terça-feira, 24 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 20
OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR

SEMANA 9 - SÁBADO
Leitura Bíblica: Ez 40-42

Ler e orar: Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tendes vida em vós mesmos. (João 6:53)



O Número Trinta

O número trinta, utilizado em relação às câmaras, é composto de cinco vezes seis ou três vezes dez. Se trinta é composto por cinco vezes seis, temos então o homem (seis) multiplicado pela responsabilidade (cinco).

Se trinta é composto por três vezes dez, então temos o Deus Triúno em ressurreição (três) que preenche todos os requisitos (dez). O Cristo que desfrutamos é o número trinta. Ele não é apenas cinco ou seis ou três. Como o número trinta, Ele inclui seis, cinco, três e dez. 

Nele temos o homem, o Deus Triúno, a ressurreição, a responsabilidade e o cumprimento de todos os requisitos. O número dez também representa conclusão e perfeição. Isso indica que em Cristo temos completude e perfeição. Louvado seja o Senhor, pois temos um Cristo tão rico para o nosso desfrute!

O número trinta aqui corresponde aos trinta lados dos pilares. Isso indica que o nosso desfrute de Cristo depende de Ele ser as colunas de sustentação ou pilares. A medida em que Ele carrega, suporta e sustenta, é a medida em que podemos desfrutar Dele

Além disso, as trinta câmaras correspondem às trinta janelas. Se o Espírito todo-inclusivo não fosse o número trinta, não poderíamos ter o rico desfrute de Cristo como o número trinta.


A Largura do Pavimento

Se consultarmos o diagrama da planta, veremos que a largura do pavimento é igual ao comprimento da porta. Isso significa que o Cristo que desfrutamos é o Cristo, a quem experienciamos. quanto podemos desfrutar de Cristo depende do quanto O experienciamos.

Se a nossa experiência de Cristo mede cinquenta côvados, então o nosso desfrute de Cristo também medirá cinquenta côvados. Quanto somos capazes de desfrutar de Cristo? Isso depende do quanto experienciamos Cristo.

Quanto mais passamos por Cristo, mais experienciamos Cristo, e quanto mais experienciamos Cristo, mais desfrutamos Cristo. Não podemos desfrutar Cristo se tivermos Cristo apenas doutrinariamente. 

Isso significa que não podemos desfrutar de um Cristo que não temos experienciado. Só podemos desfrutar o Cristo a quem temos experienciado. A largura do nosso desfrute de Cristo sempre é igual ao comprimento da nossa experiência de Cristo.


Conectado à Porta

O pavimento está conectado à porta, pois ele está dos dois lados da porta. Isso indica que o desfrute de Cristo está conectado à experiência de Cristo. Se não temos a experiência de Cristo, não podemos ter o desfrute de Cristo. Novamente vemos que o desfrute de Cristo depende da experiência de Cristo.


Os Lugares para Cozer

No átrio exterior, nos quatro cantos, estão os lugares para cozer. Isso indica que, pela graça de Deus, a preparação de Cristo para o desfrute dos outros está se espalhando por todos os cantos, tornando-se disponível em toda parte.

Em cada “esquina” há uma “cozinha” onde Cristo está sendo “cozido” para o nosso desfrute. Onde quer que estejamos, há uma cozinha para nós. Agradecemos ao Senhor que as igrejas locais estão se espalhando por todos os cantos deste país. Todos os cantos do país precisam de uma “cozinha” para preparar Cristo para o desfrute das pessoas.

A medida das câmaras de canto são trinta por quarenta. Até agora vimos quatro trintas: trinta lados dos pilares, trinta janelas, trinta câmaras e trinta côvados. Todos esses trinta estão relacionados e correspondem à nossa experiência. Precisamos passar por Cristo e, em seguida, temos de desfrutar de um Cristo que foi “cozido”.

Aqui temos um novo número ─ quarenta. Quarenta é o número de testes e provações. O povo de Israel esteve no deserto por quarenta anos, e o Senhor Jesus esteve no deserto quarenta dias, a fim de ser testado e aprovado.

Isso indica que, sem sofrimento, teste e julgamento, Cristo não poderia ter sido “cozinhado”, preparado, para ser o nosso desfrute. Para o nosso desfrute, Cristo foi “cozido”. Seu sofrimento sob o processo de “cozimento” foi para o nosso desfrute Dele por comê-Lo.

Sem os sofrimentos e provações do Senhor, Ele não poderia ter sido preparado para nós desfrutarmos. De certa forma, quando as irmãs preparam os alimentos na cozinha, a comida “sofre”.

Enquanto o Senhor Jesus esteve na terra e, especialmente, enquanto estava morrendo na cruz, Ele estava sob o sofrimento, o “cozimento” por causa do nosso desfrute Dele ao comê-Lo.


O Átrio Interior

Do átrio exterior precisamos passar para o átrio interior.


Outro Conjunto de Escadas

À medida que entramos no átrio interior, nós também subimos mais alto. Na entrada para o átrio interior, há um outro conjunto de escadas, que consiste não de sete degraus, mas de oito.

Fora, na rua, há sete degraus que levam até a porta do átrio exterior, e agora vemos que há oito degraus levando-nos à porta interior do átrio interior. Disso vemos que, entrar no átrio interior significa que, quanto mais peregrinamos para dentro, mais elevados nos tornamos. 

