ESTUDO DIÁRIO DE ATOS
MENSAGEM SESSENTA E SETE
A PROPAGAÇÃO NA ÁSIA MENOR E EUROPA
POR MEIO DO MINISTÉRIO DE PAULO E SEUS COMPANHEIROS (33)
SEMANA 31 – DOMINGO
Leitura Bíblica: At 26:1-32; Ef 2:14-16; 3:8, 17; Fp 3:4-8; Cl 3:10-11; Hb 10:14, 18; At 21:20, 23-24
Ler e orar: “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade” (Ef 2:14-16)
Em 26:1-29 Paulo defende-se diante de Agripa. Depois, em 26:30-32, temos o juízo proferido por Agripa. Antes de chegar a 26:1-32, ainda gostaria de falar algo quanto ao encargo de Paulo nas Epístolas de Efésios, Filipenses, Colossenses e Hebreus.
QUATRO EPÍSTOLAS CRUCIAIS COM RESPEITO À TRANSFERÊNCIA DISPENSACIONAL
Nos capítulos vinte e um a vinte e seis de Atos, Paulo passou por muito sofrimento, testes e tribulações. As Epístolas de Efésios, Filipenses, Colossenses e Hebreus são a expressão do que estava no coração dele naquela época.
Conforme já dissemos, Paulo escreveu Efésios, Colossenses e Filipenses quando foi para a prisão em Roma pela primeira vez. Deve ter sido depois disso que ele escreveu Hebreus. Não devemos pensar que essas Epístolas tenham sido escritas por acidente.
Pelo contrário, foram escritas depois de longa consideração e preparação. Creio que os dois anos detido em Cesaréia foram um tempo de preparação para Paulo. Quanto mais-via a situação da religião judaica, da política romana e da igreja, e a comparava com o que tinha recebido do Senhor, mais ele tinha encargo de escrever a revelação que ganhara.
Ele não teve oportunidade de falar o que estava no seu coração. Sem dúvida, queria achar tempo num ambiente calmo onde pudesse escrever a revelação com respeito à economia neotestamentária de Deus. Ele devia estar procurando a oportunidade para escrever tudo o que ganhara do Senhor com respeito à economia divina, e então enviar esses escritos para as igrejas, onde seriam preservados.
Agradecemos ao Senhor por ter dado a Paulo o tempo e o lugar para escrever Efésios, Filipenses, Colossenses e Hebreus; e também porque temos essas quatro Epístolas hoje, nas quais vemos vários itens cruciais a respeito da transferência dispensacional que temos enfatizado nestas mensagens. Essa transferência dispensacional é algo grandioso.
ABOLIR AS ORDENANÇAS
Em Efésios 2:14-16 Paulo diz: “Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos fez um; e, tendo derribado a parede da separação que estava no meio, a inimizade, aboliu, na sua carne, a lei dos mandamentos na forma de ordenanças, para que dos dois criasse, em si mesmo, um novo homem, fazendo a paz, e reconciliasse ambos em um só corpo com Deus, por intermédio da cruz, destruindo por ela a inimizade”. Aqui vemos que na cruz Cristo aboliu todas as ordenanças. Sem dúvida, isso inclui as que dizem respeito à circuncisão, à dieta e ao sábado.
Embora Cristo tenha abolido essas ordenanças, Tiago ainda as promovia em Atos 21. Por certo, as ordenanças abolidas por Cristo na cruz incluem o voto do nazireado. Você não crê que quando Cristo aboliu as ordenanças ele incluiu as relativas aos votos? Se tivermos a compreensão adequada de Efésios 2 e Atos 21, veremos que o que Tiago fez em Atos 21 foi contrário ao que Cristo realizou na cruz. Cristo aboliu as ordenanças, mas Tiago as manteve e as promoveu.
Podemos dizer que a questão de abolir as ordenanças é um aspecto negativo da revelação em Efésios. Do lado positivo temos a palavra de Paulo com respeito às insondáveis riquezas de Cristo: “A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo” (3:8). Por hora, no entanto, enfatizaremos que em Efésios Paulo diz claramente que na cruz Cristo aboliu todas as ordenanças judaicas do Antigo Testamento.
CONSIDERAR AS COISAS DO JUDAÍSMO COMO REFUGO
Em Filipenses 3 vemos que Paulo considerava como refugo todas as coisas do judaísmo. Embora fosse “hebreu de hebreus” e, “quanto à lei, fariseu” (v. 5), ele podia testificar: “Mas o que, para mim, era lucro, isto considerei perda por causa de Cristo. Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo” (vs. 7-8 - VRA, 1ª edição).
Ele percebeu que, aos olhos de Deus e na economia do Novo Testamento, todas as coisas do judaísmo eram refugo. O que ele falou em Filipenses 3 indica a visão que ele tinha. No entanto, embora Paulo considerasse as coisas do judaísmo como refugo, Tiago, para sua vergonha, continuava a promovê-las.
Desfrute mais: Hino 19
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