclusivo. Essa Pessoa maravilhosa - Deus e homem, morto e ressuscitado, vivo para sempre, forte e capaz - executa tudo o que se encontra nesse testamento para nosso benefício e desfrute.

Que privilégio desfrutamos por viver no estágio em que o testamento está em plena realização e por ter um Executor plenamente capaz de realizar todas as suas provisões para nosso desfrute!


O MINISTÉRIO DE MELQUISEDEQUE

O livro de Hebreus nos diz que Cristo é Sumo Sacerdote, não segundo a ordem de Arão, mas segundo a ordem de Melquisedeque (7:11-17). Ao fim de Sua vida na terra, Ele agiu como Sumo Sacerdote, oferecendo-Se como sacrifício a Deus. Essa parte terrena de Seu sacerdócio - oferecer o sacrifício para realizar a redenção - foi tipificada por Arão, o sumo sacerdote escolhido por Deus dentre Seu povo.

Agora que isso já foi realizado, Cristo em ressurreição é o Sumo Sacerdote celestial, segundo a ordem de Melquisedeque. Que faz nosso Melquisedeque celestial? Ele já não oferece sacrifícios, mas serve. Assim como um ministro serve, suprindo aqueles a quem serve do que necessitam, assim também esse Ministro nos provê do suprimento celestial, ministrando-nos o próprio Deus.

No relato de Gênesis 14:18-20, quando Abraão retornou da matança dos reis, Melquisedeque, sacerdote do Altíssimo, veio a seu encontro com pão e vinho. Melquisedeque não era um sumo sacerdote que apresentava ofertas, mas servia.

Abraão devia estar esgotado depois de guerrear contra os reis. Em sua exaustão sem dúvida necessitava de suprimentos. Cristo agora faz, nos lugares celestiais, o que Melquisedeque fez por Abraão. Ele nos serve suprimento devida conforme nossa necessidade. Não existe mais necessidade de sacrifícios, pois Sua oferta única satisfez Deus para sempre (Hb 10:12).

O sacerdócio celestial de Cristo visa servir-nos pão e de vinho. Cristo também é "ministro do santuário e do verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu, não o homem" (Hb 8:2). O verdadeiro tabernáculo é o Santo dos Santos celestial, onde Ele entrou além do véu como nosso Sumo Sacerdote (6:19-20).

Além de ser o Sumo Sacerdote que intercede por nós e o Mediador que executa o novo testamento, Ele é Intercessor, Executor e Ministro! Temos esse maravilhoso Sumo Sacerdote!


O TESTAMENTO COMO NOSSA BASE

Todo esse serviço é baseado no testamento. Não é algo realizado sem base, mas possui firme fundamento. Vamos supor, a título de ilustração, que exista um banco repleto de dinheiro. Não tenho nenhum dinheiro no bolso, portanto vou até lá para sacar algum. Infelizmente não tenho conta lá, ou minha conta está sem fundos. Meu pedido por dinheiro não tem base.

Suponha agora que alguém depositou dez milhões de dólares nesse banco. Se eu for ao banco e apresentar um cheque assinado por ele, terei base para sacar dinheiro de sua conta. Muitas vezes nos aproximamos de Deus quando estamos necessitados e suplicamos por Sua misericórdia. Derramamos lágrimas e oramos: "Pai, como preciso de Tua misericórdia! Tem misericórdia de mim nesta minha triste condição. Eu Te dou graças porque Tu és Deus de misericórdia".

Implorar desse modo é como ir ao banco e dizer ao gerente: "Oh! tenha misericórdia de mim! Preciso desesperadamente de dinheiro. Tenha dó de mim e me dê algum dinheiro para eu pagar minhas contas". Não seria tolice usar essa abordagem para conseguir dinheiro no banco? Não temos base alguma se suplicamos dessa forma. Qual é a base sobre a qual apresentamos nossos pedidos a Deus? É o testamento, aquele que Cristo promulgou e nos deixou de herança. Sob essa base Cristo desempenha Seu sacerdócio celestial e intercede nos céus.

Precisamos que esse Executor interrompa nossas orações em forma de súplicas e nos faça lembrar: "Por que você ora dessa forma lamentável? Achegue-se ao trono com intrepidez! Vá ao banco e reivindique seu dinheiro! Aqui está o testamento. Sou o Executor. Você pode ser jovem e tolo, porém sou seu Procurador. Quem ousaria enganá-lo? Sou o Filho de Deus, que morreu na cruz por você e agora vive ressurreto!".

Como você lida com os problemas do dia a dia que o assolam? Receio que as irmãs em particular derramem suas lágrimas e fiquem gemendo diante do Senhor. Assim vocês se esquecem do testamento e do Executor. A Bíblia e Cristo estão distantes. Somente suas lágrimas estão próximas.

Eu tenho a mesma inclinação. Não derramo lágrimas, mas algumas vezes fico sem saber o que fazer quando surge algum problema. Então me lembro que preciso buscar o Senhor. E clamo: "ó Senhor Jesus! Tem misericórdia de mim!". Ele é realmente misericordioso! Enquanto clamo a Ele, Ele me faz lembrar do testamento e da Sua posição como meu Executor e Advogado.

Quantas vezes Ele já me relembrou! E assim eu percebo mais uma vez que o Filho do Deus vivo, o próprio Cristo ressurreto, está lado a lado comigo, está de pé do meu lado, intercedendo por mim e executando o Seu testamento a meu favor. E sou fortalecido, deixo a minha ansiedade e começo a louvá-Lo. Irmãs, poupem suas lágrimas. Em vez disso, louvem-No por executar o testamento em seu favor.

Como somos abençoados por estarmos na restauração do Senhor! O que temos ouvido é desconhecido dos ouvidos de muitos que estão fora. Quando estamos na cristandade, podemos ouvir sobre as setenta semanas de Daniel, os dez chifres e os quatro animais. Entretanto muito pouco, se alguma coisa, nos chegou a respeito do testamento como nosso legado e o Cristo vivo como seu Executor. Vemos aquilo que outros não viram. Agora desfrutamos o que muitos outros não têm como desfrutar. Não sabemos o quanto somos abençoados.