Quando avançamos para dentro, também subimos mais alto. Quando passamos pela porta para o átrio interior, somos quinze degraus mais altos do que as pessoas que estão fora do muro.

O número sete significa conclusão, e o número oito significa ressurreição. Isso indica que, se quisermos entrar no átrio interior, precisamos estar em ressurreição. Toda a vida natural e o homem natural deve ser repudiado e crucificado. Como indicado pelos oito degraus, precisamos estar absolutamente em ressurreição.

No átrio interior repetimos nossa experiência de Cristo. Experienciamos Cristo novamente, passando por outra porta. Experienciamos o mesmo Cristo, mas experienciamos mais Dele. Isso
introduz-nos no átrio interior.


Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sexta, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 20
OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR

SEMANA 9 - SEXTA
Leitura Bíblica: Ez 40:17-47; 46:21-22

Ler e orar: Declarou-lhes, pois, Jesus: Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede.(João 6:35)



Na mensagem anterior, abrangemos muitos dos detalhes relacionados com as portas. Eles são divididos em quatro seções: o átrio exterior, a passagem, o átrio exterior e pórtico. Cada porta tem seis côvados de altura e dez côvados de largura. Seis é o número da humanidade do Senhor, pelo qual Ele cumpriu todas as exigências dos Dez Mandamentos. Isso indica que o número seis cumpre o número dez; isto é, o homem Jesus cumpre os Dez Mandamentos. 

Como temos salientado, as dimensões dos quartos da guarda coincide com as dimensões da seção transversal do muro de seis côvados por seis. Isso indica que, para nós, os quartos da guarda são o próprio Cristo como Deus se mesclando com o homem. 

A passagem, tendo o número oito, indica um novo começo em ressurreição. O pórtico, a seção final da porta, tem os números dois, seis e oito, indicando que o Senhor como um homem, está em plena ressurreição.

Todos os números usados em Ezequiel, no que diz respeito ao edifício de Deus, são muito significativos. Os números três, cinco e múltiplos de cinco, são usados com frequência. Por exemplo, o uso extenso é do número trinta, o qual tipifica o Deus Triúno em ressurreição tendo a responsabilidade total.

Quando Ezequiel viu as visões no capítulo um, ele tinha trinta anos de idade. Há trinta pilares de sustentação, trinta câmaras no átrio exterior, e trinta câmaras laterais ao redor do templo. Em Ezequiel, o número trinta indica tanto maturidade a qual é capaz de suportar algo e também o desfrute e a expressão de Cristo.

As palmeiras nas colunas representam vitória e poder eterno. Porque as colunas devem suportar o peso do teto e apoiar todo o edifício, elas precisam estar em vitória e ser eternas. Cristo é a coluna que sustenta e carrega o edifício de Deus com uma vida vitoriosa, eterna.

Vimos também que a porta tem trinta janelas para deixar entrar luz e ar. Essas janelas são cobertas com uma treliça ou tela, para manter as coisas negativas fora. Tudo isso precisamente é obra do Espírito que dá vida: Ele traz a luz e o ar, mas continuamente impede as coisas negativas.

Nesta mensagem, continuaremos a ver que no templo em Ezequiel existem dois átrios: o átrio exterior e o átrio interior. Vamos primeiro considerar o que é o átrio exterior e, em seguida, o átrio interior.


O ÁTRIO EXTERIOR

Se quisermos entrar no templo, o qual Ezequiel viu em sua visão, é preciso primeiro subir os sete degraus e, em seguida, passar pela porta espaçosa. Isso nos levaria para ao átrio exterior do templo.


O Pavimento

A primeira coisa que precisamos prestar atenção no átrio exterior é o pavimento. Há pavimento em torno do muro sobre os três lados do átrio exterior, no leste, sul e norte.


As Câmaras

Há seis seções diferentes, ou áreas, de pavimento, e em cada seção há cinco câmaras. Isso significa que há trinta câmaras. Aqui, o número trinta é composto por cinco vezes seis.

Além das trinta câmaras no pavimento, existem quatro pequenos átrios, um em cada canto do átrio exterior. Esses quatro átrios nos quatro cantos são lugares para cozer os sacrifícios.

Em termos modernos, esses são cozinhas, locais para cozer alimentos. Essas cozinhas são usadas não pelos sacerdotes, mas pelo povo. Considerando que os sacerdotes comem no átrio interior, as pessoas comem no átrio exterior.

Fora dessas cozinhas, esses lugares de cozer, há algumas câmaras. Essas câmaras são para comer, assim como em nossas casas, o espaço ligado à cozinha é a sala de jantar, um lugar para comer a refeição preparada na cozinha.

Em Ezequiel, as câmaras ligadas às cozinhas são salas de jantar para as pessoas desfrutarem os sacrifícios. Isso indica que essas câmaras são lugares para desfrutar de Cristo. A partir disso, podemos ver que a principal coisa no átrio exterior é o desfrute de Cristo como as ofertas e sacrifícios.

Depois que passar pela porta, chegamos ao átrio exterior e entramos nas câmaras para comer, para desfrutar, Cristo, que é a realidade de todas as ofertas.

Ezequiel diz-nos que essas câmaras para comer são construídas sobre o pavimento (40:17). Nos tempos antigos, o pavimento de um átrio era feito com pedras. Isso indica que sempre que estivermos prestes a desfrutar Cristo, precisamos estar num pavimento feito de pedras. O pavimento de pedra nos separa do pó da terra. Caso contrário, nossos pés estariam na terra. Como crentes em Cristo, temos o pavimento das pedras que nos separa da sujeira.

