sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

Como ser útil para o Senhor, semana 2, capítulo 3, sexta

COMO SER ÚTIL PARA O SENHOR

CAPÍTULO TRÊS

SEMANA 2 - SEXTA

Leitura Bíblica: Mt 13:32; 25:1-13; João 7:38; 1 Co 18:1

Ler e orar: "Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva." (Jo 7:38)

SER USADO PELO SENHOR
E O TRANSBORDAR DE VIDA

TRABALHAR PARA O SENHOR
SEGUNDO O TRANSBORDAR DE VIDA

Muitos filhos de Deus muitas vezes pensam que trabalhar para o Senhor é ser usado por Ele. É verdade que ser usado pelo Senhor é trabalhar para Ele, mas que significa trabalhar para Ele? Hoje, graças à  misericórdia do Senhor, temos claramente visto que trabalhar para o Senhor não tem a ver com quantas coisas realizamos para Ele, mas com o quanto da vida do Senhor transborda de nós e é infundida a outros por meio de nós.

O irmão Watchman Nee muitas vezes disse: “A obra autêntica é o transbordar de vida”. Sem dúvida, nossa obra contém um elemento de realizar certas coisas. No entanto, não trabalhamos por causa do realizar coisas. Pelo contrário, trabalhamos para deixar a vida do Senhor transbordar, infundindo e ministrando a vida do Senhor aos outros, ou seja, infundindo o próprio Senhor aos outros.

Usemos a pregação do evangelho como exemplo. Nosso trabalho para o Senhor nesse sentido é, por um lado, conduzir as pessoas à salvação e, por outro, ministrar a vida do Senhor aos pecadores. 

Com relação ao aperfeiçoamento dos cristãos, por um lado, precisamos alimentá-los, mas, por outro, nossa verdadeira intenção é dispensar cada vez mais a vida do Senhor a eles. Em nossa comunhão com os irmãos ou em nossas saídas para visitar os santos estamos, ao que parece, ajudando e aperfeiçoando pessoas. 

Na verdade, se a comunhão e as visitas estão à altura, deve haver o transbordar da vida do Senhor e a dispensação dessa vida aos irmãos. Mesmo se falamos palavras de consolo e encorajamento, deve haver o transbordar da vida do Senhor para os irmãos. João 7:38 mostra que a intenção do Senhor é que nós, que temos a vida do Senhor, deixemos fluir do nosso interior rios de água viva para ministrar às necessidades de muitos.

A razão por que a Igreja Católica e as igrejas protestantes tornaram-se uma grande árvore (Mt 13:32) é que elas têm muitas realizações e iniciativas, mas falta-lhes a vida no interior.

Na Igreja Católica há muitas obras e projetos, mas dificilmente há algo do elemento de vida. O mesmo acontece com muitas denominações protestantes. Elas têm iniciativas como missões evangelísticas, escolas e hospitais. No entanto, em todas essas obras de grande escala, é difícil para as pessoas receber algo do elemento de vida. Muitas vezes, o mesmo acontece até entre nós. Frequentemente, nossas atividades, serviços e obras não têm muito a ver com o elemento de vida.

O TRANSBORDAR DE VIDA NÃO
DEPENDE DE ELOQUÊNCIA OU DE DONS

Uma mensagem vinda do púlpito pode ser convincente e inspiradora, mas pode não necessariamente expressar a vida de Cristo às pessoas. Uma exposição das Escrituras pode ser interessante e satisfatória para as pessoas, mas pode não necessariamente infundir a elas a vida de Cristo.

Em contrapartida, certo irmão pode levantar-se na reunião para dar um pequeno testemunho. Pode faltar eloquência e fluência em seu discurso, e talvez a impressão dada é a de que ele é incapaz de tocar na emoção das pessoas. Não obstante, depois de seu discurso, os ouvintes têm a sensação de que algo inexplicável, algo espiritual, aconteceu com eles. É como se o Senhor viesse até eles para tocar-lhes as partes mais profundas, apesar de eles não terem consciência disso. Esse é o transbordar de vida para os outros.

