quarta-feira, 30 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 7, capítulo 10, quarta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO DEZ: A ESCOLHA DO MATERIAL PARA O MINISTÉRIO DA PALAVRA

SEMANA 7 - QUARTA
Leitura Bíblica: Rm 12:3-8; 
l Tm 4:6-16; 2 Tm 3:16-17

Ler e orar: "Se alguém fala, fale de acordo com os oráculos de Deus;" (1 Pe 4:11)

O MINISTÉRIO DA PALAVRA
É PARA QUE AS PESSOAS RECEBAM
O SUPRIMENTO DE VIDA


Um ministro da palavra precisa estar atento ao material que utiliza. A escolha do material é importante e envolve muitos detalhes. Os que ministram a palavra precisam compreender que o ministério da palavra tem por objetivo dar vida. 

O exercício do ministério da palavra deve também apresentar soluções para os problemas das pessoas e gerar nelas um sentimento de necessidade. Não deve dar-lhes apenas material para reflexão. Ao exercer o ministério da palavra precisamos suprir as pessoas de vida, solucionar seus problemas e gerar nelas um sentimento de necessidade. Precisamos seguir esses princípios ao escolher o material para o ministério da palavra.

Mais livros foram produzidos sobre temas relativos ao cristianismo do que sobre qualquer outro assunto. O número de livros publicados sobre exposição bíblica é especialmente grande. Se algum ministro da palavra pensa que não precisa usar material extraído de publicações de terceiros, é orgulhoso e tolo.

Um ministro da palavra pode ser tentado também a crer que precisa somente de material extraído de livros publicados no cristianismo. Um ministro que pensa assim perdeu seu ministério da palavra. Um ministro da palavra não deve depender exclusivamente de material encontrado em livros.


O MATERIAL BÁSICO PARA O MINISTÉRIO
DA PALAVRA É COMPOSTO DE LIÇÕES
APRENDIDAS PESSOALMENTE E DE
ENCARGOS RECEBIDOS DO SENHOR
 
O material básico para o ministério da palavra deve ser composto das lições que uma pessoa aprendeu e dos encargos que recebeu do Senhor. Queremos pregar uma mensagem que esteja baseada numa lição que aprendemos e num encargo recebido. Podemos consultar outras pessoas para conhecer suas perspectivas, explicações e ilustrações relativas à lição que aprendemos e ao encargo recebido. 

Ler livros de consulta regularmente ajuda a ampliar nosso conhecimento, mas se um ministro da palavra compila suas mensagens a partir de livros de consulta, sem ter aprendido nenhuma lição ou recebido nenhum encargo, sua mensagem será degradada e inútil. O ministério da palavra é baseado nas lições que já aprendemos e nos encargos que já recebemos.

Se um ministro da palavra não aprende nenhuma lição e nunca recebe nenhum encargo da parte do Senhor, não deve falar do púlpito. 
 
Por essa razão, os que ministram a palavra precisam continuamente aprender lições mediante o trabalhar do Senhor nas coisas grandes e pequenas. Precisa também aprender a receber encargos. Deve receber um encargo de pregar o evangelho e dar determinada mensagem. Tem de sempre receber encargos.

Embora os irmãos amem o Senhor com todo o fervor, falta edificação entre nós. Por isso há a necessidade de receber encargos a fim de conduzi-los a um profundo sentimento de que necessitam de edificação. Temos de receber um encargo da parte do Senhor e liberá-lo mediante o ministério da palavra.

 
NÃO SER ORGULHOSOS,
MAS GUARDAR O CORAÇÃO

Não devemos ser orgulhosos no ministério da palavra. É tolice sentir orgulho à medida que nos preparamos, pensando que nosso material é melhor do que o dos outros. Mesmo que seja de fato melhor, ao consultar os outros, nosso conhecimento será ampliado e nossa percepção da palavra será aprofundada.

Desse modo, à medida que escolhemos material para o ministério da palavra, devemos verificar e nos certificar de que as lições aprendidas e o encargo recebido são nossa base; por outro lado, devemos guardar o coração para não sentir orgulho.

O que uma pessoa fala é degradado e pecaminoso caso precise pesquisar livros por não ter nada para falar. A liberação da palavra não baseada na experiência pessoal ou num encargo recebido do Senhor é uma ofensa a Deus. Falar com essa negligência é pecado. 

Toda mensagem precisa estar baseada na experiência pessoal e liberada a partir de um encargo. Essa é a base fundamental para a liberação da palavra. Ao liberá-la não devemos orgulhar-nos. Devemos estar abertos para usar livros de consulta e receber ajuda de outros. Por exemplo, se lemos um livro há muitos anos sobre certo tópico, não fará mal nenhum lê-lo de novo. Nosso coração e atitude no momento são de consultar outras fontes de material e receber a ajuda de outras pessoas. Todavia não devemos coletar material de maneira indiscriminada. Essa é a atitude correta e o coração correto.


ESCOLHER MATERIAL QUE SEJA VIVO,
E NÃO QUE SEJA NOVO E INCOMUM

Ao nos preparar para ministrar a palavra, devemos procurar material vivo, e não morto. Se quem ministra a palavra quer ser diferente dos demais, será tentado a escolher material novo e incomum, mas também morto. Por causa disso, suas mensagens serão frívolas e não terão o sabor da vida.

Por isso, ao preparar uma mensagem, precisamos evitar a ideia de ser originais usando material novo e incomum. Em lugar disso, devemos esforçar-nos para liberar mensagens vivas e cheias do suprimento de vida.

Por exemplo, apesar de outros já terem falado sobre regeneração muitas vezes, devemos continuar a falar desse assunto. Regeneração é um tópico antigo, sem nada de novo ou incomum, porém, se nosso material for vivo, nossa fala será repleta de suprimento e sabor.

Se nossa única preocupação é contar histórias e negligenciar o suprimento de vida, somos meros contadores de histórias. Embora os santos possam rir, nossa fala é uma ofensa ao Senhor.

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terça-feira, 29 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 7, capítulo 9, terça

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO NOVE: O SIGNIFICADO DA EDIFICACÃO
 ESTÁ NA EDIFICAÇÃO DA AUTORIDADE
DE DEUS SOBRE O HOMEM

SEMANA 7 - TERÇA
Leitura Bíblica: 
l Cr 11:5,7; Ne 4:7-8, 17; 6: 1-9

Ler e orar: "Tudo, porém, seja feito com decência e ordem." (1 Coríntios 14:40)


CONHECER AS ARTIMANHAS DO INIMIGO

O Antigo Testamento diz que a cidade de Davi era sua fortaleza (l Cr 11:5,7). Portanto, quando Neemias prosseguiu com a restauração da cidade, os inimigos apareceram (Ne 4:7-8) e os que edificavam faziam a obra com uma das mãos e seguravam a arma na outra (v. 17). Essa figura é óbvia. Tipifica que os que edificam a igreja devem trabalhar na obra de edificação e lutar ao mesmo tempo. A autoridade é proteção para a igreja.

Precisamos lutar por ela. Para lutar pela autoridade da igreja, devemos aprender a lição. Quando conduzimos os irmãos a amar o Senhor e viver por Ele, capacitando-os a obter a continua presença de Deus, não encontramos muita oposição. Todavia, à medida que conduzimos a igreja a ter ordem adequada e se submeter à autoridade de Deus, o inimigo ataca.

O livro de Neemias nos mostra que a primeira artimanha do inimigo não é um ataque frontal. Ele ataca pelos flancos. Todos os envolvidos na obra de edificação necessitam aprender a combater na batalha espiritual. Precisamos, em primeiro lugar, saber lidar com as artimanhas do inimigo.

Paulo diz que precisamos ficar firmes contra as ciladas do diabo (Ef 6:11). Não ignoramos seus ardis. Sempre que edificamos a ordem na igreja, Satanás usa de meios hábeis para destruir nossa obra. Ele fará uma bela proposta por meio de um amado irmão. Se a aceitarmos, a edificação inteira será destruída.

As ciladas do inimigo podem ser vistas com frequência na igreja. Ele realiza uma obra extremamente traiçoeira, que visa danificar a ordem na igreja a fim de demolir os muros da cidade. Na batalha espiritual é mais importante compreender as ciladas ou artimanhas do inimigo do que empunhar uma espada para lutar com ele.

É isso o que Neemias fez. Primeiro ele compreendeu as artimanhas do inimigo. Então, quando o inimigo disse: "Vem, encontremo-nos", a resposta de Neemias foi: "De tudo o que dizes coisa nenhuma sucedeu; tu, do teu coração, é que o inventas" (Ne 6:1-9). Neemias conseguiu enxergar através das artimanhas do inimigo.

Portanto, na obra de edificação precisamos conhecer as pessoas, as questões e as artimanhas do inimigo. Nosso conhecimento acerca das ciladas do inimigo depende de conhecer as pessoas e as questões. Se não conhecemos as pessoas e as e as questões. Se não conhecemos as pessoas e seus assuntos, o inimigo pode esconder-se neles.