Apesar de estarmos ainda na terra e no mundo, somos separados de qualquer tipo de sujeira. Originalmente, como a velha criação, éramos barro, sendo iguais a terra em natureza. Saímos da terra, e fomos um com a terra.

Mas, quando fomos salvos, convertidos e regenerados, nos tornamos pedras, que são para o pavimento. Agora, se pretendemos desfrutar Cristo, precisamos estar sobre as pedras da nossa regeneração.

No entanto, em sua situação diária, muitos cristãos genuínos não ficam sobre essas pedras. Depois do trabalho, eles participam de certas diversões e atividades mundanas. Eles são cristãos genuínos, mas estão com os pés na sujeira; eles não têm um pavimento de pedra sob seus pés.

Conosco na vida da igreja, na restauração do Senhor, a nossa situação deve ser muito diferente. Quando chegamos em casa depois de um dia de trabalho ou da escola, podemos descansar ou jantar. Em seguida, exercitar nosso espírito para invocar o Senhor, nos reunirmos para desfrutar o Senhor.

Isso indica que estamos em pé sobre um pavimento de pedra. Além disso, em nossa experiência, o pavimento em que estamos de pé, se torna um lugar, uma “câmara”, para desfrutarmos de Cristo.

Muitos de nós podem testificar que dia a dia estamos nas câmaras desfrutando Cristo. Isso é especialmente verdadeiro no Dia do Senhor. Ao contatar o Senhor no início da manhã, colocamos nossos pés nas pedras e nos prepararmos para entrar nas câmaras. Então, nas reuniões da igreja podemos desfrutar de Cristo ao comê-Lo.


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segunda-feira, 23 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, quinta, mensagem 19

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 19
A VISÃO DO EDIFÍCIO SANTO DE DEUS

SEMANA 9 - QUINTA
Leitura Bíblica: Ez  40:10-14, 16

Ler e orar: a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus(Ef 3:18-19)


A Passagem

Do átrio, vamos para a passagem, a qual tem muitos detalhes.


Os Quartos da Guarda

Ezequiel 40:10 diz que, nessa passagem, há seis pequenas câmaras. Algumas das melhores traduções usam a palavra quarto da guarda. Esses são os quartos onde os guardas ficam para proteger o templo. 

Cada um desses quartos tem seis côvados quadrado e é, portanto, igual em tamanho a uma seção transversal do muro. Isso indica que o Senhor Jesus na Sua pessoa e obra, é a verdadeira guarda da glória e santidade de Deus.

Se não houvesse muro, os pecadores seriam capazes de entrar no templo, e isso seria um insulto à glória e à santidade de Deus. Considerando que o muro separa os pecadores de Deus, a porta leva as pessoas para dentro de Deus e para dentro da Sua edificação.

A fim de ser a porta, o Senhor Jesus teve que cumprir todas as exigências dos Dez Mandamentos. Ele era um homem reto e adequado, capaz de cumprir os Dez Mandamentos, e agora Ele é o guarda da glória e santidade de Deus.

Somente aqueles que são qualificados e que correspondem à glória e a santidade de Deus, podem entrar no templo. Se quisermos ser qualificados dessa maneira, precisamos passar pela porta. Ao passar através de Cristo como a porta, estamos qualificados para entrar no edifício de Deus, que é cheio da glória e santidade de Deus.

Os seis quartos da guarda são divididos em dois grupos de três. Novamente temos o número três tipificando o Deus Triúno, que se tornou um homem e foi “partido” em dois. Isso indica que os quartos da guarda é uma pessoa, o próprio Cristo.


As Fronteiras

Entre os três quartos da guarda estão dois espaços de cinco côvados cada. Novamente temos dez côvados composto por dois grupos de cinco côvados. Isso nos mostra mais uma vez que Cristo tem a responsabilidade de cumprir todas as exigências dos Dez Mandamentos.

Além disso, mais uma vez temos o número dois, significando testemunho. De um lado, há dois espaços de cinco côvados cada, e do outro há também dois espaços de cinco côvados. Isso indica que Cristo tem plena responsabilidade pelos Dez Mandamentos e que isso torna-se um testemunho. O Senhor Jesus como o Deus Triúno, se tornou um homem e morreu na cruz para cumprir todas as responsabilidades dos Dez Mandamentos.

Dos quartos da guarda vamos para as fronteiras. Ao invés de fronteiras, a versão King James usa a palavra "espaço"; outras versões utilizam a palavra "plataforma". Do lado de fora de cada um dos quartos da guarda há uma fronteira, um espaço, o qual é de um côvado de largura. Esses estão em dois grupos de três, tipificando o Deus Triúno em ressurreição.

Precisamos nos lembrar que a passagem é de dez côvados. No entanto, há um sentido no qual podemos dizer que a passagem tem oito côvados de largura. Se deduzirmos um côvado da fronteira ao redor do quarto da guarda de cada lado, isso deixa a passagem com apenas oito côvados de largura.

Oito é o número da ressurreição. O primeiro dia da semana, o dia em que o Senhor Jesus ressuscitou, é também o oitavo dia. Assim, o oitavo dia é o dia da ressurreição e significa um novo começo. Quando passamos por Cristo, passamos através da ressurreição e temos um novo começo.


