ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E SETE
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (23)
SEMANA 26 – SÁBADO
Leitura Bíblica: At 16:23-25; 21:27-23:15
Ler e orar: "Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam." (At 16:25)
A CONCESSÃO DE PAULO E A SUA LIBERTAÇÃO
É muito difícil crer que Paulo se tenha purificado, entrado no templo e esperado que o sacerdote fizesse as ofertas. Ele o fez depois de escrever as Epístolas aos Gálatas e aos Romanos, livros escritos pouco antes de ele ir a Jerusalém.
Embora seja difícil acreditar que ele tenha cumprido as palavras de Tiago e dos presbíteros, é fato que ele se juntou aos nazireus e entrou com eles no templo. Como veremos em mensagem posterior, houve um alvoroço contra Paulo (21:27-23:15), e ele foi agarrado pelos judeus em Jerusalém (21:27-30). Com respeito a isso lemos em 21:27-28: “Quando já estavam por findar os sete dias, os judeus vindos da Ásia, tendo visto Paulo no templo, alvoroçaram todo o povo e o agarraram, gritando: Israelitas, socorro! Este é o homem que por toda parte ensina todos a serem contra o povo, contra a lei e contra este lugar; ainda mais, introduziu até gregos no templo e profanou este recinto sagrado”. Esse alvoroço aconteceu “quando já estavam por findar os sete dias”, isto é, no sétimo dia.
Humanamente falando, a intenção de Paulo ao ir ao templo era evitar problemas. Na verdade, a sua ida ao templo com os quatro nazireus causou-lhe muitos problemas. Suponha que ele tivesse decidido não ir ao templo, mas simplesmente ficar com os irmãos na casa de Mnasom, onde ele e seus companheiros deveriam hospedar-se em Jerusalém. Suponha ainda que ele tivesse dito aos irmãos: “Eu não me importo com o templo, porque Deus já não se importa com ele. Irmãos, o Senhor Jesus não nos disse que Deus abandonou o templo? Estou praticando a palavra do Senhor no nosso caso. O sacerdócio e todos os sacrifícios também já passaram. Assim, não posso voltar ao templo para participar das ofertas e do sacerdócio. Irmãos, eu gostaria de ficar aqui para ter comunhão com vocês”. Não teria sido bem diferente a situação se ele tivesse decidido não ir ao templo e, em vez disso, tivesse passado o tempo em comunhão com os irmãos? Por certo a situação teria sido bem diferente.
No capítulo vinte e um de Atos, Paulo estava fazendo transigências. Ele era o autor das Epístolas aos Gálatas e aos Romanos, no entanto, pouco depois que elas foram escritas, ele deu o passo descrito nesse capítulo. Ter dado esse passo foi uma grande transigência da parte dele.
Conforme 21:26-27, Paulo estava no templo esperando pelo cumprimento dos dias da purificação. Ele devia permanecer no templo até que o sacerdote viesse fazer as ofertas por ele e pelos quatro outros. Como é que ele aguentou ficar no templo esse tempo? Você acha que ele estava feliz? Acha que estava cheio de alegria louvando o Senhor? Ele pôde louvar ao Senhor na prisão em Filipos (16:23-25). Mas você acha que ele conseguia louvar o Senhor ali no templo em Jerusalém? Aparentemente o templo era um lugar muito melhor do que a prisão. No entanto, aquela prisão em Filipos, na verdade, tornou-se um lugar santo, até mesmo os céus, para ele, enquanto o templo em Jerusalém era uma prisão.
Verdadeiramente, ele havia sido aprisionado ali no templo, incapaz de se libertar. Nessa situação ele tinha caído numa armadilha. Embora Paulo tivesse sido aprisionado no templo, o Senhor tinha como libertá-lo dessa prisão. O Senhor usou os judeus para realizar essa libertação. Em especial, usou o tumulto causado pelos judeus para tirar Paulo do templo. Por um lado, Paulo agora estava em dificuldade maior, por outro, foi liberto, não apenas do templo, como também da mistura existente em Jerusalém e condenada por Deus: a mistura da graça do Novo Testamento com a lei do Antigo Testamento. Em Sua soberania o Senhor protegeu o Seu fiel servo dessa terrível mistura.
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