ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL
Mensagem 19
A VISÃO DO EDIFÍCIO SANTO DE DEUS
SEMANA 9 - TERÇA
Leitura Bíblica: Lc 2:48-51
Ler e orar: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Ts 5:23)
O EDIFÍCIO SANTO DE DEUS
O templo santo é o lugar onde Deus está, a habitação de Deus. Se quisermos buscar a Deus, contatar a Deus, ter comunhão com Deus e servir a Deus, devemos perceber que Deus tem sua habitação.
Por um lado, Deus é onipresente; por outro, Deus tem o Seu lugar particular. Se quisermos encontrá-Lo, devemos saber a Sua localização exata, a Sua habitação definitiva. Assim, é preciso considerar a visão do edifício de Deus em Ezequiel, pois essa visão descreve o lugar onde Deus habita ─ o Seu templo santo.
Consideraremos primeiramente um esboço geral, ou planta, do edifício de Deus. Por favor consulte a figura 1¹, que é o plano gráfico que mostra o templo e os seus átrios internos e externos.
O edifício é quadrado, com cada um dos quatro lados tendo quinhentos côvados de medida. Três dos quatro lados tem uma entrada. Há portas no leste, sul e norte, todas elas levam ao átrio exterior ao redor dos muros.
No átrio exterior, há seis pavimentos feitos de pedra. Cada um dos pavimentos tem cinco câmaras construídas como lugares para as pessoas comerem e desfrutarem os sacrifícios e ofertas. Isso significa que as trinta câmaras são lugares para desfrutarmos Cristo.
Dentro do átrio exterior existe um pátio interior, que também tem portas em três lados, no leste, sul e norte. Isso perfaz um total de seis portas e três para o átrio exterior e três para o átrio interior.
A esse respeito, devemos perceber que o edifício que Ezequiel viu tem dois muros, o muro fora do átrio exterior e o muro exterior do átrio interior. Em cada um dos muros existem três portas. A medida e o modelo dos muros e as portas são exatamente os mesmos.
Dentro do átrio interior está o altar. Esse altar é o centro de todo o complexo do edifício de Deus. O altar é um tipo de cruz. Portanto, o altar no centro do complexo indica que a cruz de Cristo está no centro da economia de Deus e dos interesses de Deus.
Em Ezequiel 40─48, uma seção sobre o edifício de Deus, três coisas principais são abordadas: o templo sagrado, a cidade santa e a terra santa. O templo, a cidade e a terra são todos santos.
É significativo que Ezequiel comece não do lado exterior, mas do interior. Esse é o caminho da economia de Deus. Na Sua economia, Deus sempre começa a partir do interior, e não a partir do exterior.
Vemos uma indicação disso em 1 Tessalonicenses 5:23, que fala do nosso “espírito, alma e corpo”, não do corpo, alma e espírito. Isso revela que Deus começa a partir do interior, a partir de nosso espírito, não de fora.
A economia de Deus sempre começa a partir de dentro, ao passo que os movimentos humanos começam sempre do exterior. À luz disso, precisamos aprender, na vida da igreja, a não começar nada de maneira exterior, mas sempre começar algo a partir do interior. Isso é aplicar o que é revelado aqui a respeito edifício de Deus: primeiro o templo, então a cidade e depois a terra.
O MURO
O primeiro item que precisamos ver a respeito do templo é o muro. O templo tem um muro em todos os quatro lados. O muro é para separação, separando o que é de Deus e o que não pode pertencer a Ele. Ele separa o que deve pertencer a Deus e o que nunca deve pertencer a Ele. O muro é, portanto, uma linha de separação.
A medida do muro indica que ele tipifica o próprio Cristo como uma linha de separação. Tudo o que está dentro de Cristo pertence aos interesses de Deus e o edifício de Deus, mas o que está fora de Cristo está excluído dos interesses de Deus e do edifício de Deus.
Numa cidade de milhões de pessoas, podemos saber quem é de Deus e quem não é, por meio de Cristo como a linha de separação. Quem está em Cristo pertence a Deus, e quem está fora de Cristo está separado de Deus. Em outras palavras, quem pertence a Cristo está dentro do muro, e quem está fora de Cristo está fora do muro.
A medida do muro é bastante incomum. Não acho que ao longo de todos os séculos da história humana, já tenha existido tal muro. Esse muro é de seis côvados de altura e seis côvados de espessura. Se pudéssemos olhar para uma seção transversal do muro, estaríamos olhando para um quadrado de seis côvados por seis côvados.
O número seis se refere ao homem, que foi criado no sexto dia. Como o muro é de seis côvados de altura e seis côvados de espessura e uma vez que seis é o número do homem, podemos dizer que o muro tipifica o Senhor Jesus como um quadrado, na posição vertical, homem perfeito e completo. Como um quadrado, reto, perfeito e completo, e até mesmo como um homem ressurreto, Cristo é a linha de separação.
Porque Ele é quadrado e reto, Ele está plenamente qualificado. Nele não há nenhuma imperfeição; com Ele não há nada faltando e nada torto. Antes, com Ele tudo é reto, plano, perfeito e completo. Novamente, digo: esse homem é a linha de separação.
Se somente o Senhor Jesus fosse tal homem, nós seríamos excluídos. Não somos quadrados, planos nem retos. Seguramente, não somos perfeitos ou completos. Apesar de sermos tão limitados, não devemos tentar imitar Cristo.
É impossível a qualquer ser humano caído imitar a Cristo, Aquele que é quadrado, reto, perfeito e completo. Quando chegamos ao Senhor Jesus e nos comparamos com Ele, somos expostos e condenados. Por exemplo, em Lucas 2, vemos que quando o Senhor Jesus era um garoto de doze anos, não importava o quanto era pelo Seu Pai, Ele ainda obedecia a Seus pais.
Jovens, vocês não são obedientes a seus pais enquanto estão buscando os interesses do Pai, mas o Senhor Jesus foi obediente. Desse único exemplo, podemos perceber que a história da vida do Senhor Jesus é um fator que nos condena.
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¹ Infelizmente não dispomos das imagens nesse material.
¹ Infelizmente não dispomos das imagens nesse material.
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