Os Pilares

Em seguida, precisamos considerar os pilares, os quais são difíceis de localizar. Ezequiel 40:14 diz que a distância até os pilares é de sessenta côvados e que cada pilar (coluna) tem dois lados. Cada pilar, cada coluna, tem dois lados, e cada lado é de dois côvados. Nos lados da passagem são quinze lados de dois côvados cada. Portanto, há trinta côvados de largura em ambos os lados da passagem, totalizando sessenta côvados.

Quinze é composto por três vezes cinco, tipificando o Deus Triúno em ressurreição sustentando toda a responsabilidade. O número dois, indicando um testemunho, também está presente. O número trinta corresponde às câmaras de todos os pavimentos para o desfrute de Cristo.

As colunas, as quais sustentam o teto da estrutura, indicam que precisamos ser acolhidos pela força sustentadora de Cristo, a fim de entrarmos no desfrute de Cristo. A força sustentadora vem do número trinta, e o desfrute de Cristo também. Isso indica que podemos desfrutar apenas o quanto Cristo pode suportar.

Conforme veremos numa mensagem mais tarde, a expressão de Cristo, como visto nas câmaras laterais do templo, também é representada pelo número trinta. Portanto, a expressão de Cristo, o desfrute de Cristo e o suporte de Cristo são todos tipificados pelo número trinta. Podemos expressar somente o que podemos desfrutar, e podemos desfrutar somente o que Cristo pode sustentar.


As Palmeiras

Nos dois lados de cada coluna há uma palmeira (v. 16). Na Bíblia, palmeiras tipificam vitória, até mesmo vitória que é eterna. Cristo, o guarda da santidade e glória de Deus, é o Eterno, o Vitorioso, que sustenta, carrega, apoia e é prevalecente.


O Pórtico

Dos pilares vamos para o pórtico, onde o número oito é usado. Na porção anterior, principalmente os números cinco, seis e dez são utilizados, mas com o pórtico, o número oito é usado. Isso indica que agora estamos em ressurreição, num novo começo.


AS JANELAS

As janelas são para deixar entrar luz e ar. Essas não são janelas estreitas, mas janelas treliçadas, com tiras de material sobre elas para proteger o edifício de coisas negativas. No entanto, as janelas são mantidas abertas para o ar e a luz.

Essas janelas treliçadas tipificam o Espírito que dá vida. Existem no total trinta janelas, quinze de um lado e quinze do outro. A porta está cheia de janelas. Isso indica que Cristo é cheio do Espírito que dá vida. 

O Espírito que dá vida traz ar e luz e impede a entrada de todas as coisas negativas. A palavra hebraica para treliça implica a ideia de ser chanfrada. Isso significa que o lado exterior da janela é estreito, mas o lado interior é mais largo (40:16). O Espírito que dá vida atua sempre em direção ao interior. Exteriormente, Ele não é grande, mas interiormente Ele é muito amplo.


ESPANDE-SE DE MANEIRA AMPLA

Embora Ezequiel mencione a altura do muro, ele não menciona a altura da porta. A omissão dessa dimensão é bastante significativa. Todo o complexo do templo não dá a impressão de altura, mas de expansão de uma forma ampla. Mesmo a altura do muro é de apenas seis côvados. De acordo com o projeto, o complexo do templo é de quinhentos côvados quadrados. Assim, a altura não é grande, todavia a expansão é muito grande.

O conceito humano é que se deve subir cada vez mais alto até alcançar os céus. Esse foi o conceito na construção da torre de Babel. No entanto, a intenção de Deus é estar com o homem na terra. O desejo de Deus é vir à terra e expandir o Seu testemunho. Assim, Deus veio à terra como um homem para expandir Seu testemunho sobre toda a terra.

Nesta mensagem, vimos que as portas tipificam Cristo como o Deus Triúno. Cristo tornou-se um homem que era reto, perfeito e completo. Cristo suportou a responsabilidade e cumpriu com todas as exigências dos Dez Mandamentos, a fim de abrir o caminho para entrarmos em Deus e em Seus interesses. Além disso, Cristo é o testemunho de Deus, e como o Ressurreto, o Espírito que dá vida vivificante, Ele é uma testemunha viva da vitória eterna.


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Hino: Anelos - "Por Santificação"

domingo, 22 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, quarta, mensagem 19

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 19
A VISÃO DO EDIFÍCIO SANTO DE DEUS

SEMANA 9 - QUARTA
Leitura Bíblica: Ez 40-43

Ler e orar: Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.” (João 14:6)



A PORTA

Louvado seja o Senhor, pois Ele não é somente o muro, mas também a porta. Como o muro, Ele nos exclui e nos condena, mas como a porta, Ele nos leva para dentro do edifício de Deus. Se estamos na esfera do edifício de Deus hoje, é porque Cristo como a porta, tem nos trazido para dentro.

Cristo é a nossa porta, a nossa entrada. Em João 14:6, o Senhor Jesus nos diz que Ele é o caminho para o Pai. Além Dele, ninguém pode vir ao Pai. Cristo é a porta de entrada para nós entrarmos em Deus e nos interesses de Deus, o edifício de Deus e o reino de Deus.