Caso Neemias tivesse aceitado as sugestões do inimigo, teria caído vítima de suas armadilhas. Se não conhecemos certa questão ou assunto, não sabemos quais são as ciladas do inimigo e será fácil cair vítimas de seus estratagemas. O inimigo deseja destruir a autoridade e a ordem de Deus na igreja.

Por exemplo, surgiu certa vez um problema com relação ao tamanho que deveria ter o cálice da mesa do Senhor - se deveria ser usado apenas um cálice grande ou vários cálices individuais pequenos. Esse problema é na realidade uma questão de autoridade, e não do tamanho do cálice.

Em princípio, os presbíteros de nosso distrito ou de nossa igreja devem ter a autoridade administrativa para determinar o tamanho do cálice. A autoridade administrativa quanto a esse problema pertence aos presbíteros, e não aos responsáveis pelas reuniões de grupos. 

Esse não é um assunto de menor importância, mas um princípio fundamental. Se queremos edificar e administrar a igreja, a determinação do tipo de cálice não dependerá de discernir a verdade, mas da decisão dos presbíteros. Devemos obedecer à autoridade representativa dos presbíteros.

Mesmo que a igreja numa cidade utilize um cálice grande, no entanto o distrito quer utilizar cálices pequenos, a decisão ainda dependerá dos presbíteros. É um assunto administrativo.

Não existe necessidade de debate com relação ao tamanho do cálice para a reunião da mesa do Senhor e ao que utilizar para o batistério à parte da decisão dos presbíteros. Esse tipo de discussão somente leva ao caos e à desordem. Isso indica falta de conhecimento quanto à questão da autoridade. Em outras palavras, não haverá edificação nesse aspecto fundamental.

A rigor, podemos expressar nossa opinião em qualquer lugar que não seja a igreja. Se queremos seguir o caminho dos gentios e praticar a democracia, perdemos a presença e a proteção de Deus. Precisamos conhecer a obra de edificação de Deus e precisamos conhecer a presença e a autoridade de Deus.

Em questões relativas à igreja, os que servem ao Senhor não devem falar livremente. Expressar nossas opiniões faz da igreja um clube de debates. Isso não quer dizer que não devemos expressar nossas considerações, e sim que precisamos estar conscientes da autoridade de Deus.

Um irmão responsável por uma reunião de grupo deve lidar com os problemas mediante o canal apropriado. Pode compartilhar com os presbíteros e deixá-los a par de seus sentimentos e percepções. O problema deve ser levado aos presbíteros. Os presbíteros não devem rejeitar de maneira precipitada a perspectiva compartilhada pelo irmão. Antes, devem levar os sentimentos do irmão à presença do Senhor e ver como o Senhor os conduz. Isso é apropriado.

O irmão responsável deve então seguir a decisão dos presbíteros sem emitir qualquer juízo pessoal. Os presbíteros podem escolher seguir o entendimento do irmão. Podem vir a entender também que toda a igreja deveria seguir o mesmo caminho. Essa é uma igreja apropriada.


EDIFICAR A AUTORIDADE APROPRIADA NA IGREJA
 
A igreja deve funcionar desse modo, e a administração de qualquer país também deveria funcionar assim. Novas medidas a ser tomadas não se originam de brigas. Para que uma nova medida seja transformada em lei, o órgão legislativo de um país precisa funcionar de forma apropriada e ordenada.

Rixas não são eficazes. Precisamos aprender essa lição. Quando um problema se nos apresenta, não devemos expressar inúmeras opiniões diferentes. Não há necessidade de iniciar disputas na igreja. Pelo contrário, devemos edificar a autoridade, o muro, a fim de proteger todos os santos na igreja. Temos de aprender essa lição se queremos trabalhar com seriedade.

A artimanha de Satanás é causar danos à edificação de Deus. Por essa razão não devemos encorajar um ambiente de livre expressão de opiniões pessoais. Um ambiente desses trará danos para a igreja. Não devemos encorajar atividades carnais ou a expressão de opiniões humanas na igreja.

Devemos receber o trabalhar do Senhor e permitir que Ele Se edifique em nós. Os que já aprenderam a lição diante do Senhor e foram aperfeiçoados sabem que há ordem na igreja. Isso não significa que são a autoridade, e sim que mantêm a posição.

Caso não tenhamos aprendido a lição e sido edificados pelo Senhor, nossa obra não será para edificação. Os que forem salvos por meio de nós não saberão conduzir-se, porque nós não fomos edificados por Deus. Os que instruímos também não saberão se portar. Não seremos capazes de edificar porque não passamos pelo processo de edificação. Como consequência, o Senhor não terá caminho em nós.

O cristianismo atual é caótico. Há muitas oportunidades para os que seguem rumo ao caos. Podem até mesmo abrir uma congregação como melhor entenderem. No entanto os que desejam fazer a obra de edificação de Deus necessitam aprender lições muito importantes e enxergar através das artimanhas do inimigo.

Isso não é questão relacionada à verdade. Nossa opinião pode estar certa, ainda assim podemos não andar conforme a ordem estabelecida, não obedecer à autoridade e não ser trabalhados. Visto que não aprendemos a lição, não conhecemos a igreja.

Um irmão responsável por uma reunião de grupo não tem autoridade para decidir algo referente à administração da igreja. Se as igrejas em Taiwan utilizam cálices grandes para a mesa do Senhor, é tolice uma reunião de grupo mudar para cálices pequenos. Isso prova que ainda não aprendemos as lições e ainda não conhecemos a igreja e a edificação. Isso demonstra que somos presunçosos e insolentes

Precisamos aprender essa lição solene e então poderemos fazer uma obra igualmente séria. Essa obra será valiosa porque será a edificação. Edificar a autoridade não significa edificar nossa autoridade, e sim edificar a ordem de Deus na igreja

Quando alguém entrar em contato com essa autoridade, perceberá que essa é de fato a igreja e a ordem de Deus está presente aqui. Deus terá caminho e nós também. Por séculos muitas pessoas seguiram o caminho do cristianismo institucionalizado. Esse, porém, não é o caminho de Deus. Que o Senhor nos conceda graça para que conheçamos Sua edificação com relação à administração da igreja e ao ministério da palavra.

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segunda-feira, 28 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 7, capítulo 9, segunda

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO NOVE: O SIGNIFICADO DA EDIFICACÃO
 ESTÁ NA EDIFICAÇÃO DA AUTORIDADE
DE DEUS SOBRE O HOMEM

SEMANA 7 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: 
Ne 4:7-8

Ler e orar: "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do diabo;" (Ef 6:11)


O TEMPLO E A CIDADE SÃO IGUALMENTE CRUCIAIS
 
Nossa obra é fazer com que as pessoas saibam o que significa ter o mesclar de Deus e o homem, e o que significa estar debaixo da autoridade divina. Sem o mesclar e a autoridade de Deus, não pode haver nenhuma edificação. Sem o templo, não há habitação; sem a cidade, não há proteção.

Em outras palavras, se conhecemos a presença de Deus sem conhecer Sua autoridade, não temos a cidade e o templo. A presença de Deus por fim será perdida, porque não há proteção. Temos de ter a presença de Deus bem como Sua autoridade para ter proteção.

A edificação sempre envolve combate. Efésios 2 fala de edificação, e o capítulo seis fala de batalha espiritual. A batalha está relacionada com a cidade, e não com o templo. A batalha é pela autoridade de Deus, e não por Sua presença.

Quando Neemias retomou a fim de edificar a cidade, encontrou guerra (Ne 4:7-8). Parece que o inimigo não desejava frustrar a edificação do templo tanto quanto a da cidade. Isso é porque a cidade envolve a autoridade de Deus. O inimigo sabe muito bem que se não houver cidade, o templo poderá ser facilmente destruído; por isso seu combate visa o que diz respeito à autoridade e a ordem. Se não existir cidade, o templo não possui proteção.

Satanás sabe que a presença de Deus pode ser facilmente destruída quando não há ordem, quando não há autoridade, na igreja. Todo obreiro do Senhor precisa compreender o significado de edificar a igreja. Edificá-la é edificar a autoridade de Deus nela.

Se a igreja numa cidade tiver apenas fervor, cordialidade e amor mútuo, mas não tiver ordem nem autoridade, essa igreja está errada.  Ela não tem proteção. Embora possa estar muito bem hoje, a falta de proteção pode levá-la ao colapso amanhã.

Amar uns aos outros não significa necessariamente a presença de Deus, pois isso pode ser do afeto do homem natural e não ter em si o mesclar de Deus. Mesmo que tenhamos o mesclar de Deus, se não possuirmos Sua autoridade, não haverá proteção. É preciso se estabelecer autoridade na igreja.

Uma igreja estará muito enfraquecida caso os irmãos tenham opiniões divergentes quando surgir alguma situação. Em vez de haver edificação nela, haverá apenas uma pilha de pedras. Uma igreja forte é repleta da presença de Deus e de Sua autoridade, tendo assim tanto o templo como a cidade.

