ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E DOIS
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (18)
SEMANA 24 – SÁBADO
Leitura Bíblica: At 15:1-35
Ler e orar: "Pois aquele que operou eficazmente em Pedro para o apostolado da circuncisão também operou eficazmente em mim para com os gentios." (Gl 2:8)
A Preocupação de Paulo com a Situação de Jerusalém
Precisamos ver o quadro do apóstolo Paulo apresentado nesses capítulos de Atos e também em Epístolas como Gálatas, Romanos e 1 e 2 Coríntios. Ao estudar esses trechos do Novo Testamento, podemos ver que em Paulo o Senhor havia obtido um vaso excelente. Ele era alguém que tinha a economia neotestamentária de Deus plenamente constituída nele. Por isso ele tinha encargo pela igreja em Jerusalém.
Na verdade, a igreja em Jerusalém e as igrejas na Judéia não haviam sido designadas a Paulo, para que tivesse encargo por elas. Em Gálatas 2:8 ele diz claramente que o Senhor designou Pedro apóstolo da circuncisão, incluindo as igrejas na terra judaica, e Paulo apóstolo para a incircuncisão, isto é, para os gentios. Assim, parece que teria sido suficiente se ele tivesse o encargo pelas igrejas gentias, desde Antioquia até a Ásia, e da Macedônia até Roma.
Aparentemente não havia necessidade de ter encargo por Jerusalém. Contudo, ele tinha visto a situação lá. Como alguém que viu a situação e que era fiel, ele não conseguia ficar em paz com respeito a Jerusalém. Ele se preocupava com que o “veneno” da origem, da fonte, em Jerusalém, contaminasse todo o Corpo de Cristo.
Mesmo nos tempos antigos, havia muito trânsito na área do Mediterrâneo. O governo romano tinha construído muitas estradas. Em especial, havia muito trânsito para Jerusalém de muitas cidades, especialmente por ocasião das festas. Devido a esse trânsito, a mistura religiosa em Jerusalém poderia facilmente se espalhar para o mundo gentio.
Como vimos, Pedro e Tiago deveriam ter resolvido o problema em Jerusalém. Contudo, eram um tanto fracos e temerosos, e não cuidaram da questão. Como resultado, por fim, Paulo teve encargo de cuidar da situação ali.
No capítulo quinze de Atos, Paulo e Barnabé subiram a Jerusalém propositadamente para lidar com o problema envolvendo a circuncisão. O problema foi resolvido, mas a solução não foi absoluta. Devido à solução transigente, o problema não foi desarraigado, antes, a raiz foi deixada. Assim, Paulo não teve paz com respeito à situação de Jerusalém.
Tiago era de fazer concessões e Pedro era fraco. Devido a isso, uma situação lamentável persistia em Jerusalém. Por isso, Paulo, um servo fiel do Senhor, tinha encargo e muita preocupação. Ele não teve paz para prosseguir em seu ministério no mundo gentio porque o veneno da fonte em Jerusalém estava fluindo em direção à Ásia, Europa e até mesmo Roma. Essa foi a razão de ele não ter paz, segurança nem conforto para prosseguir levando a cabo a economia neotestamentária de Deus no mundo gentio. O seu coração era por Jerusalém e ele propôs em seu espírito ir até lá, a fim de clarificar a fonte da mistura.
Paulo foi a Jerusalém no capítulo quinze e novamente no capítulo dezoito, no fim da segunda viagem ministerial (v. 22). Depois que completou a segunda viagem, ele chegou a Cesareia. De acordo com o itinerário da viagem, ele deveria ter voltado diretamente para Antioquia, mas propositadamente foi a Jerusalém, a fim de fazer algo gradualmente para acabar com o veneno que estava ali. Agora, ele propôs em seu espírito ir a Jerusalém uma vez mais.
Ao ver o quadro retratado em Atos, vemos que enquanto Paulo laborava para cuidar do mover do Senhor na área do Mediterrâneo, ele ainda tinha encargo por Jerusalém, porque ali era a fonte do veneno que se espalhava até o mundo gentio. Assim, não tendo paz para continuar a sua obra na Europa e Ásia, ele se empenhou, em sua fidelidade, para ir a Jerusalém a fim de lidar com a fonte do veneno da mistura religiosa que fluía de Jerusalém para o mundo gentio.
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