terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 5, quinta, mensagem 13

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 13
A DEGRADAÇÃO DO POVO DE DEUS 

SEMANA 5 - QUINTA
Leitura Bíblica: Ez 20:5-6; 1 Pe 4:17

Ler e orar: Assim diz o Senhor Deus: No dia em que escolhi a Israel, levantando a mão, jurei à descendência da casa de Jacó e me dei a conhecer a eles na terra do Egito; levantei-lhes a mão e jurei: Eu sou o Senhor, vosso Deus. Naquele dia, levantei-lhes a mão e jurei tirá-los da terra do Egito para uma terra que lhes tinha previsto, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras.(Ez 20:5,6)


A DEGRADAÇÃO DO POVO DE DEUS

Conforme mostramos na primeira mensagem, o livro de Ezequiel tem quatro seções. A primeira seção, consiste do capítulo um, apresenta uma visão da aparência da glória do Senhor. Esse capítulo revela como Deus se manifesta, como Deus se move, e como Deus administra Seu governo através da coordenação dos quatro seres viventes.

A segunda seção inclui os próximos trinta e um capítulos e abrange o juízo de Deus pelo fogo. Nessa seção, vemos que Deus julga o Seu povo e as nações gentias por Si mesmo como um fogo consumidor.

A terceira seção (caps. 33─39) diz respeito à restauração do Seu povo pela vida de Deus. Após realizar Seu julgamento, Deus vem para restaurar. Considerando que o julgamento de Deus é pelo fogo, Sua restauração é pela vida.

A última seção (caps. 40─48) cobre o edifício santo de Deus. O desfecho, o resultado, da restauração de Deus pela vida é um edifício santo, que é a consumação de todo o livro de Ezequiel. Assim, as quatro seções de Ezequiel cobrem quatro coisas principais: a visão da aparência da glória do Senhor, o julgamento pelo fogo, a restauração pela vida e o edifício santo de Deus.

Esse é um esboço do livro de Ezequiel, um livro que começa com uma visão gloriosa e termina com um edifício santo. Isso indica que o objetivo de Deus é o edifício.

Vimos também que o livro de Ezequiel e o livro de Apocalipse são semelhantes. Tal como Ezequiel, Apocalipse abrange as quatro questões de visão, julgamento, restauração e edificação, e os cobre na mesma sequência que encontramos em Ezequiel.

A visão do Senhor em Apocalipse 1 é seguida pelo julgamento de Deus, a restauração de Deus e o edifício de Deus. No final das contas, o livro de Apocalipse, como o livro de Ezequiel, consuma com a edificação de Deus com as suas doze portas.

A partir disso, vemos que os livros de Ezequiel e Apocalipse não são apenas semelhantes, mas também são paralelos entre si. O primeiro é sobre a história do povo de Deus no Antigo Testamento; o último é uma revelação da igreja no Novo Testamento.

O povo de Deus do Antigo Testamento era uma sombra, uma prefiguração, um tipo, da igreja do Novo Testamento. Se lermos Ezequiel cuidadosamente, perceberemos que ele retrata uma imagem da igreja. De certo modo, a imagem no Antigo Testamento é mais clara e completa do que a revelação no Novo Testamento.

Por isso, na leitura de Ezequiel, devemos não apenas nos preocupar com a história de Israel ou com profecias sobre Israel, mas devemos considerar a imagem clara da igreja, em particular, a imagem revelada aqui da situação degradada da igreja. Porque a degradação de Israel é um retrato da degradação do cristianismo, o que vemos nesse quadro é aplicável à situação hoje.

Nesta mensagem começaremos a considerar a segunda seção de Ezequiel — o juízo de Deus pelo fogo. Nos capítulos de dois a vinte e quatro, vemos o julgamento de Deus sobre Israel, Seu povo escolhido, e nos capítulos de vinte e cinco a trinta e dois anos, Seu julgamento sobre os gentios, as nações.