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Hino: Experiência de Cristo - "Como o Ministro da Nova Aliança"

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O ministério celestial de Cristo, semana 3, quarta, capítulo 8

O MINISTÉRIO
CELESTIAL DE CRISTO

Capítulo 8
A EXECUÇÃO DO NOVO TESTAMENTO POR MEIO DE CRISTO

SEMANA 3 - QUARTA
Leitura Bíblica: Mt 26:27-28; Lc 22:20

Ler e orar: Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles(Hb 7:25)


NOSSA HERANÇA

Já abordamos três aspectos do ministério celestial de Cristo: como Ele exerce Sua soberania sobre todo o mundo, para que Seu evangelho seja pregado e os escolhidos de Deus sejam introduzidos Nele; como Ele exerce Seu encabeçamento para nos fazer crescer e funcionar para que Seu Corpo seja edificado; e como Ele intercede por nós e cuida de nós como nosso Sumo Sacerdote.

Nesta mensagem iremos considerar o quarto aspecto: como Ele realiza o testamento que nos legou como nossa herança. Pela execução do novo testamento, o Cristo celestial faz com que todos os itens listados nele se tornem reais para nós.

Todos gostam de ser lembrados num testamento. Estou certo de que todos os meus filhos e até mesmo meus netos esperam ser incluídos em meu testamento! Vamos supor que conste para nós num testamento grande propriedade com uma mansão, e nessa mansão haja vinte e quatro aposentos e sete banheiros. Além disso, deixaram-nos dez milhões de marcos alemães. Com certeza isso nos agradaria. 

Entretanto precisaríamos certificar-nos de que essa herança é mais do que apenas dois itens anotados numa folha de papel. O testamento teria de ser executado para que tomássemos posse de nossa herança.

Você já procurou descobrir o que está incluso no novo testamento? É uma longa lista! Na verdade, depois de tentar diversas vezes enumerar todos os itens, cheguei à conclusão de que não é possível fazer isso. A lista é interminável. Aqui estão alguns desses itens: redenção, perdão dos pecados, justificação, reconciliação, regeneração, santificação, filiação, vida, poder, paz, santidade etc.

Você já recebeu todo esse legado? Algumas vezes o herdeiro é muito jovem e não tem consciência de tudo que herdou. Ou quem sabe o herdeiro é simples e não consegue compreender o significado dos termos do testamento. 

Ou ainda, numa terceira situação, o herdeiro pode ser muito fraco para reivindicar sua herança, apesar de ter maturidade e conhecimento suficientes. Em todos esses casos é necessário alguém para ajudar o herdeiro por direito a tomar posse do que lhe foi legado.


A ALIANÇA PROMULGADA PELO SANGUE DE CRISTO

Quando Cristo morreu na cruz, transformou a promessa de Deus em aliança. Seu sangue foi o símbolo da promulgação. A mesa do Senhor, que celebramos semana após semana, é símbolo do testamento. 

Senhor tomou o cálice e deu graças. A seguir o deu aos discípulos, dizendo: "Bebei dele todos; porque isto é o Meu sangue da aliança, que é derramado por muitos, para perdão de pecados" (Mt 26:27-28). 

As palavras em Lucas 22:20 são: "Este cálice é a nova aliança em Meu sangue, que é derramado em favor de vós". O cálice que bebemos é a nova aliança. Isso é muito profundo. Quando tomamos o cálice, precisamos saber que ele é a nova aliança.

Os dois principais itens na nova aliança são o perdão de pecados e a infusão de vida. Por meio deles, desfrutamos Deus. Ele é a benção do cálice. Ele é a porção eterna da benção ali contida. O sangue de Jesus, portanto, firmou a aliança. Sua morte a confirmou. A seguir, na ressurreição, Ele vem executar seu conteúdo.


A EXECUÇÃO DO TESTAMENTO

Ele agora se encontra nos céus, vivo, divino, capaz, constituído da vida indissolúvel. Nada pode opor-se a Ele! Nada pode destruí-lo! Ele é Aquele que vive, para sempre! Por isso é capaz de executar esse testamento em todos os seus detalhes.

Você precisa de vida? de poder? de perdão? de paz? de santidade? É claro que você tem muitas necessidades. Como você pode ser suprido? No testamento se encontram todos esses itens. Eles lhe foram legados. Cristo hoje executa o testamento, fazendo com que todos os itens estejam disponíveis e se tornem reais para você.

Vamos supor que sua esposa lhe cause dificuldades. Você necessita de paciência. Onde você irá conseguir a paciência necessária para suportar a pressão? Paciência é um dos itens do testamento, e se aplica e está disponível a você pela execução de Cristo. Quando o que você precisa é paciência, Ele a põe à sua disposição. Você percebe a paciência vindo até você como um jorrar. Você nunca experimentou isso?

A mesma coisa é verdade no que diz respeito à alegria. Você pode estar em sofrimento, mas há alegria nesse testamento. Como essa alegria pode tornar-se real para você? O próprio Cristo executará a alegria em você, inundando seu ser dela. Talvez você se pergunte como posso ter tanto a dizer. Talvez pense que me faltará o que dizer; pois incluída nesse testamento está a preciosa Palavra.

Quando estou para dar uma mensagem, não me volto para livros de referências visando encontrar um tema, reunir alguns tópicos, estudar alguns comentários e assim organizar o que irei falar. Não! Cristo como Executor me inunda com as riquezas da Palavra de Deus. Dessa inundação surgem noções preciosas e ricos pronunciamentos. Por essa razão, o falar não tem fim.

Que testamento magnífico temos! E que Executor - vivo, poderoso e capaz! A intercessão de Cristo é parte da execução do testamento. Pode ser que estejam lhe faltando vida e luz. Talvez você não esteja desfrutando de Deus como a sua vida e a sua luz.

