ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E CINCO
MENSAGEM SESSENTA E CINCO
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA POR MEIO
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (31)
SEMANA 30 – TERÇA
Leitura Bíblica: Mt 21:33-46 e 22:1-14;
Ler e orar: “Perguntou-lhes Jesus: Nunca lestes nas Escrituras: A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular; isto procede do Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?" (Mt 21:42)
Fraqueza, Concessões e Falta de Revelação
Como alguém que tinha abundância da revelação divina armazenada em seu ser, Paulo se deparou com a situação entre os judeus, entre os políticos romanos e as pessoas da igreja. Entre os religiosos judeus ele viu hipocrisia e entre os políticos romanos viu corrupção. Ademais, na vida da igreja ele viu a fraqueza, as concessões e a falta de luz e revelação.
Parecia que ninguém na igreja era suficientemente ousado para defender a revelação e visão que haviam ganho. No meio dessa situação Pedro deveria ter defendido ousadamente a revelação que recebera do Senhor, mas não o fez.
Nos capítulos dois a cinco de Atos, Pedro e João eram muito fortes e ousados. Como resultado da ousadia deles, foram levados diante do Sinédrio no capítulo quatro, e colocados pelo Sinédrio em prisão pública, no capítulo cinco. Neles não havia sinal de fraqueza ou concessão nesses primeiros capítulos. Não há indício de que estivessem com medo dos religiosos judeus ou tivessem de alguma forma sido transigentes com eles. No entanto, ao ler do capítulo 15 em diante e também Gálatas 2, vemos que Pedro por fim foi desmascarado em sua fraqueza e até mesmo hipocrisia.
A Destruição de Jerusalém
Devido à forte atitude e posicionamento tomados por Pedro, João e os demais crentes, os judeus perseguiram os santos a tal ponto que, com exceção dos apóstolos, todos deixaram Jerusalém (8:1). Mas quando Paulo fez a sua última visita àquela cidade em Atos 21, Tiago podia falar de “quantas dezenas de milhares há entre os judeus que creram, e todos são zelosos da lei” (v. 20).
Esses milhares de crentes tinham permanecido ali. Se Pedro e João tivessem tido a atitude e posição enérgica no capítulo vinte e um como nos capítulos dois a cinco, a maioria desses crentes judeus teriam sido espalhados, e isso teria sido a salvação deles, quanto à mistura religiosa de Jerusalém. No entanto, esses milhares de crentes, ainda zelosos da lei, permaneceram em Jerusalém, e isso os colocou em grande perigo.
Pouco depois da última visita de Paulo ali, talvez em menos de dez anos, Tito e o exército romano destruíram Jerusalém e mataram os que ali moravam. Provavelmente muitos cristãos foram mortos nessa ocasião.
Nas parábolas de Mateus 21:33-46 e 22:1-14 o Senhor Jesus expressou a ira de Deus com respeito à situação em Jerusalém. Ele disse que Deus, “o senhor da vinha”, destruiria horrivelmente os maus lavradores. Isso se cumpriu quando Tito, o general romano, e o seu exército destruíram Jerusalém em 70 cf. e. Em Mateus 22:7 o Senhor profetizou que Deus enviaria “os seus exércitos”, as tropas romanas lideradas por Tito, e destruiria a cidade de Jerusalém.
Essa destruição deve ter incluído a igreja ali. Devido à atitude transigente de Tiago e a fraqueza de Pedro, a igreja em Jerusalém pode ter sido destruída juntamente com a cidade. No entanto, a situação da igreja teria sido diferente se Pedro e João tivessem sido tão ousados em Atos 21 como foram no início. Se tivessem continuado a ser enérgicos e ousados, os santos teriam sido dispersos ou perseguidos até a morte pelos religiosos judeus.