É difícil encontrar a autoridade de Deus no cristianismo institucionalizado. A maioria dos grupos está cheia de opiniões humanas. Eles se exaltam afirmando que são democráticos, no entanto estão repletos de opiniões humanas e da falta da autoridade de Deus. Essa era a situação da igreja em Laodicéia. Essa é a razão por que diáconos discutem com presbíteros e presbíteros discutem com pastores.

Nossa intenção não é criticar os outros, porém desvendar a verdade de que, se não levarmos a autoridade de Deus em consideração e enfatizarmos a opinião dos homens, o resultado será uma interminável discussão.

A igreja de Deus é um templo e uma cidade. Na igreja de Deus estão o templo e a cidade - a presença de Deus e Sua autoridade. Precisamos considerar que tipo de obra realizamos. Será que estamos edificando a igreja ou o cristianismo institucionalizado? Temos de saber primeiro se estamos ou não debaixo da autoridade de Deus e se mantemos ou não nossa posição na ordem planejada por Ele. 

Poucas pessoas entendem que edificar a igreja é edificar a presença e a autoridade de Deus. A partir desse momento, entretanto, precisamos saber que edificar o Corpo de Cristo é edificar o mesclar de Deus com o homem e edificar a autoridade de Deus sobre o homem. Precisamos realizar essa obra.

 
PERMITIR QUE DEUS SEJA
EDIFICADO EM NOSSO ÍNTIMO

Ser edificados em Deus significa permitir que Ele opere em nós e Se mescle conosco em tudo. Se somos edificados por Deus e estamos sujeitos a Sua autoridade, podemos então ajudar outros realizando uma obra de edificação neles.

Quando trabalhamos em outras pessoas, primeiramente acrescentamos Deus a elas para que tenham Sua presença no andar e viver prático. Desse modo tornam-se o templo de Deus.

Precisamos então realizar outra obra nelas, para que conheçam a autoridade de Deus. Isso corresponde a edificar o muro nelas. Dessa forma terão a presença e a autoridade de Deus. Serão pessoas edificadas não importa aonde forem. Saberão o que é ter a presença de Deus, Seu mesclar, e também conhecerão Sua autoridade e ordem.  Elas terão sido edificadas.

Alguns podem ser fervorosos, mas não têm o templo de Deus ou Sua cidade. Podem ter certa medida de Sua presença, porém não compreendem Sua autoridade. Há certa medida da restauração de Esdras, no entanto não há nada da restauração de Neemias. Porém há outros que têm tanto o templo como a cidade. Têm a presença e a autoridade de Deus. Em tudo têm o mesclar de Deus e estão sob Sua autoridade. Mantêm a ordem e estão debaixo de autoridade. Também reinam, porque têm a autoridade divina. Em outras palavras, possuem a cidade de Deus. Tendo a cidade de Deus em nós, temos proteção para nossa condição espiritual.

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domingo, 27 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 7, capítulo 9, domingo

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA


CAPÍTULO NOVE: O SIGNIFICADO DA EDIFICACÃO
 ESTÁ NA EDIFICAÇÃO DA AUTORIDADE
DE DEUS SOBRE O HOMEM


SEMANA 7 - DOMINGO
Leitura Bíblica: Gn 11:1-9; Mt 8:5-13; Jd 9


Ler e orar: "Nunca mais haverá qualquer maldição. Nela, estará o trono de Deus e do Cordeiro. Os seus servos o servirão," (Ap 22:3)


A EDIFICAÇÃO DA CIDADE DE DEUS

Há distinção entre o templo e a cidade. O templo enfatiza a habitação, a morada. A cidade está relacionada com a administração. Portanto o templo diz respeito à Sua presença e a cidade à Sua autoridade soberana, a Seu poder. Quando a Nova Jerusalém entrar em cena, esses dois aspectos serão combinados. A Nova Jerusalém é uma cidade, o que é questão de autoridade, e também é o tabernáculo de Deus com os homens, que diz respeito ao aspecto de morada.

Por isso na Nova Jerusalém vemos tanto a presença de Deus como Sua autoridade. Apesar de os dois aspectos estarem combinados, a ênfase na cidade está na autoridade. Por isso o centro da Nova Jerusalém é o trono de Deus e do Cordeiro, que diz respeito ao poder soberano de Deus, à Sua autoridade (Ap 22:3).


A EDIFICAÇÃO DA CIDADE É A EDIFICAÇÃO DA 
AUTORIDADE DE DEUS SOBRE O HOMEM

Edificar o templo é edificar a habitação de Deus para que Ele tenha base no ser humano, habite nele e esteja mesclado com ele. Edificar a cidade é edificar o poder soberano de Deus, Sua autoridade sobre o homem.

Em primeiro lugar precisamos edificar a presença de Deus no homem. Esse é o passo inicial. A seguir precisamos edificar o poder soberano, a autoridade divina, sobre o homem. Esse é o passo final.

Por essa razão, primeiro temos a igreja, a casa de Deus, Seu templo, e a seguir temos a manifestação da Nova Jerusalém. Na obra de edificação sempre edificamos em primeiro lugar o templo e a seguir a cidade. A presença de Deus vem antes de Sua autoridade. Primeiro edificamos o mesclar de Deus com o homem, depois edificamos Sua autoridade sobre o homem.

Apesar de o templo ser o centro, a proteção se encontra na cidade. Uma pessoa que só tenha o elemento do templo, e não o da cidade, está sem proteção. Se houver apenas a restauração do templo, sem a cidade, o templo estará desprotegido. Por essa razão, depois que o templo foi restaurado por Esdras, Neemias ainda precisou restaurar a cidade. Não houve combates durante a restauração do templo, porque a questão da proteção não era problema; havia, porém, a ameaça de guerra quando a cidade era restaurada, porque a cidade estava relacionada com a proteção.

A presença de Deus não implica na existência de batalhas, porém a autoridade de Deus se relaciona com o combate. A obra de Satanás nas pessoas é destruir a autoridade de Deus, e não Sua presença. O propósito primordial de Deus é Sua autoridade, e não Sua presença. A manifestação extrema na Bíblia é uma cidade com o trono de Deus no centro. Isso significa que o alvo primordial de Deus é realizar algo onde Ele reine e estabeleça Seu trono.

Quando estamos mesclados com Deus e temos Sua presença em nós, podemos ser unidos a outras pessoas como o templo de Deus. Os que estão mesclados com Deus e têm Sua presença interior podem ser unidos a fim de ser o templo de Deus. Todavia isso não faz de nós a cidade de Deus. Precisamos ser edificados a ponto de estar sob a autoridade de Deus, tendo Seu poder soberano sobre nós. Somente então podemos ser unidos a fim de nos tornar uma cidade. Se estamos apenas mesclados com Deus, Ele só pode ter uma habitação. Para Ele reinar entre nós, precisamos ter Sua autoridade sobre nós.

Assim, o significado da edificação é edificar a presença de Deus nas pessoas e Seu reino sobre elas, isto é, edificar o mesclar de Deus nelas e Seu domínio sobre elas. Se não existe templo nem cidade na terra, Deus estará restrito aos céus e só pode reinar nos céus. Somente quando há um templo na terra é que Deus pode habitar na terra, e apenas quando existe uma cidade na terra é que Sua vontade pode ser feita e Seu reino ser exercido aqui.

Em outras palavras, quando tivermos sido edificados por Deus no nosso interior e assim tivermos Sua presença, seremos unidos aos que também foram edificados por Deus e, portanto, também têm Sua presença a fim de nos tornar Seu templo. Então, quando tivermos a autoridade de Deus e Seu reinar sobre nós, poderemos ser unidos aos que também estão sob Sua autoridade a fim de nos tornar uma cidade.

Por essa razão, precisamos permitir que Deus opere em nós para que sejamos edificados. Se existir qualquer aspecto em que não estamos mesclados com Deus, não seremos Seu templo. Se não permitirmos que Ele reine em nós em certo aspecto, não seremos Sua cidade. Precisamos deixá-Lo edificar em nós.

Depois de edificados, saberemos se o ser interior de alguém com quem entramos em contato está desolado ou se tem a presença do Senhor. Saberemos também se foi edificado e tem o templo de Deus nele. Talvez ame o Senhor com sinceridade, mas só identificamos desolação em seu íntimo. Ele não tem a presença do Senhor quando lida com várias coisas. No máximo conseguimos perceber que é zeloso, ativo e determinado, no entanto não conseguimos identificar o templo nele. Não conseguimos entrar em contato com a presença de Deus nele. Portanto, ele não pode servir de forma coordenada com outros cristãos.

Para ajudar uma pessoa nessas condições, precisamos fazer a obra de edificação a fim de edificar Deus em seu intimo Em outras palavras, necessitamos edificar a presença de Deus em seu intimo para que ela tenha, em certa medida, o templo, a presença e o mesclar de Deus.