O seu Sumo Sacerdote, então, irá orar por você, de modo a que você possa desfrutar Deus ricamente. Essa é a Sua intercessão. A seguir Ele irá exercer a Sua posição como executor e inundará você de vida e de luz da parte de Deus. Essa é a resposta à intercessão Dele e também o cumprimento do Seu testamento.


NOSSA RECIPROCIDADE

Assim como você precisa ter reciprocidade de forma adequada para com a intercessão Dele achegando-se ao trono da graça, você também precisa ter reciprocidade adequadamente para com Sua execução do testamento.

Você pode falhar em ter reciprocidade, porque nunca obteve ajuda para enxergar essas questões. Talvez nunca tenha ouvido essas mensagens. A partir de agora, não há mais motivo para isso - você já pode ter reciprocidade para com Ele!

Hebreus 7:25 nos ensina a maneira de ter reciprocidade para com Sua execução da nova aliança: "Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles". Cooperamos com Ele quando nos chegamos a Deus.

Continue a se chegar a Deus. De manhã e à tarde, dia e noite, quando orar e quando não orar, chegue-se a Deus! "ó Deus, estou aberto para Ti. Tu és rico. Eu preciso de Ti. Preciso de tudo que tens para mim em Teu testamento. Quero estar aberto para Ti o tempo todo".

À medida que fizer isso, Cristo, Aquele que é capaz, executará em seu ser tudo o que você necessitar. Faz parte de Seu ministério celestial executar assim item após item do testamento em seu interior para seu desfrute. Tomar consciência disso irá fortalecê-lo.

Vamos supor que seu expediente no trabalho tenha terminado e você está pronto para ir para casa. Você se dedicou oito horas de trabalho árduo e está cansado. Contudo a ideia de ir para casa não é muito atraente, porque você nunca sabe que situação o aguarda. Não há como predizer se será recebido com "cara comprida" ou sorriso.

Alguns dias, ao ir para casa, você encontra tempestade; outros dias, está tudo calmo e ensolarado. Você não suportaria ter de enfrentar outra tempestade hoje à noite. Que fazer? Lembre-se do testamento. Abra-se. Achegue-se a Deus. Você pode dizer simplesmente: "ó Deus, meu Pai, abro-me agora a Ti", e terá a profunda convicção de ter sido fortalecido. Ele intercedeu por você e executou algo em você. Você foi fortalecido no homem interior. Agora está pronto para ir para casa.

Já pode declarar: "Senhor, não importa mais se o clima está bravo ou calmo. Quero voltar para casa e Te desfrutar. Pode ser com céu límpido ou nebuloso; com chuva ou ensolarado, mesmo assim permanecerei aberto para Ti. Serás meu suprimento, conforme Teu testamento. Estou incluído em Teu testamento. Pai, sei que estás comprometido com Teu testamento. Além do mais, tenho um Executor, que se certifica de que eu receba todos os itens desse testamento. Minhas circunstâncias não importam, pois Teu testamento me provê de tudo de que necessito".

O ministério celestial de Cristo ainda não terminou. Seu ministério terreno de fato está consumado. Mas, como Executor da nova aliança Ele ainda ministra a fim de fortalecer, consolar, suprir, sustentar e até mesmo carregar você. Seu propósito ao fazer isso é que você cresça e funcione para que Seu Corpo seja edificado.

Seu ministério celestial, cujo alvo é a edificação do Corpo de Cristo, possui muitos aspectos. Já consideramos quatro deles. Há o exercício de Sua soberania, o exercício de Seu encabeçamento, o sacerdócio e a execução da aliança e testamento de Deus. Na próxima mensagem prosseguiremos para um novo aspecto.


 🌿 Desfrute mais:

Hino: Adoração ao Pai - "Sua Novidade"

https://hinario.org/detail.php?id=28

domingo, 21 de dezembro de 2025

O ministério celestial de Cristo, semana 3, terça, capítulo 8

O MINISTÉRIO
CELESTIAL DE CRISTO

Capítulo 8
A EXECUÇÃO DO NOVO TESTAMENTO POR MEIO DE CRISTO

SEMANA 3 - TERÇA
Leitura Bíblica: Gn 3:15, 15:7-18; Jr 31:31-34; Lc 22:20; Hb 7-10, 8:8-13, 9: 15-17

Ler e orar: Semelhantemente, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este é o cálice da nova aliança no meu sangue derramado em favor de vós.(Lc 22:20)

De Hebreus 7 a 10, Cristo é apresentado de forma tripla: como Sumo Sacerdote, como Ministro e como Executor da nova aliança. Quando Cristo é mencionado como Sumo Sacerdote, é-nos dito também que Ele é o Ministro do santuário e o Executor da nova aliança.

Esses três títulos são mencionados juntos porque suas funções se sobrepõem. Enquanto Cristo desempenha Sua obra sacerdotal, também executa a nova aliança e simultaneamente ministra seu conteúdo a nós.

Nesta mensagem iremos considerar como Ele executa a nova aliança. Esse é o ponto do Novo Testamento mais complicado de compreender, contudo é todo-inclusivo.


O FALAR DE DEUS PARA O HOMEM

Por toda a Bíblia, o falar de Deus ocorreu de três formas: Sua palavra, Sua promessa e Sua aliança (ou testamento). No falar de Deus havia Sua promessa. Ao ser pronunciada sob juramento, Sua promessa tornou-se uma aliança, que é também um testamento.

Desde o princípio, Deus falava com o homem. Antes de Adão desobedecer, Deus falou com ele. Após a queda, Deus voltou para falar com ele, dessa vez prometendo que o descendente da mulher esmagaria a cabeça da serpente (Gn 3:15).

Com o falar de Deus, veio a promessa de Deus. Isso também foi verdade com relação a Abraão. Ao falar a ele, Deus lhe prometeu um descendente e a boa terra (Gn 13:15). Deus falou e Deus prometeu. Como a promessa se tornou uma aliança? Foi pelo acréscimo de um juramento feito com um sacrifício no qual houve o derramamento de sangue (Gn 15:7-18). Uma aliança é um pacto em que uma das partes promete algumas coisas à outra.

