quinta-feira, 10 de abril de 2025

A administração da igreja e o ministério da palavra, semana 4, capítulo 5, quinta

A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA

CAPÍTULO CINCO:
A UNIDADE EM JOÃO 17

SEMANA 4 - QUINTA
Leitura Bíblica: Mt 
7:22-23

Ler e orar: "Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus." (Mt 7:21)


A EDIFICAÇÃO COMO A SOLUÇÃO DE TODOS
OS PROBLEMAS NA IGREJA E COMO A
INTRODUÇÃO DAS BÊNÇÃOS DE DEUS

Paulo foi o maior apóstolo do Senhor. Contudo, ao escrever a Epístola de 1 Coríntios, declarou: "Paulo, chamado pela vontade de Deus para ser apóstolo de Jesus Cristo, e o irmão Sóstenes" (1:1). A referência de Paulo a Sóstenes demonstra que ele tinha consciência do Corpo e espírito de coordenação. Tenho dúvidas que muitas pessoas tenham prestado atenção ao nome de Sóstenes.

O espírito do apóstolo é diferente do nosso. O isolamento entre nós se aprofunda cada vez mais. Todos são capazes, os mais jovens e os mais velhos, e é como se não houvesse necessidade de depender uns dos outros. Os mais velhos acham que são mais experientes e sabem tudo sobre a administração da igreja. Sentem que sabem ser presbíteros.

Apesar de não dizer isso, é a atitude que cultivam no espírito. Podemos ser gentis e chamar isso de espírito de demolição, mas na verdade trata-se de espírito de rebelião. Quando um irmão fala, alguns podem ser críticos e dizer no coração: "Já sei isso". Esse tipo de espírito é destrutivo para a obra de Deus.

Não devemos esperar que nossa obra seja abençoada se estamos isolados e agimos de forma individual. Não devemos esperar que uma obra realizada assim produza edificação. Como ministramos a palavra e participamos da obra de Deus de alguma forma, haverá resultados.

Até a obra da Igreja Católica produz resultado. Precisamos perguntar-nos, no entanto, se essa obra produz o que Deus quer. Será que a Igreja Católica pode instruir dois ou três milhões de pessoas para que vivam unânimes, amem-se mutuamente e tomem posição por Deus? 

As pessoas que forem instruídas por ela serão cheias de opinião própria. Deus não pode edificá-las. Ele não pode obter uma habitação, uma morada, nelas. Pela misericórdia de Deus, que enxerguemos a necessidade de ser edificados e assim nos dedicar a uma obra que edifique outros. 

Quando levamos pessoas à salvação, é preciso que haja elemento de edificação. Quando as levamos à salvação, precisamos não só torná-las espirituais, como também edificá-las. Depois de conduzidas ao Senhor por nosso intermédio, elas devem não só amar o Senhor, mas também ser edificadas juntamente com outras pessoas.

Seguindo o mesmo princípio, os presbíteros não precisam só administrar a igreja, mas também edificá-la. Assim, os irmãos sob sua administração serão unânimes e dispostos a se submeter a outros, considerando a submissão como sua glória. Essa é a gloriosa obra que precisamos realizar aqui. 

Só capacidade não basta. Se forem comparados aos presbíteros, alguns irmãos mais jovens podem ser mais aptos em termos de habilidades pessoais e capacidade intelectual. Isso, porém, não significa que possam servir como presbíteros.

As qualificações para ser presbítero não dependem de habilidades ou de capacidade intelectual, mas de ele ser quebrantado e submisso. É possível que em nossa obra como presbíteros, acabemos gerando santos inclinados à dissensão e à rebelião.

Nosso serviço pode levar as pessoas à salvação e fazer delas pessoas espirituais que amem ao Senhor com zelo, porém que não sejam edificadas.

Por favor, permitam-me que lhes diga algo solene: desde o início do ano venho sentindo que Satanás quer que façamos uma obra ao mesmo tempo espiritual e cheia de zelo, mas também demolidora e carente de submissão mútua.

Muitos jovens foram envenenados quanto a esses aspectos. Precisamos proclamar uma advertência: os que desejam servir ao Senhor precisam tomar o caminho da edificação. Se há conhecimento, porém falta edificação, está aberto o caminho para a rebelião.

Se há "espiritualidade", porém não há edificação, esse é o caminho de Satanás. Nos dois mil anos de história da igreja, ninguém foi usado por Deus sem estar disposto a se colocar sob Sua mão e ser submisso.

Deus não quer realizar uma obra hoje apenas de salvar pecadores e aperfeiçoar os santos. Sua obra primordial é edificar uma habitação. Jamais devemos pensar que a edificação não é essencial ou que seja facilmente "fabricada".

Deus precisa trabalhar muito a fim de edificar uma pessoa isolada. Ele quer que entremos na glória. Quer que sejamos edificados juntamente com outros como Sua gloriosa habitação. Sem estar coordenados e edificados com outros, não poderemos entrar na glória.

Se pudermos viver e trabalhar de forma coordenada, Deus acrescentará outras pessoas que também sejam aptas a viver e trabalhar desse modo. Se Deus não puder realizar Sua edificação em nós hoje, Ele o fará mais tarde. Os que entram na glória de Deus precisam ser edificados por Ele.

