sexta-feira, 27 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 10, segunda, mensagem 21

 ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 21
O ALTAR

SEMANA 10 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: Ez 40:47; 43:13─17

Ler e orar: Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24)



Nesta mensagem, continuaremos a partir da porta interior e até mesmo do átrio interior, para considerarmos a questão central ─ o altar. Antes de fazer isso, gostaria de rever duas outras questões para que possamos ficar impressionados com elas.

Primeiramente, vimos que ao todo existem seis portas em três grupos de dois, no leste, no sul e no norte. Precisamos lembrar que seis é o número do homem, que foi criado no sexto dia, e que o número três tipifica o Deus Triúno em ressurreição. As seis portas significam que o Deus Triúno está mesclado com o homem. O três está mesclado com o seis.

O fato de as portas serem divididas em três grupos de dois, indica que o Deus Triúno se tornou um homem, o homem-Deus, e foi “partido”, ou “cortado”, em Sua crucificação, e está agora em ressurreição. Ele agora é a porta através da qual entramos em Deus e em todas as coisas de Deus.

Segundo, é preciso notar que, a partir da porta externa para a porta interna, há uma distância de exatamente cem côvados (40:47). O número cem é composto por dez vezes dez ou de vinte vezes cinco. Dez vezes dez significa plenitude em plenitude ou conclusão em conclusão. Vinte vezes cinco significa plenitude e responsabilidade completa como um testemunho.

Além disso, como o gráfico na página 215 indica, há três seções de cem côvados cada, perfazendo um total de trezentos côvados. Mais uma vez, o número três tipifica o Deus Triúno, que se tornou um homem, o homem-Deus. Quão esplêndido e maravilhoso é estarmos em tal homem-Deus! Ele foi crucificado, mas agora está em ressurreição, e estamos Nele.


O ALTAR É O CENTRO DO COMPLEXO

Se consultarmos o diagrama¹ na página 215, que mostra a planta térrea do templo, veremos que não importa em qual porta tomemos para entrar no complexo, por fim, chegaremos ao altar. Não há exceção; o altar é inevitável.

Todos nós entramos pelo maravilhoso homem-Deus, que foi crucificado e que agora está em ressurreição. Se quisermos encontrar Deus, devemos chegar ao altar. O altar está no centro do complexo. O altar é o centro não só do átrio interior, mas também de todo o local do templo.

Esse altar, que tipifica a cruz, é realmente o centro do universo. Quanto à relação entre o homem e Deus, a terra é o centro. O centro da terra habitada é a boa terra de Canaã, a Palestina, pois é o centro de ligação que conecta os continentes da Europa, Ásia e África. A cidade de Jerusalém é o centro da boa terra; o complexo do templo é o centro de Jerusalém; e o altar é o centro do complexo do templo.

Assim, definitivamente, o altar é o centro do universo. Uma vez que o altar tipifica a cruz, isso significa que a cruz é o centro do universo. É crucial conhecermos o pleno significado da cruz. De acordo com os ensinamentos cristãos superficiais, a cruz é o lugar onde o Senhor Jesus morreu por nós. Isso certamente é verdade, mas a cruz representa muito mais do que isso.

Como o centro do universo, a cruz tipifica a morte todo-inclusiva de Deus, do homem e de todas as criaturas. A morte do Senhor Jesus na cruz não foi a morte apenas de uma única pessoa; foi uma morte todo-inclusiva envolvendo Deus, o homem e todas as criaturas.


O PONTO DE ENCONTRO DE DEUS COM O HOMEM

Como temos salientado, ao olhar para a planta térrea do complexo do templo, podemos ver que não importa por meio de qual porta entramos, chegaremos ao altar. Quando Deus vem do templo ao encontro do homem, Ele, da mesma maneira, chega ao altar.

Portanto, o altar não é apenas o centro do universo, mas também o ponto de encontro de Deus com o homem e do homem com Deus. Se uma pessoa entra pela porta norte e outra entra pela porta sul, ambas acabarão por se encontrarem com Deus e umas com as outras no altar.

Deus saiu de Sua habitação e foi para a cruz e ali morreu. Primeiro, Ele deixou a Sua habitação e nasceu em Belém. Depois de viver na terra por trinta e três anos e meio, Ele foi para o altar, à cruz.

Quando estava morrendo ali, Ele não estava sozinho. Através da Sua encarnação, Ele carregou o homem sobre Si. Assim, enquanto Ele estava morrendo na cruz, o homem também estava morrendo lá. Isso indica que Deus e os homens se reuniram na cruz no caminho da morte.


A Morte É uma Liberação para Deus

Deus, no entanto, não pode ser afetado pela morte. Não importa por quanta morte Ele passe, Ele permanece o mesmo. A morte, na verdade, ajuda-O a ser liberado. Deus saiu de Sua habitação e foi para a cruz e ali morreu, a fim de liberar o que estava Nele.

Podemos usar um grão de trigo como ilustração. Quando um grão de trigo é semeado na terra, ele morre. Essa é uma morte terrível ou maravilhosa? Devemos dizer que a morte de um grão de trigo é maravilhosa, pois sem essa morte, todas as coisas belas e ricas do grão não poderiam ser liberadas. Por essa razão, a morte de um grão de trigo não é terrível, mas maravilhosa.

No mesmo princípio, a morte é maravilhosa para Deus. O Senhor Jesus disse: “Se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto” (Jo 12:24). Ele estava falando de Si mesmo como o grão que cairia na terra e morreria, a fim de ser multiplicado em muitos grãos.

Através da Sua morte, as riquezas da vida divina dentro Dele foram liberadas. Porque Deus é vida, até mesmo ressurreição, Ele não pode ser terminado pela morte. Tudo o que é do homem pode ser terminado, mas o que é de Deus é liberado através da morte. Agora podemos ver que, quando Deus foi para o altar, a cruz, e ali morreu, Sua vida foi liberada.

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¹ Infelizmente não dispomos das imagens nesse material.



🌿Desfrute mais:

Hino: Louvor ao Senhor - "Em Memória Dele"


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