segunda-feira, 6 de abril de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 11, quinta, mensagem 23

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 23
O EDIFÍCIO NA PARTE DE TRÁS DO TEMPLO, AS PAREDES,
O ALTAR DE INCENSO, O SANTÍSSIMO E AS COZINHAS

SEMANA 11 - QUARTA
Leitura Bíblica: Êx 26:29, 37:25-26; Ez 41:16-22


Ler e orar: “Querubins e palmeiras, de sorte que cada palmeira estava entre querubim e querubim, e cada querubim tinha dois rostos, 19a saber, um rosto de homem olhava para a palmeira de um lado, e um rosto de leãozinho, para a palmeira do outro lado; assim se fez pela casa toda ao redor.” (Ez 41:18-19)



AS PAREDES DO TEMPLO

De acordo com o registro em Ezequiel, todas as partes do edifício relacionadas ao templo, incluindo o templo propriamente dito, o pórtico, as câmaras laterais, o edifício na parte de trás, e todas as paredes, são cobertos, revestidos, com madeira (41:16). Assim, quando entramos no templo, podemos ver nada além de madeira.

Isso é completamente diferente do tabernáculo levantado por Moisés, no qual se podia ver o ouro em todos os lugares. Cada parte era revestida com ouro (Êx 26:29). Aqui em Ezequiel, pelo contrário, cada parte é revestida com madeira.

Considerando que o ouro tipifica a divindade, a madeira tipifica a humanidade, especialmente a humanidade adequada do Senhor JesusEzequiel é um livro cheio de humanidade. No capítulo um, Cristo no trono é um homem. No trono há um homem. Mesmo em Sua glória, Cristo é revelado como um homem. 

No capítulo quarenta e três, quando a glória volta ao templo, o homem está lá (vv. 2, 6). Esse homem é o próprio Senhor. No edifício de Deus o material principal é a humanidade. Isso indica que precisamos ser humanos, mas não de uma forma natural; em vez disso, precisamos ser “Jesusmente humanos”. A humanidade adequada não é a nossa humanidade natural; a humanidade adequada é a humanidade do Jesus crucificado, ressuscitado e ascendido.

No registro a respeito do templo, o número seis é usado muitas vezes. Quase toda entrada, porta, e o limiar tem o número seis. As câmaras da guarda são seis por seis, e as trinta câmaras no pavimento são cinco por seis.

Uma vez mais eu gostaria de salientar que o número seis aqui tipifica a
humanidade do homem Jesus. A madeira que revestia o interior do templo tipifica a humanidade do Senhor Jesus. O registro não nos diz que tipo de madeira foi utilizada para o revestimento. Da mesma forma, é difícil descrever o tipo de humanidade que o Senhor Jesus tem.

A humanidade de Jesus é maravilhosa. Não podemos descrevê-la, mas podemos vê-la e podemos possuí-la. Em todos os revestimentos de madeira, querubins e palmeiras foram esculpidos (41:18-20).

Os querubins são os quatro seres viventes descritos no capítulo um. Eles tipificam a glória do Senhor manifestada sobre as criaturas. Entre os querubins, estão as palmeiras, tipificando a vitória e o poder eterno e sempre existente de Cristo.

No capítulo um, os querubins tinham quatro rostos, mas nos entalhes nas paredes, eles têm apenas dois ─ o rosto de um homem e o rosto de um leão. O rosto do homem tipifica e manifesta a humanidade, e o rosto de leão tipifica a vitória na humanidade.

Ezequiel 41:18-19 diz: “Querubins e palmeiras, de sorte que cada palmeira estava entre querubim e querubim, e cada querubim tinha dois rostos, a saber, um rosto de homem olhava para a palmeira de um lado, e um rosto de leãozinho, para a palmeira do outro lado; assim se fez pela casa toda ao redor”.

Aqui é-nos dito que entre cada dois querubins havia uma palmeira. Isso significa que manifestamos a vitória de Cristo na manifestação da gloriosa imagem de Cristo. Cada palmeira tem o rosto de um homem de um lado e o rosto de um leãozinho no outro.