Nessa pequena medida da presença e do mesclar de Deus, também somos edificados nela. Com essa pequena medida da presença e do mesclar de Deus, ela também pode unir-se a nós. Com essa pequena medida da presença e do mesclar de Deus, ela está edificada e não isolada. Quanto mais trabalharmos nessa pessoa, mais a presença e o mesclar de Deus no intimo dela crescerão. O templo de Deus nela crescerá e sua união com outros aumentará. Quanto mais ela for edificada desse modo, mais estará salva de ser independente. Quanto mais for edificada desse modo, mais estará salva de ser individualista e mais aprenderá a ser unida com outros a fim de ser edificados juntos.

Depois que trabalharmos numa pessoa por algum tempo, ela possuirá alguma edificação em si mesma e por fim terá o templo de Deus em si. Entretanto ela ainda não tem a cidade de Deus; ainda não conhece a autoridade de Deus, Seu poder soberano. A cidade é totalmente uma questão de autoridade.

Quando a cidade e a torre de Babel foram construídas na terra, o homem subverteu a autoridade de Deus (Gn 11:3-4). Quando edificamos o templo de Deus no intimo de uma pessoa, temos de edificar nela também a cidade de Deus: Seu poder soberano, Sua autoridade. Então ela aprenderá a ter não apenas a presença de Deus, como também a estar debaixo de Sua autoridade em tudo.

Que significa estar sob a autoridade de Deus? Que é autoridade? Precisamos ver que existe não só autoridade e ordem na igreja, mas também saber que o universo inteiro é questão de autoridade. Por exemplo, quando o arcanjo Miguel contendeu com o diabo a respeito do corpo de Moisés, ele não ousou emitir juízo infamatório contra o diabo. Apenas disse: "O Senhor te repreenda!" (Jd 9). Isso é questão de autoridade.

Em Mateus 8 o centurião disse ao Senhor Jesus: "Pois também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz" (v. 9). Isso também é questão de autoridade. O universo todo é questão de autoridade, de ordem. Há ordem em nossa casa. Ordem envolve autoridade. Isso se aplica ainda mais à igreja.

Desde o início de Gênesis o universo está um caos, porque perdeu-se a ordem. No Novo Testamento, a começar do Evangelho de Mateus, Deus realiza uma obra de restauração. À medida que Ele a realiza, há cada vez mais ordem. Quando chegamos ao fim de Apocalipse, tudo está em perfeita ordem. Portanto, quando a cidade se manifestar, tudo estará debaixo de autoridade. A obra de edificação que realizamos começa com a edificação de Deus sendo mesclado com o homem e culmina na edificação da autoridade de Deus sobre o homem. Quanto mais uma pessoa é mesclada com Deus e mais autoridade divina tenha sobre si, mais será unida a outras. Ter apenas boa conduta não é o suficiente na igreja, porque a igreja é questão de ser edificados sob a autoridade de Deus.


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sábado, 26 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 6, capítulo 9, sábado

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO NOVE: O SIGNIFICADO DA EDIFICACÃO
 ESTÁ NA EDIFICAÇÃO 
DA AUTORIDADE
DE DEUS SOBRE O HOMEM 

SEMANA 6 - SÁBADO
Leitura Bíblica: 1 Rs 8:10-11; 1 Co 6:19

Ler e orar: ""Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós" (1 Co 6:19)


A EDIFICAÇÃO DO TEMPLO É A EDIFICAÇÃO
DA MESCLA DE DEUS COM O HOMEM
 
Edificar a igreja, o Corpo de Cristo, é uma expressão genérica na Bíblia. Uma expressão mais específica e melhor definida é a edificação do templo e da cidade. A ênfase do templo está na presença de Deus, na mescla de Deus e do homem. Por esse motivo, edificar o templo é edificar a mescla de Deus com o homem.

Para começar 1 Coríntios 6:19 diz: "Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós". Somos o santuário ou templo de Deus e o Espírito de Deus habita em nós. Essa é a mescla de Deus com o homem. O templo diz respeito ao mesclar de Deus com o homem. Depois que o templo foi construído, a glória do Senhor encheu todo o templo (1 Rs 8:10-11). Esse templo representa o povo de Israel como habitação de Deus; Deus habitou entre eles.

Na administração da igreja e no ministério da palavra estamos edificando a igreja. Estamos edificando a mescla de Deus com o homem nas pessoas. O propósito da administração da igreja é produzir a mescla de Deus com o ser humano. O propósito de nosso ministério da palavra também é produzir tal mescla. Se produzimos a mescla de Deus com o homem, edificamos o templo.

Esse princípio pode ser aplicado a muitas situações. Talvez dois irmãos vivam juntos, mas não se deem bem. Eles não brigam e são educados, porém não há edificação entre eles. Eu pergunto: "A presença de Deus está com eles? O templo de Deus está lá?". Se não existe edificação entre eles, eles não têm a presença de Deus ou o templo de Deus com eles. São pessoas independentes, sendo que nenhum dos dois se importa com os assuntos do outro. São apenas dois irmãos que servem ao Senhor juntos e moram na mesma casa. Não têm a presença de Deus, Seu templo. 

Se já fomos edificados e aprendemos a lição da edificação, perceberemos que falta mescla a esses irmãos. Os dois têm grande quantidade de ego e, portanto, não há muita mescla com o Senhor. Por essa razão, nossa tarefa é edificá-los, de modo que Cristo seja mais mesclado com eles. Precisamos prestar maior atenção a que parte de seu ser não lhes permite ser mesclado a Deus. Caso permitam que essas partes sejam trabalhadas, serão mesclados com Deus e, assim, o templo de Deus estará neles. A extensão de nossa união com os outros depende de quanto já fomos mesclados com Deus. Essa é a edificação e o templo de Deus com Sua presença. 

Sempre que prestamos verdadeira ajuda espiritual às pessoas, nós as capacitamos a ser mais mescladas com Deus. Quanto mais estiverem mescladas com Deus, mais estarão unidas a outros membros do Corpo de Cristo. Aqueles a quem falta o elemento de Deus não podem ser um com outros crentes. Portanto os irmãos que falam do púlpito devem assegurar-se que suas palavras resultem em Deus ser mais mesclado com os santos.

Se trabalhamos com os jovens, as mensagens que pregamos devem levá-los a ser mais mesclados com Deus. Se nossas mensagens não produzirem esse resultado, nossa obra não será de edificação. Não edificaremos o templo. A obra que edifica o templo é a que permite a Deus obter habitação para Si mesmo. Permite que Deus habite no íntimo do ser humano. Nossa obra deve levar Deus a habitar ainda mais no homem e ser mesclado com ele.

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sexta-feira, 25 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 6, capítulo 9, sexta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO NOVE: O SIGNIFICADO DA EDIFICACÃO
 ESTÁ NA EDIFICAÇÃO 
DA AUTORIDADE
DE DEUS SOBRE O HOMEM 

SEMANA 6 - SEXTA
Leitura Bíblica: 1 Rs 8:12-21; Efésios 2:22; 4:11-15; Hb 11:10

Ler e orar: "Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador." (Hb 11:9,10)


A maior parte das pessoas pensa que a edificação nos capacita a agir em coordenação uns com os outros de tal modo que não sejamos mais indivíduos separados, porém um Corpo corporativo. O verdadeiro significado da edificação, porém, é edificar Cristo na pessoa dos crentes. Quando Cristo já estiver edificado nos crentes, eles se tornam Seu Corpo.

Em Efésios 4:11-12 Paulo diz que Deus concedeu à igreja diversos dons para a edificação do Corpo de Cristo, a edificação da igreja. Em 1 Coríntios 3 ele se refere à edificação do Corpo como a edificação da habitação de Deus. O Corpo e a habitação são exatamente a mesma coisa. Paulo nos diz que devemos usar ouro, prata e pedras preciosas para a edificação. Se edificarmos com madeira, feno e palha, nossa obra será consumida (vs. 12-15).

O versículo 12 do capítulo três nos mostra que o material da edificação são ouro, prata e pedras preciosas. O ouro representa a natureza divina de Deus Pai, a prata representa a redenção de Cristo, o Filho, e as pedras preciosas representam a obra transformadora do Espírito. Isso nos ensina que o material a ser usado na edificação é o Deus Triúno - o Pai, o Filho e o Espírito.

Em outras palavras, o edifício é construído com a natureza divina do Pai, a redenção do Filho e a obra de transformação do Espírito. Esse versículo, no entanto, não nos diz o que edificamos. Por exemplo, tijolo, pedra ou madeira dizem respeito ao material usado na construção, mas casa, sala de aula ou auditório referem-se ao edifício em si.

De acordo com a Bíblia, existem dois aspectos da edificação de Deus no universo: um se refere a uma habitação, e o outro, a uma cidade. Tudo o que diz respeito à edificação está relacionado com a habitação ou com a cidade. Seja Deus ou o homem que constrói, existem apenas esses dois aspectos da edificação: a habitação e a cidade. Habitação, templo e palácio referem-se todos à mesma e única coisa. 

Um templo é uma habitação, e um palácio também. Com exceção da torre de Babel, toda construção mencionada na Bíblia se refere a uma habitação ou a uma cidade. Hoje Deus edifica uma habitação. A igreja é Sua habitação, Sua casa. Quando esse edifício estiver concluído, será uma cidade: a Nova Jerusalém. Conforme Efésios 2:22, Deus edifica uma habitação, e de acordo com Hebreus 11:10, Deus edifica uma cidade com fundamentos.