Já um testamento, por sua vez, é uma herança do que já foi realizado. Em termos atuais, é a última vontade, uma declaração legal por escrito para que a propriedade do testador seja distribuída por ocasião de sua morte. A Bíblia, vista como um todo, é na verdade o testamento de Deus, sendo inclusive suas duas partes chamadas de Antigo e Novo Testamento.

Deus é um Deus que fala. Quanto mais Ele fala, mais se compromete por Suas palavras. No entanto, Ele não pode deixar de falar! Ele tem muito a dizer ao ser humano. A Bíblia está repleta do falar de Deus. Ela é a Palavra de Deus para o homem.

Quando falamos, podemos fazer promessas ainda que de modo inconsciente. Se conseguirmos fazer com que os outros falem conosco, poderemos induzi-los a fazer promessas que não tinham a intenção de fazer. Enquanto ficarem em silêncio, não conseguiremos persuadi-los; porém, se falarem, pode ser que assumam um compromisso conosco. 

Deus falou. Tanto no Antigo como no Novo Testamento Ele falou e, ao falar, fez promessas. A Bíblia está repleta de promessas. Promessas a Adão, a Noé, a Abraão, a Davi e a nós, os crentes do Novo Testamento.

Caso o Senhor Jesus não tivesse morrido, essas promessas seriam apenas promessas. Mas, a fim de cumprir essas promessas, Ele de fato morreu. Através de Seu sangue derramado, essas promessas se tornaram uma aliança.

Agora há um compromisso firme para que se cumpram. Nessa aliança ainda restam algumas coisas por fazer. Outras já se realizaram e nos foram legadas como herança. Assim a aliança se tornou um testamento, que nos informa qual é nossa herança.

"Por isso mesmo, ele é o Mediador da nova aliança, a fim de que, intervindo a morte para remissão das transgressões que havia sob a primeira aliança, recebam a promessa da eterna herança aqueles que têm sido chamados. Porque, onde há testamento, é necessário que intervenha a morte do testador; pois um testamento só é confirmado no caso de mortos; visto que de maneira nenhuma tem força de lei enquanto vive o testador" (Hb 9: 15-17).

No grego, a palavra usada é a mesma tanto para aliança como para testamento. A nova aliança, consumada com o sangue de Cristo (vs. 11-14), não é apenas uma aliança, mas é um testamento que inclui todas as coisas realizadas pela morte de Cristo legadas a nós por herança.

Primeiramente, Deus prometeu que faria uma nova aliança (Jr 31:31-34; Hb 8:8-13). A seguir Cristo derramou Seu sangue a fim de promulgar a nova aliança (Lc 22:20). Uma vez que existem promessas já cumpridas nessa aliança, ela é também um testamento. 

Esse testamento, ou última vontade, foi confirmado e validado pela morte de Cristo e é realizado e executado por Ele após Sua ressurreição. A promessa da aliança de Deus é assegurada pela Sua fidelidade; a aliança de Deus é garantida por Sua justiça; e o testamento é executado pelo poder da ressurreição de Cristo.

A Bíblia primeiramente nos diz que Cristo virá. Depois ela nos promete que Ele virá. Há não somente o falar, mas também a promessa. Muitas bênçãos estão incluídas nessa promessa: que Ele morreria por nós para que nossos pecados fossem perdoados e fôssemos redimidos; que receberíamos vida; que essa vida é o Espírito que, por Sua vez, é o próprio Deus como tudo para nós e nosso desfrute; finalmente, que haveremos de herdar tudo o que Deus é, possui e faz. Depois de ter falado e prometido (incluindo o conteúdo de Sua promessa), Cristo foi para a cruz e morreu, derramando Seu sangue. 

Devido à Sua morte, a promessa foi consumada, a aliança foi estabelecida e o testamento foi promulgado. Temos, portanto, quatro estágios no falar de Deus com o homem: Seu falar, Sua promessa, o estabelecimento de Sua aliança e a execução de Seu testamento.

Adão, em Gênesis 2, estava no primeiro estágio. Abraão, em Gênesis 12, no segundo, o estágio da promessa. Os discípulos, ao ver Cristo morrendo na cruz, estavam no terceiro, o estágio do estabelecimento da aliança. Nós, atualmente, estamos no quarto estágio, quando o testamento é executado. Deus falou, prometeu, Cristo estabeleceu a aliança, e a aliança se tornou testamento para nós.

🌿 Desfrute mais:

Hino: Louvor ao Senhor - "Em Memória Dele"

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sábado, 20 de dezembro de 2025

O ministério celestial de Cristo, semana 3, segunda, capítulo 7

O MINISTÉRIO
CELESTIAL DE CRISTO

Capítulo 7
O SACERDÓCIO CELESTIAL DE CRISTO

SEMANA 3 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: Êx 28:6-10, 21; Rm 8:34; Hb 1:5; 2:6-9, 10; 3:1; 4:8, 14-16; 7:25, 27-28; 8:1; 10:21 

Ler e orar: Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles.(Hb 7:25)


INTERCEDER POR NÓS EM NOSSAS NECESSIDADES

Como precisamos Dele!

"De Ti, Senhor, preciso, / Sim, preciso sempre"
(Hinos, n° 186) ¹

Sem dúvida necessitamos Dele a toda hora. Hora após hora, não sabemos com certeza com o que nos defrontaremos. Podemos dizer aleluia ou amém na reunião, mas quando voltamos para casa nossa alegria pode desaparecer e, em vez de aleluia e amém, só haverá silêncio e "cara comprida".

Surgiu um problema ou podemos resfriar e ficar gripados. Seja qual for o problema, Cristo está lá a cuidar de nosso caso. Ele nos sustenta quando estamos tristes ou doentes. Sua intercessão por nós nunca cessa.

Sua capacidade de cuidar de nós é ilimitada, porque Ele é o Deus todo-poderoso. Seu sacerdócio é um ministério de intercessão nos céus, no Santo dos Santos, diante de Deus em nosso favor. 

