A ADMINISTRAÇÃO DA IGREJA
E O MINISTÉRIO DA PALAVRA
CAPÍTULO CINCO:
A UNIDADE EM JOÃO 17
SEMANA 4 - QUARTA
Leitura Bíblica: Sl 101
Leitura Bíblica: Sl 101
Ler e orar: "Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que habitem comigo; o que anda em reto caminho, esse me servirá. Não há de ficar em minha casa o que usa de fraude; o que profere mentiras não permanecerá ante os meus olhos." (Sl 101:6-7)
DIFICULDADES E PROBLEMAS DEVIDOS
PRINCIPALMENTE AO INDIVIDUALISMO
Existem alguns assuntos que me fazem sofrer. Depois de ouvir um irmão falar, alguns vieram a mim e reclamaram que ele atacou outros em sua fala. Quando os irmãos dão mensagens, o propósito deles é instruir. Com relação ao conteúdo das mensagens, não creio que digam alguma heresia. Também não existe a necessidade de atacar outras pessoas enquanto falam. Se somos movidos por questões emocionais em nossa atividade, não faremos a obra de edificação.
Os santos têm a simplicidade das crianças. Os irmãos devem cooperar com Deus a fim de falar da parte de Deus, com o propósito de edificação e não de demolição. Os que ministram a palavra não devem oferecer ajuda com uma das mãos e transmitir germes com a outra. Caso contrário, os santos serão instruídos e feridos ao mesmo tempo. Isso resultará na demolição do edifício.
Depois de ouvir uma mensagem dada por um jovem, algumas pessoas vieram a mim e me inquiriram sobre o que ele falou. Isso indica que há um espinho em sua obra que torna as pessoas desconfortáveis.
Podemos entender que realizamos uma obra, contudo não percebemos que há um espinho interferindo nela. Esse tipo de obra não é proveitosa. Nossas mensagens não devem atacar as pessoas; devem ser positivas.
Nossa fala deve transmitir vida. Não deve levar as pessoas a fazer comparações negativas ou a ter um sentimento crítico ou de julgamento. O alvo quando falamos é a edificação. Portanto não devemos dar a impressão aos santos de que o que falamos é mais elevado do que o que os outros falam. Em vez disso, os santos devem perceber que a nossa palavra está em harmonia com a dos demais. Eles não deveriam ficar com a sensação de que um irmão ataca outro quando prega. Embora falem de diferentes perspectivas, eles são um.
Por essa razão, precisamos esforçar-nos para falar palavras que edificam. Isso requer que estejamos quebrantados e edificados juntos. Do contrário, não será possível fazer a obra de Deus. Esse é um assunto solene.
Embora as igrejas estejam fundamentadas em base adequada, a situação entre elas parece ser a de governo autônomo. Não devemos ter aromas locais distintos; antes, devemos ter apenas o aroma de Cristo.
Por exemplo, se vamos à cidade de Kaohsiung, devemos ter a sensação de que somos apenas a igreja em Kaohsiung. Um crente pode estar somente em uma cidade, e deve servir para a edificação ali.
Isso, porém, pode causar um novo problema, caso a igreja numa cidade não esteja disposta a manter comunhão com outras. Quando várias cidades foram erguidas pelo Senhor, os irmãos não sabiam administrar a igreja e, portanto, dependiam de outras igrejas. Por exemplo, as igrejas em Taiwan e em Kangshan dependiam da igreja em Kaohsiung.
Depois de progredir um pouco, passaram a cuidar de si mesmas sem depender de Kaohsiung. Apesar de não brigar, discutir ou entrar em contendas com a igreja em Kaohsiung, eles têm um governo autônomo. Os de Kaohsiung podem até partir o pão com eles, no entanto existe um sentimento de independência. Não há nem mesmo a edificação entre os santos individualmente.
A falta de edificação entre as igrejas resulta da falta de edificação entre os santos. Os irmãos responsáveis pela obra com jovens não dependem uns dos outros para ter vida. Isso é muito decepcionante. Eles são inteligentes e habilidosos e sentem que é mais eficaz trabalhar sozinho.
Esse labor individual, entretanto, não produzirá resultado. Apesar de não brigar ou discutir com os outros, são incapazes de trabalhar juntos e servir ao Senhor com uma só alma. Portanto, não há bênção.
Não podemos enganar os outros com relação à nossa verdadeira condição. Quando outros tocam em nosso espírito, conseguem perceber nossa real condição e sabem com certeza se somos ou não honestos. Os responsáveis pela obra com os jovens não possuem espírito corporativo. Podem até dizer que necessitam uns dos outros e não podem ser independentes; no entanto no coração desejam não ter de trabalhar com outras pessoas.
Se queremos ter a bênção do Senhor e Sua presença, e se queremos que os outros sejam aperfeiçoados, precisamos aprender a ser edificados juntos. Precisamos fazer cada obra na posição, atmosfera e espírito de ser edificados. Somente assim nosso empenho produzirá o resultado que Deus busca e abençoa.
Se de fato formos iluminados por Deus com essa verdade, iremos prostrar-nos em Sua presença e dizer: "Não posso viver à parte dos outros. Preciso ser edificado independente de quão espiritual eu sou".
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