COMO SER ÚTIL PARA O SENHOR
CAPÍTULO QUATRO
SEMANA 2 - SÁBADO
Leitura Bíblica: Lc 7:36-50; 15:1, 6-7, 11-32; 19:1-9; 23:32, 40-43; Jo 1:1, 3:3, 5, 15-16; 4, 14; 10:10b; 20:31
Ler e orar: "Visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé." (Rm 1:17)
A NECESSIDADE DE CRESCER E AMADURECER
NA VIDA APÓS RECEBER A SALVAÇÃO
O CONCEITO TRADICIONAL
ACERCA DA SALVAÇÃO DE DEUS
No cristianismo de hoje, incluindo o catolicismo e o protestantismo, a maioria das pessoas não tem um conceito preciso acerca da salvação de Deus, nem um conhecimento claro da economia e do arranjo de Deus em Sua salvação.
Existe um conceito amplamente aceito no cristianismo hoje, aparentemente baseado nas Escrituras, que na verdade é fruto principalmente de especulação humana. Esse conceito não existia no início da igreja, mas foi uma ideia que se formou mais tarde pela conjetura humana e depois passou a ser uma doutrina. Agora, transformou-se em conceito tradicional que predomina no cristianismo.
Que conceito é esse? As pessoas que têm esse conceito creem que todos são pecadores, mas, uma vez que Deus teve compaixão de nós, Ele enviou Seu Filho unigênito para ser nosso Salvador. Esse Filho morreu por nós na cruz, levou nossos pecados, ressuscitou e ascendeu ao céu, e agora continuamente intercede por nós diante de Deus como nosso grande Sumo Sacerdote.
De acordo com esse conceito, se um indivíduo que sente que é pecador e merece sofrer a perdição arrepender-se e crer no Senhor, recebendo-O como seu Salvador e invocando-O, seus pecados serão perdoados, ele se reconciliará com Deus e Deus se compadecerá dele e lhe concederá bênçãos.
Consequentemente, esse indivíduo passará a ser um salvo. Uma vez que Deus se compadeceu dele, ele deve então mostrar gratidão a Deus, comportando-se de maneira que glorifique o nome de Deus. Após a sua morte, sua alma irá para o céu gozar a bênção eterna. Essa é a assim chamada crença ortodoxa no cristianismo de hoje.
COMPARAÇÃO DO CONCEITO
TRADICIONAL COM A BÍBLIA
Esse conceito está correto? Devemos compará-lo cuidadosamente com a verdade das Escrituras. Quando comparou a doutrina católica sobre o sacramento da penitência com a verdade bíblica sobre a justificação pela fé (Rm 1:17), Martinho Lutero descobriu que o ensino da penitência era uma tradição criada pelo homem baseada em opiniões humanas e completamente equivocada.
Hoje, também devemos discernir a autenticidade das assim chamadas crenças ortodoxas ensinadas no cristianismo, comparando-as com a verdade revelada na Bíblia. Se abandonássemos as opiniões humanas com os conceitos tradicionais, não nos prendendo a nossas ideias e pontos de vista, mas simplesmente recorrendo à Palavra de Deus, veríamos que, no cristianismo, o conceito em vigor da salvação de Deus contém certas inexatidões e deficiências. Ser inexato é ser incorreto e não estar de acordo com verdade revelada nas Escrituras, e ser deficiente é não corresponder à verdade bíblica em sua riqueza e transcendência.
A ÊNFASE DOS EVANGELHOS DE LUCAS E JOÃO:
Os Evangelhos não consistem em um livro, mas em quatro, e cada um tem uma ênfase. Por exemplo, Lucas, do início ao fim, trata da verdade do perdão dos pecados, do evangelho do perdão (24:47). Ele nos mostra que, aos olhos de Deus, éramos filhos pródigos distantes de Deus Pai e também pecadores e ovelhas perdidas (15:1, 6-7, 11-32).
Portanto, Deus enviou Seu Filho como nosso Salvador para encontrar-nos e trazer-nos de volta. Deus aceitou-nos a nós, os filhos pródigos, quando nos arrependemos e voltamos para Ele. Mesmo que fôssemos como a mulher mal afamada do capítulo sete, que tinha muitos pecados (vs. 36-50), como o cobrador de impostos do capítulo dezenove (vs. 1-9) ou como o ladrão na cruz do capítulo vinte e três (vs. 32, 40-43), quando nos arrependemos e cremos no Senhor, recebendo-O como nosso Salvador, nossos pecados foram perdoados.
Essa é a verdade do perdão dos pecados apresentada no evangelho de Lucas. Uma vez que o Senhor Jesus Cristo consumou a redenção na cruz, quem crer nEle receberá o perdão dos pecados gratuitamente, sem ter de pagar preço algum.
João pregou o Evangelho da vida. Logo no início, o Evangelho de João mostra-nos que o Senhor era Deus, que nEle estava a vida e que Ele se fez carne (1:1, 4, 14). A razão por que Ele veio dos céus para a terra é que pretendia infundir vida ao mundo (10:10b).
Ele disse que Ele era um grão de trigo e, como tal, não poderia liberar a vida de Seu interior para que os homens a recebessem a menos que Ele caísse na terra, morresse e ressuscitasse. Por essa razão Ele foi para a cruz e morreu, e, no terceiro dia, ressuscitou.
Agora, a qualquer momento e em qualquer lugar, se uma pessoa crer em Seu nome e recebê-Lo como Salvador, Ele entrará nela como o Espírito para que ela receba a vida de Deus. Dessa forma, a pessoa pode ser regenerada e ter a vida de Deus (3:3, 5, 15-16; 20:31). Essa é a graça de vida, que recebemos totalmente pela fé, sem ter de pagar nenhum preço.
Isso é claramente visto no Evangelho de João. Assim, Lucas e João mostram-nos que podemos receber o evangelho, quer do perdão dos pecados quer da vida, simplesmente pela fé. Não há necessidade de pagar preço algum ou cumprir qualquer exigência.
Desfrute mais: Hino 16
Nenhum comentário:
Postar um comentário