A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO DOIS
SEMANA 1 - SEXTA
SEMANA 1 - SEXTA
Leitura Bíblica: Rm 12:6-9
Ler e orar: "Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens," (Cl 3:23)
PROBLEMAS NA ADMINISTRACÃO DA IGREJA
E NO MINISTÉRIO DA PALAVRA
O PRIMEIRO PROBLEMA: NÃO TER ENCARGO
O maior problema na administração da igreja e no ministério da palavra é não ter encargo ou, pode se dizer, não receber um encargo ou não dar a devida atenção, ao encargo recebido.
É possível que os presbíteros administrem a igreja sem ter encargo. Os que ministram a palavra também podem fazer isso sem encargo. A liberação de certo encargo quando ministramos a palavra não depende de saber falar bem. Se nosso único desejo é falar bem para provocar certas emoções nas pessoas, nosso falar terá sido sem encargo.
De modo semelhante, a habilidade de administrar a igreja não libera o encargo. Não se trata de nossa capacidade de administrar, porém de nossa administração ser eficaz e poder tocar as pessoas.
Por exemplo, quando as pessoas vêm à reunião, pode haver a necessidade de se transmitir a palavra. Precisamos buscar o Senhor com respeito ao que falar e ao resultado de nosso falar. Não é questão de falar bem ou não, da logística da apresentação ou de os santos serem tocados, e sim do que será produzido neles.
Se alguns dos presentes ainda não são salvos, devemos ter o encargo pela condução de sua alma pela graça de Deus, a fim de plantar nela a semente da salvação ao falar a palavra. Nosso encargo então é a salvação, e não a pregação de uma palavra dinâmica.
Se já são salvos, porém não amam o Senhor como deviam, nosso encargo deve ser levá-los a amar o Senhor. Se amam o Senhor, mas não estão dispostos a se render a Ele e a receber Dele disciplina pessoal, nosso encargo deve ser conduzi-los a se render prontamente ao Senhor e deixar que Ele lide com eles. Isso é o ministério da palavra com encargo.
Caso contrário, a mensagem da reunião de domingo pode cair na situação dos ditos cultos dominicais. Toda semana alguém é designado para pregar uma mensagem a fim de dar continuidade às reuniões. Depois da reunião, todos vão para casa, almoçam, descansam e retornam à noite para a reunião do partir do pão. Esse é um culto dominical.
Nessa situação os que ministram a palavra precisam ter encargo. Precisamos conhecer a condição dos que vêm ouvir a mensagem. Talvez eles mesmos não consigam perceber sua condição, mas nós precisamos ter percepção total e muito clara com relação à condição deles.
Talvez consigam sentar-se e ouvir tranquilamente a palavra, semana após semana, mas nós não podemos falar pacificamente semana após semana. Precisamos receber o encargo a fim de "perturbá-los" e "incomodá-los" de modo tal que, quando vierem para a reunião sentindo-se tranquilos, saiam perturbados internamente.
Se não nos importamos que nossa pregação não produza nenhum efeito nos que a ouvem, é porque não temos encargo. Essa situação indica que quem fala e quem ouve estão numa rotina. Essa é a condição do cristianismo degradado, onde a congregação ouve de forma rotineira o pastor, e ele, por sua vez, prega de forma rotineira à congregação ano após ano. Não é assim que deve ser nossa prática.
O ministério da palavra deve iluminar os que ouvem. Quando ministramos a palavra a cada domingo, devemos "incomodar" as pessoas a tal ponto que não tenham mais paz. É isso o que significa ter encargo.
Se os ouvintes são indiferentes, mesmo que ouçam tranquilamente, quem ministra a palavra não deve ficar tranquilo. Deve, antes, colocar-se diante do Senhor e deixá-Lo tirar-lhe a paz, a ponto de perder o sono e não comer, até que tenha recebido um encargo do Senhor. Só então suas mensagens permitirão que o Espírito Santo opere nos ouvintes. Somente esse tipo de falar é o falar de Deus.
Os que ministram a palavra precisam ter encargo; não apenas doutrinas, arranjo lógico e exemplos. Ministrar a palavra desse modo é inadmissível; é uma ofensa a Deus e um pecado a Seus olhos.
Receber o encargo para falar a palavra de Deus
no ministério da palavra
no ministério da palavra
Em Isaías 13:1, a Versão União Chinesa [Chinese Union Version] afirma que os profetas recebiam inspiração quando falavam em nome de Deus. A palavra hebraica para inspiração, no entanto, significa encargo, [ou peso - VRC].
O homem precisa receber um encargo. Não podemos negligenciar nossa responsabilidade e pensar que Deus não nos deu encargo. As Epístolas de Paulo demonstram claramente que ele recebia encargos. Quando alguém na igreja em Corinto cometeu o pecado da fornicação, Paulo não condenou simplesmente o pecado ou parou de orar por quem pecou. Ele recebeu de Deus o encargo de assumir a responsabilidade e a comissão em favor da igreja (1 Co 5:1-13). Paulo não pregou doutrinas em suas epístolas; em vez disso, tinha encargo de compartilhar certos assuntos de modo que conseguia tocar o sentimento das pessoas.
Existe o perigo de o ministério da palavra na igreja em Taipé tornar-se igual às pregações de sermões nos cultos dominicais. Quando ministramos a palavra de Deus, nossa atenção deve estar concentrada no falar de Deus, e não no tópico do que iremos falar.
Para que Deus fale, quem ministra a palavra precisa receber um encargo. As pessoas podem até reagir de forma negativa ou ser profundamente tocadas quando ouvirem uma mensagem transmitida com encargo, no entanto não podem negar que é o falar de Deus. Esse tipo de mensagem pode ajudar as pessoas e resolver seus problemas.
Uma mensagem que soa agradável, mas é desprovida do falar de Deus, não pode tocar as pessoas nem fazer com que se voltem para seu interior, ou ainda satisfazer os famintos e sedentos, pois não são as palavras que Deus quer transmitir, mesmo que sejam extraídas da Bíblia.
Portanto não devemos falar de modo tão cômodo ou de pouco valor. Não podemos simplesmente falar porque preparamos uma mensagem. Quem ministra a palavra deve levar a condição das pessoas diante de Deus. Ele tem a responsabilidade de conhecer suas necessidades, estar sensível à condição delas e saber o que Deus quer falar.
A ajuda que recebemos num treinamento não pode substituir o encargo dentro de nós. O perigo é que o encargo tenha sido substituído de maneira que estamos desprovidos de revelação e encargo espiritual.
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