domingo, 22 de dezembro de 2024

Estudo de Atos, capítulo 21, mensagem 57, semana 27, domingo

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM CINQUENTA E SETE

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (23)

SEMANA 27 – DOMINGO
Leitura Bíblica:  Mateus 21:33-46; 22:1-14; 22:7; 23:37-39; At 21:27 a 23:15
 
Ler e orar: "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes quis eu reunir os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e vós não o quisestes! Eis que a vossa casa vos ficará deserta. Declaro-vos, pois, que, desde agora, já não me vereis, até que venhais a dizer: Bendito o que vem em nome do Senhor!" (Mt 23:37-39)


A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM

Já ressaltamos que Paulo foi a Jerusalém pela última vez, não apenas para levar a cabo a sua preocupação amorosa pela necessidade dos santos pobres de lá, mas também para ter comunhão com Tiago e os demais apóstolos e presbíteros em Jerusalém com respeito à influência judaica sobre a igreja ali.

A decisão tomada pela conferência dos apóstolos e presbíteros em Atos 15 para resolver o problema da circuncisão não lhe era plenamente satisfatória. Assim, ao ir a Jerusalém, ele pode ter tido a intenção de limpar a influência judaica sobre a igreja nessa cidade. Contudo, Deus tinha a Sua própria maneira de lidar com a situação. Em Sua soberania Ele permitiu que Paulo fosse agarrado pelos judeus e aprisionado pelos romanos. Então permitiu que a terrível mistura da graça com a lei, em Jerusalém, permanecesse até que a cidade fosse destruída por Tito com o exército romano em 70 d.C. 

Essa mistura foi extinta aproximadamente dez anos depois dos acontecimentos registrados em Atos 21. No Evangelho de Mateus o Senhor Jesus profetizou que Jerusalém seria destruída. Por exemplo, na parábola de Mateus 21:33-46 com respeito à transferência do reino de Deus, o Senhor retratou os líderes dos israelitas como lavradores maus (vs. 33-35, 38-41), indicando que Deus iria destruir horrivelmente esses malvados e arrendar a vinha a outros lavradores, que Lhe entregariam os frutos nos seus devidos tempos.

Essa palavra com respeito à destruição foi cumprida quando Tito destruiu Jerusalém. O Senhor também predisse a destruição de Jerusalém na parábola de Mateus 22:1-14. Em Mateus 22:7 Ele diz: “O rei ficou irado e, enviando os seus exércitos, destruiu aqueles assassinos e lhes incendiou a cidade”. Esses “exércitos” eram os soldados romanos sob comando de Tito que destruíram Jerusalém. 

Em Mateus 23:37-39 vemos o Senhor abandonando Jerusalém com o templo. Quanto à destruição vindoura do templo o Senhor disse aos Seus discípulos: “Não vedes tudo isto? Em verdade vos digo: De modo nenhum ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derrubada” (Mt 24:2). Isso também foi cumprido quando Tito destruiu a cidade. 

De acordo com a descrição de Josefo, a destruição de Jerusalém e do templo foi completa e absoluta. Milhares de judeus foram mortos, talvez também muitos crentes judeus. Em sua ira Deus não apenas destruiu a nação rebelde de Israel, como também pôs fim ao judaísmo e à mistura de judaísmo e cristianismo. Quando Jerusalém foi destruída, a fonte do “veneno” que dali fluía também teve fim. Assim, o Senhor tinha a Sua maneira maravilhosa de lidar com a situação em Jerusalém.


O SENHOR SOBERANAMENTE
LIVRA PAULO E O TRANSFERE

O Senhor sabia o que estava no coração de Paulo. Ele também sabia que Paulo era fiel, mas incapaz de mudar a situação. Em vez de mudá-la, Paulo caiu na armadilha sendo transigente. Mas o Senhor usou o tumulto descrito em 21:27 a 23:15 para resgatar Paulo.