O julgamento de Deus é primeiro sobre o Seu povo, os filhos de Israel, e, em seguida Seu julgamento vem sobre os gentios. Isso é compatível com o princípio no Novo Testamento, visto tanto no livro de Apocalipse e em 1 Pedro, que Deus primeiro julga Sua casa (1 Pe 4:17) e depois, julga os incrédulos.


TRÊS ESTÁGIOS DO DESFRUTE DE CRISTO

No Antigo Testamento, Israel foi escolhido e eleito povo de Deus. Deus livrou o povo de Israel do Egito e os trouxe para a boa terra. O fato de Deus colocar o povo de Israel na boa terra tipifica Deus nos colocando em Cristo, que é a nossa boa terra hoje.

Ezequiel 20:6 diz que a boa terra é a glória de todas as terras. Cristo é a glória na terra, e Deus nos colocou no Cristo glorioso, que, nas Suas insondáveis riquezas, é uma terra que mana leite e mel. O povo de Israel experienciou três estágios do desfrute de Cristo.

No primeiro estágio, eles desfrutaram Cristo no Egito, como a Páscoa com os pães asmos e as ervas amargas. No segundo estágio, eles desfrutaram Cristo, enquanto estavam vagando no deserto, como o maná celestial e a água viva. No terceiro estágio, eles desfrutaram Cristo como a terra, cheia de produtos ricos.

Esses três estágios se comparam à nossa experiência hoje como crentes em Cristo. Quando fomos salvos, desfrutávamos Cristo como o Cordeiro Pascal. Depois, começamos a desfrutar Cristo como nossa porção diária, o nosso maná diário.

No entanto, esse não é o desfrute final de Cristo. O desfrute final de Cristo é desfrutá-Lo na igreja como a boa terra, com todas as Suas riquezas insondáveis.

No que diz respeito a Cristo como a boa terra, Ezequiel 20:6 diz: “Naquele dia, levantei-lhes a mão e jurei tirá-los da terra do Egito para uma terra que lhes tinha previsto, a qual mana leite e mel, coroa de todas as terras”.

Leite e mel, sendo ambos produtos da mistura da vida vegetal com a vida animal, representam as riquezas da boa terra de Canaã. Em Cristo há tanto alimento espiritual (mel) e bebida espiritual (leite). Ambos, leite e mel, são o resultado de Cristo ter dois tipos de vida: a vida redentora, tipificada pela vida animal, que tem sangue, e a vida geradora, multiplicadora, tipificada pela planta, ou vida vegetal.

Por um lado, a vida do Senhor Jesus é uma vida redentora — uma vida que tem o sangue que foi derramado para a nossa redenção. Por outro lado, a vida do Senhor Jesus é uma vida produtora e geradora — uma vida que foi liberada mediante a Sua morte na cruz para a Sua multiplicação e aumento.

Esses dois aspectos da sua vida foram mesclados para produzir leite como nosso bebida espiritual e mel como nosso alimento espiritual. Cristo é agora o nosso leite e mel, e como tal, Ele é nosso suprimento e desfrute. Se permanecermos Nele como nossa boa terra, desfrutamos as riquezas do Seu suprimento.

Finalmente, Israel, o povo escolhido de Deus, estava vivendo na boa terra com um templo e uma cidade. O templo tipifica a casa de Deus, e a cidade tipifica o reino de Deus. A presença de Deus está em Sua casa, e a autoridade de Deus está em Seu reino.

Na vida da igreja hoje, podemos desfrutar de Cristo como nossa boa terra, e, portanto, temos a presença de Deus e a Sua autoridade. Porque somos os eleitos do Deus vivo em Cristo e desfrutamos tudo o que Ele é, na vida da igreja adequada e normal, temos o templo de Deus com a Sua presença e o Seu reino com a Sua autoridade.


🌿Desfrute mais:

Hino: Experiência de Cristo - "Como a Boa Terra"

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