A EDIFICAÇÃO DO TEMPLO DE DEUS
 
No Antigo Testamento, o templo santo tipifica a habitação de Deus, e a cidade santa tipifica a Nova Jerusalém. Quando o povo de Israel entrou em Canaã, de seu ponto de vista eles obtiveram a bênção de uma terra de onde manava leite e mel. Já do ponto de vista divino, no entanto, eles estavam construindo um templo e uma cidade para Deus (1 Rs 8: 12-21). Os israelitas tomaram o templo santo e a cidade santa, Jerusalém, para ser seu centro.

Quando o povo de Israel chegou a Canaã, seu trabalho era o de edificar o templo e a cidade. Todo o relacionamento de Deus com Seu povo no Antigo Testamento estava relacionado com o templo e a cidade. Por isso, os salmistas falavam com frequência do templo santo e da cidade santa. Essa é a questão central entre Deus e Seu povo.

Satanás, o inimigo de Deus, fez tudo o que estava ao seu alcance para destruir o relacionamento de Deus com Seu povo. Ele fez isso destruindo o templo santo e a cidade santa. Depois da destruição do templo e da cidade santa, houve uma restauração entre o povo de Israel. O edifício precisava ser restaurado. O templo santo e a cidade santa necessitavam ser edificados. Isso mostra que a edificação do Corpo de Cristo é a edificação do templo de Deus por um lado e da cidade de Deus por outro.

Por um lado, o Corpo de Cristo é a casa, a habitação e o templo de Deus; por outro, é a igreja e a noiva de Cristo. Em Apocalipse 21 encontramos uma cidade - a Nova Jerusalém. A cidade santa é a noiva. Portanto a igreja diz respeito ao templo e à cidade. Edificar a igreja é edificar o templo e a cidade de Deus.


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quinta-feira, 24 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 6, capítulo 8, quinta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO OITO:
A EDIFICAÇÃO DA IGREJA REQUER
CONHECIMENTO DE DIFERENTES QUESTÕES

SEMANA 6 - QUINTA
Leitura Bíblica: Gn 40:20-22; Jó 1:4, 13,18-19; Mt 14:6-10

Ler e orar: "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele;" (1 João 2:15)


ESTAR ALERTAS CONTRA O SENTIMENTO
DE SUPERIORIDADE NACIONAL E OS
HÁBITOS MUNDANOS

A edificação da igreja não depende de reconhecer que o que vem do ocidente é sempre bom. Mesmo que oitenta por cento das coisas que procedem do ocidente sejam boas, ao menos vinte por cento das coisas no oriente também são boas. Não devemos pensar que as pessoas do ocidente estão cem por cento certas. Caso contrário, as igrejas no oriente e no ocidente não serão edificadas juntas.

Dois dias atrás, um irmão do ocidente disse que vários servos da casa dos obreiros estiveram numa festa de aniversário com sua família. Ele os convidou para se alegrar com eles no aniversário de seu filho. Não devemos trazer hábitos do mundo para nosso meio. Desde que tomamos o caminho da restauração do Senhor, não celebramos aniversários nos últimos trinta anos.

Não somos perfeitos, mas alguns missionários do ocidente precisam ser censurados. Eles vieram ao oriente a fim de fazer a obra do Senhor, no entanto também prejudicam essa obra. Celebrar o aniversário dos filhos e até mesmo convidar os que servem a participar é uma atitude carnal que trará danos à obra do Senhor.

Isso pode encorajar os que vivem na casa dos obreiros a celebrar o aniversário dos filhos. Isso é intolerável. Permitimos que os irmãos do ocidente nos influenciem em vez de influenciá-los. Os que laboram pelo Senhor precisam ter muito cuidado.

Sempre que recebemos um convite, temos de saber quem está envolvido e qual é o propósito da reunião. Pregamos a verdade com relação a não amar o mundo e desejamos que os outros não amem o mundo. Nos últimos trinta anos nossos colaboradores não celebraram os aniversários dos filhos ou mesmo dos pais.

Precisamos aprender essa lição a fim de edificar a igreja. Doutro modo, nosso esforço será como um provérbio chinês que diz que "moemos grãos de soja sem produzir nenhum tufou". Nossos esforços serão em vão. Por essa razão, não devemos orgulhar-nos ou humilhar-nos em excesso ao conhecer a origem de certa questão.

Antes de convidar determinado irmão do ocidente para falar, consideramos o fato de que ele agradecera em público aos que lhe enviaram cartões de natal. Apesar de eu ter recebido ajuda espiritual desse irmão, nesse aspecto ele é que precisava de ajuda. Se o natal é condenado por Deus, mesmo que as pessoas nos enviem cartões, não devemos agradecer-lhes. Esse exemplo demonstra que nem tudo o que vem do ocidente está certo. Eles necessitam de nossa ajuda em muitas questões.

Apesar de não ter nenhuma luz com respeito à base da igreja, recusam-se a receber ajuda quanto a esse assunto. Até mesmo debatem e discutem repetidas vezes sobre a base da igreja. Isso revela um sentimento de superioridade nacional. Para que as igrejas no oriente e no ocidente sejam edificadas juntas, os irmãos do ocidente precisam estar abertos para a questão da base da igreja.

Não ficamos brincando nos últimos trinta anos. Demos a vida para seguir esse caminho. Não devemos considerar nenhum assunto da igreja de forma superficial. Devemos sim estar desesperados com relação a alguns assuntos e deixar outros de lado. Respeitamos os ministérios espirituais do ocidente, contudo não concordamos em que tudo o que vem de lá esteja correto.

As igrejas estão diante de nós. Aceitamos os irmãos do ocidente que estão conosco e devemos permitir que sirvam ao Senhor. Entretanto precisamos aprender a conhecer as pessoas e a discernir as questões. Precisamos saber também o que podemos e o que não podemos aceitar.

Precisamos discernir inclusive as questões que envolvem um jovem ou uma jovem. Devemos encorajar o que é conveniente e restringir o que não é. A mera pregação do evangelho para a salvação dos pecadores e a instrução dos crentes não podem edificar a genuína igreja do Senhor. Precisamos conduzir outros a Cristo e ajudá-los a se estabelecer e ser edificados na igreja.

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quarta-feira, 23 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 6, capítulo 8, quarta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO OITO:
A EDIFICAÇÃO DA IGREJA REQUER
CONHECIMENTO DE DIFERENTES QUESTÕES

SEMANA 6 - QUARTA
Leitura Bíblica: 1 Cr 29:9; Pv 3:9; Mc 12:43-44; 2 Co 9:7

Ler e orar: "Fala aos filhos de Israel que me tragam oferta; de todo homem cujo coração o mover para isso, dele recebereis a minha oferta." (Êxodo 25:2)


COMO CONHECER AS QUESTÕES

Em nossos contatos com as pessoas precisamos discernir as questões. Apesar de não interferir em questões que não nos dizem respeito, não devemos negligenciar os assuntos que nos envolvem. Portanto precisamos aprender a discernir os fatos. No entanto nosso aprendizado deve ser gradual, e não apressado. Ao aprender a conhecer as situações, diversos pontos requerem nossa atenção.

Primeiro, por trás de cada situação existe uma pessoa. Quando a pessoa está certa, a situação em si quase sempre está certa. Por esse motivo, devemos sempre saber quem está na origem de cada situação. Precisamos conhecer o causador, o patrocinador, da situação. Se existir um problema na origem, haverá problemas ainda que a situação pareça certa. Precisamos chegar ao fundo de cada questão.

Segundo, precisamos conhecer a motivação por trás da questão. Alguém pode doar dez mil dólares apenas para receber a aprovação dos outros. Outra pode fazer a mesma oferta somente porque outros a censuraram por não ofertar. A motivação está errada nas duas situações. Devemos prestar atenção à motivação dos outros.

Isso não quer dizer que tudo o mais está certo quando a motivação está certa. Precisamos saber também se a natureza está certa. Por exemplo, um irmão que deseja algo inadequado pode vir a receber ajuda de outro irmão. Embora o irmão que o ajuda possa ser motivado pelo amor, o objeto de sua ajuda não é apropriado.

Terceiro, mesmo que a natureza esteja correta, precisamos saber se a maneira de executar é certa. Por exemplo, um irmão que queira fazer uma oferta de dez mil dólares, pode simplesmente trazer o dinheiro a nós. Devemos ajudá-lo a compreender que essa não é a maneira certa de se fazer a oferta. Ele deve colocar o dinheiro na caixa de ofertas. Devemos ensinar-lhe a orar a fim de conhecer as necessidades da igreja. Então verá que sua oferta não se dirige a um indivíduo ou propósito único. Podemos ensinar-lhe sobre isso compartilhando com ele. Quando ele se colocar diante do Senhor, a igreja será edificada. Por um lado, não devemos pensar apenas que uma oferta de dez mil dólares é algo maravilhoso; por outro, não devemos rejeita-la por acaso. Temos de aprender a melhor forma de cuidar desse assunto e estar atentos aos resultados.