Muitas vezes você não tem consciência de Sua intercessão, porém algumas vezes consegue perceber que Ele cuida de você desse jeito. Talvez você se encontre em meio a uma discussão com sua esposa quando, de repente, faltam-lhe palavras.

Por que aquelas palavras cheias de raiva deixam de repente de saltar de sua boca? Você teve alguma experiência dessas antes de ser salvo? Em meu próprio caso, eu costumava ficar com uma raiva que poderia durar o dia todo, até mesmo virando a noite.

Desde que fui salvo, no entanto, nunca mais consegui ficar totalmente furioso. O máximo que minha raiva durou, do que me lembro depois disso, foi alguns minutos. E quanto a você? Quanto tempo você consegue ficar com raiva? Não muito porque Cristo está lá, a interceder por você junto ao trono de Deus, e Sua intercessão é ouvida.

Algumas vezes os problemas nos atingem e nós ficamos ansiosos. Antes de ser salvos, essas preocupações eram intermináveis. Agora, quando a ansiedade começa a surgir, logo sentimos um consolo que nos traz alívio, como a nos dizer: "Por que você não ora? Você não precisa preocupar-se".

Cristo começou a interceder por nós, e é esse efeito que Sua intercessão produz em nós. Então respondemos a Ele: "Obrigado, Senhor, por levar minhas preocupações. Todos os meus cuidados estão em Tuas mãos".

Apenas algumas poucas palavras, e a ansiedade se vai. Podemos desfrutá-Lo! Essa é a intercessão sacerdotal de Cristo por nós. Ela é incessante.

Em Romanos 8:34 Paulo pergunta: "Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu ou, antes, quem ressuscitou, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós". Não existe quem possa condenar-nos. Cristo com certeza não o fará; Ele morreu por nós, ressuscitou e agora está nos céus a interceder por nós.

Seu ministério celestial é cuidar de nós. Todos já tivemos muitas experiências com o cuidado de nosso fiel Sumo Sacerdote por nós. Fomos lembrados, consolados, fortalecidos e até mesmo conduzidos por Ele muitas vezes.

Se tivéssemos tempo, poderíamos dar testemunho após testemunho de como a ajuda nos chegou não tanto de forma externa, porém de dentro de nós. A ajuda também nos vem dos céus. Há algo em nós e algo do alto que nos fortalece, sustenta, consola e nos ilumina.

Sem esse apoio da intercessão de nosso Sumo Sacerdote, já teríamos há muito tempo sido derrotados. Temos sido preservados não por nós mesmos, mas por nosso Sumo Sacerdote. Nosso Sumo Sacerdote é altamente qualificado para esse ofício.

O livro de Hebreus nos apresenta Suas qualificações. Ele é o Filho de Deus (1:5), o Filho do homem (2:6-9), o Autor de nossa salvação (2:10), o Apóstolo enviado por Deus para nós (3:1) e o verdadeiro Josué que nos conduz ao descanso (4:8).

É esse que é totalmente qualificado que agora cuida de nós em todos os detalhes. Sua intercessão é preciosa para o Pai. Deus em Seu trono considera como um precioso tesouro o sacerdócio de Seu Filho. Precisamos ter a mesma consideração.

Ele ora por você dia e noite. Você pode ter ficado afastado do Senhor e da vida da igreja. Fazia-se de surdo a todos que tentavam ajudá-lo. Um dia, porém, quem sabe enquanto estava muito longe no alto de uma montanha, começou a pensar: "Por que não retornar para a igreja?".

Você se encontrava totalmente sozinho, distante da influência de terceiros, e mesmo assim ouviu esse conselho interno. Como se explica isso? Com toda a certeza é o resultado do sacerdócio de Cristo. Sua intercessão o tocou enquanto você estava longe e o trouxe de volta.

Nós realmente não necessitamos de tanta ajuda exterior. Temos um Ajudador nos lugares celestiais! Nossa ajuda vem dos céus até nosso espírito. Por fim ela vem de nosso próprio interior. Temos esse tremendo Sumo Sacerdote!


NOSSA RECIPROCIDADE PARA
COM A INTERCESSÃO CELESTIAL

"Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote [...] Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça" (Hb 4:14-16). Depois de nos apresentar um retrato de nosso Sumo Sacerdote cuidando de nossas fraquezas, o escritor de Hebreus nos exorta a nos achegar ao trono da graça.

É achegando-nos confiadamente dessa forma que temos reciprocidade para com Sua intercessão celestial. Onde fica o trono da graça? Precisamos responder que fica tanto nos céus como em nosso espírito. Se ficasse apenas nos céus, como poderíamos achegar-nos a ele? Como testifica nossa experiência, o trono também se encontra em nosso espírito.

Para fins de ilustração, vamos supor que estamos ansiosos por alguma razão. Ficar ansioso é característica de pessoas inteligentes. Apenas os tolos são completamente despreocupados, não importa o que lhes aconteça. Se somos pessoas despertas, que raciocinam, muitas coisas nos deixam ansiosos.

Quando somos solteiros, nossos pensamentos se voltam para as preocupações pessoais. Depois que nos casamos, somos dois com que nos preocupar. Em vez de pensar apenas em nós mesmos, concentramo-nos em nosso cônjuge: "Que dizer da conversa que tivemos ontem à noite? E quanto ao nosso futuro? E se um de nós adoecer?".

Precisamos encontrar uma saída para enfrentar todos os pensamentos perturbadores e situações difíceis que nos acometem. Graças a Deus que nosso espírito está conectado ao Santo dos Santos! Quando nos voltamos da mente para o espírito, entramos no Santo dos Santos. Uma vez lá, fica difícil perceber se estamos no céu ou na terra.

O Santo dos Santos possui duas extremidades: uma nos céus e outra em nosso espírito. Ali, no Santo dos Santos, está o trono da graça. Que fazemos junto ao trono da graça? Oramos, adoramos e buscamos Aquele que se encontra no trono. Nós O louvamos e Lhe agradecemos.