Podemos perceber que Cristo é a porta, a entrada, mas podemos não conhecer a Cristo como a porta de uma maneira detalhada. Ezequiel, no entanto, viu os detalhes a respeito de Cristo como a porta.


As Medidas

A profundidade da porta, desde sua frente à parte traseira, é de cinquenta côvados. A largura da porta, de lado a lado, é de vinte e cinco côvados. Esses números são ambos múltiplos de cinco, o número da responsabilidade.


Uma Escada de Sete Degraus

Em frente à porta, há uma escada de sete degraus. Os degraus de subida são bastante altos, indicando que, a fim de entrar no edifício, precisamos subir. Sempre que uma pessoa crê no Senhor Jesus, ela tem a sensação de estar subindo.

Porém, quando participamos de certas diversões mundanas, temos a sensação de estarmos descendo. Sempre que nos achegamos ao Senhor Jesus, sentimos que estamos numa escada indo para cima.


Composta de Quatro Seções

A porta é composta de quatro seções: o átrio exterior, a passagem, o átrio interior e o pórtico. Há três átrios, que são o átrio exterior, o átrio interior, e uma passagem entre esses dois que pode ser considerada como um corredor.

A parte do meio, a passagem, também é chamada de átrio, mas para ajudar o nosso entendimento, podemos usar a palavra passagem. Assim, temos aqui o átrio exterior, a passagem, o átrio interior e o pórtico. O pórtico é, de alguma forma, semelhante a uma antecâmara para o templo.

Ao passar pelo átrio exterior, a passagem, pelo átrio interior, e pelo pórtico, a pessoa pode entrar no templo. Em seguida, a pessoa deve subir mais um lance de escadas. Esse tempo de subida é ainda maior, sendo oito degraus em vez de sete.


A Entrada da Porta

Ao nos referirmos à figura 2, que é um desenho detalhado da porta, podemos ver que dentro da porta está a sua entrada, que é de exatamente dez côvados. É significativo que a abertura da entrada seja de dez côvados de largura.

Na Bíblia, o número dez refere-se primeiramente aos Dez Mandamentos. Tudo o que os Dez Mandamentos exigem, a entrada da porta cumpre. A largura da entrada é exatamente a extensão dos Dez Mandamentos. Isso indica que o Senhor Jesus cumpriu todas as exigências dos Dez Mandamentos.

Quando somos confrontados com os Dez Mandamentos, somos excluídos por eles. No entanto, o Senhor Jesus foi capaz de cumprir cada mandamento, e Ele tornou-se a porta para entrarmos no edifício de Deus. Considerando que a entrada (ou abertura) da porta seja de dez côvados de largura, a porta em si é de treze côvados.

Em ambos os lados do portão, o muro mede um côvado e meio. Ao adicionar os dois juntos, temos três côvados. Três é o número do Deus Triúno e também o número da ressurreição. Aqui o três é dividido, com um e meio em cada lado. Peço-lhes que lembrem que no tabernáculo, as tábuas permanentes eram de um côvado e meio de largura cada uma e que duas tábuas formam uma unidade de três côvados.

Todos esses números são significativos. Eles indicam que o Senhor Jesus, que cumpre todos os requisitos dos Dez Mandamentos, é o Deus Triúno, que se tornou um homem, foi condenado à morte, e ressuscitou. Em Sua morte Cristo foi “partido” em duas partes e em seguida, ressuscitou.


O Átrio

Após a porta vem o átrio, que mede seis côvados por dez. Ao colocar todos esses números juntos, podemos perceber que Cristo era o Deus Triúno (o número três), que se tornou um homem tendo o número seis. Ele foi “partido” em Sua morte e ressuscitou, cumprindo todas as exigências dos Dez Mandamentos. Dessa maneira, Ele abriu a porta.



Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, terça, mensagem 19

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 19
A VISÃO DO EDIFÍCIO SANTO DE DEUS

SEMANA 9 - TERÇA
Leitura Bíblica: Lc 2:48-51

Ler e orar: “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. (1 Ts 5:23)


O EDIFÍCIO SANTO DE DEUS

O templo santo é o lugar onde Deus está, a habitação de Deus. Se quisermos buscar a Deus, contatar a Deus, ter comunhão com Deus e servir a Deus, devemos perceber que Deus tem sua habitação.

Por um lado, Deus é onipresente; por outro, Deus tem o Seu lugar particular. Se quisermos encontrá-Lo, devemos saber a Sua localização exata, a Sua habitação definitiva. Assim, é preciso considerar a visão do edifício de Deus em Ezequiel, pois essa visão descreve o lugar onde Deus habita ─ o Seu templo santo.

Consideraremos primeiramente um esboço geral, ou planta, do edifício de Deus. Por favor consulte a figura 1¹, que é o plano gráfico que mostra o templo e os seus átrios internos e externos.

O edifício é quadrado, com cada um dos quatro lados tendo quinhentos côvados de medida. Três dos quatro lados tem uma entrada. Há portas no leste, sul e norte, todas elas levam ao átrio exterior ao redor dos muros.

No átrio exterior, há seis pavimentos feitos de pedra. Cada um dos pavimentos tem cinco câmaras construídas como lugares para as pessoas comerem e desfrutarem os sacrifícios e ofertas. Isso significa que as trinta câmaras são lugares para desfrutarmos Cristo. 

