A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO SETE:
A EDIFICAÇÃO DA IGREJA REQUER
CONSAGRAÇÃO TOTAL
SEMANA 6 - DOMINGO
Leitura Bíblica: 1 Co 9; Fp 4:17; Cl 1:24
Ler e orar: "O receio do homem armará laços, mas o que confia no SENHOR será posto em alto retiro" (Pv 29:25)
A VERGONHA DE BUSCAR AJUDA
DE OUTROS A FIM DE REDUZIR
NOSSO SOFRIMENTO
O caminho da consagração é um caminho de sofrimento, de sacrifício, no qual tudo o que nos pertence naufraga. Alguns se consagram a fim de obter a compaixão dos outros e assim reduzir o próprio sofrimento. Esses crentes perderam sua consagração. É vergonhoso buscar a ajuda de terceiros com o objetivo de reduzir nosso sofrimento.
Os que são de fato consagrados precisam aprender a não procurar ajuda dos outros. Preferimos sofrer diante do Senhor a buscar a ajuda de terceiros, e preferimos passar fome por três dias seguidos a permitir que outras pessoas saibam de nossa necessidade. No entanto essa não é nossa realidade atual. Alguns ao sofrer muito pouco já desejam ser notados pelos outros e receber ajuda deles. Isso é indicativo de que sua consagração já não é tão forte como no passado.
O primeiro grupo de servos entre nós não buscava ajuda de terceiros. Até mesmo diziam às pessoas que não escolheriam o caminho de receber ajuda dos outros. Tinham a capacidade de fazer dinheiro no mundo, mas por amor ao Senhor não foram ao mundo para obtê-lo. Tais eram a situação e o caráter dos que serviam logo no início.
Infelizmente alguns dentre nós agora receiam não conseguir ajuda. Parece que vergonha para nós agora é não receber ajuda. Mas é uma glória que os outros não cuidem de nós, porque servimos ao Senhor em tempo integral. Não é glorioso procurar obter ajuda e compaixão de outros; ao contrário, é vergonha.
Nós nos tornaremos deploráveis parasitas se sempre esperarmos a ajuda de terceiros. Em função disso, alguns podem repreender-nos, afirmando que somos os parasitas da sociedade, já que dependemos de outros para nosso sustento. Isso indica que nossa consagração não é firme. Contudo não quer dizer que os santos não devam amar e cuidar dos servos do Senhor.
Por muitos anos os colaboradores mais velhos mantiveram o principio de que não nos agradamos nem nos sentimos gratos pela ajuda que recebemos diretamente dos outros. Não queremos receber nenhuma contribuição diretamente das mãos dos homens.
Os que se sentem responsáveis por nosso cuidado devem ofertar pela caixa de ofertas. Queremos receber nosso suprimento diretamente das mãos de Deus. Uma pessoa perguntou certa ocasião a um irmão, que servia em tempo integral, quanto em oferta ele recebera naquela semana. Esse tipo de pergunta é um insulto a quem serve em tempo integral. Devemos olhar bem nos olhos de quem as faz e dizer-lhe que isso não é da conta dele. Sua pergunta não reflete amor pelos que servem ao Senhor; ao contrário, são uma ofensa. Uma pessoa de fato interessada deve contribuir colocando a oferta na caixa apropriada sem perguntar quanto um servo do Senhor recebe. Essas são perguntas inconvenientes.
A esposa de um irmão que serve disse certa vez que seu marido recebia apenas uns poucos dólares por semana. Isso levou outros a sentir que deveriam ajudá-lo a encontrar um emprego. Isso é vergonhoso. Já que esse casal estava disposto a seguir por esse caminho, não devia reclamar. Quem serve ao Senhor não deve agir desse modo. Os que escolhem seguir esse caminho precisam saber que é um caminho de sofrimento e pobreza. Não devem esperar ter vida próspera. O Senhor nunca disse que os que optarem por esse caminho terão comida com que se alimentar e boa vida. Em vez disso disse que devemos deixar tudo para segui-Lo. Devemos até mesmo perder a vida. Esse é o caminho da consagração.
É glorioso quando podemos viver pela fé um ano inteiro, sem que ninguém demonstre preocupação conosco. Porém existem situações em que os que servem pedem a ajuda dos outros. Quando estamos nessa condição, podemos fazer a obra do cristianismo institucionalizado, mas não a da edificação da igreja. Quando edificamos a igreja, nossa fama, reputação, ser e família irão naufragar. Nossa reputação, o que somos e o que temos precisam ser enterrados. O apóstolo Paulo sofreu naufrágio pelo Senhor; e o Senhor ganhou seu tudo.
O Senhor Jesus pode levar as pessoas ao naufrágio. Muitas vidas já naufragaram por causa Dele. Isso é questão de consagração, de se pagar o preço; isso é o que significa afirmar: "Preencho o que resta das aflições de Cristo, na minha carne, a favor do seu corpo, que é a igreja" (Cl 1:24).
O CAMINHO DA CONSAGRAÇÃO É
CONSIDERADO ANORMAL
CONSIDERADO ANORMAL
Precisamos considerar a questão da consagração e considerar o preço que precisamos pagar. Os que estão no cristianismo institucionalizado não seguem esse caminho. Precisamos estar prontos para ser naufragados por Cristo. Não devemos avaliar as coisas de acordo com nossos pensamentos naturais. Não devemos considerar nossa profissão, casamento, família ou estudos segundo o pensamento natural.
A situação dos primeiros apóstolos, dos cristãos que tomaram parte na vida da igreja primitiva e dos que seguiram o Senhor através dos séculos sem dúvida não pode ser considerada normal. Somente podemos ser considerados normais se não nos consagramos e não trilhamos o caminho da consagração. Todos os caminhos da consagração são com certeza anormais.
Por exemplo, os pais da irmã Dora Yu enviaram-na à Inglaterra para estudar medicina. Contudo, quando o navio em que ela estava, chegou ao porto de Marselha, na França, ela disse ao capitão que precisava retornar à China a fim de pregar o evangelho. Isso é anormal. Não podemos trilhar um caminho normal em nossa vida humana. Se seguirmos por um caminho normal, não poderemos trilhar o caminho da consagração. Que todos vejamos que o caminho de servir ao Senhor é o caminho da consagração. Não existe nada de normal nesse caminho; ao contrário, tudo nele é anormal.
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