Isso significa que a glória e a vitória de Cristo se manifestam num homem vitorioso. Isso significa que, se temos comunhão com Cristo e
desfrutamos Cristo e se manifestamos Cristo e somos vitoriosos por causa de Cristo, então os outros verão em nós ambos os rostos de um homem e de um leão. Sobre nós, haverá a imagem, a glória e a vitória de Cristo.

Precisamos prestar atenção ao fato de que os querubins e as palmeiras não são pintados, mas esculpidos na madeira. Isso revela que, como o revestimento, precisamos ser “esculpidos” pelo Senhor. Ser esculpido significa sofrer alguma coisa. Quando nos reunimos com certos irmãos e irmãs, temos a impressão de que sobre eles há algo esculpido do Senhor.

A vitória de Cristo e a glória do Senhor foram esculpidas neles. O poder eterno, o frescor e a vida sempre verde tem sido esculpidos em seu ser. Por causa do esculpir do Senhor, eles sustentam esse tipo de imagem e impressão onde quer que vão.


O ALTAR DE MADEIRA DO INCENSO

O altar do incenso é feito inteiramente de madeira. Cada parte, incluindo os chifres, é feito de madeira (v. 22). Isso é completamente diferente do altar do incenso na tenda erguida por Moisés. O altar do incenso no tabernáculo era feito de madeira revestida de ouro, tipificando a humanidade revestida com a divindade (Êx 37:25-26). O altar do incenso posto nesse templo é feito apenas de madeira, tipificando unicamente a humanidade de Jesus. 

No tabernáculo e no templo, havia o altar, o candelabro e a mesa dos pães da proposição. Mas aqui em Ezequiel, o altar também é a mesa (41:22). Como um altar, ele é bom para oferecermos algo a Deus, e como uma mesa, ele é bom para Deus ministrar algo a nós. O altar é para nós oferecermos algo a Deus para Sua satisfação, e a mesa é boa para Deus preparar algo para nós para a nossa satisfação.

Assim, o altar serve a dois propósitos: de nós para Deus, ele é o altar; de Deus para nós, ele é a mesa. Oferecemos algo de Cristo a Deus nesse altar, e Deus prepara algo de Cristo para nós nessa mesa. Ambos estão sobre a humanidade de Cristo.

Tudo o que está sobre esse altar-mesa deve ser Cristo. Cristo sobre o altar é o incenso para Deus, e Cristo sobre a mesa é alimento para nós. Quando oferecemos Cristo a Deus sobre ele, é o altar para a satisfação de Deus. Quando Deus prepara algo de Cristo por nós nele, ele é a mesa para a nossa satisfação.

Em outras palavras, Cristo sobre o altar é o incenso, e Cristo sobre a mesa é alimento. O ponto principal aqui é que as paredes eram revestidas de madeira e que o altar do incenso era feito de madeira, tipificando a humanidade do Senhor Jesus.

O altar do incenso de madeira era de três côvados de altura e dois de comprimento. Isso tipifica o Deus Triúno em ressurreição como um testemunho. O altar, o qual era feito de madeira, foi colocado num lugar revestido de madeira esculpido com querubins e palmeiras.

Isso indica que, se formos os que manifestam a glória e a vitória de Cristo, teremos o altar-mesa para Deus e para nós termos comunhão juntos em Cristo. Aqui Deus desfruta o incenso que oferecemos em Cristo e nós desfrutamos o alimento fornecido por Deus em Cristo.  Dessa forma, tanto nós quanto Deus desfrutam Cristo. Deus está satisfeito por causa da fragrância em Cristo, e nós estamos satisfeitos pelo suprimento de alimentos em Cristo.

Agora, precisamos ver que esse desfrute mútuo só pode ser numa atmosfera e situação em que haja uma manifestação da glória e a vitória de Cristo. Se vencermos por meio de Cristo e manifestarmos a imagem e a glória de Cristo, então teremos um altar-mesa para nós termos comunhão com Deus e desfrutarmos Cristo. Essa comunhão e desfrute resulta de nossa vitória em Cristo e através de Cristo.


🌿Desfrute mais:

Hino: Louvor ao Senhor - "Sua Todo-Inclusividade"

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