Dentro do átrio exterior existe um pátio interior, que também tem portas em três lados, no leste, sul e norte. Isso perfaz um total de seis portas e três para o átrio exterior e três para o átrio interior.

A esse respeito, devemos perceber que o edifício que Ezequiel viu tem dois muros, o muro fora do átrio exterior e o muro exterior do átrio interior. Em cada um dos muros existem três portas. A medida e o modelo dos muros e as portas são exatamente os mesmos.

Dentro do átrio interior está o altar. Esse altar é o centro de todo o complexo do edifício de Deus. O altar é um tipo de cruz. Portanto, o altar no centro do complexo indica que a cruz de Cristo está no centro da economia de Deus e dos interesses de Deus.

Em Ezequiel 40─48, uma seção sobre o edifício de Deus, três coisas principais são abordadas: o templo sagrado, a cidade santa e a terra santa. O templo, a cidade e a terra são todos santos.

É significativo que Ezequiel comece não do lado exterior, mas do interior. Esse é o caminho da economia de Deus. Na Sua economia, Deus sempre começa a partir do interior, e não a partir do exterior. 

Vemos uma indicação disso em 1 Tessalonicenses 5:23, que fala do nosso “espírito, alma e corpo”, não do corpo, alma e espírito. Isso revela que Deus começa a partir do interior, a partir de nosso espírito, não de fora.

A economia de Deus sempre começa a partir de dentro, ao passo que os movimentos humanos começam sempre do exterior. À luz disso, precisamos aprender, na vida da igreja, a não começar nada de maneira exterior, mas sempre começar algo a partir do interior. Isso é aplicar o que é revelado aqui a respeito edifício de Deus: primeiro o templo, então a cidade e depois a terra.


O MURO

O primeiro item que precisamos ver a respeito do templo é o muro. O templo tem um muro em todos os quatro lados. O muro é para separação, separando o que é de Deus e o que não pode pertencer a Ele. Ele separa o que deve pertencer a Deus e o que nunca deve pertencer a Ele. O muro é, portanto, uma linha de separação.

A medida do muro indica que ele tipifica o próprio Cristo como uma linha de separação. Tudo o que está dentro de Cristo pertence aos interesses de Deus e o edifício de Deus, mas o que está fora de Cristo está excluído dos interesses de Deus e do edifício de Deus.

Numa cidade de milhões de pessoas, podemos saber quem é de Deus e quem não é, por meio de Cristo como a linha de separação. Quem está em Cristo pertence a Deus, e quem está fora de Cristo está separado de Deus. Em outras palavras, quem pertence a Cristo está dentro do muro, e quem está fora de Cristo está fora do muro.

A medida do muro é bastante incomum. Não acho que ao longo de todos os séculos da história humana, já tenha existido tal muro. Esse muro é de seis côvados de altura e seis côvados de espessura. Se pudéssemos olhar para uma seção transversal do muro, estaríamos olhando para um quadrado de seis côvados por seis côvados.

O número seis se refere ao homem, que foi criado no sexto dia. Como o muro é de seis côvados de altura e seis côvados de espessura e uma vez que seis é o número do homem, podemos dizer que o muro tipifica o Senhor Jesus como um quadrado, na posição vertical, homem perfeito e completo. Como um quadrado, reto, perfeito e completo, e até mesmo como um homem ressurreto, Cristo é a linha de separação.

Porque Ele é quadrado e reto, Ele está plenamente qualificado. Nele não há nenhuma imperfeição; com Ele não há nada faltando e nada torto. Antes, com Ele tudo é reto, plano, perfeito e completo. Novamente, digo: esse homem é a linha de separação.

Se somente o Senhor Jesus fosse tal homem, nós seríamos excluídos. Não somos quadrados, planos nem retos. Seguramente, não somos perfeitos ou completos. Apesar de sermos tão limitados, não devemos tentar imitar Cristo.

É impossível a qualquer ser humano caído imitar a Cristo, Aquele que é quadrado, reto, perfeito e completo. Quando chegamos ao Senhor Jesus e nos comparamos com Ele, somos expostos e condenados. Por exemplo, em Lucas 2, vemos que quando o Senhor Jesus era um garoto de doze anos, não importava o quanto era pelo Seu Pai, Ele ainda obedecia a Seus pais.

Jovens, vocês não são obedientes a seus pais enquanto estão buscando os interesses do Pai, mas o Senhor Jesus foi obediente. Desse único exemplo, podemos perceber que a história da vida do Senhor Jesus é um fator que nos condena.

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¹ Infelizmente não dispomos das imagens nesse material.


Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, segunda, mensagem 19

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 19
A VISÃO DO EDIFÍCIO SANTO DE DEUS

SEMANA 9 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: Nm 4:9; Ez 40:2-4; Jo 3:14

Ler e orar: “E me transportou, em espírito, até a uma grande e elevada montanha e me mostrou a santa cidade, Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus (Ap 21:10)
 


O LUGAR PARA SE VER A VISÃO

Agora precisamos considerar o lugar para ver a visão. Ezequiel não viu a visão do edifício de Deus na terra do cativeiro. Em vez disso, ele foi levado de volta para a terra santa, a terra de Israel (Ez 40:2). Visto que essa terra tipifica Cristo, ser trazido de volta para a terra de Israel é ser trazido de volta para Cristo.