A partir desse trono flui o rio da vida. Se ficarmos ali por alguns instantes, perceberemos que alguma coisa flui do trono da graça para nós, em nós e de nós. Experimentaremos a vida eterna como suprimento da graça. Receberemos misericórdia e acharemos "graça para socorro em ocasião oportuna" (Hb 4:16).

Achegando-nos ao trono da graça, temos reciprocidade para com o sacerdócio celestial de Cristo. Sempre que nos voltamos ao espírito e nos achegamos assim ao trono da graça, temos reciprocidade para com. Sua intercessão celestial. Sua intercessão e nossa oração constituem-se em uma via de mão dupla entre o céu e a terra.

Quando o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, ele carregava sobre os ombros os nomes das doze tribos (Êx 28:6-10). Esses nomes também vinham escritos sobre o peitoral (v. 2l). Hoje em dia, o nosso Sumo Sacerdote nos carrega a todos diante de Deus no Santo dos Santos celestial.

Ele se coloca diante de Deus a fim de nos levar até lá e também para levar nossas necessidades até Ele. Nesse Lugar Santo todos os nossos problemas são resolvidos. Ele está nos servindo junto ao trono da graça. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna!

O trono da graça é o único lugar onde nossos problemas podem ser resolvidos. Achegando-nos a ele, temos reciprocidade para com a intercessão da parte Dele. Essa comunicação prossegue o dia todo. Embora nada disso possa ser visto com os olhos físicos, nosso espírito percebe o que acontece no Santo dos Santos a nosso favor. Achegue-se ao trono da graça!

Esse ofício de Sumo Sacerdote é a parte mais grandiosa do ministério celestial de Cristo. Encontramo-nos com Ele, hora após hora, desfrutando, experimentando e tocando Nele. À medida que Ele intercede por nós, achegamo-nos com confiança ao trono a fim de receber misericórdia e achar graça.

Misericórdia e graça estão sempre disponíveis para nós, mas precisamos recebê-las e achá-las pelo exercício do espírito, achegando-nos ao trono e tocando nosso Sumo Sacerdote, que se compadece de nós em todas as nossas fraquezas.


A GRANDEZA DE NOSSO SUMO SACERDOTE

Como é grandioso nosso Sumo Sacerdote! Ele "pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles" (Hb 7:25). Os sumo sacerdotes que serviam sob a lei tinham fraquezas, por isso tinham de oferecer sacrifícios primeiro por seus pecados e depois pelos pecados do povo (v. 27).

Nosso Sumo Sacerdote, ao contrário, é "santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus" (v. 26). Ele não tem a necessidade de oferecer sacrifícios, "porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu" (v. 27). 

Diferentemente dos homens fracos que serviram como sumo sacerdotes sob a lei, nosso Sumo Sacerdote é "o Filho, perfeito para sempre" (v. 28). "[...] possuímos tal sumo sacerdote, que se assentou à destra do trono da Majestade nos céus" (8:1). Ele é o "grande sacerdote sobre a casa de Deus" (10:21).

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¹ Hino nº 186 no hinário do Brasil

🌿 Desfrute mais:

Hino: 186

O ministério celestial de Cristo, semana 3, domingo, capítulo 7

O MINISTÉRIO
CELESTIAL DE CRISTO

Capítulo 7
O SACERDÓCIO CELESTIAL DE CRISTO

SEMANA 3 - DOMINGO
Leitura Bíblica: Gn 14:18-20; Dt 8:15-18; Lc 19:41; Jo 11:35; Hb 2:16-17; 3:1; 4:14-16; 5:6,10; 6:20, 7:16

Ler e orar: Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado(Hb 4:15)


Como vocês provavelmente já sabem, a Bíblia nos ensina que Cristo possui três ofícios: profeta, sacerdote e rei. Cristo veio da primeira vez principalmente como o Profeta previsto em Deuteronômio 18:15, 18. Em Seu ministério terreno, Ele falou por Deus, transmitiu Deus ao falar, ensinou Seus discípulos e profetizou.

Esse foi o Seu papel de profeta. A seguir, na última parte de Seu ministério terreno, Ele passou a Se oferecer a Deus, até o momento em que Se ofereceu finalmente na cruz como sacrifício a Deus por nós. Nisto Ele cumpriu Seu papel de sacerdote. A partir de então, essa tem sido Sua função.


O CUMPRIMENTO DO SACERDÓCIO TERRENO

Nos tempos de Levítico, os sacerdotes realizavam dois tipos de atividades. A primeira era o oferecimento de sacrifícios a Deus, no átrio do tabernáculo, à volta do altar. Uma vez apresentadas as ofertas, os sacerdotes entravam no Lugar Santo. O sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos. Ali ministravam a Deus em favor de Seu povo.

A primeira atividade sacerdotal tipifica o sacerdócio terreno de Cristo; a segunda tipifica Seu sacerdócio celestial. Quando Cristo Se ofereceu na cruz a Deus em nosso favor, Ele foi um sacerdote, apresentando a oferta na terra no átrio.

A seguir, depois de Sua ressurreição, Ele entrou no terceiro céu, o qual é o Santo dos Santos. Ali Ele continua a servir como sacerdote celestial. É esse segundo aspecto de Seu sacerdócio que iremos considerar agora.

Esse sacerdócio nos céus é com o que Cristo mais se ocupa atualmente. É um tema muito amplo a ser abordado. O livro de Hebreus trata desse assunto de modo bem abrangente. Uma vez que nosso tempo aqui é limitado para analisar o assunto por completo, recomendo que vocês leiam as mensagens do Estudo-Vida de Hebreus que abordam esse tema (em especial as mensagens 13, 27, 28, 31, 32, 33 e 35).


NOSSO SACERDOTE TANTO DIVINO COMO HUMANO

Para que Cristo seja um sacerdote, precisa antes ser um homem (Hb 2:16-17). O sumo sacerdote foi "tomado dentre os homens" (5:1). Caso Ele tivesse sido um anjo, não teria tido a menor compreensão quanto aos problemas humanos.

