sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Estudo de Atos, capítulo 25, mensagem 66, semana 30, sexta

ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E SEIS

A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO 
DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (32)

SEMANA 30 – SEXTA
Leitura Bíblica: At 16:37-38; 22:25-26; 23:11-15; 25:1-12

Ler e orar: Cumpridas estas coisas, Paulo resolveu, no seu  espírito, ir a Jerusalém, passando pela Macedônia e Acaia, considerando: Depois de haver estado ali, importa-me ver também Roma." (At 19:21)


APELA PARA CÉSAR

Ao lidar com Paulo, Festo era uma raposa e propôs que Paulo fosse a Jerusalém para ser julgado lá diante dele. A esse respeito, lemos em 25:9: “Então, Festo, querendo assegurar o apoio dos judeus, respondeu a Paulo: Queres tu subir a Jerusalém e ser ali julgado por mim a respeito destas coisas?”. Essa proposta expôs a corrupção de mais um político romano. Aqui vemos novamente a corrupção dos políticos romanos.

Paulo era sábio e percebeu a sutileza da proposta de Festo. De acordo com o versículo 10 Paulo respondeu fortemente: “Estou perante o tribunal de César, onde convém seja eu julgado; nenhum agravo pratiquei contra os judeus, como tu muito bem sabes”. A palavra de Paulo a respeito do “tribunal de César” indicou a Festo que ele pretendia apelar para César.

No versículo 11 Paulo prosseguiu dizendo: “Caso, pois, tenha eu praticado algum mal ou crime digno de morte, estou pronto para morrer; se, pelo contrário, não são verdadeiras as coisas de que me acusam, ninguém, para lhes ser agradável, pode entregar-me a eles. Apelo para César”. O césar para o qual Paulo apelou era Nero.

Para sua defesa Paulo queria apelar para César. Sem esse apelo, o apóstolo Paulo poderia ter sido morto pelos judeus por meio do tratamento injusto de Festo para com ele, e assim a sua vida poderia não ter sido preservada para o término do curso do seu ministério. O apelo de Paulo para César cumpriria o seu desejo de ver Roma para o avanço do testemunho do Senhor (19:21; 23:11). Sem esse apelo, ele teria sido morto pela conspirata dos judeus (23:12-15; 25:1-3, 9), e não teria sido capaz de escrever as últimas oito Epístolas.

Antes de seu apelo para Roma, Paulo havia escrito apenas seis Epístolas:1 e 2 Tessalonicenses, Gálatas, Romanos e 1 e 2 Coríntios. Foi durante a sua primeira prisão em Roma que ele escreveu Colossenses, Efésios, Filipenses e Filemom. Foi depois da primeira vez em que foi preso que ele escreveu 1 Timóteo, Tito e Hebreus. Então, no seu segundo aprisionamento ele escreveu 2 Timóteo.

Que falta haveria na revelação divina e que perda a igreja teria sofrido se não houvesse essas oito últimas Epístolas! O seu apelo realmente trouxe grande proveito e benefício ao interesse do Senhor. Em Atos 25:12 lemos: “Então, Festo, tendo falado com o conselho, respondeu: Para César apelaste, para César irás”. O conselho aqui era o conselho da província romana, composta de conselheiros ou assessores escolhidos pelo governador da província, os quais o governador geralmente consultava com respeito a um apelo como o de Paulo.

Por que Paulo foi tão ousado em apelar para César? Paulo foi ousado nessa questão, porque, como romano, ele conhecia a lei romana. Ele sabia que se ele apelasse para a lei romana, Festo não teria escolha a não ser honrar o apelo dele. Sem dúvida, os políticos romanos eram corruptos, mas o governo romano tinha leis fortes que davam base para Paulo apelar para César.

Em duas ocasiões anteriores Paulo usou a cidadania romana. No capítulo dezesseis Paulo disse aos que o prenderam: “Sem ter havido processo formal contra nós, nos açoitaram publicamente e nos recolheram ao cárcere, sendo nós cidadãos romanos; querem agora, às ocultas, lançar-nos fora? Não será assim; pelo contrário, venham eles e, pessoalmente, nos ponham em liberdade. Os oficiais de justiça comunicaram isso aos pretores; e estes ficaram possuídos de temor, quando souberam que se tratava de cidadãos romanos” (vs. 37-38). 

Mais tarde, quando Paulo estava para ser interrogado com açoites, ele disse ao centurião que ali estava: “Ser-vos-á, porventura, lícito açoitar um cidadão romano, sem estar condenado? Ouvindo isto, o centurião procurou o comandante e lhe disse: Que estás para fazer? Porque este homem é cidadão romano” (22:25-26). Paulo sabia o valor da cidadania romana. Ele sabia que a lei romana protegia os cidadãos romanos. A lei não dava a ninguém o direito de tratar mal um cidadão romano. Agora, no capítulo vinte e cinco Paulo, de acordo com a lei romana, apelou para César.

Desfrute mais: Hino 47

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