Além de ser trazido de volta para a terra de Israel, Ezequiel foi levado a um alto monte, representando um lugar de ressurreição e ascensão. Quando voltamos para Cristo, podemos sentir em nosso espírito, que estamos num lugar elevado, ou seja, no Cristo ressurreto e ascendido.

Além disso, Ezequiel foi levado de volta a Jerusalém. Muitos de nós podem testificar que, enquanto estávamos no cativeiro das denominações, não podíamos ver a visão da edificação da igreja. Porém, quando voltamos para a terra santa, para a vida da igreja, pudemos ver a visão da edificação da igreja.

A fim de ver algo adequadamente, precisamos da posição correta, da base correta, e do ângulo correto. Se estivermos errados, quer na posição ou na base, não seremos capazes de ver. Por exemplo, se quisermos ver Los Angeles, devemos estar na posição certa e ter o posicionamento correto. Se desejamos ver o edifício de Deus, precisamos estar no monte em Jerusalém. Ezequiel não foi a única pessoa a ver a visão do edifício de Deus. 

No livro de Apocalipse, o apóstolo João nos disse que ele foi levado em espírito a uma grande e alta montanha para ver a cidade santa, a nova Jerusalém (21:10). A razão pela qual precisamos estar numa montanha (que tipifica ressurreição e ascensão) é que o edifício de Deus é algo na ressurreição e ascensão de Cristo, e precisamos estar numa posição elevada, a fim de ver a visão do edifício de Deus.

Algumas pessoas têm ficado ofendidas por causa do meu ministério sobre o edifício de Deus. A razão de ficarem ofendidas é que, em relação às questões espirituais, elas são como criancinhas que brincam com brinquedos. Se você toca em seus “brinquedos”, elas ficam ofendidas.

Se dizer-lhes que precisam crescer na vida espiritual e desistir de seus brinquedos, podem ficar muito chateadas. Que o Senhor tenha misericórdia de nós para que possamos crescer e também subir. Não precisamos apenas crescer, também precisamos subir a uma posição elevada com a base mais elevada e obter o melhor ângulo para ver o edifício de Deus.

Se Ezequiel tivesse permanecido na Babilônia, no cativeiro, ele não poderia ter visto o edifício. Da mesma forma, se tivesse estado numa planície e não no topo da montanha, não poderia ter visto a visão do edifício de Deus.

Portanto, se quisermos ver essa visão, precisamos crescer e subir. Isso
significa que precisamos de maturidade em vida e precisamos estar no alto da montanha. Então, seremos capazes de ver o edifício de Deus.


A VISÃO DE UM HOMEM

Antes que Ezequiel visse a visão do edifício, ele viu a visão de um homem. Ao contrário do homem no capítulo um, esse homem não se parecia com o electro, mas com o bronze (Ez 40:3).

No capítulo um, na visão da glória do Senhor, o Senhor Jesus no trono como um homem parecia o electro. Mas, no capítulo quarenta, Ele não está no trono; Ele está junto à porta do edifício, medindo.

Na Bíblia, medir significa julgar e tomar posse. Quando uma irmã compra um tecido, ela primeiro o mede. Enquanto está medindo o tecido, ela está avaliando a sua qualidade. Em sua medição, ela julga. Da mesma forma, a medição no capítulo quarenta está relacionada com julgar. Aqui o Senhor Jesus não está no trono, mas no portão, na aparência de bronze para medir e tomar posse.

Quando o Senhor vem para medir algo, primeiro Ele julga esse algo. Em tipologia, o bronze ou cobre tipifica julgamento. Quando o Senhor Jesus estava na cruz, Ele foi comparado a uma serpente de bronze (Nm 4:9; Jo 3:14).

No Antigo Testamento, o altar do holocausto era revestido de bronze. Ambos exemplos indicam que o bronze (cobre) tipifica julgamento. Uma vez que algo foi julgado, ele é capaz de suportar. Depois de uma determinada coisa ser julgada, ela pode suportar qualquer tipo de teste ou exame. Ela também pode suportar mais julgamento.

O Senhor Jesus é tal pessoa. Ele passou pelo julgamento de Deus, e agora se tornou um teste para os outros. Por ter sido capaz de suportar todos os tipos de testes, exames e juízos, Ele está totalmente qualificado para medir tudo, incluindo o edifício de Deus. Por Seu julgamento, Ele mede o que pertence ao edifício de Deus.


EZEQUIEL É ENCARREGADO DE VER, OUVIR E PÔR
NO SEU CORAÇÃO O QUE LHE É MOSTRADO

Ezequiel 40:4 diz: “Disse-me o homem: Filho do homem, vê com os próprios olhos, ouve com os próprios ouvidos; e põe no coração tudo quanto eu te mostrar, porque para isso foste trazido para aqui; anuncia, pois, à casa de Israel tudo quanto estás vendo”.

Enquanto Deus estava mostrando a visão do seu edifício para Ezequiel, o profeta precisava ter uma visão aguçada e ouvir atentamente. Além disso, a fim de absorver as coisas que lhe seriam mostradas, ele tinha que pôr o seu coração nelas. Então, ele foi capaz de declarar ao povo de Deus tudo o que tinha visto e ouvido.