Quarto, precisamos saber qual será o resultado de cada situação. A forma como algo é efetuado pode ser boa, mas a consequência não. Se o efeito provocado não for bom, não se deve tocar mais no assunto. Aqui está um breve esboço. 

A administração da igreja, o ministério da palavra e de visitação aos santos devem ser efetuados segundo essas considerações. Se praticarmos isso, será fácil discernir as questões. Quando as discernimos desse modo, edificamos em vez de danificar a igreja. Portanto precisamos aprender a conhecer a fonte e a natureza das questões de tal forma que encontremos o modo adequado de lidar com ela para a edificação da igreja.

Se existir um problema com quem oferta, devemos ajudá-lo no que tange à sua pessoa. Se ele tem a motivação errada, devemos ajudá-lo. Se houver um problema com a maneira como algo é efetuado, com seu resultado ou efeitos, não devemos ignorar o problema nem tratá-lo levianamente, porque pode causar impacto na edificação da igreja. Devemos ajudar o irmão com a adequação, a ajuda e o ensino necessários. Isso trará edificação para a igreja.

Se lidarmos com as questões com leviandade ou negligência, perderemos a oportunidade de edificar a igreja. Precisamos compreender toda questão que chega a nós e aproveitar a oportunidade para instruir e ensinar os envolvidos. Isso edificará também a igreja. Se os santos puderem receber nossa ajuda quanto à questão das ofertas materiais, serão edificados de forma genuína. Também serão edificados como parte da igreja.

Em nossa obra e serviço, precisamos conscientizar-nos que ser orgulhoso não faz sentido e considerar-nos inferiores é pior ainda. Não há valor algum em pensar que estamos sempre certos; nem existe valor em pensar que estamos sempre errados. As duas atitudes são erradas e indignas. Sempre que nos defrontamos com uma pessoa ou questão, precisamos aprender a conhecer as forças e fraquezas da pessoa, bem como a fonte e natureza da questão. Desse modo, saberemos ajudar a pessoa a ser edificada na igreja; saberemos também lidar com a situação. Isso é edificar.

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segunda-feira, 21 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 6, capítulo 8, terça

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO OITO:
A EDIFICAÇÃO DA IGREJA REQUER
CONHECIMENTO DE DIFERENTES QUESTÕES

SEMANA 6 - TERÇA
Leitura Bíblica: Gl 6 

Ler e orar: "A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei." (Rm 13:8) 


RECEBER A AJUDA DE DEUS E NÃO DO HOMEM

Não devemos ficar em débito com os outros. Devemos receber nossa ajuda de Deus e não do homem. Os últimos cem anos de obra cristã aqui não trouxeram edificação para a igreja; antes, trouxeram danos e causaram demolição na igreja. Os missionários do ocidente precisam aprender a lição de ajudar as pessoas diante do Senhor sem torná-las seus beneficiários. As pessoas devem sentir que receberam a ajuda de Deus e não do homem. 

Não é edificante para os irmãos ocidentais produzir nas pessoas o sentimento de ser beneficiários. Ao fazê-lo, fazem-se superiores aos outros. Isso jamais trará edificação para a igreja. A igreja foi corrompida. Quando ajudamos em secreto, nossa ajuda de fato beneficia os outros.


NÃO CONSIDERAR OS OUTROS SUPERIORES
E A NÓS MESMOS INFERIORES 

Os irmãos do ocidente tinham boas intenções, mas precisavam considerar suas atitudes. Elas eram impróprias porque não eram construtivas. Muitos dentre os irmãos ficaram associados a eles por longo tempo, porque consideravam que tudo o que vinha do ocidente era bom e útil.

Nunca pensamos que devíamos tê-los ajudado nesse aspecto, porque nos considerávamos inferiores. Não devemos ter alta consideração por nós mesmos nem devemos considerar-nos inferiores. Precisamos sim do suprimento do ocidente em muitas áreas, mas isso não significa que tudo que vem de lá está certo. Isso depende de nossa habilidade de discernir as coisas.

Recebemos ajuda dos irmãos ocidentais, mas eles também necessitam receber nossa ajuda. Devemos ser humildes e receber a ajuda deles, contudo isso não quer dizer que tudo o que possuem nos é conveniente. Nós os criticamos porque temos a esperança de que todos aprendamos a lição.

Quando os presbíteros decidem estudar certo livro da Bíblia, eles não insistiriam em outro livro se fossem experientes em questões espirituais e no comportamento. Esses irmãos tinham competência em sua área médica, porém na administração da igreja e no tocante a questões espirituais, eles eram como crianças aprendendo a falar.
 
Suprir as necessidades da igreja não depende de qual livro da Bíblia estudamos. Podemos suprir as necessidades espirituais dos santos mediante qualquer livro da Bíblia. Esses irmãos não eram os responsáveis na igreja, mas deram aos santos uma impressão negativa. Antes de fornecer suprimento, eles corrigiram outros; antes de exibir suas capacidades, criticaram outros. Isso indica falta de aprendizado em questões espirituais e falta de habilidade em lidar com os outros. Essa falta prejudica a obra de edificação da igreja. Por isso precisamos aprender a conhecer as pessoas e a discernir as questões que se colocam diante de nós.

Quando aprendemos a servir ao Senhor, precisamos ser capazes de discernir as situações. Não devemos pensar que tudo o que vem do ocidente é bom. Já convidamos irmãos do ocidente nutrindo grande expectativa, contudo o resultado da visita nos deixou apreensivos. De seu lado, sua conduta foi inconveniente; do nosso, não sabíamos como nos expressar. Tivemos muitas "refeições ocidentais", mas os irmãos do ocidente se recusaram a fazer "refeições chinesas". Isso é orgulho.

É necessário discernir as situações para obter a edificação da igreja. Se sempre apreciamos as coisas do ocidente e mostramos desprezo pelas do oriente, a igreja jamais será edificada. O Senhor não é somente Senhor dos judeus; é também Senhor dos gentios. De igual modo, o Senhor é dos ocidentais e também dos chineses.

Ele não dá luz e entendimento apenas para o ocidente. Por essa razão, enquanto não devemos ser orgulhosos, também não devemos sentir-nos inferiores. Devemos estudar se uma situação é certa ou errada, se é ou não útil. Não devemos pensar que tudo o que procede do ocidente é bom e, portanto, deve ser recebido. Antes, devemos aprender a conhecer as pessoas e a discernir as questões.

À medida que edificamos a igreja do Senhor, precisamos aprender a discernir as questões. Não devemos tratar nada de forma leviana. Devemos considerar e avaliar cuidadosamente as questões que envolvem a nós e os santos. Precisamos considerar a fonte de cada tópico e suas consequências antes de tomar qualquer decisão. 

Precisamos aprender essa lição. Todo médico tem de considerar com todo cuidado a medicação que deverá ser receitada a um paciente. Não podemos ser precipitados e negligentes ou imaturos e imprudentes; antes, temos de ser sempre cuidadosos e precavidos.

Precisamos passar tempo na presença do Senhor a fim de ponderar com todo cuidado como lidar com os outros. Uma vez que estamos edificando a igreja, precisamos aprender a discernir os fatos. Isso se aplica à administração da igreja, ao ministério da palavra e aos contatos com os outros.

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A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 6, capítulo 8, segunda

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO OITO:
A EDIFICAÇÃO DA IGREJA REQUER
CONHECIMENTO DE DIFERENTES QUESTÕES

SEMANA 6 - SEGUNDA
Leitura Bíblica: Mt 6:2-4; Lc 21:3; 2 Co 9:7

Ler e orar: "Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua mão esquerda o que faz a tua mão direita;" (Mt 6:3)


A IMPORTÂNCIA DE CONHECER DIFERENTES QUESTÕES

Neste capítulo iremos considerar as várias questões que precisamos conhecer. Para a edificação da igreja, precisamos conhecer as pessoas e várias questões. Se queremos apenas ser pessoas zelosas que pregam o evangelho a fim de salvar os pecadores e falam a verdade a fim de aperfeiçoar os santos, não há necessidade de adquirir conhecimento com relação a várias questões.

Entretanto, se queremos edificar a igreja, precisamos conhecer as pessoas e várias questões. Precisamos conhecer os que contatamos e os que desejam servir o Senhor. Devemos conhecer suas motivações e saber se sua carne já foi crucificada, e também conhecer seu espírito. Precisamos ainda conhecer a natureza, o resultado, o relacionamento e o impacto causado por essas questões.

Há muitos aspectos das coisas que precisamos conhecer. Por exemplo, um irmão que ama o Senhor pode dizer que Ele o moveu a ofertar vinte mil dólares à igreja. Por um lado, devemos agradecer ao Senhor e nos regozijar por esse irmão estar disposto a ser usado dessa forma pelo Senhor. Por outro, precisamos conscientizar-nos de que essa questão não é simples.