Por ter sido escolhido dentre os homens, o sacerdote pôde compadecer-se das fraquezas dos homens. Nosso Sumo Sacerdote atual, Jesus Cristo, é um homem!

Ele participou de nossa natureza. Ele participou de carne e sangue. Ele foi feito semelhante a nós em tudo. Ele teve de comer e beber. Algumas vezes até chorou. Ele derramou lágrimas diante do túmulo de Lázaro (Jo 11:35); Ele chorou por Jerusalém ao fim de Seu ministério terreno (Lc 19:41) e orou "com forte clamor e lágrimas" (Hb 5:7) no jardim do Getsêmani.

Até mesmo hoje em dia Ele continua sendo um homem, um homem na glória. "Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado" (4:15). Por conhecer por completo todos os nossos pontos fracos e problemas, Ele tem compaixão de nós. Assim é nosso Sumo Sacerdote enquanto homem.

Nosso Sumo Sacerdote também é Deus! Por ser homem, Ele pode compadecer-se de nós. Mas por ser também divino pode cuidar de nós. No Antigo Testamento, o sumo sacerdote Arão podia compadecer-se do povo, no entanto, muitas vezes, não podia ajudá-lo por não ser divino.

Nosso Sumo Sacerdote, entretanto, não é segundo a ordem de Arão, mas de Melquisedeque (5:6,10; 6:20). Não há registro genealógico de Melquisedeque em Gênesis (Gn 14:18-20) para que ele seja um tipo adequado de Cristo enquanto Aquele que é eterno, a fim de ser nosso Sumo Sacerdote para todo o sempre.

Enquanto homem, Cristo conhece nossa situação e se compadece de nós; e, como Deus, Ele é capaz de cuidar de todas as nossas necessidades. Aleluia por esse homem-Deus que é nosso Sumo Sacerdote!

O sacerdócio de Cristo é "constituído não conforme a lei de mandamento carnal, mas segundo o poder de vida indissolúvel" (Hb 7:16). Arão foi constituído sumo sacerdote segundo a letra impotente da lei; Cristo, porém, foi constituído segundo o poderoso elemento de uma vida indissolúvel.

Nosso Sumo Sacerdote é constituído de uma vida que não pode ser derrotada, mas a tudo conquista! É uma vida que não pode ser destruída. Uma vida que salva plenamente; a vida que não tem fim, eterna, divina, não criada; a vida ressurreta que já passou no teste da morte e do Hades.

Nosso Sumo Sacerdote, agora, serve a Deus em nosso favor no Santo dos Santos. Ele é nosso Advogado no supremo tribunal dos céus! É nosso Representante, que apresenta nosso caso diante de Deus. Não temos consciência de quanto Cristo faz por nós lá. Ainda que Sua obra redentora esteja consumada, Seu serviço celestial em nosso favor jamais cessa.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

O ministério celestial de Cristo, semana 2, sábado, capítulo 6

O MINISTÉRIO
CELESTIAL DE CRISTO

Capítulo 6
COMO RETER A CABEÇA
E CRESCER NELE EM TODAS AS COISAS

SEMANA 2 - SÁBADO
Leitura Bíblica: Dn 9:24-27; Ef 4:14; Cl 2:19

Ler e orar: Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, (Efésios 4:15)


DISTRAÍDOS PELAS PROFECIAS

Logo que fui salvo, eu amava o Senhor e Sua Palavra. Quando jovem, amava a Bíblia e tomei a firme decisão de que compreenderia todos os seus versículos. Além disso, dedicaria a vida inteira a isso. Hoje já sei que a Bíblia é profunda demais para eu compreendê-la por completo.

De início achava que estava progredindo muito bem em meus esforços. Eu saia à procura de livros sobre a Bíblia e ia onde quer que ela fosse ensinada. No fim acabei sendo cativado pelos Irmãos Unidos.

Quando comecei a frequentar suas reuniões, eles pregavam sobre as setenta semanas de Daniel (9:24-27). Em todos os anos no cristianismo desde que nascera, jamais ouvira a respeito das setenta semanas. Fiquei fascinado.

Mais tarde, ouvi a respeito dos dez dedos, dos quatro animais e dos dez chifres. Então comecei a estudar esses assuntos estranhos, apesar de muito bíblicos. Nos anos em que passei entre os Irmãos Unidos, não me recordo de ter ouvido alguma vez uma única mensagem sobre Cristo.

Certo dia, dei-me conta de quanto era triste minha situação. Aprendera tudo a respeito das profecias, no entanto estava morto, impotente. Decepcionado, mudei. O Senhor me afastou dos dez dedos, dos dez chifres, dos quatro animais e das setenta semanas! Voltei-me para Cristo, para o Espírito, para a vida e para a igreja! Desde 1932, minha atenção se concentrou nesses assuntos. 

Mensagem após mensagem, são esses temas que vocês ouvem na restauração do Senhor. Preciso alertá-los, caros jovens, que não se deixem distrair desses assuntos para quaisquer outros.

Talvez vocês sejam abordados por alguém que lhes perguntará qual é o significado dos sete selos, das sete trombetas e dos sete cálices. Caso vocês não saibam, eles farão com que sintam que seu conhecimento da Bíblia é pequeno demais, que vocês só sabem a respeito de Cristo, do Espírito, da vida e da igreja.

Jovens anseiam por conhecimento. Se vocês se deixarem distrair pelas profecias, não conseguirão reter a Cabeça. Não quero dizer que vocês não devam estudar outros temas da Bíblia. Devem estudá-los, mas também devem perceber que todas essas coisas são questões menores. Os grandes temas da Bíblia são Cristo, o Espírito, a vida e a igreja. 


DISTRAÍDOS PELAS DOUTRINAS

É fácil distrair-se. Conheço pessoas que se deixaram distrair pelo guardar do sábado. Em vez de se importar com Cristo, com o Espírito todo-inclusivo, com a vida divina e com a igreja, falam sobre o sétimo dia.