Os judeus o agarraram e procuravam matá-lo (21:30-31). Mas o comandante da força romana interveio, apoderou-se dele, ordenou que fosse amarrado com correntes e inquiriu a respeito da situação (21:31-33). Não era a intenção do comandante proteger Paulo; ele estava simplesmente cumprindo a sua obrigação de manter a ordem na cidade. Ele não podia permitir que esse tumulto continuasse. 

Assim, ele interveio e, por meio da sua intervenção, Paulo foi resgatado. Na verdade, a intervenção do comandante foi uma proteção para Paulo da conspiração dos judeus. Por meio da intervenção do comandante romano Paulo obteve a oportunidade de defender-se diante dos judeus alvoroçados (21:40-22:21). Depois disso ele foi amarrado pelos romanos (22:22-29) e se defendeu diante do Sinédrio (22:30 a 23:10).

Devido à conspiração dos judeus (23:12-15), ele foi transferido para o governador romano em Cesareia (23:16-24:27), onde permaneceu sob custódia por muito tempo. Se não fosse a soberania de Deus em usar o comandante romano para protegê-lo, ele teria sido morto. Deus soberanamente o livrou daquela situação ameaçadora. Em Sua soberania o Senhor fez com que Paulo tivesse uma transferência dispensacional. Paulo queria essa transferência. Ele tinha vindo a Jerusalém com a intenção positiva e com o firme propósito de ajudar os crentes ali a experimentar essa transferência dispensacional. Mas, em vez de ajudá-los, ele mesmo, por fim, caiu numa armadilha, numa situação de mistura e transigência.

Paulo devia estar descontente enquanto estava no templo com os quatro nazireus, pois não tinha como sair da situação. Ele devia estar muito pesaroso por ter-se unido aos que tinham feito o voto de nazireu. Ele deve ter lamentado ter ido ao templo em vez de permanecer na casa de Mnasom com os seus cooperadores, mantendo-se fora da atenção dos judeus.

No entanto, ele se uniu aos nazireus e foi com eles ao templo, onde foi visto pelos judeus da Ásia e apanhado por eles. A intenção deles era matá-lo. Quem, além do Senhor, poderia intervir na situação? O Senhor foi soberano e o ajudou a ter uma transferência completa da mistura judaica em Jerusalém. Como resultado do que aconteceu em Jerusalém, Paulo foi levado a Cesareia e provavelmente mantido lá por dois anos. Podemos inferir que esses dois anos tenham sido um tempo proveitoso e excelente para ele. Que você acha que ele fez nesses anos em Cesareia? Que fez ele afastado tanto da sua obra como do problema causado pelos judeus em conspiração? Talvez se preparasse para escrever os livros cruciais de Efésios, Filipenses, Colossenses e Hebreus. 

Enquanto estava sob custódia em Cesareia, ele pode ter considerado como escrever esse material que completaria o seu ministério. Até esse momento ele só havia escrito seis de suas catorze Epístolas: Romanos, Gálatas, 1 e 2 Coríntios, e 1 e 2 Tessalonicenses. Embora sejam básicos, esses livros não são tão cruciais como Efésios, Filipenses, Colossenses e Hebreus. Esses quatro livros cruciais foram escritos antes de 1 e 2 Timóteo, Tito e Filemom e depois da custódia em Cesareia. Assim como o tempo de Paulo na Arábia teve muito a ver com a primeira parte do seu ministério, os dois anos em Cesareia tiveram muito a ver com os seus escritos seguintes na completação do seu ministério. 

Precisamos ser impressionados com a soberania do Senhor em completar a transferência de Paulo da velha dispensação para a nova. Louvado seja o Senhor que isso aconteceu! Em Sua soberania e sabedoria o Senhor levou a cabo essa transferência completa em Paulo, a qual está totalmente registrada na Bíblia. Tendo esse registro em nossas mãos, podemos agora ver um modelo completo com respeito à transferência plena da economia do Antigo Testamento para a economia neotestamentária de Deus.

Desfrute mais: Hino 409

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