O Martírio de Tiago
Segundo a história, o Tiago de Atos 21 foi martirizado nas mãos dos opositores judeus. Os líderes do Sinédrio pensavam que ele fosse muito favorável ao judaísmo. Convocaram uma reunião e pediram que ele lhes falasse, pensando que falaria positivamente sobre o judaísmo. Tiago, no entanto, foi fiel em pregar a Cristo de maneira enfática. Os líderes do Sinédrio se ofenderam e o mataram. Eles tinham recebido uma impressão errônea dele, pois tantos judeus crentes em Jerusalém eram zelosos da lei. Isso pode tê-los feito pensar que ele fosse a favor do judaísmo.
No registro em Atos 21, vemos que Tiago chegou ao ponto de forçar Paulo a cair na “armadilha” de uma situação extremamente difícil. Como ressaltamos, o Senhor não tolerou essa situação transigente em Jerusalém.
A ÚLTIMA JORNADA DE PAULO A JERUSALÉM
É difícil crer que Pedro e João tenham permanecido calados sobre a situação em Jerusalém. Eles deveriam ter tomado o encargo de esclarecer a questão. Não deveria ter sido necessário Paulo fazer isso. Mas eles não cumpriram a sua obrigação em Jerusalém. Antes, a igreja lá foi deixada numa condição declinante e Paulo deve ter ficado muito descontente com isso. Embora tivesse um pesado encargo de levar a cabo a economia neotestamentária de Deus no mundo gentio, ele percebeu que a fonte em Jerusalém havia sido contaminada e o veneno se espalhava no mundo gentio.
Como as Epístolas de Paulo nos mostram, ele tinha de enfrentar os judaizantes em toda parte. De acordo com o livro de Gálatas, as igrejas na Galácia foram perturbadas por eles. Assim, ele sabia que não poderia continuar a sua obra no mundo gentio até que a situação em Jerusalém fosse resolvida. Sabendo que o que mais danificava a vida da igreja no mundo gentio era o judaísmo, ele tinha encargo de voltar a Jerusalém. Essa foi a razão de resolver em seu espírito ir para lá (19:21). Ele tinha encargo de purificar a fonte da contaminação.
Ao ler os capítulos dezoito a vinte e um de Atos, é difícil dizer se Paulo estava certo ou não em ir a Jerusalém pela última vez. Atos 19:21 diz: “Cumpridas estas coisas, Paulo resolveu, no seu espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e Acaia, considerando: Depois de haver estado ali, importa-me ver também Roma”. Em 20:22-23 ele disse: “E, agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que ali me acontecerá, senão que o Espírito Santo, de cidade em cidade, me assegura que me esperam cadeias e tribulações”.
O testemunho do Espírito Santo era uma profecia, uma predição, e não uma ordem. Quando ele estava em Tiro, os discípulos “movidos pelo Espírito, recomendaram-lhe que não fosse a Jerusalém” (21:4). Aqui, havendo já feito Paulo saber que cadeias e aflições o esperavam em Jerusalém, o Espírito deu um passo além, dizendo-lhe, por meio de alguns membros do Corpo que não fosse a Jerusalém.
Ademais, o profeta Ágabo “tomando o cinto de Paulo, ligando com ele os próprios pés e mãos, declarou: Isto diz o Espírito Santo: Assim os judeus, em Jerusalém, farão ao dono deste cinto e o entregarão nas mãos dos gentios” (21:11). Lucas também diz: “Quando ouvimos estas palavras, tanto nós como os daquele lugar, rogamos a Paulo que não subisse a Jerusalém. Então, ele respondeu: Que fazeis chorando e quebrantando-me o coração? Pois estou pronto não só para ser preso, mas até para morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus. Como, porém, não o persuadimos, conformados, dissemos: Faça-se a vontade do Senhor!” (vs. 12-14).
Quanto mais consideramos todos esses versículos, mais percebemos quão difícil é definir se Paulo estava certo ou não em ir a Jerusalém pela última vez. Por um lado o Espírito indicou-lhe que cadeias e aflições o aguardavam ali. Por outro, por meio de membros do Corpo, o Espírito lhe disse que não fosse. O Senhor tinha muita clareza sobre a situação ali existente.
Desfrute mais: Hino S-99
Nenhum comentário:
Postar um comentário