Às vezes, quando determinado irmão se levanta na reunião para falar, sua voz é forte e clara, e suas palavras fluem facilmente. Ele é capaz de prender a atenção do público e levar todos a acenar com a cabeça em sinal de apreço. No entanto, uma vez que ele encerrou seu discurso, não resta nada. Esse tipo de mensagem é como a música que não inspira. É simplesmente como o bronze que soa ou como o címbalo que retine (1 Co 18:1). Acabados os sons, não resta nada, e aqueles que os ouviram não receberam nenhuma vida.

Às vezes, você pode visitar uma pessoa. Enquanto está sentado na frente dela, ela talvez não diga uma palavra, mas você sente que algo entrou em você e tocou seus sentimentos. Se você vive pela carne, a sensação que essa pessoa lhe dá pode tocar e condenar sua carne. Se você ama os pecados e o mundo, a sensação que essa pessoa lhe dá pode tocar em um pecado específico ou um aspecto específico do mundo e até condená-lo. 

Em contrapartida, você pode encontrar-se com determinada pessoa que fala muito, mas nenhuma das palavras dela entra em você ou afeta seus sentimentos. Parece que tudo o que ela diz é em vão e inútil.

A primeira pessoa não falou muito para exortá-lo, mas, graças a um simples contato com você, ela tocou seu problema. Embora à segunda pessoa tenha falado muito e citado muitos versículos, nada surtiu efeito em você. A diferença entre as duas é que uma é capaz de infundir vida nos outros ainda que seu falar não seja fluente, e a outra é incapaz de fazer a vida transbordar, embora suas palavras sejam muitas. Portanto, precisamos ver que a obra autêntica é o transbordar e o infundir de vida.

Normalmente é mais triste ter fome espiritual do que fome física. Em algumas igrejas locais, as pessoas se sentem infelizes no espírito quando vão às reuniões, enquanto, em outras, as pessoas sentem a presença do Espírito quando as frequentam. Tudo isso depende se há o transbordar de vida. Se tentarmos convencer os outros simplesmente com doutrinas, será inútil. As pessoas só conseguem compreender as coisas espirituais quando essas coisas tocam a vida. Portanto, quando tocamos as questões espirituais, a pergunta é: Estamos tocando algo que tem a ver com a doutrina ou com a vida? 

Certa vez, alguém perguntou a um irmão: “Pode uma pessoa salva continuar nas trevas?”. O irmão respondeu: “Você está na luz hoje?” Aquela pessoa fez uma pergunta na mente, mas o irmão respondeu-lhe na vida para tocar seu sentimento interior. Por essa razão, mesmo quando conversamos com os outros, há diferença entre estar na doutrina e estar na vida.

PAGAR O PREÇO A FIM DE
PERMITIR QUE DEUS OPERE EM NÓS

Certa vez alguém me disse: "Não podemos dizer que as cinco virgens de Mateus 25 estão salvas". Então, perguntei-lhe: "Será que todos os sábios são salvos? Você é sábio?" (conferir versículos de 1 a 13).

Precisamos ver que o constante debate sobre doutrinas é inútil. Podemos solucionar os problemas das pessoas apenas tocando-as no aspecto da vida. Apenas pelo transbordar da vida é que podemos tocar o ser interior das pessoas e, uma vez que as tocarmos dessa forma, algo espiritual entrará nelas.

Portanto, ser usado por Deus é trabalhar para Ele, o que, por sua vez, é fazer a vida de Deus transbordar, infundir a vida divina e o próprio Deus nos outros. No entanto, antes de poder dispensar Deus aos outros, nós mesmos devemos ter Deus e ter vida.

Jamais poderemos deixar fluir o que não temos, o que não experimentamos ou o que não recebemos. Podemos deixar fluir somente o que recebemos, primeiro, para nós. Portanto, uma pessoa que pretende trabalhar para Deus deve, em primeiro lugar, deixar Deus operar nela. Só quem deixou Deus operar em sua vida estará apto para trabalhar para Deus.

Isso acontece porque a pessoa só poderá experimentar Deus quando permitir que Ele opere nela. Ao fazê-lo, a vida de Deus entrará nela por meio de suas experiências e, então, ela será capaz de deixar fluir para os outros a vida que recebeu.

Por essa razão, precisamos pagar um preço. Deixar Deus operar em nós é pagar um preço. Quem não está disposto a pagar esse preço só pode pregar doutrinas, mas não pode dispensar vida aos outros.

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