Precisamos ter entendimento com relação à questão de ofertar, ou seja, temos de compreender a motivação, natureza, método e propósito da oferta desse irmão. Também devemos conhecer os possíveis resultados e influência de sua oferta. Se apenas agradecemos ao Senhor e a aceitamos, nossa obra não terá sido para a edificação da igreja, e sim para sua demolição.

Precisamos buscar ser iluminados pelo Senhor mediante oração e consideração para examinar a história e os antecedentes da pessoa que faz a oferta. Temos de levar em consideração sua reputação e posição na sociedade, além da origem do dinheiro que oferta. Devemos considerar também suas intenções diante do Senhor e o espírito de sua oferta.

Quando os presbíteros recebem grande soma de dinheiro como oferta para a igreja, devem dedicar tempo para compreender como esse valor foi obtido. Além disso, precisam considerar seriamente os possíveis efeitos, diretos ou indiretos, de recebê-la. Em outras palavras, os presbíteros necessitam ter conhecimento básico acerca dessa questão especifica.

Vamos supor que outro irmão diga que deseja ofertar cinqüenta mil dólares para ajudar os irmãos em necessidade. Apesar de ser bom, isso não é tão simples. Não devemos simplesmente agradecer ao Senhor por esse irmão, pensando que essa é uma oferta que veio no tempo oportuno para ajudar os santos necessitados. Não devemos pensar que, só por distribuir cinqüenta mil dólares entre os pobres da igreja, ela será edificada. Pelo contrário, precisamos considerar se a oferta não poderia levar a igreja a desmoronar.

Isso pode ser comparado a uma cirurgia que leva a pessoa a perder a vida em vez de curá-la ou a um alimento que leva a pessoa a ficar doente em vez de nutri-la. Para edificar a igreja, não podemos ser simplórios a esse ponto. Precisamos aprender a ter total compreensão da situação que estamos enfrentando. Só assim poderemos determinar o que temos de fazer e como fazê-lo.

Discernir as questões relaciona-se não apenas com a administração da igreja, mas até mesmo com o ministério da palavra. Podemos pregar mensagens que desencorajem em lugar de encorajar se nos falta conhecimento de determinado assunto. Por isso, se queremos aprender a edificar a igreja, precisamos aprender a discernir as situações.

Temos de aprender a conhecer todas as questões direta ou indiretamente relacionadas com a igreja, desde que sejam algo que possamos investigar e contatar. Nossa habilidade de administrar a igreja depende de nossa capacidade de conhecer as pessoas e as questões. Nossa habilidade de pregar a palavra e trabalhar para o Senhor depende de conhecer ou não as pessoas e as questões.

Até mesmo nossa habilidade de visitar e oferecer ajuda às pessoas depende de tais conhecimentos. Alguns irmãos responsáveis agem de maneira imprópria na administração da igreja, porque lhes falta o conhecimento com respeito às várias questões. 

Algumas mensagens podem instruir os santos, mas resultar em demolição e não em edificação da igreja. Isso resulta de um conhecimento inadequado no que diz respeito às questões. A falta de conhecimento também pode levar-nos a demolir a igreja enquanto a edificamos.


CUIDAR DOS SANTOS NECESSITADOS

Dois irmãos do ocidente, um dos quais era médico, estiveram conosco por algum tempo, porém sua obra não nos trouxe muitos benefícios. Tinham o desejo de servir com os santos, no entanto sentimos que não obtiveram muito proveito nem trouxeram muito proveito aos irmãos. 

A falta de frutos não se relacionava com a instrução, mas com a edificação da igreja. Com respeito à edificação da igreja, sentimos que recebê-los no serviço resultaria em grande perda. Como servos do Senhor, não devemos fazer fofoca ou ser descuidados nas conversas sobre esse assunto. O fato, no entanto, é que o contato com esses dois irmãos deu origem a muitos problemas em vez edificar a igreja.

Segundo nosso discernimento, problemas poderiam surgir porque não conhecíamos totalmente que tipo de pessoa eles eram. Não estávamos certos também quanto ao que seriam capazes de fazer ou qual seria o resultado de sua obra. As pessoas que entraram em contato com eles estavam confusas e incertas.

Eles ajudaram muitos santos com seus conhecimentos médicos, sem nada cobrar e até pagaram despesas hospitalares para alguns. Entretanto toda a obra que realizaram resultou em demolição da igreja, e não em edificação.

Certo dia minha esposa e eu fomos visitar o irmão que era médico. No caminho vimos uma irmã cuja criança contraíra tuberculose e já fora operada por ele duas vezes. Ela sentia que fora pela misericórdia de Deus que o irmão cobrara dela apenas a metade das taxas na primeira cirurgia e realizara a segunda sem cobrar nada.

Por um lado, ele era gentil e cuidava dos pobres. Por outro, aqueles de quem ele cuidava ficavam agradecidos a ele, mas não obtinham mais de Cristo. Portanto não era para a edificação da igreja. Além do mais, aqueles a quem ele ajudava não se sentiam dignos; pelo contrário, sentiam-se inferiores a ele e aos irmãos responsáveis.

Por essa razão, o que esse irmão fazia em amor na realidade trazia demolição para a igreja, e não edificação. Caso tivesse encargo de ajudar os santos materialmente, poderia aceitar os honorários médicos e ser
conduzido pelo Senhor a colocar um valor na caixa de ofertas. Desse modo os irmãos receberiam ajuda diretamente das mãos de Deus; não se sentiriam aviltados diante dos homens nem pensariam que a ajuda vinha de homens ou da igreja. Sentiriam apenas que Deus os visitara. Isso os edificaria com um caráter nobre.

Se nossa ajuda leva os irmãos a se sentir inferiores ou em débito conosco, demolimos a igreja em lugar de edificá-la. Nossa ajuda não deve levar os outros a se sentir gratos a nós. Em outras palavras, não devem sentir-se inferiores a nós. Não devem sentir-se como nossos beneficiários.

Se causamos esses sentimentos nas pessoas, somos uma instituição de caridade e não a igreja. Os santos não devem simplesmente sentir-se agradecidos a nós, à igreja ou aos presbíteros. Precisamos conduzi-los a Cristo. Somente esse resultado produz a edificação da igreja.

Se mantivermos a atitude de dar esmolas, demonstrar caridade ou prestar assistência aos santos necessitados, vamos corromper a igreja do Senhor. Embora a irmã cujo filho contraíra tuberculose estivesse muito grata ao Senhor e O louvasse por isso, todo o seu ser estava corrompido. Em seu aviltamento, ela se tornou dependente dos outros e até mesmo subserviente a eles. Os que recebem contínua ajuda de terceiros não podem ser edificados no caráter e a igreja, por sua vez, também não pode ser edificada.

Nesse aspecto os dois irmãos ocidentais necessitavam de fato de nossa comunhão. Contudo não fomos capazes de ajudá-los. Isso prova que não tivemos discernimento no que diz respeito a essas questões. Além disso, devido a essa falta, nossa obra aqui não pode edificar a igreja. Quando cuidamos dos irmãos necessitados, precisamos considerar se nosso cuidado é para a edificação ou para a demolição deles. Isso depende de nossa habilidade em discernir as questões.

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domingo, 20 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 6, capítulo 7, domingo

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO SETE:
A EDIFICAÇÃO DA IGREJA REQUER
CONSAGRAÇÃO TOTAL

SEMANA 6 - DOMINGO
Leitura Bíblica: 1 Co 9; Fp 4:17; Cl 1:24

Ler e orar: "O receio do homem armará laços, mas o que confia no SENHOR será posto em alto retiro" (Pv 29:25)


A VERGONHA DE BUSCAR AJUDA
DE OUTROS A FIM DE REDUZIR
NOSSO SOFRIMENTO

O caminho da consagração é um caminho de sofrimento, de sacrifício, no qual tudo o que nos pertence naufraga. Alguns se consagram a fim de obter a compaixão dos outros e assim reduzir o próprio sofrimento. Esses crentes perderam sua consagração. É vergonhoso buscar a ajuda de terceiros com o objetivo de reduzir nosso sofrimento.

Os que são de fato consagrados precisam aprender a não procurar ajuda dos outros. Preferimos sofrer diante do Senhor a buscar a ajuda de terceiros, e preferimos passar fome por três dias seguidos a permitir que outras pessoas saibam de nossa necessidade. No entanto essa não é nossa realidade atual. Alguns ao sofrer muito pouco já desejam ser notados pelos outros e receber ajuda deles. Isso é indicativo de que sua consagração já não é tão forte como no passado.

O primeiro grupo de servos entre nós não buscava ajuda de terceiros. Até mesmo diziam às pessoas que não escolheriam o caminho de receber ajuda dos outros. Tinham a capacidade de fazer dinheiro no mundo, mas por amor ao Senhor não foram ao mundo para obtê-lo. Tais eram a situação e o caráter dos que serviam logo no início.

Infelizmente alguns dentre nós agora receiam não conseguir ajuda. Parece que vergonha para nós agora é não receber ajuda. Mas é uma glória que os outros não cuidem de nós, porque servimos ao Senhor em tempo integral. Não é glorioso procurar obter ajuda e compaixão de outros; ao contrário, é vergonha.