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sábado, 21 de março de 2026

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, domingo, mensagem 19

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL

Mensagem 19
A VISÃO DO EDIFÍCIO SANTO DE DEUS

SEMANA 9 - DOMINGO
Leitura Bíblica: Ez 40:1─27

Ler e orar: Falai a toda a congregação de Israel, dizendo: Aos dez deste mês, cada um tomará para si um cordeiro, segundo a casa dos pais, um cordeiro para cada família.(Êx 12:3)


Nas mensagens anteriores vimos a aparência da glória do Senhor, o juízo de Deus pelo fogo e a restauração do Senhor pela vida. Agora chegamos à última parte de Ezequiel (caps. 40─48), que diz respeito ao edifício santo de Deus. As três seções anteriores são para a última seção; isto é, a glória do Senhor, o juízo de Deus e a restauração do Senhor, são todos para o edifício santo de Deus.

Podemos até dizer que a questão da glória do Senhor, o juízo de Deus e a restauração do Senhor são o edifício de Deus. O propósito eterno de Deus é ter um edifício. Tudo o que Deus faz entre o Seu povo na terra é para o Seu edifício.


A DATA DA VISÃO

No início desta seção (40:1), é-nos dito a época da visão ─ o ano, o mês e o dia. Se compararmos o ano aqui mencionado com o mencionado no início do primeiro capítulo, veremos que há uma diferença de vinte anos.

A visão da aparência da glória do Senhor, que Ezequiel viu no capítulo um foi vista no quinto ano do cativeiro. A visão da edificação da casa de Deus, que ele viu no capítulo quarenta foi no vigésimo quinto ano do cativeiro.

Há uma diferença de vinte anos, o qual não é um curto período de tempo. Precisamos lembrar que, quando Ezequiel viu a primeira visão, ele tinha trinta anos de idade, a idade em que um sacerdote começava a ministrar. Quando viu a última visão, ele estava com cinquenta anos, a idade para a aposentadoria de um sacerdote. Isso é muito significativo, pois indica que para ver o edifício de Deus, Ezequiel precisava de mais maturidade em vida.

Quando viu a primeira visão, ele ainda era bastante jovem, com apenas 30 anos de idade. Mas quando viu a visão do edifício de Deus, ele estava na idade de se aposentar, indicando que atingiu a maturidade ainda em vida e podia ver o edifício do Senhor. Para se ter a visão do edifício de Deus, há a necessidade de maturidade em vida.

Devido à sua imaturidade na vida divina, pouquíssimos cristãos hoje, têm visto alguma coisa a respeito do edifício do Senhor. Espiritualmente falando, muitos estão bem abaixo da idade de trinta anos e, portanto, não estão nem mesmo qualificados para ser um aprendiz. Dessa forma, não lhes é possível ver a visão do edifício de Deus.

É significativo que os anos são contados em espaços de cinco anos. A primeira visão foi vista no quinto ano, e a última foi vista no vigésimo quinto ano. Vinte e cinco é cinco vezes cinco. Na Bíblia, o número cinco representa o homem mais Deus.

Quatro é o número da criatura, o homem, e um é o número para o Criador, Deus. Cinco significa ter responsabilidade. Portanto, cinco, que é composto de quatro mais um, significa que o homem como uma criatura mais Deus como o Criador em conjunto, assumem a responsabilidade.

O número vinte e cinco significa não somente maturidade, mas também a qualificação plena para assumir responsabilidade. Esse ano também é chamado de o décimo quarto ano. O vigésimo quinto ano foi contado a partir do tempo do cativeiro, enquanto o décimo quarto ano foi contado a partir do tempo da destruição de Jerusalém. Ezequiel 40:1 diz: “Após ter caído a cidade.”

Na Bíblia, o número quatorze é composto principalmente de sete vezes dois. Sete é o número de conclusão, e dois é o número de testemunho. Portanto, sete vezes dois denota um testemunho de conclusão. Isso indica que há catorze anos, a destruição da cidade de Jerusalém tinha sido um forte testemunho para o povo. Originalmente, as pessoas não acreditavam que a cidade seria destruída. No entanto, Ezequiel profetizou sobre a destruição da cidade de Jerusalém, e sua profecia foi cumprida.

Catorze anos após a destruição de Jerusalém, Ezequiel viu outras visões. Isso significa que o testemunho da destruição da cidade foi suficiente. Ele permaneceu por quatorze anos, e após esses catorze anos, o povo no cativeiro percebeu que isso era um forte testemunho.

Além disso, é-nos dito que Ezequiel viu as visões no início do ano, no primeiro mês. O primeiro mês indica um novo começo. Isso indica que, conosco em nossa experiência, o edifício de Deus deve ter um novo começo. Quando vemos algo sobre a edificação da igreja, esse é um novo começo em nossa vida.

O registro fala também do décimo dia. De acordo com Êxodo 12:3, o décimo dia do primeiro mês, foi o dia em que o povo de Israel preparou o cordeiro para a Páscoa. Isso certamente aponta para Cristo, nossa Páscoa, para nossa redenção. 

Disso vemos que, sempre que temos um novo começo em nossa vida cristã, ele deve se basear em Cristo e Sua redenção. Em nós mesmos, pelo que somos e o que podemos fazer, jamais podemos ter um novo começo. Não estamos qualificados para ter um novo começo, nem temos mérito para ter um novo começo. Qualquer novo começo que possamos ter em nossa vida espiritual é sempre baseado em Cristo, o Cordeiro Pascal e Sua redenção. Somente por Cristo e Sua redenção podemos ter um novo começo em nossa vida cristã.


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Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20

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