A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO DOIS
SEMANA 1 - SÁBADO
SEMANA 1 - SÁBADO
Leitura Bíblica: 1 Sm 2:12-17; Mt 25:14-30
Ler e orar: "E, aproximando-se também o que recebera dois talentos, disse: Senhor, dois talentos me confiaste; aqui tens outros dois que ganhei. Disse-lhe o senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor." (Mt 25:22-23)
Estar desesperados com a situação das pessoas
a fim de pregar a palavra eficaz
Em cada uma das cinquenta e duas semanas do ano há reunião de pregação de mensagem no domingo na igreja em Taipé. Acaso os que ministram a palavra jejuam e oram antes de pregá-la? É óbvio que não existe regulamento que exija que façam isso, pois seria inútil.
Os irmãos precisam compreender que conduzir a palavra de Deus equivale a conduzir a alma dos homens. Os santos vêm às reuniões semana após semana a fim de ouvir-nos, portanto isso precisa pesar sobre nós. Se passados três meses não houver mudança em sua vida, não devemos ficar tranquilos.
Pode-se comparar essa situação com a de um comerciante que não consegue dormir tranquilamente quando fica sem fazer negócios por duas semanas e não consegue comer quando não tem lucro por três meses seguidos. Ele ficará tremendamente aflito e preocupado.
Muitos que têm negócios vêm até mim. Embora apenas se sentem sem nada dizer, posso sentir o peso dentro deles e perceber que têm dificuldades nos negócios. Acaso os que transmitem a palavra estão aflitos pelas almas que não mudaram depois de três meses? O proprietário de uma loja que não tem fregueses não conseguiria continuar trabalhando como se tudo estivesse bem. Ele analisaria a situação e encontraria uma forma de mudá-la. Como podem os que ministram a palavra continuar como sempre quando não obtêm nenhum benefício? Não podemos pensar que apenas falar do púlpito semana após semana é o suficiente.
Quando o irmão Nee iniciou sua obra em Foochow [capital da província de Fujian, no sudeste da China], ele jejuava e orava todos os sábados pela reunião de pregação do evangelho no domingo. Ele ponderava diante do Senhor o que falar e como falar. Ele considerava sobre que palavra os pecadores necessitavam ouvir. Como jejuava e orava com pesado encargo, suas palavras eram sempre muito eficazes e mais tarde foram publicadas na forma de mensagens.
Muitos que são usados pelo Senhor têm encargo em seu ministério da palavra. Quando Peace Wang era jovem, teve uma obra de avivamento bem-sucedida. Ela sempre se ajoelhava na presença do Senhor e passava longo tempo a chorar e afligir-se pelos pecadores. Assim, quando se levantava para falar, suas palavras eram sempre vivas e eficazes.
Servir com encargo
Temos nosso serviço bem organizado, entretanto nos falta encargo. Ter encargo significa ter um alvo a atingir. Se ainda não atingimos o alvo ou somos incapazes de produzir os resultados esperados, devemos ficar preocupados. Se somos capazes de servir mesmo sem alcançar nenhum resultado, é porque não temos encargo. Manter essa atitude indica falta de encargo. Nosso ministério da palavra nunca deve chegar a esse ponto. Por conseguinte os que ministram a palavra precisam ter sério encargo diante do Senhor, não tendo sossego para descansar ou comer, e até mesmo inquietando os demais para que também não tenham paz.
Pode-se comparar isso à cidade de Jerusalém que não teve paz quando o Senhor Jesus nasceu (Mt 2:1-18). Os que falam pelo Senhor precisam estar sensíveis para inquietar os santos a ponto de que não tenham paz interior. Quando não tiverem paz, nós poderemos ter paz. Os santos não podem amar o mundo em paz. Os santos não podem amar o mundo e amar o Senhor. Não podem ser mornos. Os que servem o Senhor precisam ter esse tipo de encargo.
Muitos são empregados de grandes empresas. Trabalham um número certo de horas todos os dias e simplesmente fazem as tarefas a eles designadas. Não cometem grandes erros e não se importam se a empresa tem lucro ou não. São empregados sem encargo; servem sem encargo. Se não ganhamos nada no primeiro dia de nosso negócio próprio, devemos preocupar-nos com nosso sustento. Se os que servem, seja no serviço de crianças ou de jovens, tiverem essa consciência, serão bem-sucedidos.
Reclamar que fracassamos por ser fracos demonstra falta de encargo. Todos os que servem devem ter encargo a ponto de se sentir responsáveis caso a obra não seja bem-sucedida. Deve ser como um empresário que pensa em seu negócio até mesmo enquanto dorme.
Reclamar que fracassamos por ser fracos demonstra falta de encargo. Todos os que servem devem ter encargo a ponto de se sentir responsáveis caso a obra não seja bem-sucedida. Deve ser como um empresário que pensa em seu negócio até mesmo enquanto dorme.
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