Para ser edificados, é crucial ser capazes de nos coordenar com outros. Para estar coordenados, precisamos ser quebrantados. Talvez nos consideremos pedras excelentes, porém não conseguimos ser edificados juntos.

De modo semelhante, podemos considerar alguém que é capaz de se coordenar com outros como uma pedra feia. Isso apenas mostra que o que de fato importa é alguém ser capaz de ser edificado junto a outros e não seu grau de "espiritualidade".

Não é fácil para Deus encontrar um grupo de pessoas dispostas a se sujeitar mutuamente e a ser edificadas por Ele juntas. Deus quer derramar Sua bênção, contudo não é nada fácil achar vasos assim.

O Senhor afirmou que se dois ou três estiverem reunidos em harmonia, Ele estaria com eles e as suas orações seriam respondidas (Mt 18:19-20). Em outras palavras, as bênçãos de Deus estão onde quer que a edificação se manifeste.

Se dez por cento dos que servem em Taipé estiverem unânimes, a bênção de Deus acompanhará seu serviço. Por outro lado, se não existirem discussões em uma cidade, mas também não existir edificação, a bênção de Deus não se fará presente.

A bênção de Deus se baseia na unanimidade, na harmonia de espírito uns com os outros, na verdadeira coordenação entre nós e na unidade genuína. Por exemplo, se cinco irmãos e quatro irmãs se reúnem, os irmãos devem ser submissos uns para com os outros exatamente como as irmãs.

Se um irmão escolher um hino, todos devem cantar juntos com regozijo. Esse tipo de condição e de espírito trará a bênção de Deus sobre vocês.


O ORGULHO CONVIDA A DESTRUIÇÃO E
A HUMILDADE INTRODUZ A BÊNÇÃO

Há também muito orgulho em nosso meio. É doloroso ouvir perguntas como: "Por que ele é presbítero e eu não? Por que ele lidera a igreja toda e eu apenas um grupo nas casas?". Isso é orgulho.

O orgulho é fonte de suspeitas e nos leva a pensar que os presbíteros têm alta consideração por outros, mas não por nós. Isso é vergonhoso.

Se essa é nossa condição, poderemos pregar mensagens maravilhosas, no entanto nossa obra não trará resultados. A questão principal é nossa pessoa, e não a forma como falamos. A habilidade de pregar melhor do que Paulo não fará nossa obra mais eficaz. Tudo depende do estado de nossa pessoa.

Uma pessoa orgulhosa irá gerar outros orgulhosos. Produzimos frutos de acordo com nossa espécie. Colhemos o que plantamos. Quem ministra a palavra com orgulho não deve esperar colher frutos de humildade.

Quem administra a igreja com orgulho não deve esperar colher uma igreja humilde. Se administramos a igreja de forma orgulhosa, ela pode levantar-se para nos condenar e até rejeitar. A presença de tal condição em nosso meio nos dá um pesado encargo.

Precisamos perceber o que Deus realiza no universo hoje. Alguém pode dizer orgulhosamente: "Vejam! Todas essas pessoas foram salvas por meu intermédio". Podemos ter conduzido muitos à salvação, mas eles podem estar todos doentes, porque nós estamos doentes.

Desse modo causamos dano à igreja e não temos como evitar que nossa doença se espalhe. Os que amam o Senhor não elogiarão nossa obra. Se esperamos ser igualmente amados e louvados por quem ama e louva o Senhor, colheremos o fruto de nosso esforço algum dia. 

Em Mateus 7:22-23, o Senhor disse: "Muitos, naquele dia, Me dirão: Senhor, Senhor! não foi em Teu nome que profetizamos, e em Teu nome expulsamos demônios, e em Teu nome fizemos muitos milagres? Então lhes declararei: Nunca vos conheci. Apartai-vos de Mim, os que praticais a iniquidade".

Nesses versículos "nunca vos conheci" significa "nunca os aprovei". O Senhor não aprovava o que eles faziam. Portanto devemos sempre perguntar-nos se nossa pregação do evangelho e nossa administração da igreja são ou não para a edificação.

Talvez pensemos que somos competentes para administrar a igreja, porém depois de três anos a igreja estará em rebelião. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e percebamos que o espírito de Babel é rebelião, e isso é intolerável.

Se pudermos acolher com humildade a Sua misericórdia, seremos abençoados. Que o Senhor tenha misericórdia de nós e nos livre do espírito de Babel para que nos tornemos humildes e submissos.

A semente do orgulho no interior de todos nós é o maior problema para o Senhor em Sua obra de edificação. Ela é a fonte de nossa falta de edificação.

Se queremos ser edificados, precisamos submeter-nos aos outros e acolhê-los. Submissão requer humildade e acolhimento requer mansidão. Quem não é submisso nem acolhedor é orgulhoso, sentindo que pode fazer tudo por si mesmo.


Desfrute mais: Hino 152

"Ó Senhor, vem ajudar-me 
A na senda estreita andar; 
Tira meu orgulho e faz-me 
Pronto a tudo suportar. 
Por maior poder não rogo, 
Por profunda morte, sim; 
Tua cruz, Senhor, em tudo, 
Com poder, opere em mim"

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