Nós nos tornaremos deploráveis parasitas se sempre esperarmos a ajuda de terceiros. Em função disso, alguns podem repreender-nos, afirmando que somos os parasitas da sociedade, já que dependemos de outros para nosso sustento. Isso indica que nossa consagração não é firme. Contudo não quer dizer que os santos não devam amar e cuidar dos servos do Senhor.

Por muitos anos os colaboradores mais velhos mantiveram o principio de que não nos agradamos nem nos sentimos gratos pela ajuda que recebemos diretamente dos outros. Não queremos receber nenhuma contribuição diretamente das mãos dos homens

Os que se sentem responsáveis por nosso cuidado devem ofertar pela caixa de ofertas. Queremos receber nosso suprimento diretamente das mãos de Deus. Uma pessoa perguntou certa ocasião a um irmão, que servia em tempo integral, quanto em oferta ele recebera naquela semana. Esse tipo de pergunta é um insulto a quem serve em tempo integral. Devemos olhar bem nos olhos de quem as faz e dizer-lhe que isso não é da conta dele. Sua pergunta não reflete amor pelos que servem ao Senhor; ao contrário, são uma ofensa. Uma pessoa de fato interessada deve contribuir colocando a oferta na caixa apropriada sem perguntar quanto um servo do Senhor recebe. Essas são perguntas inconvenientes.

A esposa de um irmão que serve disse certa vez que seu marido recebia apenas uns poucos dólares por semana. Isso levou outros a sentir que deveriam ajudá-lo a encontrar um emprego. Isso é vergonhoso. Já que esse casal estava disposto a seguir por esse caminho, não devia reclamar. Quem serve ao Senhor não deve agir desse modo. Os que escolhem seguir esse caminho precisam saber que é um caminho de sofrimento e pobreza. Não devem esperar ter vida próspera. O Senhor nunca disse que os que optarem por esse caminho terão comida com que se alimentar e boa vida. Em vez disso disse que devemos deixar tudo para segui-Lo. Devemos até mesmo perder a vida. Esse é o caminho da consagração.

É glorioso quando podemos viver pela fé um ano inteiro, sem que ninguém demonstre preocupação conosco. Porém existem situações em que os que servem pedem a ajuda dos outros. Quando estamos nessa condição, podemos fazer a obra do cristianismo institucionalizado, mas não a da edificação da igreja. Quando edificamos a igreja, nossa fama, reputação, ser e família irão naufragar. Nossa reputação, o que somos e o que temos precisam ser enterrados. O apóstolo Paulo sofreu naufrágio pelo Senhor; e o Senhor ganhou seu tudo.

O Senhor Jesus pode levar as pessoas ao naufrágio. Muitas vidas já naufragaram por causa Dele. Isso é questão de consagração, de se pagar o preço; isso é o que significa afirmar: "Preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja" (Cl 1:24).


O CAMINHO DA CONSAGRAÇÃO É
CONSIDERADO ANORMAL

Precisamos considerar a questão da consagração e considerar o preço que precisamos pagar. Os que estão no cristianismo institucionalizado não seguem esse caminho. Precisamos estar prontos para ser naufragados por Cristo. Não devemos avaliar as coisas de acordo com nossos pensamentos naturais. Não devemos considerar nossa profissão, casamento, família ou estudos segundo o pensamento natural. 

A situação dos primeiros apóstolos, dos cristãos que tomaram parte na vida da igreja primitiva e dos que seguiram o Senhor através dos séculos sem dúvida não pode ser considerada normal. Somente podemos ser considerados normais se não nos consagramos e não trilhamos o caminho da consagração. Todos os caminhos da consagração são com certeza anormais.

Por exemplo, os pais da irmã Dora Yu enviaram-na à Inglaterra para estudar medicina. Contudo, quando o navio em que ela estava, chegou ao porto de Marselha, na França, ela disse ao capitão que precisava retornar à China a fim de pregar o evangelho. Isso é anormal. Não podemos trilhar um caminho normal em nossa vida humana. Se seguirmos por um caminho normal, não poderemos trilhar o caminho da consagração. Que todos vejamos que o caminho de servir ao Senhor é o caminho da consagração. Não existe nada de normal nesse caminho; ao contrário, tudo nele é anormal.

Desfrute mais: Hino 213

sábado, 19 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 5, capítulo 7, sábado

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO SETE:
A EDIFICAÇÃO DA IGREJA REQUER
CONSAGRAÇÃO TOTAL

SEMANA 5 - SÁBADO
Leitura Bíblica: Lc 9:57-62

Ler e orar: "Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça." (Mt 8:20)


SOMOS INCAPAZES DE CUIDAR
DA CASA DE DEUS E DA NOSSA (2)

Nestes dias, o inimigo não apenas realiza uma obra de dissensão entre nós como também conduz muitos a enfraquecer a consagração de si mesmos e ser cristãos condescendentes. Não podemos servir o Senhor e pertencer ao mundo; não conseguiremos ser bem-sucedidos em ambos.

Se todos os que servem cuidassem bem de sua carreira e família, seriam mais bem-sucedidos na carreira e cuidariam muito melhor da família. Isso pode ser comparado a cuidar de um jardim capinando e regando todos os dias. Com certeza esse jardim será lindo.

Se uma pessoa gerencia um hospital e trabalha diligentemente todos os dias, esse hospital será sem dúvida um sucesso. Isso se assemelha à questão da consagração. Se nos devotamos a cuidar da carreira, estudos e família, não devemos esperar que a igreja prospere. Em lugar disso, a igreja ficará desolada e abandonada. Se dermos prioridade a nossa carreira profissional e a nossa família, e colocarmos o Senhor e a igreja em segundo lugar, a igreja não crescerá.

Reunir-se todos os dias pode fazer-nos sofrer perdas pessoais. Entretanto precisamos perguntar-nos com relação ao propósito de nossa existência: Estamos aqui por nossa casa ou pela casa de Deus?

Um missionário ocidental em Manila testemunhou que sua filha mais velha e seu segundo filho queriam ser pregadores. Ele se regozijava porque muitos de seus filhos eram pregadores e por sua família ser de missionários. Se vivermos uma vida confortável e fácil e não pagarmos o preço de seguir o Senhor, nossos filhos irão querer seguir-nos. 

Pregadores assim podem viajar por todo o mundo, podem ter empregados, não sofrem privações. Podem ainda ser tidos em alta consideração pelos outros. Quantas pessoas têm condições de viver o tipo de vida que eles levam? Se escolhessem o caminho de um nazireu, seria muito improvável que seus filhos ainda quisessem ser pregadores.

Visto que os que trabalham na China escolheram o caminho da consagração, nenhum de seus filhos tem o desejo de servir. Se queremos fazer uma obra de consagração e tomar o caminho estreito na restauração do Senhor, não devemos alimentar a expectativa de que uma vida confortável nos aguarda à frente.

Não podemos confiar no caminho tomado pelos missionários do ocidente. Se o tomarmos, realizaremos uma obra do cristianismo institucionalizado, e não a obra de edificar a igreja. Quando realizamos a obra de edificação da igreja, nossa fama, reputação, família, energia e homem natural sofrerão naufrágio. Nossa reputação e o que de fato somos naufragarão.

Quem deseja servir ao Senhor e preservar a respeitabilidade em sua família, carreira e estudos, tomou o caminho errado. Para nós não existe maneira de obter sucesso em ambos. Se queremos permitir que o Senhor edifique e obtenha alguma coisa, nossa consagração precisa ser total. Isso não é apenas questão de seguir os pais ou o marido porque sentimos o desejo de pregar. É questão de sofrer naufrágio causado por Jesus. Ele fará naufragar nosso tudo. Trata-se de real consagração.

Entretanto isso não significa que não precisamos estudar, ter profissão ou cuidar da família. Não devemos abandonar tudo. Devemos e temos de fazer o melhor nos estudos, no cuidado da família e no trabalho. No entanto, quando existir conflito entre os dois, devemos perguntar-nos que lado deve vencer. O Senhor Jesus deve obter a vitória, ou nosso benefício deve sair vitorioso?

Devemos perguntar-nos também que lado tem prioridade em nosso íntimo? Qual é nossa ocupação principal? Todos devemos dar uma resposta definitiva diante do Senhor. Acaso consideramos o Senhor Jesus e Sua obra em primeiro lugar ou em segundo? Se queremos fazer uma obra do cristianismo institucionalizado, podemos considerar o que nos pertence em primeiro, e o que pertence ao Senhor em segundo lugar. Se queremos edificar a igreja, precisamos dar prioridade ao Senhor.

Desfrute mais: Hino 219

Estudo-Vida de Ezequiel, semana 9, sábado, mensagem 20

ESTUDO-VIDA DE EZEQUIEL Mensagem 20 OS ÁTRIOS EXTERIOR E INTERIOR SEMANA 9 - SÁBADO Leitura Bíblica:  Ez 40-42 Ler e orar:  “ Respondeu-lhes...