Outros se deixaram distrair pela forma do batismo. Pode ser que algum pregador lhes pergunte que tipo de batismo a igreja pratica: aspersão ou imersão, em nome de quem, para frente ou para trás, quantas vezes. Como vocês responderiam? Vocês se deixariam distrair?

Uma irmã que participou de uma reunião da mesa do Senhor em Los Angeles, escreveu-me fazendo objeção quanto ao uso de vinho. Como vocês responderiam? Eu já gastei um bom tempo a estudar se deveríamos usar vinho ou suco de uva na mesa do Senhor. Os dois lados têm argumentos a seu favor. Não se pode chegar a uma decisão absoluta. De que adianta, então, discutir esses assuntos?

O uso de véu pelas irmãs é outro tipo de pergunta que podem fazer a vocês. Caso vocês digam que são favoráveis a seu uso, eles poderão questionar de que cor, formato ou tamanho. Dê as costas a todas essas questões que só causam distração!

Meu conselho é: retenham a Cabeça! A cristandade tem milhares de divisões devido a essas distrações. Quando lhes fizerem qualquer uma dessas perguntas, vocês poderão orar interiormente: "Senhor, tem misericórdia de mim. Ajuda-me a reter-Te como Cabeça. Eu não quero ser seduzido por nenhuma dessas perguntas que só servem para nos distrair. Prefiro reter a Cabeça".

Quando Paulo escreveu sobre não reter a Cabeça em Colossenses 2:19, referia-se aos que distraíam a igreja em Colossos com o judaísmo, a filosofia grega e o gnosticismo. Somente quando você retém a Cabeça, consegue manter-se longe de tais distrações e pode, então, ter reciprocidade para com o ministério de Cristo nos céus. 

Somente se retiver a Cabeça, você crescerá. A razão por que tão poucos cristãos têm reciprocidade para com o ministério celestial de Cristo é que pararam de reter a Cabeça.

Efésios 4:14 diz: "Para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro".

Os ventos que levam de um lado para outro é o ensino. Não são os ventos das heresias, mas até mesmo da doutrina correta, bíblica, que podem afastar-nos para longe: longe de Cristo (a Cabeça) e da igreja (o Corpo).

Esses ventos são parte do sistema satânico para enganar os crentes e atraí-los para longe de Cristo. Como é importante reter a Cabeça e não permitir que qualquer doutrina, por mais bíblica que seja, nos distraia Dele!


CEDER ESPAÇO AO SENHOR

À medida que retemos a Cabeça, crescemos Nele (Ef 4:15). Gradualmente perceberemos que, numa coisa após a outra, não estamos em Cristo. À medida que percebemos isso, podemos orar: "Senhor, assume o controle. Cedo-Te espaço nesse aspecto de minha vida". Esse é o crescimento prático em vida.

Pertencemos a Cristo, no entanto em muitas coisas não estamos Nele. Nessas coisas Ele não encontra espaço em nós. Em nosso modo de falar, talvez Ele não encontre espaço. À medida que retemos a Cabeça, talvez percebamos que nossa fala não está em Cristo. Se pedirmos ao Senhor que assuma o controle nessa área, cresceremos em vida no que diz respeito ao modo de falar.

Muitos cristãos amam o Senhor, entretanto Ele não tem espaço neles, porque não retêm Cristo. Quando O retiverem, o Espírito em seu interior poderá, por exemplo, perguntar a respeito da forma como se vestem. Caso digam: "Senhor, eu Te cedo espaço para tratar da maneira com que me visto", então Ele virá e assumirá o controle.

O mesmo pode ocorrer na forma como um irmão trata a mulher ou de como uma irmã age com o marido. Pode ser que amem o Senhor, no entanto em seu relacionamento conjugal não Lhe dão o menor espaço para agir. Se retiverem a Cabeça, o Espírito dentro deles lhes dirá que Cristo não encontra espaço na atitude deles. À medida que se abrirem e cederem espaço ao Senhor, Ele os ocupará cada vez mais.

Ceder, portanto, espaço ao Senhor na vida diária é a forma adequada de crescer em vida. Você não crescerá acumulando conhecimento bíblico. Crescer em vida é deixar o Senhor assumir o controle em todas as questões práticas.

À medida que fizer isso em cada assunto, atitude sobre atitude, você crescerá nessas áreas específicas. O Senhor o preencherá gradualmente, e você passará a pertencer a Ele em todo o seu ser. 

Assim você amadurecerá. Por meio desse crescimento em vida sua função irá emergir, e o Corpo será edificado. Essa é uma reciprocidade mais excelente e profunda para com o ministério celestial do Senhor. É desse modo que as igrejas são edificadas.


A EDIFICAÇÃO DO CORPO

Que todos percebamos que na economia divina nada importa além de Cristo. Fomos transferidos para Ele. Ele é a nossa porção, desfrute e vida. Ele é o Espírito vivificante. Ele deve ser tudo para nós. Essa visão nos preservará. Não deixaremos nenhuma doutrina distrair-nos; doutrinas são como feras selvagens à espera para nos devorar! 

Precisamos reter a Cabeça com temor e tremor. Então o Espírito, dia a dia, continuará a falar conosco: "Nessa questão, você ainda mantém espaço só para si mesmo. Naquela outra você nunca se rendeu ao Senhor. Nessa área você ainda não cedeu nem um centímetro de espaço a Ele. Naquela área você ainda se fecha para o Senhor".

Se retivermos a Cabeça, nossa resposta será: "Senhor, nesse caso eu Te cedo espaço. Naquele outro rendo-me para que assumas o controle". Uma resposta como essa resulta em crescimento em vida. 

Cristo cresce em nós ao ser capaz de assumir mais espaço. Desse modo nossa função virá à tona, e o Corpo será edificado. Essa reciprocidade vital para com o ministério celestial do Senhor é mais excelente do que o mover externo em vida a fim de atrair pessoas para o mover de Deus. Ter reciprocidade para com Ele dessa forma mais profunda possibilita a edificação de Seu Corpo.


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